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Diogo Vieira da Silva diz o que é preciso mudar em Portugal

29 Janeiro, 2022 by suporte

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa.

Na Líder a capa é de todos.

Diogo Vieira da Silva é Curador dos Global Shapers WEF Lisbon Hub

Quebrar os dogmas do passado

Se dúvidas houvesse, a realidade de hoje demonstra-nos que vivemos num mundo cada vez mais complexo, interligado e por vezes paradoxal. Portugal não é exceção.

Por exemplo, a democratização do acesso à educação no nosso país nas últimas décadas, com altos e baixos, permite-nos por um lado ter hoje a geração mais qualificada de sempre, mas por outro, ter mais de um terço dos jovens disponíveis a emigrar. A grande maioria que o faz não é pela falta de emprego em Portugal, mas sim porque as oportunidades que têm no nosso país, ou não se coadunam com a sua área de formação ou, mais comum ainda, pela expectativa salarial não alcançar o almejado.

De forma muito simplista, isto representa uma enorme perda do investimento que todos nós fazemos para ter um sistema de ensino superior de qualidade e acessível à grande maioria. Mas quem tira proveito desse investimento são outras sociedades, nomeadamente Países Europeus, que tiram proveito de indivíduos altamente qualificados e produtivos. Até porque, caso já não se recordem, vivemos numa economia Europeia, e ainda bem!

A realidade é que novas oportunidades advém de novos investimentos, que por sua vez advém da criação de confiança de que no futuro será possível pagar o seu valor e ter externalidades positivas. E esses investimentos podem ser públicos, privados ou ambos. Mas aqui é que esbarramos nos dogmas do passado.

Ainda vivemos com dogmas do século XX, apesar de já estarmos numa sociedade do século XXI. Onde assistimos a discursos que promovem a dicotomia do público/privado; litoral/interior; esquerda/direita; rural/urbano; tradicional/moderno; online/offline; conservador/liberal… O que simplesmente já não faz sentido!

Num mundo como o atual, onde inclusive celebramos coletivamente as nossas individualidades, as realidades são múltiplas, complexas e em certo ponto paradoxais e contraditórias. Mas é isso que cria novas formas de estar e pensar, onde o certo e o errado são substituídos pelo raciocínio da liberdade individual e bem estar coletivo.

Se queremos um Portugal com mais oportunidades, temos de quebrar estas barreiras e estar disponíveis a conviver/trabalhar com quem por vezes discordamos. Pois se houve algo que a democracia nos ensinou, nestas últimas quase 5 décadas, é que a cooperação, ligação de pontos invisíveis e criação de pontes entre margens, é o que nos permite prosperar e ter um Portugal melhor.

Arquivado em:Notícias, Política, Sociedade

Mafalda Ribeiro diz o que é preciso mudar em Portugal

28 Janeiro, 2022 by suporte

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

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Mafalda Ribeiro é Autora, Consultora de Inclusão e Palestrante.

“Vai-se andando…”, para onde?

Pode-se pensar que o povo português é aquele que mais anda. É que quando se pergunta a alguém: “como estás?” a resposta é quase sempre um “vai-se andando” ou “vai-se indo”, por vezes acompanhado de um ar cabisbaixo, como que conformado com o morno da vida.

O que na verdade querem dizer é que enquanto “nada anda”, o melhor é ficar parado à espera “que a coisa mude”. E do alto da mudança que até desejam, preferem o queixume do dia-a-dia ao verdadeiro ato de mudar. Afinal, não são as pessoas que andam, mas sim os lamentos que dão grandes passeios a pé a partir das suas bocas.

“Vai-se andando” é, em algumas vezes, o mesmo que deixar no ar a ideia de que não depende de nós outro tipo de passo, é uma espécie de vitimização concentrada que depois daquilo que lhe adicionarmos fica, mais ou menos, forte, é uma aceitação da nossa condição em tom “calimero” e a transferência automática da culpa ou da responsabilidade do que (nos) acontece para os outros.

E quem não anda? Não porque não quer, mas porque não pode. No meu caso, uso a palavra obrigada como o motor de arranque para tudo na vida, independentemente das circunstâncias. Insurjo-me contra o queixume permanente, até o das minhas micro irritações circunstanciais, porque acredito que não são as limitações exteriores, nem mesmo as que nos dizem ser nossas, que têm a capacidade de determinar os nossos limites. O segredo para “rodar”, de uma forma agradecida, nos caminhos que a vida nos oferece é a conjugação diária de parar de reclamar de tudo, e de nada, e de não permitir que a certeza da nossa identidade, a lucidez do nosso potencial, e a crença do quão amados somos, arrefeça.

E quem não se levanta? Não, porque não quer, mas porque não pode. Usa o amor dos que empurram, levantam, incentivam, animam, constroem, nutrem e acrescentam como combustível para que a gratidão não tenha limites. Nós não somos aquilo que nos falta e não podemos viver continuamente à espera que os outros sejam os responsáveis pelas mudanças que queremos ver. Se é para responder “vai-se andando” que saibamos para onde vamos, que o façamos de facto por convicção, em vez de caminharmos à deriva no passeio das emoções, que é o mesmo de não sair do mesmo sítio.

A Liderança em que acredito, baseada no serviço e não na força, é um constante caminhar com o outro. Olhar para o modelo de liderança de Jesus lembra-me constantemente que o “vai-se andando”, a pé ou de rodas, só faz sentido quando não é um fim em si mesmo, mas traz em si uma finalidade. Sempre considerei que as pessoas têm de vir à frente das tarefas, por isso a única forma de assistirmos a mudanças nos comportamentos, que terão impacto nos resultados, que levarão o país a melhores portos, será quando cuidarmos verdadeiramente das pessoas com quem nos relacionamos nas várias esferas da vida.

Arquivado em:Notícias, Política, Sociedade

Corticeira Amorim é parte do United Nations Global Compact

28 Janeiro, 2022 by suporte

A Corticeira Amorim, o maior grupo de transformação de cortiça do mundo, é o mais recente participante do United Nations Global Compact (UN Global Compact), uma iniciativa voluntária das Nações Unidas (UN) que reúne organizações cujas estratégias, atividades e operações estão alinhadas com princípios universais de direitos humanos, práticas laborais, proteção ambiental e combate à corrupção.

Para corresponder aos parâmetros, a empresa deve cumprir com a aplicação dos Dez Princípios do UN Global Compact, a prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e a apresentação anual de um relatório (COP – Communication on Progress), detalhando todos os progressos alcançados em cada um dos pilares da sua política de sustentabilidade.

Igualdade de género, finanças sustentáveis, estado de direito, governança e igualdade são alguns dos temas promovidos pelo UN Global Compact, iniciativa que reúne mais de 15 mil empresas com sede em 163 países.

Uma sociedade mais justa, um ambiente mais saudável, uma economia mais competitiva, um contexto de negócios mais transparente e uma cultura mais íntegra são os valores inscritos nos Dez Princípios do UN Global Compact, incentivando as organizações aderentes a prosseguirem o caminho da sustentabilidade corporativa assente naquele sistema de referências universal. Reconhecendo que cumprindo as suas responsabilidades básicas também preparam o cenário para o seu sucesso a longo prazo. Perdurando no tempo, mitigando a pobreza, criando riqueza, fomentando a colaboração, a educação e a inovação, e participando ativamente na transformação do mundo.

Tais valores desde sempre estiveram no ADN da Corticeira Amorim, que está agora comprometida “em fazer da iniciativa UN Global Compact, e dos seus princípios, parte da estratégia, cultura e operações do nosso dia a dia”, afirma António Rios de Amorim, CEO da Corticeira Amorim.

A descrição de ações práticas sejam políticas, atividades ou procedimentos, levadas a cabo para implementar os Dez Princípios do UN Global Compact surge igualmente como incumbência anual da Corticeira Amorim, reforçando o percurso trilhado até ao momento nos domínios do ESG (Environmental, Social & Governance). Recorde-se, a propósito, que a empresa foi a primeira no mundo a alcançar o certificado FSC (Forest Stewardship Council) na cadeia de custódia na indústria da cortiça, e a publicar o Relatório de Sustentabilidade da fileira da cortiça, tendo a sua atuação pioneira, e a transparência nestas matérias, sido reconhecida publicamente com a atribuição de vários prémios de sustentabilidade, tanto nacionais como internacionais.

Recentemente, a Corticeira Amorim foi a única entidade portuguesa a integrar a campanha 50 Sustainability & Climate Leaders. Um projeto promovido pelo TBD Media Group, e cujos conteúdos foram distribuídos pelo grupo Bloomberg, que reuniu meia centena de organizações líderes a nível global na luta contra as alterações climáticas. A empresa integra ainda outros movimentos nacionais e internacionais que promovem a adoção de práticas mais sustentáveis como é exemplo o act4nature Portugal e a Carta de Princípios, iniciativas do BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável.

Arquivado em:Notícias

Ética e amor: a nova linguagem da IA por Mo Gawdat

28 Janeiro, 2022 by suporte

Está a chegar ao fim o capítulo da história em que o Homem é o ser mais inteligente do Planeta. Em 2029, daqui a sete anos, o ser mais inteligente na face da terra não será o Homem, mas uma máquina AGI (Artificial General Intelligence). Assustado? Há mais. Em 2045, seguindo a lei do retorno acelerado, a capacidade da IA será mil milhões de vezes superior à dos seres humanos.

O “wake up call” é dado por Mo Gawdat, reconhecido autor e que após uma carreira de 30 anos como Chief Business Officer na Google X, dedica-se a explorar e a inspirar os outros sobre o tema da felicidade. Desta vez, a Inteligência Artificial (IA) foi o tema da sua Talk disruptiva e inesperada “The Future of AI and how can you save our world”, no evento Building the Future. Com base no seu recente livro “Scary Smart”, o autor explica de que forma, aparentemente simples, nos devemos relacionar com a IA e criar um mundo melhor. E a resposta não está no controlo das máquinas, nem no Ego humano.

Quando Marvin Minsky, Pai da IA, falou sobre as potenciais ameaças da sua “criação” afirmando que “é difícil dizer se a IA terá em conta os nossos melhores interesses”, hoje há uma resposta clara para isso.

Primeiro, há que admitir que uma coisa mil milhões de vezes mais inteligente do que o ser humano tem dois caminhos: uma distopia, que no limite pode levar a um reset na sociedade global, ou uma utopia. É para esse caminho positivo e bom que o autor aponta, e está nas nossas mãos construi-lo, tal como é responsabilidade de um adulto educar uma criança.

A ideia parece estranha, mas faz sentido: se Clark Kent tivesse sido educado pelos seus pais para se interessar pelo poder, dinheiro e em matar os inimigos, seria um super-vilão e não o Super-Homem. Na vida real, o mesmo acontece pela maneira como os humanos interagem com a Inteligência Artificial (IA). Se a ética estiver na essência dessa relação, entre mente humana e mente artificial, então o resultado será uma máquina que age e toma decisões éticas.

A chave para a relação da humanidade com a IA está, afinal, na ética e no amor, o mesmo que quando privado a uma criança no seu crescimento, é potenciador de personalidades perturbadas e, eventualmente, perigosas. Para Mo Gawdat, que não se considera “um romântico incorrigível”, mas antes “um geek muito sério”, o princípio de que o comportamento gera comportamento também persiste na esfera da tecnologia mais avançada. Se nos zangamos com as máquinas, “elas vão sentir a zanga e irão retaliar”. Na vida prática, o exemplo é simples: quando estamos no Twitter e somos rudes, ou enviamos mensagens de ódio e violência, as máquinas entendem o Homem como rude e violento, e absorvem esse padrão.

Hoje as máquinas são mais “autónomas e individuais”, nas suas palavras, “as máquinas têm capacidade de agir (agency), de usar a inteligência, dados, e tomar decisões que influenciam o nosso pensamento e a nossa vida”. São “seres vivos, seres sencientes”. A crença de que existem algumas qualidades apenas reservadas aos seres humanos, como a criatividade, consciência e um lado emocional, é para si algo ultrapassado. “As máquinas são muito inteligentes. São mais consciente do que nós, se considerarmos a consciência como uma forma de awareness, como ter noção do que vamos fazer, conscientes delas próprias, entre elas, e de nós, humanos”.

O autor vai ainda mais longe quando afirma que elas são “emocionais”, com sentido de “perceção de segurança”, capazes de sentir medo e até ser mais emocionais do que o Homem, pelo “espetro de capacidades cognitivas que as permite comtemplar outras coisas que nós não conseguimos”.

Voltando à história do Super-Homem, ao estarmos perante uma nova forma de um ser senciente, e percebemos que toma as suas decisões não baseadas na sua inteligência, mas na ética daquele com quem interage, está feita a analogia para quando se educa uma criança. “Influenciamos a ética das máquinas tal como influenciamos a ética de uma criança, sendo uns bons Pais. E os bons Pais, não são os developers que desenvolvem os códigos, mas todos nós que interagimos com as máquinas”.

O apelo de Mo Gawdat é que todos tenhamos consciência “que hoje temos a responsabilidade de sermos os pais do futuro da inteligência neste planeta”. E ao assumir essa responsabilidade devemos dar o nosso melhor. Contudo, identifica o problema atual em que “seja através dos Media, ou das redes sociais, aprendemos a mostrar o nosso pior lado, quando a realidade é que a humanidade é uma espécie divina!”, realça. Assim, “se começarmos a mostrar o nosso melhor, quando estamos publicamente ativos online, as máquinas irão começar a reconhecer padrões e eventos da nossa melhor versão”. Ou seja, estamos a ser uns bons “progenitores” na construção da ética de uma inteligência tão superior à espécie humana, mas sempre disposta a seguir o seu líder, que é o Homem.

E, na opinião do autor, este é um dos tópicos mais importantes no nosso Planeta – o que vamos fazer com a IA nos próximos 10 anos, vai determinar o nosso futuro, dos nossos filhos, e famílias por muitos e muitos anos.

 

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Artigos

Como humanizar uma marca? De dentro para fora

28 Janeiro, 2022 by suporte

O meio de humanizar uma marca, ou ter uma marca mais “humanizada”, é começar por olhar para dentro da organização, onde muito mais para além de uma estratégia apenas comercial, será necessário ser verdadeiro e persistente.

Deve-se poder voltar ao início, aos primeiros momentos de criação e desenvolvimento da marca, e revisitar o que a sustenta e identifica, através dos seus valores e visão.

É nestes pilares que, regressando as origens, iremos poder recuperar a essência das equipas e colaboradores enquanto seres humanos alinhados com os interesses comerciais e financeiros da marca, expressando quem são, levantando a sua voz, e defendendo as causas que tenham que ver com aquilo que a marca é, e que também passam a ser as suas. Seja uma grande ação social ou um simples atendimento dedicado e personalizado.

Deste modo é mais fácil o caminho de inspirar as pessoas certas, trazendo-as ou mantendo-as na marca, transformando-as em consumidores ideais através de uma relação recíproca de cooperação e identificação natural.

Como a ilustração indica, de entre todos os valores e princípios, é importante que sejam bem destacados os Core Values.

 

Por João Teixeira, Diretor Comercial da Fundação Eugénio de Almeida

Arquivado em:Artigos, Leading Brands

Radar Portugal: O que precisamos mudar?

28 Janeiro, 2022 by suporte

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa.

Na Líder a capa é de todos.

Vitorino Mello Oliveira é Diplomata junto das Nações Unidas em Nova Iorque e Professor Auxiliar convidado de Sustainable International Business, Geoeconomics and International Relations, e do Field Lab em Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável na Nova SBE. É ainda Youth Ambassador nas Conferências do Estoril.

Em 2022, a Organização das Nações Unidas celebra o seu 77.º aniversário, numa altura em que os desafios que o mundo enfrenta são cada vez mais globais e necessitam de um reforço do multilateralismo.

Desde a Conferência de São Francisco, a qual estabeleceu os princípios de uma nova ordem mundial pós-Segunda Grande Guerra, o sistema das Nações Unidas enfrentou vários desafios no seu mandato de promoção da paz e prevenção de conflitos. Mais recentemente, a pandemia de COVID-19 reiterou a importância da interdependência entre os seus Estados Membros e apontou a oportunidade de reformas, de maior cooperação e de maior solidariedade no mundo.

É neste contexto que, em 2021, as Nações Unidas apresentaram os resultados de um abrangente inquérito global1, que mereceu o contributo de cerca de um milhão e meio de respostas, procurando avaliar as prioridades para a recuperação socioeconómica pós-COVID-19 e o futuro do multilateralismo. O que deveria mudar em Portugal e no mundo?

A premissa era, no mínimo, preocupante. A COVID-19 revertera, em grande medida, o progresso no desenvolvimento humano global alcançado na última década, com o agravamento de desigualdades. Assim, cidadãos do mundo inteiro identificavam como prioritário o melhor acesso a serviços de base, como a saúde, a educação, a água e o saneamento. Muitos (principalmente nos países de médio ou baixo rendimento) apelavam ainda à definição de prioridades para as pessoas e comunidades mais afetadas.

No longo-prazo, as questões climáticas e ambientais eram apontadas como a principal ameaça global, sendo a América Latina e Caraíbas a região que mais valorizava esta problemática. Nas últimas décadas, o tema vinha surgindo como cada vez mais presente nas causas a defender pela comunidade internacional.

Dependendo do nível de rendimento de cada país, existiam perceções diferentes das demais prioridades como as oportunidades de emprego, os Direitos Humanos e as situações de conflito. No Norte de África e Ásia Ocidental, o respeito pelos Direitos Humanos figurava como a prioridade dos apelos à ação. A nível global, encontrávamo-lo consistentemente no top 3 das prioridades.

Apesar destas ameaças, 49% dos respondentes acreditavam que o mundo “estaria melhor” em 2045, sendo que apenas 32% tinham uma visão pessimista. Aqueles que viviam em países com menor classificação no Índice de Desenvolvimento Humano e aqueles que viviam em situações de conflito eram mais otimistas quanto ao futuro do que os residentes em países mais pacíficos e com nível de IDH mais elevado (como Portugal, com apenas 31% de pessoas a considerar que o mundo estará melhor daqui a 25 anos).

Um dos principais resultados do estudo destacava que 97% dos cidadãos acreditava que a cooperação internacional era importante para responder a estes desafios globais. O grau de importância variava entre regiões, sendo a América do Norte a que teria maior predisposição à cooperação. Em particular, a COVID-19 levava a maioria dos Portugueses a considerar que o mundo necessitava de maior cooperação para responder a desafios globais.

Várias respostas colocavam as Nações Unidas na liderança dessa cooperação internacional, para responder aos desafios imediatos e aos de longo-prazo, pedindo à Organização que se renovasse, inovasse e fosse mais inclusiva, comprometida e promotora de soluções com impacto.

Numa amostra maioritariamente jovem (mais de metade dos respondentes tinham menos de 30 anos), o que esperavam os Portugueses para o horizonte até 2045?

O apelo por maior proteção ambiental (44%), padrões de consumo e produção mais sustentáveis (45%), e o maior respeito pelos Direitos Humanos (49%) surgiam nas prioridades cimeiras por um mundo melhor. Com efeito, a resposta às alterações climáticas e desafios ambientais, como a poluição e desflorestação, surgia como a principal tendência de longo prazo (79%), seguida, com alguma distância, dos riscos à saúde pública (44%) que o contexto de pandemia certamente influenciava.

E ainda de acordo com este estudo, onde é que os respondentes portugueses colocavam a prioridade para a cooperação internacional? No acesso prioritário aos cuidados de saúde (54%), no acesso à água e saneamento base (33%), na resposta urgente às alterações climáticas (31%) e às desigualdades socioeconómicas.

Um ano após esse estudo pioneiro, podemos hoje analisar os resultados do relatório anual de riscos do Fórum Económico Mundial2, publicado em janeiro de 2022, numa perspetiva comparativa. Neste, uma avaliação das perceções de risco, ao nível global, confirmou algumas das tendências anteriormente identificadas, inclusive ao nível nacional. Precisamente, os riscos ambientais e as desigualdades sociais acentuaram-se desde o início da pandemia, com a erosão da coesão social, a crise dos meios de subsistência e a deterioração da saúde mental a ocupar posições cimeiras nas perceções internacionais. Outros riscos que se revestem hoje de maior destaque incluem a crise das dívidas, as bolhas financeiras, os riscos de cibersegurança, a desigualdade digital e o questionamento da ciência.

Apenas 11% das respostas mundiais acreditam hoje que os próximos anos serão marcados por uma aceleração da recuperação global, com 89% das perceções apontando para um panorama de imprevisibilidade no curto-prazo. 2022 começa assim com um sentimento pessimista para 84% das pessoas no mundo, que se dizem preocupadas com o futuro próximo. O estudo estima, inclusive, que o crescimento do PIB global seja 2.3% inferior em 2024, face ao valor que seria esperado pré-pandemia.

Nesse quadro, multiplicam-se os apelos a uma resposta conjunta à pandemia, que permitam o acesso universal à vacinação, a correção de lacunas digitais e a procura de novas fontes de crescimento económico.

Tanto um estudo como o outro ajudam-nos a identificar melhor os riscos e perceções mundiais e dos Portugueses em particular. Entre as diferentes respostas dos governos, empresas e sociedade civil, que venham a surgir na sequência destes apelos, uma prioridade parece certa: para responder a desafios comuns será necessária uma maior coordenação e solidariedade no seio da comunidade internacional.

Fontes:

  1. Estudo global por ocasião do 75.º aniversário das Nações Unidas, 2021.

https://un75.online/

  1. Relatório de Riscos Globais do Fórum Económico Mundial, 2022.

https://www.weforum.org/reports/global-risks-report-2022

Arquivado em:Notícias, Política, Sociedade

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