A Índia está entre as economias que mais crescem no mundo e, à medida que o país continua a progredir, aumenta também a fortuna dos seus cidadãos mais ricos, evidenciando as crescentes desigualdades no país. De acordo com dados da Finbold, em dezembro de 2022, as dez pessoas indianas mais ricas controlavam uma fortuna de […]
A Índia está entre as economias que mais crescem no mundo e, à medida que o país continua a progredir, aumenta também a fortuna dos seus cidadãos mais ricos, evidenciando as crescentes desigualdades no país.
De acordo com dados da Finbold, em dezembro de 2022, as dez pessoas indianas mais ricas controlavam uma fortuna de 387 mil milhões de dólares. A soma equivale a 11,16% do Produto Interno Bruto estimado do país (3,47 triliões de dólares), de acordo com a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) em outubro de 2022.
Uma análise das pessoas mais ricas indica que Gautam Adani, da Adani Enterprises, é a pessoa mais rica da Índia, com um património líquido de 132 mil milhões de dólares, seguido de Mukesh Ambani, da Reliance, com 96,50 mil milhões de dólares. Cyrus Poonawalla ocupa o terceiro lugar, com 24,88 mil milhões de dólares.

Fonte: Finbold
Que impacto tem?
O alto nível de desigualdade de riqueza na Índia já foi motivo de preocupação no passado, já que esta ameaça o progresso económico e social do país.
Este desequilíbrio pode ter efeitos adversos, como a mobilidade social reduzida e a instabilidade política. Também pode ser prejudicial ao crescimento económico, desencorajando o investimento e o empreendedorismo entre os mais pobres, que precisam de mais acesso a recursos necessários para iniciar ou desenvolver um negócio.
O governo indiano reconheceu que é preciso focar no crescimento económico para reduzir a pobreza, mesmo que isso aumente a desigualdade. O governo acredita que a diferença será reduzida à medida que o crescimento for atingindo os valores desejados.
Causas das desigualdades de riqueza na Índia
No geral, esta desigualdade na Índia pode ser atribuída a vários fatores, como a existência de um sistema tributário regressivo. Nesse caso, os mais poderosos do país estão a pagar impostos mais baixos, apoiados por políticas governamentais específicas que são consideradas benéficos para os mais ricos.
Entretanto a maioria da força de trabalho caracterizada por más condições de trabalho, baixos salários e falta de proteção social. Estes fatores fazem com que seja difícil para os trabalhadores economizar e investir em educação e formação, ou na criação de pequenos negócios, levando à falta de mobilidade económica.
Ao mesmo tempo, a privatização de serviços essenciais como a educação e a saúde, torna-os efetivamente mais caros para os grupos mais vulneráveis na Índia.
Outro fator importante para a desigualdade significativa que se verifica é a crescente diferença de salários, onde os altamente qualificados beneficiaram mais do progresso tecnológico do que os menos qualificados. Assim, a origem da riqueza é um elemento crucial, já que os mais ricos derivam a sua fortuna de ativos do mercado financeiro e património empresarial.
Embora os fatores macroeconómicos predominantes ameacem a sua riqueza, possíveis medidas de recuperação provavelmente agiram em seu benefício. Além disso, os pobres não têm capital para possuir ações, fator que explica por que a fortuna dos indianos mais ricos representa uma grande parcela do PIB do país.


