Estima-se que a evolução da conectividade permita a qualquer cidadão interagir com um dispositivo inteligente a cada 18 segundos, ou seja, 4.800 vezes por dia. Cidades mais inteligentes, transportes com zero emissões, melhor assistência à saúde e uma conetividade mais ética, são as previsões do estudo “Connected Consumer 2030” elaborado pela Vodafone, em parceria com […]
Estima-se que a evolução da conectividade permita a qualquer cidadão interagir com um dispositivo inteligente a cada 18 segundos, ou seja, 4.800 vezes por dia. Cidades mais inteligentes, transportes com zero emissões, melhor assistência à saúde e uma conetividade mais ética, são as previsões do estudo “Connected Consumer 2030” elaborado pela Vodafone, em parceria com o “The Future Laboratory”.
Estas são as cinco tendências-chave identificadas:
Detetar e prevenir doenças
Nos próximos 10 anos, as casas irão ter equipamentos capazes de monitorizar proactivamente a saúde dos indivíduos, possibilitando um modelo preventivo que pouparia à indústria da saúde 39 mil milhões de euros por ano. Espelhos de casa de banho capazes de verificar o fluxo sanguíneo, detetar alterações da cor da pele, através de sensores, e com microfones inteligentes capazes de solicitar prescrições automáticas, caso detetem sons de tosse ou espirros. Esta maior conectividade nos cuidados da saúde seria não só uma forma de prevenção, como uma garantia da independência e bem-estar de cada indivíduo, nomeadamente a população mais envelhecida.
Controlar hábitos de consumo
Soluções inteligentes, como os wearable devices, serão grande tendência na próxima década. Estes dispositivos irão além do controlo de voz, começando a ser capazes de interagir diretamente com os pensamentos de cada indivíduo, detetando sinais cerebrais, através de uma interface cérebro-computador. Desta forma, o utilizador não terá de falar para dar uma ordem, abrindo a possibilidade para um futuro onde a comunicação acontece através de redes neurais, e o individuo pode registar notas mentais e comunicar silenciosamente com um dispositivo. Seria um futuro onde nem ecrãs nem metaverso teriam espaço.
Redução de emissões
Imagine, no final da década, a conectividade incorporada em árvores, campos e oceanos, permitindo a monitorização do impacto dos planos de regeneração e avaliação de ameaças. Esta recolha de informação conduziria a cidades mais inteligentes, capazes de identificar e repor excessos de energia, tomar decisões mais conscientes, registar a pegada ambiental, e garantir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 graus. Um dos exemplos apresentados é a criação de “certidões de nascimento” digitais, que registariam a origem e os movimentos dos produtos de forma a avaliar o seu impacto.
Veículos e inteligência artificial
Experiências personalizadas consoante o passageiro: através de hologramas imersivos, as marcas de e-commerce poderão mostrar as últimas coleções enquanto os passageiros viajam, permitindo ainda que sejam deixados num local para fazer uma compra. Os passageiros poderão, através dos seus dispositivos pessoais, pré-selecionar a sua experiência, em contextos de lazer, trabalho ou turismo. Com o impacto do PIB da conectividade nos transportes a atingir 241 mil milhões até 2030, os veículos autónomos estão preparados para revolucionar a forma como nos deslocamos.
Dados pessoais, a nova moeda?
A nível mundial, cerca de 44% das pessoas prefere renunciar o conteúdo personalizado a ter de partilhar informação pessoal. Desta forma, o estudo prevê que os dados pessoais se tornem numa moeda que as marcas terão de pagar, ou em troca oferecer experiências. Um facto é que a consciência à volta dos dados pessoais tenderá a crescer, e os consumidores do futuro irão exigir serviços e experiências personalizadas de forma a cederem os seus dados.


