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Seres humanos como serviço

2 Fevereiro, 2022 by suporte

Existe, em cada ser humano, um anjo e um demónio. Na vida económica, a personalidade destas duas criaturas pode adquirir particular vigor. Não será a digitalização da economia a mudar esta natureza das coisas. Portanto, convém não romancear esse novo fenómeno, designadamente o da gig economy.

Várias plataformas digitais propalam uma narrativa cor-de-rosa que descreve os trabalhadores como empreendedores capazes de concretizar sonhos fora do jugo do chefe. À luz dessa narrativa, as plataformas limitam-se a conectar clientes e prestadores de serviços – para benefício mútuo. Alega a história assim contada que estes prestadores não são empregados – são, antes, empreendedores independentes.

A realidade, em várias plataformas, contraria esta narrativa. Os “empreendedores” são, frequentemente, trabalhadores precários, controlados e explorados. O algoritmo, chefe sem cara e sem alma, condiciona intensamente a forma como o trabalhador presta o serviço. A famigerada crowd não é “um conjunto de empreendedores que operam livremente, mas antes um rebanho que, como gado, pode ser ordenhado ou tosquiado para extrair rendimento”. Estas plataformas lucram porque cobram comissões sobre o preço do serviço prestado, ao mesmo tempo que externalizam os custos (e.g., as ferramentas de trabalho) tradicionalmente suportados pelas empresas. São, em certa medida, free-riders.

Jeremias Prassl, da Universidade de Oxford, dá conta dessa realidade num livro intitulado Humans as a service – “humanos como serviço”. Do seu ponto de vista, embora se apresentem como mercados, várias plataformas atuam frequentemente como empregadores tradicionais. Em vez de serem apenas brokers passivos entre prestadores de serviços e clientes, essas plataformas apoiam-se em sistemas de “controlo algorítmico que permitem assegurar que todos os aspetos da tarefa realizada pelo trabalhador cumprem a política da empresa e as instruções dos clientes”.

A despersonalização é facilitada por um traço inerente a várias plataformas: o trabalhador é uma criatura invisível, sem cara nem alma, um recurso descartável.

É um serviço – não um humano que presta um serviço.

Quando Bezos apresentou o MTurk no MIT, foi isso mesmo que significou: “Vocês têm ouvido falar do software como serviço. Bem, isto é, basicamente, humanos como um serviço”. Segundo Jeremias Prassl, “a promessa da gig economy é enorme – mas importa que asseguremos que faz jus ao seu potencial, para todos. Os humanos nunca devem ser tratados como um serviço; as plataformas devem”.

Perante a controvérsia sobre a aplicação das leis laborais aos trabalhadores da gig economy, Prassl argumenta: “Apesar da linguagem dupla que afirma o contrário, a aplicação das leis laborais na gig economy não significa a imposição de regras onerosas que contrariam a inovação. As empresas competem em igualdade de condições apenas quando as regras laborais são igualmente aplicadas e consistentemente implementadas. Assegurar a plena aplicação das leis laborais é crucial se desejamos concretizar a promessa da gig economy – sem ficarmos expostos aos seus perigos”

Portanto, sob o manto de designações como “economia da partilha”, “economia colaborativa” ou “micro- -empreendedores” escondem-se práticas que colocam os trabalhadores sob apertado controlo e grande fragilidade. O chefe é o algoritmo, cujo poder é superior ao exercido pelo superior hierárquico. Aos trabalhadores são aplicadas métricas reputacionais – mas o algoritmo que os classifica pode ser discriminatório, e os critérios usados pelos clientes para avaliar o serviço são um terreno escorregadio. A reputação é motivo para expulsão da plataforma – ou instrumentalizada para rentabilizar o “humano como serviço”.

A remuneração é outra matéria reveladora de que várias plataformas não funcionam como mercados de exercício de empreendedorismo – antes são sistemas caracterizados por grande desnível de poder, por vezes predatório. O trabalhador investe os seus recursos para prestar o serviço e é deixado à sua sorte. É, desse ponto de vista, um empreendedor. Mas pode ser penalizado se não estiver disponível, não aceitar serviços ou não alcançar o nível de “reputação” requerido. O preço dos serviços que presta é fortemente, quando não totalmente, condicionado pelo algoritmo. É empreendedor na assunção de riscos – mas é trabalhador dependente no modo de prestar o serviço e na remuneração.

Em 2017, um condutor da Uber lamentou-se ao então CEO que a mudança da política de preços instituída pela empresa o levara à falência. Kalanick retorquiu: “Queres saber? Algumas pessoas não gostam de assumir responsabilidade pela sua própria m****. Atiram as culpas para cima de tudo nas suas vidas ou qualquer outra pessoa. Boa sorte”.

Não deitemos fora o bebé juntamente com a água, pois a economia das plataformas tem permitido criar novas oportunidades e formas de trabalho flexível. Mas também tem resultado em situações laborais indignas. Naturalmente, nem todas as plataformas são exploradoras. Mas algumas adotam narrativas romanceadas e linguagem higienizada, tendo como fito dispensarem-se de deveres instituídos na legislação laboral. Implementam campanhas agressivas de propaganda e lobbying, argumentando que a regulação dificulta a inovação. Libertando-se de custos laborais, típicos da normal relação laboral, fruem de condições de competitividade que desapareceriam se esses deveres fossem cumpridos.

Fiquemos pelos factos: muitos trabalhadores beneficiam com as plataformas, e outros usam-nas para fruir rendimentos complementares aos da atividade económica principal. Mas existe uma categoria de trabalhadores dependentes das plataformas que são indignamente remunerados, explorados e vivem em condição precária e desprotegida. Não são as belas narrativas que mudam essa realidade. Fazendo jus a um célebre enigma de Lincoln: mesmo que chamemos pata à cauda do cão, o animal não passa a ter mais de quatro patas.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

José Pedro Pinto é o novo General Manager da Arval Portugal

2 Fevereiro, 2022 by suporte

José Pedro Pinto é o novo General Manager da Arval Portugal, empresa especialista em financiamento e gestão de frotas, sucedendo-se a Roberto da Fonseca, que terá uma nova função no Grupo na área de relações internacionais com as marcas automóveis.

Licenciado em Gestão de Empresas na Universidade Católica, e após um percurso de 17 anos na área do crédito ao consumo no Grupo BNP Paribas, José Pedro Pinto transita agora para o negócio de gestão de frotas

“Estou muito orgulhoso deste novo desafio e também consciente da grande responsabilidade de continuar o excelente legado deixado por Roberto da Fonseca que, nos últimos anos, juntamente com esta grande equipa, conseguiu fazer crescer o negócio da Arval em mais de 50%. Estou muitíssimo empenhado em continuar esta trajetória de sucesso da Arval em Portugal. Em conjunto com esta magnífica equipa e com os nossos parceiros, iremos prosseguir esta trajetória oferecendo as melhores soluções de mobilidade aos nossos clientes, com um claro compromisso em ajudá-los na sua transformação energética e contribuir para uma mobilidade mais sustentável no nosso país” refere José Pedro Pinto

“Juntos, conseguimos marcar um forte posicionamento no que toca à qualidade de serviço, à comunicação com os condutores e à mobilidade das empresas em termos gerais. Temos também muito orgulho pelo que conseguimos alcançar a nível de responsabilidade social, de transição energética, de novas parcerias, de alargamento da frota elétrica e uma maior diversificação da oferta, com soluções integradas. Desejo a toda a equipa da Arval a continuação deste êxito, destaca Roberto da Fonseca.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

As Lições da Pandemia para a Política do Mercado de Trabalho

2 Fevereiro, 2022 by suporte

A Pandemia tem sido um palco de análise privilegiada do impacto que as medidas governamentais têm no mercado de trabalho. Os países tiveram de gerir uma crise sanitária e económica, mas cada um fê-lo à sua maneira. O que se pode aprender dessa experiência? Haverá uma receita política mais bem-sucedida do que outras? O Grupo Adecco elaborou um Ranking que compara a eficácia de medidas governamentais de resposta à crise COVID-19 em 20 países, entre janeiro e outubro de 2021, e apresentou as principais conclusões. No final de contas, Coreia do Sul dominou a Pandemia e Singapura dominou a Recuperação.

Os países que mais investiram tiveram mais sucesso

De forma geral, os governos que mais investiram no apoio aos mercados de trabalho obtiveram os melhores resultados em termos de minimização do desemprego e de regresso mais rápido ao crescimento. Singapura, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá investiram mais no apoio above the line – despesas públicas ou reduções de impostos – e beneficiaram das mais fortes recuperações económicas.

Salvar vidas salva a economia

Na altura da análise – que terminou pouco antes do aparecimento da variante Ómicron – três países destacaram-se por terem lidado bem com a pandemia, tanto quanto aos impactos sanitários, como económicos: Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Nos três casos, o forte desempenho económico está enraizado no seu sucesso em minimizar a infeção. A Coreia do Sul, em particular, mostra que quando a situação sanitária é bem controlada, o apoio económico pode ser orientado de forma eficiente: teve um bom desempenho apesar de ter gasto apenas 6,4% do PIB – um quarto do montante gasto em alguns outros países, tais como os EUA.

Diversas políticas de apoio às empresas e aos trabalhadores foram eficazes

Nos países analisados, as medidas de apoio às empresas incluíram crédito, subsídios, isenções ou adiamentos fiscais, apoio às licenças por doença e regimes de compensação de trabalho a curto prazo – através dos quais o governo pagaria parte ou a totalidade do salário de um funcionário, em troca da manutenção do trabalhador empregado pela empresa. As medidas de apoio aos indivíduos incluíam o acesso ao subsídio de doença, subsídios de desemprego, e apoio financeiro direto. Quando analisadas quais as medidas específicas particularmente eficientes, as provas apontavam para regimes de compensação de trabalho a curto prazo. Mas não há uma única resposta correta: os EUA concentraram-se mais no apoio às empresas, enquanto a Austrália se concentrou mais nos indivíduos e ambos as economias tiveram boa reação.

Trabalhadores independentes precisam de apoio

O Grupo Adecco tem vindo a chamar a atenção para os programas de apoio aos trabalhadores que não conseguem cobrir o número crescente de pessoas que trabalham por conta própria (trabalhadores independentes e profissionais liberais), que trabalham em regime freelance ou que não têm uma relação empregador-empregado tradicional. O estudo mostrou que, em muitos países, a pandemia obrigou os governos a olhar para este problema, pela primeira vez, seriamente.

Vacinação vs Recuperação

Existe uma forte correlação entre a rapidez do processo de vacinação das populações e a recuperação económica. Os dois extremos do espectro são ilustrados por Singapura – onde a rápida implementação da vacina levou a um forte ressurgimento económico – e pela Áustria, onde a hesitação face ao processo de vacinação atrasou a recuperação. Portugal, com uma taxa de vacinação próxima dos 90% registou crescimento, mas com assimetrias.

Todas as regras têm exceções

Nada é simples e as lições que a pandemia nos trouxe têm várias camadas. A Suécia é o terceiro país com melhor desempenho económico, apesar de uma baixa classificação no ranking dos países em matérias de resultados de saúde (16º lugar). Os EUA também tiveram um bom desempenho económico apesar dos maus resultados em termos de saúde. A economia do México manteve-se resistente apesar do apoio negligente do governo. A lição geral para futuras crises pandémicas é clara: a melhor forma de minimizar os danos económicos é controlar os impactos na saúde, ao mesmo tempo que se apoia eficazmente os trabalhadores durante períodos de restrições sanitárias para que possam voltar a ser produtivos assim que as circunstâncias o permitam.

 

Arquivado em:COVID-19, Notícias, Trabalho

Como podem as marcas “educar” os consumidores a fazer escolhas mais conscientes, sustentáveis e humanas?

2 Fevereiro, 2022 by suporte

Os consumidores procuram cada vez mais flexibilidade e conveniência na forma como encomendam online, sejam produtos da rotina diária ou menos usuais. A isto junta-se o desfasamento de horários: infindáveis reuniões online, sair de casa muito cedo para deixar os miúdos, regresso já ao final do dia ou à noite. Além disso, e mais importante ainda, os consumidores ganharam a consciência de que podem e devem agir em prol do ambiente, procurando produtos e serviços mais sustentáveis. Assim, cabe às marcas agirem de forma a “educarem” os consumidores a procurarem reutilizar o que têm, comprarem artigos ecológicos, reciclarem, deslocarem-se de carro apenas e só nos trajetos obrigatórios, escolherem formas sustentáveis de receberem as suas encomendas. Adotando o levantamento das mesmas nas lojas dos retalhistas ou em redes de proximidade, os consumidores estão a contribuir diretamente na descarbonização do planeta.

As marcas que desenvolvam e comuniquem políticas sustentáveis e que incentivem os consumidores a fazerem escolhas mais ecológicas estarão a agir em prol do bem maior: o futuro.

Este artigo foi publicado na edição nr16 da revista Líder.

Subscreva a Líder AQUI.

Por Carla Pereira, Diretora de Marketing e Comunicação da DPD Portugal

Arquivado em:Artigos, Leading Brands

O analógico é o melhor “soldado” contra a ameaça digital

2 Fevereiro, 2022 by suporte

“Instituições e empresas, sobretudo aquelas que fornecem serviços críticos, apesar da digitalização, não devem nunca deixar de saber fazê-lo de forma analógica”, o aviso chega através do artigo “A World Without Trust – The Insidious Cyberthreat”, e é reforçado por António Gameiro Marques, Diretor-Geral do Gabinete Nacional de Segurança e de Cibersegurança. Em resposta ao desafio de como podem as empresas e organizações atuar de forma eficiente dentro do cenário do cibercrime, o analógico parece ser o melhor “soldado”.

O Contra-Almirante ainda reforça que caso “não se aprenderem os processos analógicos, no ciclo de aprendizagem das empresas, em situação disruptiva digital a atividade para”, dando como exemplo o recente ataque informático ao Grupo Impresa.

Afinal, num mundo em que tudo é digital, podemos confiar na tecnologia? Este foi o mote para a conversa entre António Gameiro Marques com André Baptista, Co-Fundador e CTO da PENTHACK e Sofia Toscano Rico, responsável pelo Gabinete de Crise do Banco Central Europeu (BCE), com a moderação de Fátima Caçador, no evento Building the Future 2022. E ao que parece, garantir a confiança na tecnologia assenta em três pilares: manter o analógico, atitude ofensiva e partilha de informação.

“Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”, foi com esta frase de Arthur C. Clarke, que André Baptista, o hacker sob o “chapéu branco”, descreve o crescimento e papel da tecnologia, tal como uma “força imparável, a força do progresso”. A solução para a confiança é simples: se na nossa esfera pessoal precisamos sentir segurança, o mesmo se passa no mundo digital. E a segurança deve ser tanto defensiva como ofensiva, assim como “colocar os melhores ladrões do mundo a simular um assalto a um banco”. Nesse sentido, realçou a relevância do poder ofensivo, assumindo-se hoje como um ramo das Forças Armadas, como é o caso de Inglaterra, com a criação do National Cyber Force em abril de 2020.

Os Bancos são, predominantemente, as instituições onde os ataques informáticos são mais recorrentes, e Sofia Toscano Rico, corrobora a necessidade de fazer testes de avaliação da tecnologia e também a partilha de informação. “O mundo digital ganha espaço no setor financeiro. O impacto da Pandemia na prestação de serviços bancários online foi enorme, e cresceu forma exponencial”, afirmando que as questões de confiança, com a tónica na atitude defensiva ou reativa, é algo que marca a atuação do BCE.

André Batista partilhou ter encontrado grandes fragilidades em Bancos internacionais, ao longo da sua experiência profissional, que considera “surpreendentes”, onde mesmo “nas empresas e organizações que tem equipas de segurança internas, ainda assim é possível encontrar um caminho para entrar no sistema”, realça.

Então, qual será a resposta para as empresas conseguirem ter um nível de resiliência mais elevado?

O hacking é o inimigo, mas é também uma parte importante da solução, com a noção fundamental dos “penetration tests” (testes de intrusão). O conceito de hacker é “pejorativo, negativo, mas não se aplica a todos”, defende o tecnólogo. “Os hackers são indivíduos criativos que têm a capacidade de descobrir essas fragilidades”, acrescentado ainda que “só é possível evitar que estas situação aconteçam recorrendo a técnicas ofensivas e fazer testes regularmente para reduzir ao máximo a materialização de um ataque com um sério impacto nas organizações”.

Finalmente, a partilha de informação entre empresas, organizações e tecnólogos, sobre as melhores práticas e dificuldades é crucial. Em Portugal a Rede Nacional CSIRT junta 46 entidades e já é uma fonte de partilha de experiências, divulgação de problemas, alertas e boas práticas. Quanto ao tema da falta de mão de obra qualificada, André Batista remete para a iniciativa  CiberSecutityChallengePT , com o objetivo de criar uma “seleção nacional de hackers, na tentativa de preencher uma lacuna pela falta de oferta “justa e competitiva” nesta área, em comparação com outras.

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Prioridades para África em 2022

2 Fevereiro, 2022 by suporte

Embora cerca de 62.6% da população mundial esteja vacinada com pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus, países em desenvolvimento apresentam-se em clara minoria. A divergência nas percentagens de vacinação, infraestruturas desadequadas, alterações climáticas e uma recuperação económica desigual são dos principais desafios que o continente africano enfrenta. Mas nem tudo são más notícias, e existem razões para pensar positivo quanto ao futuro de África: o Fundo Monetário Internacional prevê o crescimento de 3,8% para a África Subsariana em 2022. O relatório “Foresight Africa: Top priorities for the Continent in 2022”, da Brookings Instituition, salientou a resiliência, dinamismo e capacidade de mudança, e apresenta algumas das principais prioridades para África em 2022.

Recuperação Económica

A juventude empreendedora, a revolução tecnológica e os investimentos têm contribuído para uma trajetória positiva. Só no último ano fiscal, a Corporação Financeira Internacional ajudou a mobilizar mais de seis mil milhões de dólares em investimentos que ajudaram fabricantes a desenvolver vacinas, ofereceram apoio ao comércio regional, aumentaram o acesso ao financiamento para pequenas empresas e financiaram projetos verdes e digitais. Por outro lado, a Pandemia expôs as vulnerabilidades sociais e físicas das infraestruturas, evidenciando onde é necessário agir para dar uma resposta, e garantir que ninguém fica para trás na recuperação.

Saúde Pública e habilitação de mulheres e crianças

A situação pandémica está em constante desenvolvimento, e apostar na vacinação é fulcral nos países em desenvolvimento. Alguns países em África registam menos de 5% na taxa de vacinação, ao passo que em muitos países, nomeadamente Portugal, já avançaram com doses de reforço. Tendo em conta a população numerosa e jovem, o continente africano representa também o futuro do mundo. Estima-se que em 2050, 60% da população de 2,5 mil milhões terá menos de 25 anos de idade e, com os devidos apoios, ensino e investimento, será o potencial talento para desenvolver o continente. Apostar no acesso a cuidados de saúde reprodutiva de qualidade e capacitar mulheres e crianças por meio da educação e inserção num mercado de trabalho propício também são ferramentas para garantir a saúde e prosperidade.

Mudanças Climáticas

A próxima Conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, a COP27, a decorrer no Egipto, será uma oportunidade única para mobilizar as parcerias necessárias que África necessita para um desenvolvimento mais verde, inclusivo e resiliente. A mudança não pode esperar: programas de acesso à energia verde podem impulsionar África a adaptar-se ao mercado global, ao mesmo tempo que apoia as metas globais de emissões zero. Apostar na formação e conhecimento na agricultura irá auxiliar agricultores a adaptarem o seu cultivo às alterações climáticas, bem como aumentar níveis de produção. Também as infraestruturas devem estar preparadas a potenciais choques climáticos, em resumo, é uma reformulação que deve passar por todos os campos da sociedade, de forma a garantir a subsistência.

Arquivado em:África, Notícias

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