Os desafios que as empresas agora enfrentam e aquilo que esperam num futuro próximo, num equilíbrio entre tecnologia e capital humano, serviu de base para a Webconference “Aceleração exigida à indústria em Portugal”, promovida pela Multipessoal e pelo Jornal Económico. Com o objetivo de juntar especialistas em variadas áreas a fim de encontrar respostas e soluções para as organizações, o encontro contou a presença de André Ribeiro Pires, Chief Operating Officer da Multipessoal, António Saraiva, Presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Luís Fernandes, CEO da Cimpor, Tiago Monteiro, Diretor Executivo, Enterprise Commercial da Microsoft, e Pedro Vitorino, Senior Finance Director da Farfetch, e teve a moderação de Ricardo Santos Pereira, Editor do Jornal Económico.
António Saraiva aponta que, após o primeiro embate, as empresas começaram a adaptar-se e a reinventar-se, dando enfâse aos setores têxtil e da metalomecânica, que forneceram ao País equipamentos de proteção individual e ventiladores, respetivamente. No entanto, salienta que as empresas há muito se preparavam para uma transição, e que mesmo antes da Pandemia estas já cresciam no mercado e nas exportações, o que veio apenas exigir um esforço acrescido ao que já havia sido iniciado. “Aqueles que se adaptam sobrevivem, os que não se adaptam ficam pelo caminho”, afirma.
“Houve uma evolução positiva, contrariamente àquilo que estávamos a esperar no início da Pandemia”, confessa Luís Fernandes. Tal deve-se ao facto de a indústria da Construção Civil não ter parado em Portugal. Por outro lado, a parte administrativa teve de sofrer alterações e houve um grande impacto na situação exterior a Portugal, com quebras nas exportações para o Reino Unido e Cabo Verde.
Para Tiago Monteiro, houve uma oportunidade de aceleração do ponto de vista de transformação digital para o tecido empresarial português, porém o início foi “muito desigual”, desde a falta de planos de contingência, à dificuldade em acessos à tecnologia tanto em hardware como software, e ausência de formação em competências tecnológicas.
Com a natureza mais digital da Farfetch, Pedro Vitorino revela que a adaptação às circunstâncias foi positiva. “Acho que já estávamos de certa forma preparados para isso (…) a forma como colaborávamos permitiu uma solução completamente remota”, afirma, apontando que a única exceção ao trabalho remoto se encontrava na produção de imagem digital, que necessitava de intervenção direta.
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