Cada vez mais a competitividade dos negócios, o desempenho e a satisfação dos colaboradores, assim como a experiência do cliente, dependem da combinação de avanços tecnológicos e da existência de determinadas competências. No entanto, embora muitas pessoas em todo o mundo mantenham uma expectativa alta relativamente a mudanças tecnológicas, a confiança na sua capacidade de […]
Cada vez mais a competitividade dos negócios, o desempenho e a satisfação dos colaboradores, assim como a experiência do cliente, dependem da combinação de avanços tecnológicos e da existência de determinadas competências. No entanto, embora muitas pessoas em todo o mundo mantenham uma expectativa alta relativamente a mudanças tecnológicas, a confiança na sua capacidade de aproveitar ao máximo essas oportunidades nos próximos anos ainda é fraca.
Isto está de acordo com o mais recente relatório Global Digital Readiness Index da Salesforce. Dados de mais de 23 mil profissionais empregados em 19 países revelam uma crescente crise global de competências digitais e a urgente necessidade de agir. Os entrevistados partilharam opiniões sobre a sua preparação para a digitalização, nível atual de competências digitais (no dia a dia, e no local de trabalho), acesso a recursos, suporte e participação em projetos de upskilling.
Em primeiro lugar, o nosso novo mundo digital gira à volta da capacidade de todos terem as competências para poder fazer parte dele. À medida que a lacuna entre esperança e confiança aumenta, é fundamental a existência de um compromisso global para preencher as crescentes falhas de competências digitais para o sucesso e a prosperidade futura do nosso mundo.
Uma parte fundamental deve incluir a diferenciação entre as competências digitais do dia a dia e as do local de trabalho, preparar os colaboradores para novos empregos que irão surgir e redesenhar o papel que as empresas podem desempenhar no fomento de uma cultura de aprendizagem digital contínua.
Dar prioridade às competências digitais do mundo real
É uma suposição comum de que os países desenvolvidos e as gerações mais jovens se sintam mais preparados para as competências digitais exigidas pelos empregos de hoje em dia. No entanto, mesmo um nível avançado em competências digitais do quotidiano, como redes sociais e navegação web, não se traduz necessariamente nas competências necessárias para impulsionar a recuperação económica e o impacto social positivo.
De acordo com a maioria das pessoas que responderam ao inquérito, as cinco competências digitais mais importantes nas quais as empresas precisam de investir atualmente e, nos próximos cinco anos, são as competências de tecnologia de colaboração, competências administrativas digitais, competências de criptografia e cibersegurança, competências de comércio eletrónico e comércio digital e competências de gestão de projetos.
Essas competências diferem daquelas que são normalmente ensinadas nos tradicionais ambientes escolares, como codificação e ciência de dados, e reiteram a necessidade de recrutamento pelas empresas, para que se concentrarem menos em programas educacionais estabelecidos, e mais nas competências digitais do mundo real, que as suas equipas realmente exigem.
Cimentar competências como um compromisso de negócios a longo prazo
O baixo nível de confiança digital correlaciona-se com baixos níveis de aprendizagem ativa em todo o mundo. E a isto não ajuda a contínua falta de coesão entre educação, competências e empregos em todo o mundo.
As empresas com uma estratégia de disponibilidade digital no centro da sua agenda estarão melhor posicionadas para sobreviverem e prosperarem, auditando as competências atuais dos seus profissionais e as necessárias para o futuro; identificando como as competências podem e devem ser desenvolvidas num ambiente de trabalho cada vez mais híbrido; tomando medidas para garantir que a aprendizagem seja implementada de forma eficaz; e tornando-se mais atraente e relevante para os candidatos a um emprego no meio de uma elevada escassez de competências.
Ao continuar a equipar os trabalhadores com as competências digitais do futuro, podemos desbloquear um maior crescimento e oportunidades, ao mesmo tempo em que abordamos os próximos desafios – quer se tratem de novas pandemias, choques económicos ou relacionados com o tema da sustentabilidade.
Mais empresas reconhecem o seu dever de ajudar a construir um futuro sustentável para todos. A relação entre upskilling digital e sustentabilidade é também uma preocupação crescente, aumentando a procura por competências digitais para tecnologia operacional, que promova atividades de negócios sustentáveis, como o rastreamento, medição e análise de dados climáticos dentro de uma organização.
Agora, mais do que nunca, as empresas devem trabalhar em estreita colaboração com os governos e as partes interessadas da comunidade, para garantir que a formação e o recrutamento sejam dimensionados para responder à procura digital, alcançar todos os aspetos da sociedade e acelerar a recuperação e o crescimento. Em conjunto, podemos repensar a transformação digital e a educação ao longo da vida, garantindo uma mentalidade orientada para o digital, de forma a ajudar a preencher as lacunas de competências digitais com mais eficiência.
Aumentar a confiança sobre a esperança na nossa capacidade de alavancar novas tecnologias de forma eficaz, e participar na economia digital, é fundamental para desbloquear grandes mudanças socioeconómicas, que garantam crescimento, inovação e felicidade em igual medida.

