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Projeto inovador para tratamento das Demências

1 Fevereiro, 2022 by suporte

Cerca de 100 startups nacionais e internacionais responderam ao desafio de criar projetos piloto para soluções com impacto real e imediato na área da demência, incluindo a Doença de Alzheimer, no âmbito de um projeto lançado pela Roche e pela consultora Beta-i.

“Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia” é o nome da nova iniciativa que junta várias entidades do setor da saúde Portugal e startups de várias partes do Mundo, para desenvolver soluções digitais e serviços capazes de trazer mais qualidade de vida às pessoas com demência e Doença de Alzheimer.

Durante o período de candidaturas, que terminou em dezembro, cerca de 100 startups apresentaram os seus projetos. Agora, as candidaturas serão avaliadas e serão selecionados alguns dos projetos que farão uma apresentação mais detalhada perante uma equipa de avaliadores.

Durante os próximos meses, a Roche, a Luz Saúde, o Hospital Lusíadas, a CUF, o Hospital de São João, o Campus Neurológico Sénior, o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, bem como a Microsoft, a EIT Health, a BIAL, a AWS, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Champalimaud e a Alzheimer Portugal irão trabalhar em conjunto com as startups selecionadas.

Até setembro de 2022, as startups estão focadas em trabalhar em soluções adaptadas a três desafios-chave previamente estabelecidas pelos parceiros: Educação e prevenção da doença; Diagnóstico precoce e melhorado e Gestão da doença e apoio a doentes e cuidadores.

Em setembro, cada solução desenhada na fase de ‘bootcamp’ será depois testada no contexto real e apresentada ao ecossistema de Saúde.

Após o primeiro ano de ação, o Building Tomorrow Together – Innovation in Dementia tem uma ambição a cinco anos em que pretende evoluir e juntar novas entidades do sector da saúde.

Mais informações aqui.

Arquivado em:Inovação, Notícias

Novo estudo: a Liderança e o humor

1 Fevereiro, 2022 by suporte

Líderes com um estilo de humor positivo potenciam a confiança dos colaboradores, mantém melhores relacionamentos e reduzem os comportamentos desviantes. Por outro lado, líderes com um humor negativo destroem a confiança e prejudicam o desempenho das equipas. As organizações não devem apenas tolerar o humor, mas treinar efetivamente os seus membros, em especial os futuros líderes, para compreender as diferenças entre os estilos de humor e aproveitar os benefícios do humor positivo.

Estas são parte das conclusões do estudo da Nova SBE “Humor na Liderança”, da responsabilidade de Pedro Neves, professor e investigador que levou a cabo esta análise para perceber de que forma os estilos de humor dos líderes impactam as equipas e a forma como as mesmas desenvolvem o seu trabalho.

O humor, que hoje é uma ferramenta de gestão fundamental e parte do ADN das empesas mais bem-sucedidas, nem sempre foi assim considerado. É inequívoco o espaço que o humor tem nas organizações, mas persiste a dúvida sobre como funciona o humor do líder e para quem é mais benéfico/prejudicial.

O investigador procurou examinar se os estilos de humor do líder positivo (afiliativo e que brinca consigo próprio) ajudam a criar confiança no supervisor, com consequências para o desempenho e comportamentos desviantes, enquanto previa o efeito oposto para os estilos de humor negativo (agressivo e auto-destruidor).

O humor do líder positivo ajuda a manter os relacionamentos no local de trabalho e melhora o comportamento dos funcionários, especialmente para indivíduos vulneráveis. Por outro lado, o humor do líder pode ter repercussões se for “mal usado”. Pedro Neves afirma que “os estilos de humor do líder negativo são prejudiciais, por isso não se trata de ‘usar o humor a todo custo’, mas sim de usá-lo de maneira adequada e ajustada ao contexto”.

O raciocínio subjacente é que o humor positivo sinaliza confiabilidade e desperta o desejo de retribuir o tratamento positivo na mesma maneira, seja melhorando o trabalho ou evitando envolver-se em comportamentos destrutivos dirigidos à organização. Por outro lado, o humor negativo sinaliza que o líder carece de autoconfiança e não se preocupa com o bem-estar dos outros e desencadeia comportamentos desviantes, bem como desempenho inferior como resposta. Outra suposição foi a ideia de que o humor pode ser mais importante – seja positiva ou negativamente – para algumas pessoas do que para outras.

A auto-imagem dos colaboradores tem relevância, pois torna alguns indivíduos mais abertos aos benefícios do humor e outros mais vulneráveis às consequências prejudiciais de um mau uso do humor. Fazendo a relação entre “níveis mais elevados de autoestima e autoeficácia, níveis mais baixos de neuroticismo (tendência a experimentar facilmente emoções negativas), como um reflexo dessa auto-imagem positiva”, explica o investigador.

Arquivado em:Artigos, Leadership

O futuro da conectividade: cinco tendências

1 Fevereiro, 2022 by suporte

Estima-se que a evolução da conectividade permita a qualquer cidadão interagir com um dispositivo inteligente a cada 18 segundos, ou seja, 4.800 vezes por dia. Cidades mais inteligentes, transportes com zero emissões, melhor assistência à saúde e uma conetividade mais ética, são as previsões do estudo “Connected Consumer 2030” elaborado pela Vodafone, em parceria com o “The Future Laboratory”.

Estas são as cinco tendências-chave identificadas:

Detetar e prevenir doenças

Nos próximos 10 anos, as casas irão ter equipamentos capazes de monitorizar proactivamente a saúde dos indivíduos, possibilitando um modelo preventivo que pouparia à indústria da saúde 39 mil milhões de euros por ano. Espelhos de casa de banho capazes de verificar o fluxo sanguíneo, detetar alterações da cor da pele, através de sensores, e com microfones inteligentes capazes de solicitar prescrições automáticas, caso detetem sons de tosse ou espirros. Esta maior conectividade nos cuidados da saúde seria não só uma forma de prevenção, como uma garantia da independência e bem-estar de cada indivíduo, nomeadamente a população mais envelhecida.

Controlar hábitos de consumo

Soluções inteligentes, como os wearable devices, serão grande tendência na próxima década. Estes dispositivos irão além do controlo de voz, começando a ser capazes de interagir diretamente com os pensamentos de cada indivíduo, detetando sinais cerebrais, através de uma interface cérebro-computador. Desta forma, o utilizador não terá de falar para dar uma ordem, abrindo a possibilidade para um futuro onde a comunicação acontece através de redes neurais, e o individuo pode registar notas mentais e comunicar silenciosamente com um dispositivo. Seria um futuro onde nem ecrãs nem metaverso teriam espaço.

Redução de emissões

Imagine, no final da década, a conectividade incorporada em árvores, campos e oceanos, permitindo a monitorização do impacto dos planos de regeneração e avaliação de ameaças. Esta recolha de informação conduziria a cidades mais inteligentes, capazes de identificar e repor excessos de energia, tomar decisões mais conscientes, registar a pegada ambiental, e garantir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 graus. Um dos exemplos apresentados é a criação de “certidões de nascimento” digitais, que registariam a origem e os movimentos dos produtos de forma a avaliar o seu impacto.

Veículos e inteligência artificial

Experiências personalizadas consoante o passageiro: através de hologramas imersivos, as marcas de e-commerce poderão mostrar as últimas coleções enquanto os passageiros viajam, permitindo ainda que sejam deixados num local para fazer uma compra. Os passageiros poderão, através dos seus dispositivos pessoais, pré-selecionar a sua experiência, em contextos de lazer, trabalho ou turismo. Com o impacto do PIB da conectividade nos transportes a atingir 241 mil milhões até 2030, os veículos autónomos estão preparados para revolucionar a forma como nos deslocamos.

Dados pessoais, a nova moeda?

A nível mundial, cerca de 44% das pessoas prefere renunciar o conteúdo personalizado a ter de partilhar informação pessoal. Desta forma, o estudo prevê que os dados pessoais se tornem numa moeda que as marcas terão de pagar, ou em troca oferecer experiências. Um facto é que a consciência à volta dos dados pessoais tenderá a crescer, e os consumidores do futuro irão exigir serviços e experiências personalizadas de forma a cederem os seus dados.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Três estratégias na Formação Tecnológica

1 Fevereiro, 2022 by suporte

A formação pode ditar tudo, desde a sobrevivência da empresa, à retenção de talentos e empregabilidade a longo prazo. Numa era cada vez mais tecnológica e de transformação, Mauree Lonergan, Vice-Presidente de Treino e Certificação da Amazon Web Services (AWS), partilhou com o World Economic Forum o estudo “AWS Global Digital Skills Study” que vem mostrar como a “necessidade de treino técnico é imediata”. Durante este próximo ano, cerca de 174 milhões de pessoas em 12 países irão precisar de formação em competências digitais de forma a atender às necessidades futuras.

Estes são os três pontos estratégicos a ter em conta na formação tecnológica:

  1. Comece de forma simples

O estudo aponta que algumas das maiores barreiras no treino de competências tecnológicas estão na consciência limitada de opções de formação (70%), falta de tempo (69%) e custos avultados (63%). No entanto, investir na formação não tem de ser dispendioso nem complicado. Plataformas como a AWS possuem cursos gratuitos e com módulos de 10 minutos. Lonergan aponta que, para começar, faça esta pergunta a si mesmo: “Como vou melhorar daqui a uma semana ou um ano?”, e fazer um plano de forma a reconhecer o que precisa de aprofundar e aprender de novo.

  1. Pense no panorama geral

Veja para além de prioridades imediatas e considere as habilidades que precisa de dominar daqui a cinco ou dez anos. Desta forma, será capaz de construir com a sua equipa uma carreira resiliente. Prevê-se que ferramentas com base na cloud estão em voga nos empregadores até 2025, no entanto, apenas 45% dos trabalhadores tem formação ou está em formação para usar estas ferramentas. Por outro lado, 87% das empresas aceleraram a adoção de programas digitais durante a pandemia, significando, desta forma, que a formação não foi capaz de acompanhar este crescimento exponencial tecnológico.

  1. Torne a formação uma rotina

Reserve espaço para a formação tal como se fosse uma rotina habitual. No caso de Lonergan, guarda algum tempo às sextas-feiras para aprender algo novo, seja para compreender melhor um serviço, seja para identificar habilidades que gostaria de aperfeiçoar.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

“O global é sempre o local de alguém”, Tendências da Geopolítica para 2022

1 Fevereiro, 2022 by suporte

No início de um novo ano, duas especialistas partilham as três principais tendências geopolíticas para 2022, num olhar para um mundo cada vez mais globalizado, interdependente e interconectado.

Ana Isabel Xavier identificou no ano de 2022 três “R”: Revisionismo, Reequilíbrio e Retoma. Revisionismo pelo facto de ser um ano “protagonizado por uma Rússia com ambições imperiais na sua vizinhança”. Daí vem o segundo R, de Reconfiguração, e Reequilíbrio do sistema internacional. Para a investigadora “perante uma certa disfunção do próprio sistema internacional”, os Estados Unidos mostram uma retração da política externa, estando mais focados na política interna do seu País. O que é significado de um “espaço vazio” que, em política internacional rapidamente é preenchido, nomeadamente pela Rússia e China. E este espaço tem alguns “pontos de ignição” como o Irão, Taiwan e Ucrânia, estes dois últimos países que nos recentes desenvolvimentos, fazem crer estar perante “intimidações mas não invasões”. Quanto à Retoma, ainda em cenário COVID, a dimensão da resiliência é ponto-chave, das economias e sociedades, e no desafio do “acesso à igualdade de oportunidades”, seja em cuidados de saúde ou políticas públicas.

Mónica Ferro, sob o olhar das Nações Unidas, identifica os grandes desafios como aqueles que abalam o multilateralismo, as relações de poder entre estados e os povos, e que colocam em causa a sua própria existência.

O primeiro desafio é a Pandemia, e as respostas a essa crise, em que desde logo afirma estarmos “todos a falhar no compromisso mundial de ter 40% da população global vacinada”. “A afirmação do acesso à vacina como um bem público global pode levar a vários focos de instabilidade, e que muitos povos questionem os alicerces do multilateralismo”, afirma a responsável pelo UNFPA.

As alterações climáticas surgem como o segundo desafio, para o qual António Guterres, Secretário-geral das Nações Unidas, chamou a atenção para uma “emergência climática”. O apelo é que todos os estados membros entrem em “modo de emergência para cumprirmos todos os compromissos que assumimos em neutralidade carbónica” e para o qual é preciso “uma avalanche de ações” ainda neste ano. “Não há Planeta B, não há outra opção que não seja reparar os danos que fomos fazendo”, refere Mónica Ferro, não só em nome da sustentabilidade no imediato, como para preparar o planeta para as gerações vindouras, numa “questão de justiça inter-geracional”.

As crises dos direitos humanos foi o terceiro ponto salientado, e que novamente pelas palavras do Secretário-geral das Nações Unidas, “este é o momento da história da humanidade em que a conflitualidade mais aumentou desde 1945”. O impacto na preservação dos direitos humanos é, por isso, inequívoco, como no desenvolvimento, segurança e paz, que juntos compõem o “tripé”, em que deve assentar qualquer sociedade. O desafio da geopolítica deve ser enfrentado com a consciência da humanidade partilhada, “que o global é sempre o local de alguém e que os direitos humanos sejam tomados como uma trave mestra de superação”, afirma a responsável.

Sobre o momento atual, Ana Isabel Xavier chama ainda a atenção para os próximos atos eleitorais, com enorme impacto, não no caso específico de Portugal, mas em outras regiões do mundo. A França tem presidências em abril e legislativas em junho, a Hungria tem eleições legislativas também em abril. O Reino Unido tem eleições regionais em maio, e o Brasil com eleições em outubro. Há também eleições intercalares em novembro nos EUA e a China tem o 20º congresso do Partido Comunista. São grandes momentos que podem mudar o local, regional e o global, reforçando que “não há nenhum evento que seja local que não tenha uma dimensão internacional”.

“Geopolitical Trends” foi o tema da conversa entre Ana Isabel Xavier, professora e investigadora da UAL-OBSERVARE | ISCTE-CEI-IUL e Mónica Ferro, responsável pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), com a moderação de Pedro Duarte, Diretor de Corporate, External & Legal Affairs da Microsoft, no evento “Building the Future”.

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Notícias, Política

Energia para o futuro

31 Janeiro, 2022 by suporte

Aconteceu em dias quase consecutivos ter começado a explorar o monumental volume Energia e Civilização: Uma história, de Vaclav Smil (Book Builders) e dar com o anúncio do AICEP, de página inteira, no Financial Times anunciando um “Portugal Coal-free” desde 1 de dezembro de 2021. O anúncio representa aquilo de que mais precisamos: de uma visão que nos aumente a esperança. A dupla transição, energética e digital, obrigam a olhar para a frente, a procurar compromissos amplos – na sociedade e não apenas na política.

Em primeiro lugar a transição energética deve encontrar-nos preparados para as promessas, mas também para as turbulências. Que o futuro implicará o recurso a novas formas de energia fica claro no livro citado, que explica como a evolução civilizacional pode ser lida como a evolução dos fluxos energéticos em uso. Que o nosso país tem condições para se preparar para um novo paradigma também energético parece claro, como atestado pelo recente acordo entre a Galp e a Northvolt. Como traduzir na sociedade esta mudança, de uma forma mobilizadora e visionária?

Em segundo lugar a transformação digital está a varrer os velhos modelos de negócio e as práticas de trabalho. Esta transformação obrigará a uma profunda alteração de hábitos de gestão entranhados, por parte de todos os lados envolvidos. A necessidade de evoluir de um padrão de produção de baixo custo para um modo de inovação é premente. Também aí será necessário mudar de paradigma: a vaga de destruição criadora em curso convida a pensar em proteger trabalhadores mas não os postos de trabalho. As pessoas precisam de ser protegidas mas postos de trabalho obsoletos não serão viáveis. Neste momento de transição, imaginar e concretizar o futuro é muito mais importante do que proteger um passado que está a passar e que tantas vezes continua a dominar os nossos pensamentos.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

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