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Tendências do trabalho 2022: Escassez

26 Janeiro, 2022 by suporte

Ao longo dos próximos dias, com base no relatório “Future of work trends 2022: A new era of humanity”, da consultora em RH Korn Ferry, vamos partilhar as sete tendências que irão marcar o futuro do trabalho.

À medida que os funcionários consideram demitir-se, fenómeno em grande escala intitulado como “The Great Resignation”, os líderes e empresas lutam para reter e contratar talento, ao mesmo tempo que se debatem com o problema de falta de recursos nas cadeias de abastecimento. Escassez é a segunda tendência em destaque, conheça as soluções encontradas pelos líderes:

Retenção e recrutamento de talento

  • Novos métodos de incentivo: Bónus e incentivos a longo prazo, seguros de saúde, inclusão de creches nos locais de trabalho, aumento do salário, entre outros;
  • Mobilidade interna: Através da requalificação dos seus funcionários, com tecnologias que reforcem as habilidades, oferta de formação especializada e coaching;
  • Abertura: Não ter como prioridade onde o entrevistado tirou a formação irá facilitar a contratação. Seja aberto e procure talento em lugares não tradicionais, pessoas de outras áreas podem ter as habilidades que precisa;
  • Proporcione uma boa experiência ao candidato: Algumas empresas integram os futuros funcionários mesmo antes de começarem o trabalho, enviando vídeos de tours dos escritórios, e incentivando-os a dar as boas-vindas à equipa, para que sintam que fazem parte da cultura da empresa, sendo crucial manter esta abordagem nos primeiros meses. Em ambientes remotos é fácil sentir desconexão, desta forma os RH podem organizar apresentações virtuais e manter contacto com o novo funcionário nos primeiros 90 dias;
  • Ofereça flexibilidade: A pandemia reforçou a ideia de que é possível manter os níveis de produtividade, e até aumentá-los, com o trabalho remoto. Empresas que estejam dispostas a oferecer opções que correspondam às expectativas do funcionário, seja trabalho remoto, presencial ou híbrido, estarão em vantagem perante outras, e poderão inclusive abrir portas a talento oriundo de outras cidades ou países;
  • Demonstre valores de sustentabilidade: Os candidatos estão dispostos a aceitar ofertas de pagamento mais baixas se a empresa estiver fortemente ligada à sustentabilidade. E não pode ficar pelas palavras, os candidatos estão atentos a incongruências que se manifestem nas ações da empresa.

Desafios nas cadeias de abastecimento

  • Planeie o cenário de forma eficaz: Controlar custos não é suficiente. Planear o cenário tendo em mente variadas circunstâncias irá beneficiar as organizações a adaptar os processos em conformidade.
  • Encontre o talento certo: Para melhorar e otimizar as cadeias de abastecimento, será fulcral encontrar o talento certo. Capacidades de pensamento estratégico, orientação para resultados, experiência em inovação de produtos, e conhecimentos tecnológicos são essenciais nos líderes para garantir o sucesso.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Radar Portugal: O que precisamos mudar?

26 Janeiro, 2022 by suporte

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa.

Na Líder a capa é de todos.

Pedro Calapez é artista plástico, vive e trabalha em Lisboa, onde fez os estudos na Escola Superior de Belas Artes. Em 1982 realiza a sua primeira exposição individual. O seu trabalho tem sido mostrado em diversas galerias e museus tanto em Portugal como no estrangeiro. Em 2012 recebeu o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

 

O melhor é querermos tudo

Pois Vosso é o Reino / Entre a concepção / E a criação / Entre a emoção / E a resposta / Cai a Sombra / A vida é muito longa / Entre o desejo / E o espasmo / Entre a potência / E a existência / Entre a essência / E a descida / Cai a Sombra / Pois Vosso é o Reino / Pois Vosso é / A vida é / Pois Vosso é / É assim que o mundo acaba / É assim que o mundo acaba / É assim que o mundo acaba / Não com um estrondo, com um suspiro.

Esta é a parte final de um poema de 1925, The Hollow Men, de T.S. Eliot (tradução de André Consciência). Estamos a ficar ocos, esvaziados de sentido. O que mudaremos para trazer de volta o nosso lugar, para nos trazer a nós para dento de nós?

É só isto que Portugal precisa. Querer menos, querer mais. Deixar correr o dia lentamente e não sabendo o que fazer, parar e ver o nada. O silêncio na rua, o Sol na janela, os passeios na praia, a vida com saúde. Os amigos que não nos faltem.

Conseguir que a estupidez que em muitos se revela, desapareça, e desapareçam também a falta de ética e respeito, as más maneiras, e os olhos que já não se sabem revirar e maravilhar-se. Esta é a obra e tudo o que queremos. Fazer e contemplar. Ainda há tempo.

Árduas são, no entanto, as distâncias que nos separam e aproximam. Separamo-nos por entre margens que não conseguimos dominar. Estamos ora de um lado ora do outro. Como reaprenderemos o contacto? Por vezes é mesmo difícil ir contra o vento. Às voltas com o correcto e o incorrecto deveríamos fazer o caminho do bosque roçando-nos nas folhas, nas ervas, limparmos a desconfiança, os mal-entendidos.

Estamos em guerra e Portugal não consegue evitar lutas inglórias. Há que descobrir o caminho do que não se sabe. É que somos todos diferentes. O melhor não é esperar que os nossos vençam. O melhor é vencermo-nos a nós próprios. E não esquecer que a Natureza cá continuará espantada por não saber como nos acompanhar.

Mudaremos Portugal porque nós próprios teremos que mudar. Só depois mudaremos o Mundo.

E canto, canto alto, mas lento: Tenho no quintal um limoeiro / Junto ao canteiro da hortelã / Ele me dá limões o ano inteiro / E eu em troca o rego todas as manhãs / E eu em troca o rego todas as manhãs / Isto é se não chover primeiro / Junto ao canteiro da hortelã / Tenho no quintal um limoeiro (cante alentejano).

A canção do limoeiro revela como acertar tudo o que nos rodeia, é onde se aprende a não ser oco.

E então conseguiremos tudo.

Arquivado em:Notícias, Política, Sociedade

Ataque cibernético à Cruz Vermelha Internacional

25 Janeiro, 2022 by suporte

No dia 18 de janeiro, o Comité da Cruz Vermelha Internacional anunciou ter sido alvo de um ataque cibernético de enorme escala, afetando dados de mais de 500 mil pessoas em situação extremamente vulnerável.

Rui Duro, Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal comenta ser o setor da saúde um dos mais procurados pelos hackers, tendência que continuará a crescer em 2022. “Estamos a falar de cerca de 830 ciber-ataques semanais a organizações de Saúde em 2021, o que significa um acréscimo de 71% só num ano”, afirma, para além da consciência que os grupos de hackers têm da importância e confidencialidade destes dados, e vêm-nos como “alvos para alcançar dinheiro rápido”.

“Estes agentes de ameaças envolvidos no ciberataque à Cruz Vermelha atacaram diretamente a informação mais sensível e confidencial da organização, procurando criar o maior impacto e caos possível. O maior risco aqui é a partilha ou fuga de dados comprometidos, que poderá levar a consequências devastadoras para as vítimas”, afirma o responsável. “O ciberataque à Cruz Vermelha torna ainda mais vulneráveis pessoas que já se encontram em situações muito vulneráveis, potenciando e forçando a que possam vir a sofrer ainda mais e por mais tempo. Infelizmente, os hackers vêm os seus alvos como um mero negócio, e estes ciberataques são impiedosos”, conclui.

 

 

 

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Radar Portugal: O que precisamos mudar?

25 Janeiro, 2022 by suporte

Até ao dia das eleições legislativas, 30 de janeiro, a Líder vai publicar diariamente as opiniões e contributos de várias personalidades a quem foi lançado o desafio de responderem à pergunta: O que precisamos mudar?

Homens, mulheres, jovens, seniores, caucasianos, negros, crentes e não crentes, qualquer que seja a orientação sexual terão a sua opinião na Líder e serão capa.

Na Líder a capa é de todos.

Bruno Gonçalves é Secretário-Geral da União Internacional de Juventudes Socialistas (IUSY), tendo sido eleito como o primeiro português para a liderança da organização (fundada em 1907). A IUSY é a maior organização de juventude política do mundo, representa 163 organizações, de mais de 110 países, bem como milhões de jovens socialistas, sociais-democratas e trabalhistas.

 

Trabalho, Cultura, Educação. O que falta fazer depois de 8 séculos de mudanças?

Importa assumir, desde início, que qualquer exercício absoluto sobre as mudanças que podem alavancar o país – especialmente num cuja História tem mais de oito séculos – requer a humildade de reconhecer que tal não pode, em abono da verdade, ser descrito num artigo curto nem pela visão construída de uma pessoa só, por muito que por si expressa.

Saltando a contextualização histórica do país – porventura a mais importante para percebermos as possibilidades do seu futuro – pela necessidade de síntese, importa ressalvar o caminho que o país tem desenvolvido no passado recente. No panorama internacional, o mais determinante numa economia global, Portugal tem assumido, cada vez mais, uma posição preponderante. As sinergias geradas no contexto das instituições europeias, onde a aliança ibérica impulsionou novas soluções políticas na Europa e gerou consensos mínimos para uma abordagem à crise económica gerada pela pandemia COVID-19 distinta da utilizada durante os anos da última crise financeira; o crescimento das relações bilaterais, especialmente no contexto da CPLP e dos países africanos, bem espelhado nos mecanismos de solidariedade e doação de vacinas no combate à atual emergência sanitária; o reconhecimento da extraordinária capacidade de diálogo do corpo diplomático da República Portuguesa, demonstrada pela eleição do Eng. António Guterres para Secretário-Geral das Nações Unidas, bem como a influência na esfera de outros organismos multilaterais – mesmo quando o interesse nacional não é particularmente relevante – são exemplos óbvios do prestígio internacional que Portugal e os portugueses reconquistaram ao longo dos últimos anos. E este é um legado do qual não poderemos, jamais, abdicar no futuro porque influencia e influenciará, diretamente e indiretamente, questões quotidianas da vida dos portugueses – económicas (sobretudo por via dos acordos de comércio livre), de defesa, culturais e, em última instância, sociais. Para isso, importa que, através do mais poderoso instrumento de poder numa democracia – o voto -, sejam rejeitadas todas as soluções que impliquem discursos nacionalistas e protecionistas crescentes.

Sobre possíveis soluções para o país, destaco três áreas fundamentais: trabalho, cultura, educação.

Trabalho digno porque, sem este e sem a sua digna valorização, todos os pilares que sustentam o Estado Social e o modelo de organização disposto na Constituição da República Portuguesa desmoronam. Creio que podemos ser claros em reconhecer que a valorização do trabalho constituiu, desde o fim da ditadura, um dos principais mecanismos para a emancipação dos portugueses.

Repescando o exemplo das democracias nórdicas, ‘o modelo nórdico’ que as frentes liberais tanto gostam de exaltar em Portugal, urge esclarecer que eles são, dominantemente, modelos sociais-democratas onde a existência de um mercado livre não ofusca nem mina a importância da concertação social e os direitos dos trabalhadores – especialmente dos mais expostos (tradicionalmente jovens e mulheres). Posto isso, e reconhecendo que as economias mais pujantes do século XXI foram todas aquelas que decidiram apostar na ciência e na criatividade, através do recurso à investigação e desenvolvimento, Portugal não terá outra opção, ainda para mais no quadro da atual União Europeia onde disputa mercados com economias emergentes de leste, do que alterar o paradigma de salários baixos para um modelo de maior produtividade e valor acrescentado – que não significa, necessariamente, maior produção no país. Mas tudo isto, e aqui até os liberais parecem convergir com as frentes de esquerda (por dogma ou ignorância), só se refletirá num país mais justo e igual se essa riqueza gerada – essencial ao desenvolvimento do país – for justamente distribuída. E hoje, como há um século atrás, os melhores exemplos mostram-nos que a melhor ferramenta para esse desígnio é a promoção de forças fortes e defensoras dos direitos de quem representam. Por isso, apenas uma visão laboral constituída por sindicatos capazes de representar os trabalhadores e influenciar os agentes e os partidos políticos, e nunca por sindicatos capazes de representar os partidos políticos e influenciar os trabalhadores, poderá ser determinante para a valorização salarial concertada que se pretende. Infelizmente, a importância da sindicalização foi brutalmente desconsiderada em vários países de matriz social-democrata ou democrata cristã, por via da absorção partidária ou da liberalização individualista do discurso político e económico, e tal deve ser revertido urgentemente – retomemos o exemplo nórdico, onde, os níveis de adesão aos sindicatos varia entre os 51% e os 88% contrastando com a média inferior a 20% em países da Europa Central ou de 15% em Portugal.

Cultura. Muito mais e melhor cultura. A cultura tem sido um parente pobre dos países mediterrâneos, pese embora a sua rica história e forte influência cultural no mundo. No quadro da União Europeia, Portugal é um dos países com menor investimento no setor cultural em função dos gastos gerais dos respetivos orçamentos de Estado e acompanha uma tendência dos países do Sul da Europa. Inversamente, todos os países com os quais Portugal é sistematicamente comparado no quadro do crescimento económico anual, para os quais o processo de adesão à EU foi maioritariamente posterior ao do nosso país, apresentam os índices mais elevados da comunidade europeia. Os dados são, naturalmente, suscetíveis de discussão, uma vez que as rúbricas culturais não são homogeneamente interpretadas pelos diferentes países, mas são indicadores da necessidade de uma aposta integrada e consistente num setor essencial para a educação, progresso e evolução dos povos. Aqui, urge implementar uma estratégia de promoção da arte no ambiente laboral, onde as pessoas despendem grande parte da vida ativa. Entre muitos, há dois ganhos já provados por dados de diferentes estudos académicos[1][2][3][4]: o aumento da produtividade e a diminuição dos sintomas de angústia, bem como a ajuda na adaptação a quadros clínicos associados a doenças mentais.

Terceiro e igualmente importante: a aposta na Educação. A Educação tem sido, desde o 25 de abril, o grande motor do desenvolvimento do país e a encarnação do elevador social. Foi a partir do investimento na educação e da estruturação de uma rede primária, secundária, profissional, politécnica e superior da Escola que muitos jovens puderam quebrar as correntes inerentes ao contexto sociológico e económico em que nasceram para se poderem concretizar – a bem pessoal, das suas famílias, das suas comunidades e, em última instância, do país e da Humanidade. É, por isso, um setor onde a aposta não pode ser descuidada. A integração do conhecimento no tecido industrial, realçada através dos diferentes clusters e que servirá, se bem utilizada, ao relançamento da indústria portuguesa (de que é um ótimo exemplo o trabalho dos últimos anos na empresa pública ‘Comboios de Portugal’), uma aposta forte, decisiva e responsável no ensino profissional – que tem sido, erroneamente, o parente pobre do sistema de ensino nas últimas décadas -, a formação específica e transversal na componente tecnológica, para que o conhecimento de termos como blockchain, quantum ou tantos outros figurem no léxico de todos e não apenas de um pequeno grupo da sociedade, a par de uma formação Humanista, que coloque a solidariedade e a justiça no centro da ação humana, devem ser prioridades de um país desenvolvido.

Assim, e incorrendo na possibilidade de as palavras poderem ser injustas com parte da realidade, estes são os 3 pilares fundamentais para o desenvolvimento do país. E, no final, isso como tudo o resto será certamente uma mudança – porque essa é a única constante da nossa vida.

  1. [1]Fancourt, D. et al. Effects of Group Drumming Interventions on Anxiety, Depression, Social Resilience and Inflammatory Immune Response among Mental Health Service Users. PLOS ONE 11, e0151136 (2016).
  1. Ockelford, A. Songs Without Words: Exploring How Music Can Serve as a Proxy Language in Social Interaction with Autistic Children. in Music, Health, and Wellbeing (eds. MacDonald, R., Kreutz, G. & Mitchell, L.) (OUP Oxford, 2012).
  2. https://samsoriginalart.com/art-and-productivity/
  3. https://www.gingerwhite.co.uk/blogs/news/research-proves-art-in-your-office-improves-happiness-productivity

Arquivado em:Notícias, Política, Sociedade

César Maurício é o novo responsável mundial de soluções de água quente do Grupo Bosch

25 Janeiro, 2022 by suporte

Ligado à Bosch há mais de 20 anos, César Maurício assume o novo cargo de liderança a partir de Aveiro numa altura em que a empresa reforça a aposta na inovação, desenvolvimento e produção de excelência nesta localização.

O novo responsável mundial da área de negócio de soluções de água quente do Grupo Bosch é licenciado em gestão pelo ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, e iniciou o seu percurso profissional na Bosch Chile em 2001. Nos últimos anos, a carreira de César Maurício passou por África, onde liderou o negócio da divisão para o continente assumindo o papel de Vice-Presidente de vendas e marketing. Após duas décadas de uma vasta experiência internacional, “este novo cargo representa um grande desafio e tem simultaneamente uma forte componente emocional, uma vez que se trata de um regresso à empresa onde comecei a minha vida profissional”, afirma o gestor.

Nas suas novas funções, César Maurício destaca a operacionalização da requalificação energética dos edifícios mais antigos e compatibilizá-los com tecnologias de aquecimento verdes como um dos principais desafios à eficiência energética.

“O principal objetivo que tenho para a função é dar continuidade ao excelente trabalho já feito pelas diferentes equipas da Bosch em Aveiro, e assim garantir uma base sólida que nos permita continuar a investir e a desenvolver soluções de água quente, que proporcionem momentos de conforto sustentável às mais de 15 milhões de famílias em todo o mundo que confiam em nós usando diariamente os nossos produtos e serviços”, refere o profissional.

 

 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

As incertezas da nova lei do teletrabalho

25 Janeiro, 2022 by suporte

A 1 de janeiro de 2022 entrou em vigor a nova lei do teletrabalho (Lei n.º 83/2021) cujo enquadramento legal é considerado dúbio na sua interpretação e poderá ter consequências na sua aplicabilidade. Vai ter de imperar um trabalho colaborativo entre os vários parceiros sociais, onde o equilíbrio e o bom senso serão decisivos.

Estas são parte das conclusões do encontro “Impacto da nova Legislação do Teletrabalho no Setor” organizado pela Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC) e que contou, entre outros, com a presença de Maria Fernanda Campos, Inspetora-Geral da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), para quem as alterações ao regime do teletrabalho são desafiantes.

No entanto, a nova legislação é um ponto de partida em resposta a um movimento que não irá voltar atrás. Segundo a responsável, esta lei permite alavancar o diálogo social e dá uma margem aos parceiros sociais sectoriais para dialogar e aperfeiçoar o que a lei deixou em aberto, como a avaliação dos custos. “O nível de equilíbrio e de bom senso pode ser um fator muito positivo para conseguirmos chegar a uma implementação da lei que seja vantajosa para as empresas e para o trabalhador. Prestar trabalho de forma híbrida será provavelmente o mais saudável, porque mitiga o isolamento do trabalhador e os riscos psicossociais acentuados com a falta de sociabilização e também beneficiar a empresa, pois há coisas que só acontecem quando estamos juntos”, refere Maria Fernanda Campos.

Quanto ao local de onde se está a trabalhar, a Inspectora-Geral afirma ser evidente que as habitações não obedecem às regras que as empresas têm de obedecer, mas podem ser ajustadas. Acrescentando ainda que “o trabalhador em teletrabalho tem todos os direitos e deveres de um trabalhador em regime presencial, o que significa que o empregador tem para com ele os mesmos deveres que tem para com o trabalhador que está presencialmente no escritório, com as devidas adaptações de o trabalhador estar no seu domicílio”.

Do lado das estruturas sindicais, Sérgio Monte, Secretário-geral adjunto da UGT, considerou que a “lei foi feita rapidamente” e que o Sindicato reforça a necessidade da nova legislação deixar “um papel importante à negociação coletiva”, isto porque considera estar a “tratar de maneira uniforme realidades completamente distintas”. Evidenciou ainda que “o teletrabalho só vai ter êxito, ser implementado e consolidado se de facto houver vantagens para os dois lados: empregadores e trabalhadores”.

Da parte das empresas, o cumprimento das regras de segurança e saúde no trabalho suscita algumas dúvidas, no sentido da obrigação do empregador em assegurar as condições para o trabalhador exercer as suas funções em cumprimento com as normas de sonorização, ergonomia, ventilação, entre outras. Este é um desafio dos empregadores, até porque o não cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho levam a elevadas coimas.

Pedro Miranda, Presidente da APCC, realçou que o teletrabalho está com mais expressão e traz benefícios para o empregador e para o trabalhador. Apesar de se reconhecerem os benefícios do teletrabalho, a sua possibilidade “não é universal, uma vez que a esmagadora maioria das funções na nossa economia não pode ser exercida em teletrabalho, calculando-se que não seja mais do que 20%, percentagem esta muito concentrada na área dos serviços e nas grandes cidades”. Já no setor dos Contact Centers, o teletrabalho pode ter um peso muito relevante sendo o regime híbrido o mais relevante.

Para a indústria dos Contact Centers o teletrabalho é já uma realidade desde o início da pandemia, em que mais de 100.000 colaboradores passaram a exercer a atividade nos seus domicílios, obrigando à agilização das operações e ao acréscimo de custos por parte das empresas, nomeadamente com o desenvolvimento tecnológico para suporte à nova realidade e aquisição de equipamentos.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

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