Lemos que na velha Inglaterra andam a mexer nos livros de Enid Blyton, por causa dos seus conteúdos inadequados. Enid Blyton!? Será possível? A mesma autora dos livros dos Cinco e dos Sete? Lê-se e não se acredita. Mas o melhor é acreditar porque agora qualquer coisa pode ser algo do crivo dos novos censuradores. […]
Lemos que na velha Inglaterra andam a mexer nos livros de Enid Blyton, por causa dos seus conteúdos inadequados. Enid Blyton!? Será possível? A mesma autora dos livros dos Cinco e dos Sete? Lê-se e não se acredita. Mas o melhor é acreditar porque agora qualquer coisa pode ser algo do crivo dos novos censuradores. Quando se chega a Enid Blyton talvez se tenha chegado ao limite – embora ainda sobre o Velho Testamento.
Também se lê que há estudos que recomendam que a escola não comece antes das dez horas – para facilitar, como agora se diz, as aprendizagens. Talvez muitos adultos concordem que a medida faz sentido para que as organizações em que trabalham possam tornar-se learning organizations. Antes das dez é difícil aprender.
Há livros que ajudam a descodificar a realidade. A Destruição do Espírito Americano, de Allan Bloom (Guerra e Paz) é um deles.
Escrito em 1987 alertava para este ambiente de falta de exigência que nos desprepara para o mundo. A abertura do relativismo, preconizava, resultaria numa menor abertura. Manual do Bom Cidadão, de Jorge Soley (Dom Quixote) é outro.
Este último diz que talvez estejamos a fazer do mundo uma grande creche – para crianças grandes, eternas flores de estufa. Se assim for, eis o conselho para os dirigentes da creche: não abrir antes das dez.

