O relatório anual “Global Banking CEO Outlook”, da KPMG, baseou-se nas perspetivas de 135 CEOs do setor bancário a nível global e mostra que entre as principais tendências, a cultura, os valores e o envolvimento das pessoas são agora tão cruciais quanto impulsionar o desempenho financeiro das instituições. A nova realidade, pós-Pandemia, conduziu a que […]
O relatório anual “Global Banking CEO Outlook”, da KPMG, baseou-se nas perspetivas de 135 CEOs do setor bancário a nível global e mostra que entre as principais tendências, a cultura, os valores e o envolvimento das pessoas são agora tão cruciais quanto impulsionar o desempenho financeiro das instituições.
A nova realidade, pós-Pandemia, conduziu a que muitos CEOs reavaliassem o seu propósito, para que pudessem atender às necessidades dos stakeholders. Estima-se que, nos próximos três anos, 89% dos Executivos do sector bancário olhem para o “propósito” como o fator de maior impacto na alocação de capital. Outro ponto crucial é o da sustentabilidade das organizações, onde 37% dos entrevistados afirma estar a planear investir mais de 10% das suas receitas.
Os líderes deparam-se com um aumento nas expectativas devido à incerteza sobre as questões relacionadas com mudanças climáticas e tensões sociais, e como tal, é vital oferecer estabilidade. A maioria (64%) acredita que o principal objetivo é criar valor a longo prazo, e 44% afirma que os bancos têm investido na formação, desenvolvimento e aprimoramento digital para garantir que as competências dos funcionários permaneçam atualizadas e focadas no futuro.
O tema da promoção do bem-estar e de uma cultura de envolvimento e flexibilidade do trabalho é outra das prioridades referidas. Cerca de 47% dos Executivos afirmam estar focados na saúde mental e bem-estar dos seus funcionários, e 33% pretende ter voz ativa nas tensões sociais e nos “problemas que importam”.
No que toca a estratégias para o crescimento a longo prazo, a grande maioria (88%) demonstra estar confiante, e procura incluir planos de aceleração digital, iniciativas ambientais, socias e de governança (ESG), e, por último, parcerias e estratégias de fusões e aquisições (M&A), onde se prevê a continuação de um crescimento significativo.
Sobre a questão da cibersegurança e proteção de dados, cerca 26% dos CEOs planeiam incorporar uma abordagem inclusiva à ética de privacidade de dados para ajudar a proteger os seus clientes. No que respeita às ameaças da nova era digital, como são exemplo ataques cibernéticos, disrupção de energia, falhas técnicas, entre outros, cerca de 48% aponta o fortalecimento das capacidades de governança e resiliência em caso de incidentes graves, e a mesma percentagem pretende focar-se em melhorar as competências de cibersegurança e outras áreas tecnológicas de risco. Uma outra ação apontada para construir resiliência digital está em investir e desenvolver infraestruturas com base na nuvem, apontada por 44% dos entrevistados.


