A incerteza sentida no mundo tem moldado as decisões e prioridades das organizações. Ainda assim, a maioria dos profissionais (54%) prevê um reforço de equipas nas suas organizações nos próximos 12 meses. São mais os profissionais das pequenas e médias empresas a responder positivamente a um reforço das equipas (58%); enquanto nos profissionais as grandes […]
A incerteza sentida no mundo tem moldado as decisões e prioridades das organizações. Ainda assim, a maioria dos profissionais (54%) prevê um reforço de equipas nas suas organizações nos próximos 12 meses. São mais os profissionais das pequenas e médias empresas a responder positivamente a um reforço das equipas (58%); enquanto nos profissionais as grandes empresas a expectativa de novas contratações é mais baixa (48%).
A GALILEU, empresa de formação do grupo Rumos – Knowledge Sharing, acaba de divulgar os resultados de um estudo realizado junto dos departamentos de Recursos Humanos das empresas em Portugal.
Quando inquiridos sobre como irão preencher as novas vagas, o recrutamento é a forma mais apontada pelos respondentes do estudo. Contudo, a principal dificuldade apontada pelos profissionais de RH é a falta de candidatos com as qualificações procuradas (61%), o que confirma um desajuste estrutural entre as competências dos profissionais no mercado e as exigências reais das organizações.
Esta lacuna é particularmente visível em áreas técnicas e tecnológicas, onde a transformação digital avança, muitas vezes, mais rápido do que o mercado prepara novos profissionais.
O barómetro recolheu 100 respostas válidas, obtidas por amostragem por conveniência, entre 20 de março e 16 de abril de 2025.
Apontada por 52% dos inquiridos, a pressão salarial surge como outro obstáculo relevante
Estes dados reforçam a urgência de investir em estratégias de employer branding, formação interna (upskilling/reskilling) e políticas salariais e de benefícios competitivos, para que as organizações consigam responder à escassez de talento de forma sustentada. Os dados revelam a existência de estratégias de upskilling nas organizações, com 67% dos inquiridos a afirmar que as suas organizações já iniciaram este caminho — ainda que, em muitos casos (45%), estas estratégias não estejam ainda completamente estruturadas ou implementadas.
Esta aposta pode ser explicada pela necessidade imediata de colmatar lacunas de competências no recrutamento externo, tornando o upskilling uma resposta tática à escassez de talento. No entanto, estes números baixam consideravelmente quando falamos de estratégias de reskilling — presentes apenas em 48% das organizações e de forma estruturada em apenas 15%.
Gestão e liderança são prioridades
Os dados revelam que, em 2025, a gestão intermédia e as equipas operacionais serão o foco do investimento em formação e desenvolvimento de competências, com destaque para as soft skills, para 77% e 75% dos inquiridos, respetivamente. As competências técnicas específicas são também uma prioridade, mencionadas por 55% dos inquiridos.
A liderança e a gestão de equipas destacam-se como as competências mais valorizadas pelos profissionais RH nos próximos dois anos, sendo apontadas por 60% dos inquiridos no Barómetro RH 2025. Seguem-se a inteligência emocional e a comunicação (48%) e o trabalho em equipa e colaboração (25%). Esta hierarquia evidencia uma forte ênfase nas competências relacionais e de liderança, fundamentais para a coesão e desempenho das equipas em contextos cada vez mais voláteis.
Também apontadas de forma significativa, as competências digitais e tecnológicas (24%), inteligência artificial e automação (23%) e resolução de problemas e pensamento crítico (24%) deverão ser acompanhadas com atenção nos próximos tempos tendo em conta a sua relevância na implementação de Inteligência Artificial (AI) nas organizações.
«O Barómetro RH 2025 revela um setor em transformação, onde os Recursos Humanos são cada vez mais chamados a desempenhar um papel estratégico. A aposta clara no desenvolvimento de competências reflete uma preocupação crescente com a preparação das equipas para um futuro exigente e dinâmico, mas há vários pontos críticos para as organizações melhorarem: o alinhamento dos RH com os objetivos da organização, o desenvolvimento de estratégias de reskilling para fazer face às mudanças de funções trazidas pela transformação digital e a sua capacidade de atrair talento qualificado», explica o Head of Marketing da GALILEU, Pedro Tavares.


