A transformação de competências e novos perfis de trabalho mais verdes são urgentes. O Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop) define as competências “verdes” como “o conhecimento, competências, valores e atitudes necessárias para viver, desenvolver e apoiar uma sociedade sustentável e eficiente em termos de recursos”. Desde que foi publicada em 2010, […]
A transformação de competências e novos perfis de trabalho mais verdes são urgentes. O Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop) define as competências “verdes” como “o conhecimento, competências, valores e atitudes necessárias para viver, desenvolver e apoiar uma sociedade sustentável e eficiente em termos de recursos”.
Desde que foi publicada em 2010, a definição base é a do Bureau of Labour Statistics define que os empregos verdes como “empregos em áreas de negócio que produzem bens ou fornecem serviços que aportam vantagens para o ambiente ou que contribuem para a conservação dos recursos naturais”, ou “trabalhos em que um dos deveres do trabalhador passa por tornar o processo de produção mais amigo do ambiente ou por usar menos recursos”.
Da “Grande Resignação”, o fenómeno da era pandémica que levou milhões de americanos a desistirem dos seus empregos voluntariamente, passa-se para a “Grande Redistribuição”, em que os trabalhadores procuram trabalhos mais gratificantes, em busca de um maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A transição verde é agora uma exigência global e segundo uma análise do grupo Adecco, sem o desenvolvimento de competências, a economia global pode perder cerca de 71 milhões de postos de trabalho até tornar-se circular.
A análise “LinkedIn Global Green Skills 2022” revela as cinco tendências que definem a transição para uma economia verde:
- A procura por talento “verde” em breve ultrapassará a oferta disponível. O talento amigo do ambiente disponível entre a força de trabalho está a aumentar. Se em 2015 a quota de pessoas especializadas era de 9,6%, em 2021 era de 13,3% (crescimento de 38,5%).
- A contratação de talento “verde” está a acelerar mais rapidamente do que a contratação em geral. Esta tendência intensificou-se com a pandemia, o que demonstra que o talento “verde” é mais resiliente à crise do que o restante tipo de talento.
- Atualmente existe equilíbrio entre as competências verdes que são necessárias. Sustentabilidade, energias renováveis, sensibilização ambiental, ambiente, saúde e segurança e responsabilidade social empresarial fazem parte das 10 competências ambientais mais procuradas.
- As competências verdes que mais têm crescido são: gestão de ecossistemas, políticas ambientais e prevenção de poluição. No entanto, uma maioria de competências é ainda necessária em áreas que não são habitualmente pensadas como verdes, como gestores de frotas, cientistas de dados ou trabalhadores de saúde.
- O volume de trabalhadores que se estão a adaptar às novas necessidades é demasiado baixo. Tal como revela o relatório do LinkedIn, se a colocação de anúncios de contratação de trabalhadores ambientais tem vindo a crescer em média 8% anualmente nos últimos cinco anos, o número de trabalhadores com competências ambientais a colocar o seu perfil nesta rede profissional tem crescido 6% no mesmo período. Apesar de cada vez mais trabalhadores estarem a desenvolver este tipo de competências, o número de pessoas que tem vindo a adaptar-se às novas necessidades “verdes” é demasiado baixo.


