Esta semana por razão de doença de familiar próximo, tive contacto igualmente próximo com o SNS. O que se vê in loco é o que se vê na televisão. Um simulacro de SNS que na verdade não serve o doente. No caso, na sequência de um AVC, a pessoa espera o tempo que for preciso […]
Esta semana por razão de doença de familiar próximo, tive contacto igualmente próximo com o SNS. O que se vê in loco é o que se vê na televisão. Um simulacro de SNS que na verdade não serve o doente. No caso, na sequência de um AVC, a pessoa espera o tempo que for preciso até haver cama. Não há cama AVC não há tratamento. Creio que isto permite dizer que o SNS como sistema de saúde não serve a saúde de ninguém. Naturalmente, ao fim de demasiado tempo à espera, a família transfere o doente para onde o tratem, ou seja, para fora do SNS.
Entretanto, cá fora, faz-se o rescaldo das eleições. O PS atira ao alegado culpado disto tudo, o Presidente – como se o primeiro-ministro não se tivesse ele mesmo demitido. Algumas esquerdas tentam reinventar uma geringonça como se o Chega não existisse. A AD afadiga-se a construir governo com expectativas de precariedade – e, portanto, com a presumível simpatia das mentes mais progressistas.
Juntando as coisas: os cidadãos que dependem do SNS e que não têm a possibilidade de tirar os seus doentes do SNS, têm uma forma de se fazerem ouvir: votando Chega. É por isso que perguntar aos governantes onde põem os seus filhos a estudar e os seus familiares a serem tratados é uma questão política e não uma intromissão na vida privada. Em vez de promessas, ideologia e hipocrisia, demos ao povo aquilo de que o povo precisa: soluções. Se as soluções de um verdadeiro sistema de saúde passam por acordos com privados, que assim seja. Deixar as pessoas a morrer em nome da ideologia, eis uma das sementes do populismo.
PS Após um ataque em Moscovo reivindicado pelo Daesh, Putin acusa a Ucrânia. Maquiavelismo ou loucura?
PS2 O que Putin nunca quis perceber é que nos tempos atuais os conflitos opõem nações e grupos terroristas financiados por estados-pária.
