Desde o começo da invasão russa a 24 de fevereiro, mais de 2 milhões de pessoas, a maioria mulheres e crianças, abandonaram a Ucrânia para países vizinhos. No dia 8 de março, mais de metade dessas pessoas (mais de 1,4 milhões), chegaram à Polónia, com a Hungria, Moldávia, Eslováquia e Roménia a receber meio milhão […]
Desde o começo da invasão russa a 24 de fevereiro, mais de 2 milhões de pessoas, a maioria mulheres e crianças, abandonaram a Ucrânia para países vizinhos. No dia 8 de março, mais de metade dessas pessoas (mais de 1,4 milhões), chegaram à Polónia, com a Hungria, Moldávia, Eslováquia e Roménia a receber meio milhão de cidadãos ucranianos. Os dados são da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que revela ainda haver relatos de pessoas que esperaram 60 horas para entrar na Polónia, enquanto as filas na fronteira romena têm até 20 km, segundo um porta-voz da ACNUR.
Martin Griffiths, chefe humanitário da ONU, asseverou que “famílias com crianças pequenas estão em porões e estações de metro ou a correr para salvar a vida ao som de explosões e sirenes”. O número de vítimas aumenta a cada minuto que passa e adivinham-se tempos mais sombrios caso medidas não sejam tomadas para travar os confrontos. Filippo Grandi, alto-comissário para os Refugiados, relembra que estamos perante “o que se pode tornar a maior crise de refugiados da Europa neste século”, alertando que será necessário mais apoio do que o que tem sido efetuado até agora para os proteger.
As Nações Unidas e parceiros humanitários lançaram apelos de emergência para fornecer apoio humanitário urgente que contabilizam o total de 1,7 mil milhões de dólares, estimando que 12 milhões de pessoas na Ucrânia irão precisar de proteção e auxílio, e mais de quatro milhões de refugiados poderão precisar de proteção e assistência nos próximos meses.
Para os que ficam para trás, seja para defender com o pouco que têm o seu país, seja porque é demasiado tarde para evacuar ou não têm mobilidade, como é o caso de idosos e pessoas com deficiências motoras, são forçados a procurar por refúgio no subsolo. O World Economic Forum cautela um país à beira de uma catástrofe humanitária, cujos ataques já atingiram variadas áreas residenciais, estratégicas como hospitais, e interromperam muitas cadeias de abastecimento.
Por todo o mundo, e também em Portugal, tem se assistido a uma onda de solidariedade e empatia para com o povo ucraniano. Segundo informação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras foram aceites 4039 pedidos de proteção temporária. A iniciativa “Portugal for Ukraine”, com o objetivo de integrar os cidadãos ucranianos, dispensa a necessidade de visto e garante o acesso automático ao sistema Social, de Finanças, de Saúde e Segurança, bem como facilita a entrada no mercado de trabalho, com uma bolsa de alojamento e apoio humanitário.
Donativos poderão ser diretamente feitos às organizações:
Agência das Nações Unidas para Refugiados
Organização Internacional para as Migrações
Caso seja empregador, ou pretenda voluntariar-se e juntar-se à iniciativa “Portugal for Ukraine”, pode registar o seu interesse através do formulário de contacto.


