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Novo relatório Comissão Europeia: a economia portuguesa está no caminho para a recuperação e expansão

25 Maio, 2022 by suporte

O mais recente relatório semestral da Comissão Europeia “2022 Country Report”, divulgado esta semana, refere uma recuperarão positiva da economia portuguesa mesmo após esta ter sido “duramente atingida pela pandemia”, com uma projeção de o crescimento de 5,8% em 2022.

O sólido ritmo de crescimento, antes da crise pela COVID-19, foi afetado pela grande exposição do País ao turismo (13% emprego em 2019), com uma contração do PIB de 8,4% em 2020. Contudo, a economia portuguesa cresceu 4,9% em 2021, recuperando mais da metade do nível de produção perdido em 2020. O levantamento de restrições, as altas taxas de vacinação e a recuperação projetada na exportação de serviços liderados pelo setor do turismo, contribuíram fortemente para as estimativas de crescimento. Estima-se que o PIB tenha atingido níveis pré-pandemia no primeiro trimestre de 2022. A inflação subiu para 0,9% em 2021 e deverá aumentar para 4,4% em 2022, entre uma volatilidade significativa nos mercados de commodities afetados pela invasão da Ucrânia pela Rússia.

No mercado do trabalho, mostrou-se resiliência, mas o desemprego nas camadas mais jovens continua elevado. A maioria dos indicadores recuperaram para níveis pré-pandemia e o desemprego caiu para 6,6% em 2021. O emprego e as taxas de atividade recuperaram para máximos históricos, suportados pelas iniciativas de apoio ao trabalho, incluindo a assistência financeira ao abrigo do programa SURE da União Europeia (Support to mitigate Unemployment Risks in an Emergency). Com a eliminação progressiva dos instrumentos de apoio, prevê-se que o emprego cresça a um ritmo mais lento do que o PIB 2022 e 2023. Os jovens em trabalho precário foram os mais severamente atingidos pela Pandemia. A taxa de desemprego nos jovens, já acima da média da UE antes da crise, atingiu um pico de 26,1% no terceiro trimestre de 2020 e permaneceu acima de 20% em 2021, com níveis particularmente elevados nos Açores e Madeira.

Quanto às disparidades regionais, o relatório afirma que elas persistem. O índice do PIB por habitante caiu de 76%, em relação à média da UE em 2020, para 74% em 2021, sendo Lisboa a única região do País próxima da média europeia. Portugal continua a enfrentar desafios para alcançar um maior nível de coesão inter e intra-regional. A região da capital concentra atividades de alto valor agregado e serviços públicos, persistindo fortes disparidades entre Lisboa e o resto do país.

Arquivado em:Notícias

A ética nas organizações e o papel das lideranças

25 Maio, 2022 by suporte

“Tudo começa na maneira como as organizações são governadas. Se uma organização é governada de uma maneira em que há um profundo desprezo pela ética, não há ambiente, nem social que os valha”, as palavras são de Mário Parra da Silva, Presidente da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, que destaca o “G” das siglas ESG- Environment, Social and Governance.

No encerramento do evento ESG Week 2022, o debate sobre “A Ética como componente essencial na governação das organizações” contou ainda com a presença de Sara Teixeira, coordenadora de Sustentabilidade da COLEP e Telma Pinho, Chief Sustainability Officer da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), que deram os seus testemunhos relativamente à importância de as organizações terem um código de ética.

O mercado mudou, e uma empresa que não tenha integridade e transparência quanto aos seus valores será uma organização que não terá futuro. “As empresas têm de mudar, têm de se adaptar”, declara a coordenadora de Sustentabilidade da COLEP. “A questão da liderança e de dar o exemplo para nós é fulcral”, acrescenta. A mudança e a implementação do código de ética têm de partir dos líderes, cabendo-lhes assegurar que a cultura de ética está a ser desenvolvida, e que as pessoas que lá trabalham se sentem seguras e que acreditam nos valores da organização.

Muitas organizações em Portugal não valorizam a ética, são as chamadas “organizações predadoras”. Existe ainda um longo caminho para as empresas nacionais começarem a dar valor à ética e não a considerá-la um consumo de tempo e dinheiro, reflete Mário Parra da Silva: “Um dos grandes dramas da ética é que não se vê quando ela acontece, mas quando não acontece dá imensamente nas vistas, e normalmente dá cabo de uma organização.”

A sobrevivência das organizações, hoje em dia, é certamente assegurada pela ética, refere ainda, já que decisões eticamente orientadas garantem que a médio e longo prazo a organização persista. “É bom recordar que quase todos os grandes acidentes que abalaram terrivelmente as organizações ao ponto de as levar a desaparecer, não foram acidentes ambientais nem económicos, foram acidentes éticos.”

As empresas que têm um código de ética bem definido, terão sucesso garantido: “a ética é o motor”, assegura Telma Pinho. A ética nas organizações é algo que se vai trabalhando ao longo do tempo, são valores que são instaurados e pelos quais colaboradores e chefias se regem. Por isso, Sara Teixeira afirma “Isto não é um sprint, é uma maratona”.

Os instrumentos e ferramentas usados pelas empresas passam pela divulgação interna e formações, assim como atividades de brainstorming sobre dilemas éticos. Ao pensar mais frequentemente em problemáticas de cariz ético que possam surgir no local de trabalho, os colaboradores estarão mais aptos para saber gerir o assunto.

Os comités de ética internos são cruciais no que toca aos reports de questões éticas. Estes órgãos são transparentes, independentes e dando conforto dos colaboradores para reportarem qualquer situação em anonimato. Telma Pinho acrescenta: “estes comités têm a missão de alinhar a empresa com as melhores práticas da ética, dar o suporte à equipa da administração e à empresa como um todo”.

 

Por Denise Calado

Arquivado em:Notícias

Cinco erros que comprometem a sua cibersegurança

25 Maio, 2022 by suporte

Os regimes híbridos e remotos marcaram o mercado de trabalho nos últimos tempos e trouxeram maior visibilidade sobre a necessidade da segurança cibernética nas organizações. A Experis, marca tecnológica do ManpowerGroup, partilha cinco dos erros mais frequentemente cometidos pelas empresas, que comprometem a sua cibersegurança e que devem ser evitados.

 

1. Não realizar controlo de acesso à internet

Em ambiente corporativo, o controlo de acesso à internet deve responder a algumas regras mínimas, nomeadamente para se evitar a entrada em websites que podem ser uma ameaça para a segurança online da organização. Muitas vezes as empresas e os colaboradores estabelecem apenas o bom senso como responsável por esta gestão. No entanto, a relação poderá sofrer danos, de parte a parte, se um dos envolvidos deixar de cumprir a sua obrigação e colocar em risco a estrutura organizacional e de dados.

 

2. Não formar os colaboradores para o tema da cibersegurança

A segurança cibernética não é responsabilidade apenas das equipas de tecnologias de informação (TI), até porque a falha humana ainda é responsável pelo acontecimento de muitos ataques, nomeadamente quando os colaboradores que são vítimas de um golpe de phishing e clicam num link malicioso que pode acabar por afetar toda a organização. Assim, para além de confiar no conhecimento das equipas de TI, as empresas devem apostar na formação de todos os restantes colaboradores para que reconheçam uma ameaça cibernética e, sempre que possível, saibam evitá-la.

 

3. Não efetuar as devidas atualizações de software

Estas atualizações existem, muitas vezes, para corrigir erros e implementar melhorias, nomeadamente, de segurança. É por isso importante que os usuários estejam atentos às notificações de atualizações de software e que não as adiem, ao estar a correr riscos crescentes ao fazê-lo.

 

4. Acreditar que a VPN garante a segurança da rede

As VPNs (redes virtuais privadas) passaram a ser cada vez mais recorrentes nas organizações e, apesar de fornecerem uma conexão segura entre dois pontos, caso um esteja infetado com malware, a VPN pode servir como ponte para o direcionar para a restante rede e estrutura empresarial. Assim, para garantir a segurança online da organização é então necessário investir noutras camadas de proteção, de forma a não sofrer ataques maliciosos.

 

5. Confiar apenas no antivírus para garantir a segurança online e não ter sistemas de backup

Apesar do antivírus ser uma ótima ferramenta de segurança para o end-point (como são os computadores) e altamente recomendada, é necessário que as empresas optem por produtos robustos e licenciados, e que garantam a sua atualização e eficiência com o passar do tempo. No entanto, as empresas não devem concentrar todos os seus esforços no antivírus, uma vez que, ao fazê-lo, estão a descurar outras camadas de proteção, também elas necessárias. Um exemplo são os sistemas de backup de dados, que podem ser programados para correr automaticamente em todos os dispositivos necessários, ou na rede, garantindo assim a proteção da informação num destino seguro.

Arquivado em:Notícias

O que é um emprego “verde”?

25 Maio, 2022 by suporte

A transformação de competências e novos perfis de trabalho mais verdes são urgentes. O Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop) define as competências “verdes” como “o conhecimento, competências, valores e atitudes necessárias para viver, desenvolver e apoiar uma sociedade sustentável e eficiente em termos de recursos”.

Desde que foi publicada em 2010, a definição base é a do Bureau of Labour Statistics define que os empregos verdes como “empregos em áreas de negócio que produzem bens ou fornecem serviços que aportam vantagens para o ambiente ou que contribuem para a conservação dos recursos naturais”, ou “trabalhos em que um dos deveres do trabalhador passa por tornar o processo de produção mais amigo do ambiente ou por usar menos recursos”.

Da “Grande Resignação”, o fenómeno da era pandémica que levou milhões de americanos a desistirem dos seus empregos voluntariamente, passa-se para a “Grande Redistribuição”, em que os trabalhadores procuram trabalhos mais gratificantes, em busca de um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A transição verde é agora uma exigência global e segundo uma análise do grupo Adecco, sem o desenvolvimento de competências, a economia global pode perder cerca de 71 milhões de postos de trabalho até tornar-se circular.

A análise “LinkedIn Global Green Skills 2022” revela as cinco tendências que definem a transição para uma economia verde:

  1. A procura por talento “verde” em breve ultrapassará a oferta disponível. O talento amigo do ambiente disponível entre a força de trabalho está a aumentar. Se em 2015 a quota de pessoas especializadas era de 9,6%, em 2021 era de 13,3% (crescimento de 38,5%).
  2. A contratação de talento “verde” está a acelerar mais rapidamente do que a contratação em geral. Esta tendência intensificou-se com a pandemia, o que demonstra que o talento “verde” é mais resiliente à crise do que o restante tipo de talento.
  3. Atualmente existe equilíbrio entre as competências verdes que são necessárias. Sustentabilidade, energias renováveis, sensibilização ambiental, ambiente, saúde e segurança e responsabilidade social empresarial fazem parte das 10 competências ambientais mais procuradas.
  4. As competências verdes que mais têm crescido são: gestão de ecossistemas, políticas ambientais e prevenção de poluição. No entanto, uma maioria de competências é ainda necessária em áreas que não são habitualmente pensadas como verdes, como gestores de frotas, cientistas de dados ou trabalhadores de saúde.
  5. O volume de trabalhadores que se estão a adaptar às novas necessidades é demasiado baixo. Tal como revela o relatório do LinkedIn, se a colocação de anúncios de contratação de trabalhadores ambientais tem vindo a crescer em média 8% anualmente nos últimos cinco anos, o número de trabalhadores com competências ambientais a colocar o seu perfil nesta rede profissional tem crescido 6% no mesmo período. Apesar de cada vez mais trabalhadores estarem a desenvolver este tipo de competências, o número de pessoas que tem vindo a adaptar-se às novas necessidades “verdes” é demasiado baixo.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

O Poder corrompe?

25 Maio, 2022 by suporte

“O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente”. A clássica expressão de Lord Acton (1834-1902) é frequentemente usada para descrever a maleita contraída pelo uso do poder – sobretudo quando este é absoluto. A tese subjacente é que mesmo pessoas sérias são corrompidas pelo poder, sobretudo quando este é exercido durante longo período e sem freios e contrapesos. A tese tem fundamento. Todos conhecemos lideranças que, após terem feito bom trabalho e serem aclamadas, caem nas malhas da soberba e tornam-se maléficas. Celebrizadas pelos media e outros observadores, e idolatradas por quem as rodeia, estas lideranças deslumbram-se consigo próprias, desenvolvem excesso de autoconfiança, e adquirem sentimentos de omnisciência e omnipotência. Passam a acreditar que estão dispensadas das regras aplicadas ao comum dos mortais. Perdem autocontrolo, desinibem-se e deixam de ter os pés na terra.

Esta descrição é, todavia, incompleta. Convém atender a quatro outros aspetos. Primeiro: as pessoas mais corruptíveis, mais desonestas e menos dotadas de crenças e valores humanistas são mais atraídas por algumas funções de poder. E, quando o exercem, fazem jus ao seu perfil. A posição de poder é o seu habitat natural, no seio do qual dão mostras do que realmente são.  Os processos de seleção de líderes e algumas conceções sobre o que é a liderança eficaz contribuem fortemente para este efeito. Quando consideramos que liderar requer espírito agressivo e maquiavélico, atraímos pessoas com essas caraterísticas. E selecionamos as que mais se compaginam com essa conceção de perfil ideal. Não é surpreendente, pois, que as lideranças selecionadas manifestem o lado sombrio.

Para enfraquecer o laço entre poder e corrupção pelo mesmo, é necessário encarar o exercício da liderança de modo distinto. Necessitamos de alterar a forma como selecionamos as lideranças. Uma analogia facilita a explicação. Imagine que uma unidade policial, em processo de recrutamento de agentes, divulga um vídeo com imagens de polícias de arma em riste perante humanos em protesto. Ouvem-se tiros e sirenes. Uma granada explode. Imagine agora que outra unidade policial divulga um vídeo contendo imagens de agentes servindo e protegendo cidadãos mais frágeis. A mensagem áudio que acompanha as imagens sublinha a importância de cuidar e servir os membros da comunidade. Não será difícil compreender que estes dois processos de recrutamento atrairão candidatos diferentes – e que os selecionados em cada unidade virão a atuar diferentemente.

O segundo aspeto que merece atenção é a natureza dilemática dos desafios experienciados por quem lidera. As lideranças são frequentemente confrontadas com dilemas morais que requerem a escolha entre dois males. Autorizar o uso da força policial perante uma multidão em fúria pode conduzir a fatalidades. Mas a inação pode também gerar efeitos perversos. Qualquer que seja a escolha, o resultado será sempre problemático – e é impossível saber o que teria acontecido se outra decisão tivesse sido tomada. Qualquer que seja a escolha, a liderança não consegue escapar às críticas. Churchill, cujos serviços de inteligência anteciparam o ataque nazi ao navio australiano Sydney, não partilhou esta informação com a Austrália. Temeu que, se o fizesse, Hitler compreenderia que as comunicações de guerra alemãs estavam a ser intercetadas. E a vantagem sobre Hitler seria perdida. Foi criticado – mas também o seria se tivesse tomado outra decisão. Abraham (Abe) Lincoln, que ficou para a história como “Abe Honesto”, corrompeu congressistas para fazer passar a 13ª emenda, assim abolindo oficialmente a escravatura. Punido por ter cão, punido por não o ter!

Terceiro aspeto: o exercício da liderança está repleto de oportunidades para prevaricar. As pessoas sem funções de liderança prevaricam menos porque não são colocadas perante tantas oportunidades. Quarto aspeto: as lideranças são mais escrutinadas do que o comum dos mortais, e esse escrutínio reforçou-se neste mundo altamente mediatizado. As lideranças não são necessariamente mais corruptas do que o cidadão médio – mas são alvo constante e microscópico de escrutínio mediático.

Cinco ideias-chave podem ser extraídas. Primeira: o poder corrompe, mas os corruptíveis também são mais atraídos pelo poder. Segunda: as lideranças não são necessariamente mais corruptas, mas deparam-se com mais oportunidades para ações corruptas. Também são mais escrutinadas. Terceira: quem exerce o poder é confrontado com dilemas morais que requerem a escolha entre dois males. Para exercerem o poder, não escapam a sujar as mãos. Para evitar sujá-las, teriam de abandonar o barco – uma decisão que pode ser moralmente problemática e colocar o poder nas mãos de alguém menos recomendável. Quarta: parafraseando Richard Bellamy, professor de Ciência Política na University College London: “Desejamos políticos com princípios, mas esperamos – ou até os obrigamos – a cometer atos inescrupulosos”. Quinta: em vez de simplesmente apontarmos o dedo às lideranças, podemos levar a cabo processos de escolha de líderes que sejam mais consentâneos com os nossos ideais. Caso contrário, talvez não tenhamos o direito a lamentar-nos!

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

O português que nas Nações Unidas lidera o Índice de Desenvolvimento Humano

29 Março, 2022 by suporte

A conversa estava já marcada para acontecer antes da guerra, mas foi já durante a invasão da Rússia à Ucrânia que a Líder falou com Pedro Conceição, o português que lidera nas Nações Unidas o Índice de Desenvolvimento Humano (PNUD). Falar de Desenvolvimento Humano neste momento histórico é ainda mais relevante, estando as Nações Unidas empenhadas fortemente na prossecução da paz naquela região do globo. O Desenvolvimento Humano vai muito além dos aspetos do rendimento das populações, as assimetrias que vemos no Mundo, apesar de serem menores, têm merecido especial atenção por parte das Nações Unidas. Pela primeira vez desde que há dados, a Pandemia veio quebrar o Índice de Desenvolvimento Humano, as coisas ficaram piores. Pedro Conceição espera um dia voltar a Portugal, o seu país, que considera ter feito evoluções significativas no âmbito do Desenvolvimento Humano.

 

Por: Alice J. Neves | Fotos: ONU

 

O que significa para as Nações Unidas, o Desenvolvimento Humano?

O Desenvolvimento Humano é uma ideia que nos convida a olhar para a forma como entendemos o progresso (económico, social, etc.) e também para a forma como fazemos a avaliação de políticas ou outras intervenções. Muitas vezes, entendemos o progresso ou fazemos a avaliação de políticas olhando para o impacto que isso tem no rendimento das pessoas ou dos países. É por isso que se enfatiza muito a forma como as economias estão a crescer ou não. O que o Desenvolvimento Humano nos diz é que as pessoas terem rendimento é essencial, mas isso não define a forma como devemos olhar e definir o progresso.

 

Então o que nos diz o Desenvolvimento Humano?

O Desenvolvimento Humano diz-nos que devemos de ter uma perspetiva mais abrangente daquilo que é o bem-estar (de pessoas individuais e o bem-estar social) e também que, para além do bem-estar, é importante olhar para aquilo que, se designa por agência. Para falarmos de bem-estar, além do rendimento interessa também ver se as pessoas têm saúde e acesso à Educação. Agência significa que as pessoas podem ter valores, subscrever ideias que as mobilizam a atuar, a fazer escolhas que podem não estar relacionadas diretamente com uma melhoria no seu bem-estar. Por exemplo, há pessoas que podem estar empenhadas em combater as alterações climáticas mesmo que isso não se reflita diretamente numa melhoria do seu bem-estar individual e, muitas vezes, até assumem essas posições com prejuízo do seu bem-estar individual. Esta ideia de que as pessoas também têm agência para além da importância do bem-estar, é o segundo pilar do Desenvolvimento Humano. O primeiro pilar do Desenvolvimento Humano é a perspetiva abrangente de bem-estar e o segundo pilar é a ideia de agência.

 

Quais são atualmente as principais assimetrias que podemos identificar quando falamos de Desenvolvimento Humano?

Em 2019, publicámos um relatório que olhou para as desigualdades em várias dimensões do Desenvolvimento Humano. Uma das coisas que identificámos foi que havia, por um lado, uma redução das assimetrias em alguns aspetos do Desenvolvimento Humano – aspetos designados como básicos (pobreza extrema, taxa de mortalidade infantil, participação escolar no ensino primário) – resultado de políticas de sucesso de cooperação internacional para ajuda ao desenvolvimento, mas, ao mesmo tempo, identificámos assimetrias que estavam a aumentar em aspetos ligados à qualidade do ensino em níveis mais elevados, indicadores de saúde que não estavam ligados apenas à mortalidade infantil, mas à qualidade de vida de pessoas em idade mais avançada, acesso a tecnologias, etc. Portanto, havia uma série de aspetos importantes do ponto de vista do Desenvolvimento Humano em que as assimetrias estavam a aumentar. É uma perspetiva mais complexa, mas que nos ajuda a perceber muitas das ansiedades com que as pessoas vivem atualmente e as preocupações que têm relativamente a essas assimetrias.

 

Como apuram o chamado Índice de Desenvolvimento Humano?

O índice mede o que está ligado à ideia de bem-estar. E as três variáveis que consideramos no índice são: o PIB, a esperança média de vida à nascença (para medir a saúde) e os indicadores de escolaridade (para medir aspetos ligados a educação). Portanto, é um índice compósito que tenta caracterizar quantitativamente o nível de bem-estar das sociedades, considerando o rendimento, mas indo para além dos rendimentos, considerando aspetos relacionados com a saúde e a educação.

 

Acha que estamos mais ou menos desenvolvidos?

Se olharmos para os dados, mostram que desde que começámos a publicar, em 1990, tem havido uma melhoria. Tem sido um crescimento particularmente rápido nalgumas regiões que tinham um nível de Desenvolvimento Humano mais baixo (por exemplo na Ásia e África), mas tem havido um progresso em todas as regiões do Mundo e, praticamente, em todos os países. Houve uma desaceleração do crescimento na altura da crise económica de 2008. Mas o que identificámos recentemente, foi que com a COVID-19 houve pela primeira vez desde que temos dados, uma quebra no Índice de Desenvolvimento Humano. No entanto, existem ainda grandes assimetrias quando olhamos para a Ásia e para a Europa. Há diferenças grandes entre as regiões, sendo também importante olhar para as diferenças que existem dentro dos países porque o Índice de Desenvolvimento Humano olha para indicadores que representam a média do que acontece nestas três dimensões (rendimento, saúde e educação).

 

E qual tem sido o papel das Nações Unidas?

As Nações Unidas são uma organização que tem três pilares: um pilar que é o do desenvolvimento, um pilar associado à paz e outro associado aos direitos humanos. Portanto, todos estes elementos levam a que as Nações Unidas tenham um papel importante no apoio aos governos e às populações. Eu diria que as Nações Unidas não são um agente determinante, mas são um agente que pode ajudar os Estados-membros, governos e populações a tomar as tais decisões que levam a um aumento do Desenvolvimento Humano. A responsabilidade central está com os governos e com as pessoas que vivem nos diferentes países.

 

E que mecanismos podem ser postos em prática para promover essa ajuda?

As Nações Unidas têm o papel de trazer as pessoas e os governos a olharem para desafios que são comuns a todos os governos (alterações climáticas, por exemplo). Existem convenções em que os países membros se reúnem e assumem compromissos para tentar lidar com determinados problemas. Discute-se se temos feito o suficiente ou não, acho que não, sabemos que não, mas pelo menos as Nações Unidas são um fórum que convida os países a terem essas discussões e a chegarem a esses acordos. As alterações climáticas são um exemplo, mas há muitos outros: desde a forma como a aviação é regulada, a acordos sobre a forma como os oceanos são governados. Temos também intervenções no sentido de ajudar a manter a paz através das forças de operações de paz em que a intervenção é feita a pedido dos governos; temos a Comissão dos Direitos Humanos que reúne para tentar perceber de que forma é que está a decorrer a implementação da garantia dos Direitos Humanos em todo o Mundo. Do lado do Desenvolvimento Humano eu diria que há o papel de agências como o PNUD, UNICEF, e de muitas outras que têm um papel relevante em setores específicos olhando, por exemplo, para crianças, campanhas de vacinação, campanhas de educação. No caso do PNDU, temos investido cada vez mais na melhoria da capacidade dos governos para darem respostas às alterações climáticas e aos desafios ambientais, ao mesmo tempo que os ajudamos a combater a pobreza. Por isso, há aspetos mais operacionais que as Nações Unidas podem assegurar.

 

Ajuda externa é a melhor maneira de ajudar as nações que ficam para trás?

A ideia de ajuda externa está associada a um contexto muito específico em que existiam diferenças muito grandes entre os níveis de rendimento médio de um grupo de países relativamente pequeno, que era bastante mais rico, e o resto do Mundo. Essas diferenças não acabaram, mas têm vindo a esbater-se. Em 1980, havia países que, medidos pelo ponto de vista do rendimento per capita, eram muito pobres e que atualmente têm rendimentos por pessoa muito mais elevados. Portanto, houve uma convergência. Embora continue a existirem países que estão em condições que precisam de ajuda porque os rendimentos são ainda muito baixos. Por outro lado, acho que há uma maior preocupação com estes problemas que são comuns, como as alterações climáticas, que têm de ser olhados de forma comum. Diria que a ajuda ao desenvolvimento continua a ser importante em contextos muito específicos, por exemplo emergências humanitárias, mas que a longo prazo, e como motor essencial do desenvolvimento dos países, isso caberá sempre aos governos e às populações conseguirem elevar os países nesse sentido. As Nações Unidas têm um papel, mas organizações internacionais como os bancos de desenvolvimento também são importantes, o papel do investimento público é importante, o papel dos investidores privados é essencial. Uma função importante das Nações Unidas e destas organizações internacionais é criarem as condições para que investidores privados sintam que podem investir nestes países e isso passa mais uma vez pela Educação, pela Saúde, e por dar garantias de que há condições institucionais para que o investimento seja feito com segurança.

 

Quais as principais dificuldades que se enfrentam quando se quer melhorar o Desenvolvimento Humano?

Dificuldades são tentar mostrar às pessoas, aos governos e ao público em geral, decisores no setor privado, líderes da sociedade civil, que esta ideia de Desenvolvimento Humano é importante para nos ajudar a ver o Mundo de uma perspetiva diferente e que nos dê também razões para acreditar nas pessoas, fazendo propostas concretas sobre a forma como alguns problemas podem ser resolvidos. É uma dificuldade porque é uma perspetiva de longo prazo que olha para problemas talvez um pouco mais fundamentais ou estratégicos. No dia-a-dia, as pressões são mais para resolver os problemas que preocupam as pessoas no imediato.

 

Que grandes momentos já viveu ao serviço das Nações Unidas?

Muitos, mas talvez aquela atividade que me deu mais gratificação não foi nas minhas funções atuais, mas sim durante a epidemia do ébola na África Ocidental em que tive a responsabilidade de organizar a forma como se fazia o pagamento das pessoas encarregadas de prestar cuidados de saúde às populações afetadas da Guiné, Guiné-Conacri, Serra Leoa, os sítios onde havia esta epidemia. Era uma tarefa complicada numa altura de pânico em que havia muita gente a tentar ajudar as populações. Era um problema muito complicado, mas conseguimos (eu liderei esse projeto) pôr em marcha um sistema de pagamento a todos os encarregados de prestar cuidados de saúde (fossem internacionais ou locais) e fazê-lo de uma maneira em que ajudámos as instituições locais em cada país a terem a sua liderança. Portanto, apoiámos esse esforço e não só foi importante na altura no combate à pandemia, mas foi uma coisa que ficou. Ainda hoje, aqueles sistemas que foram postos em prática são hoje utilizados para fazer os pagamentos às pessoas com responsabilidade pela saúde nestes países. Acho que foi gratificante porque ajudou num contexto de emergência, tendo feito uma diferença imediata, mas também mostra como, muitas vezes, a forma como se pensa e como se fazem estas intervenções em contextos de emergência podem deixar legados que perduram.

 

Como se descreve enquanto líder?

Fui aprendendo, olhando para outras pessoas com perfis de líder muito diferentes. Observando, e vendo como as pessoas também reagem a incentivos e a formas de motivar, mas aprendi que, pelo menos comigo, a forma que funciona melhor é dar responsabilidade e autonomia às pessoas para desenvolverem o seu trabalho. Não digo que funcione em todos os contextos, mas especialmente nas funções que tenho agora, esse é o meu estilo de liderança: tentar dar uma indicação daquilo que queremos atingir como equipa e depois dar autonomia para desenvolverem o seu trabalho, corrigindo quando há necessidade. Não acredito que as pessoas dão o seu melhor quando estão sujeitas a um contexto de competição constante, especialmente entre elas próprias. Penso que o desempenho é melhor quando as pessoas sentem que têm alguma segurança, apoio, autonomia, espaço e tempo para desenvolverem o seu trabalho.

 

Como olha para as lideranças atuais?  

Não posso generalizar, há lideranças muito diferentes em contextos muito diferentes. Mas a liderança que tenho agora aqui no PNUD vai muito nesse sentido. Há uma sintonia entre o estilo de liderança que eu acho que é importante para a minha equipa, com o estilo de liderança que existe na organização no seu todo. Relativamente a Portugal, tenho uma perspetiva que é capaz de ser diferente das outras pessoas que vivem no País porque estou fora há muito tempo e vou a Portugal só uma vez por ano; com este distanciamento e com a forma como olho para os problemas que as populações em tantas partes do Mundo enfrentam, acho que Portugal é um país que tem feito imensos e rápidos progressos, especialmente se tivermos em conta esta ideia de Desenvolvimento Humano, que olha não só para o desempenho da Economia, mas tem uma perspetiva mais abrangente daquilo que é importante para as sociedades (Educação, Saúde etc.). Portanto, acho que em geral as lideranças devem ter sido boas para estarmos onde estamos. Claro que há muito mais para fazer e há sempre problemas complicados para resolver, mas tirando esta perspetiva

de longo prazo, acho que tem havido um progresso enorme

em Portugal.

 

Como é a sua relação com António Guterres?

Não é uma relação muito frequente, não trabalho diretamente com o Secretário-geral que é responsável por toda a organização. Não há muitas oportunidades de interagir, mas tive ocasião de lhe fazer briefings relativamente aos relatórios que fazemos aqui sobre o Desenvolvimento Humano e foi sempre uma pessoa muito impressionante pelo conhecimento que tem dos assuntos, pela profundidade com que analisa os problemas. Respeito e admiro.

 

Gostaria de regressar a Portugal?

Gostaria.

 

Como avalia os atuais acontecimentos na Ucrânia?

Diria, em primeiro lugar, que isto está relacionado com um relatório que publicámos sobre o conceito de segurança humana. Penso que nos confrontávamos com um contexto em que quase de forma universal havia alguma ansiedade relativamente ao futuro e falta de confiança entre as pessoas. Isso foi uma das coisas que o nosso relatório identificou. Há uma dificuldade para fazer acordos em assuntos que nos condicionam a todos. Diria que é mais uma manifestação em que esta falta de confiança assumiu proporções mais gravosas e preocupantes, relativamente às quais é difícil prever quais serão as implicações.

 

Vê este conflito como uma alteração da geopolítica mundial?

Como digo, acho que as divisões que existiam já se vinham refletindo de forma consistente e, por isso, assumiram agora outra gravidade e escalaram a outro patamar de preocupação, mas no fundo. As Nações Unidas estão muito condicionadas pelos seus membros, os países, relativamente àquilo que podem fazer. Aquilo que nos compete, e que o Secretário-geral tem feito, é um apelo constante, sistemático à paz, e trazer à atenção de todos a importância destes desafios comuns que tornam o Mundo cada vez mais perigoso e dividido se não conseguirmos lidar com elas.

 

Esta entrevista foi publicada na edição de primavera da revista Líder
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