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Denise Calado

Genética do futuro: Startup portuguesa no top 10 europeu

24 Maio, 2022 by Denise Calado

A CBR Genomics, startup portuguesa sediada em Cantanhede, foi considerada pela revista científica Life Sciences Review, uma das 10 empresas emergentes na área de sequenciação genética, na Europa. A análise do trabalho em matéria de Sequenciação de Próxima Geração (NGS) fez desta a única empresa nacional a figurar neste top, em que Itália e Alemanha lideram o pódio.

A Sequenciação de Próxima Geração refere-se à aplicação de métodos novos e mais rápidos para sequenciar estruturas de DNA. Esta tecnologia tem revolucionado, ao longo dos últimos anos, os setores da Genética, com um significativo impacto clínico. Segundo a mesma revista, estima-se que o mercado registe um crescimento anual de 21% entre 2022 e 2027, devido aos avanços tecnológicos.

Para a CBR Genomics, o objetivo passa por transformar a forma como a informação inscrita no DNA das pessoas é utilizado no acompanhamento médico dos cidadãos. A empresa portuguesa destaca-se no mercado por ter criado um conjunto de serviços — DNA.files — que pretendem detetar patologias, desde recém-nascidos a adultos, e suportar ações clínicas e decisões médicas com base nas informações do DNA.

Com isto, é possível prevenir ou retardar o desenvolvimento de doenças genéticas graves através da sequenciação dos genes extraídos de uma amostra de saliva. A CBR Genomics acredita que este modelo vai tornar acessível à população o estudo do seu próprio DNA, permitindo a tomada de decisões de saúde mais informadas e, consequentemente, melhores cuidados de saúde.

“Recusamo-nos a aceitar o diagnóstico tardio de doenças bem caracterizadas geneticamente (não tão) raras, doenças graves ou mesmo mortes precoces devido a condições genéticas totalmente estabelecidas, que poderiam ser precocemente intervencionadas ou mesmo evitáveis”, afirma Ana Catarina Gomes, CEO da CBR Genomics.

Para além da startup portuguesa, a Life Sciences Review destaca ainda três empresas da Alemanha e uma de Espanha e Malta. Itália é o país europeu que soma o maior número de presenças: são quatro as entidades mencionadas.

 

 

Arquivado em:Inovação, Notícias

Alterações climáticas atingem novos recordes máximos

24 Maio, 2022 by Denise Calado

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, em comunicado alerta: “O tempo está a acabar”. O novo relatório do Estado do Clima da Organização Meteorológica Mundial (OMM), apresentado na passada semana, é alarmante: em 2021 atingiram-se recordes máximos no que toca à emissão de gases de efeito de estufa, aquecimento global, à subida do nível do mar, bem como à acidificação dos oceanos.

Petteri Taalas, Diretor da OMM, adiciona ainda que “batemos os recordes nas emissões de gases de estufa, dióxido de carbono, metano e óxido nitroso.” Surpreendentemente, as emissões de dióxido de carbono não foram reduzidas de todo, mesmo apesar do confinamento causado pela Covid-19 no ano de 2020.

O aumento do nível dos mares é também um dos indicadores-chave das alterações climáticas que têm vindo a agravar significativamente: “temos visto os glaciares a derreter, o que contribui para o aumento do nível dos oceanos, que já relatámos, sobretudo na Gronelândia e nos glaciares da Antártida. Isso causa um enorme impacto.”, alerta Taalas.

Sobre a acidificação dos oceanos, a OMM afirma que “o pH na superfície do oceano está no menor nível dos últimos 26 mil anos”, sendo que os mares absorvem 23% das emissões de CO2 da atmosfera.

António Guterres acrescenta que se os números do relatório não baixarem, a destruição do planeta está iminente, e as catástrofes naturais serão mais frequentes e mais intensas: “o sistema energético global está destruído, aproximando-nos cada vez mais de uma catástrofe climática.”.

Os resultados das alterações climáticas não são, porém, um problema apenas das futuras gerações. A Aliança Global para a Saúde e Poluição assegura que nos últimos 7 anos cerca de 9 milhões de pessoas sofreram de morte prematura devido à poluição, aumentando esse número em 66% quando comparado ao ano de 2000.

Guterres faz um apelo ao fim do subsídio aos combustíveis fósseis e ao acelerar da transição energética, “antes de incinerarmos a nossa única casa”. Um futuro sustentável é um futuro renovável, e para isso, o Secretário-Geral da ONU propõe a criação de uma rede global sobre o armazenamento de baterias liderada por governos, unindo também empresas do setor tecnológico, manufatureiro e financiadores.

A meta é agir ainda esta década para assegurar que a temperatura média global permaneça no máximo 1,5ºC acima dos níveis da era Pré-Industrial, já que os últimos anos foram os mais quentes alguma vez registados.

 

 

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Leading People – International HR Conference é já na próxima quarta-feira

23 Maio, 2022 by Denise Calado

Vai realizar-se na quarta-feira, dia 25 de maio, no Centro Cultural de Cascais, a 4ª edição da Leading People – International HR Conference, este ano dedicada ao tema “Act Now For Human Health”. Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social irá marcar presença com uma talk seguida de debate.

O evento direcionado para top managers na área da gestão de pessoas, conta com apresentações e debates entre várias participações, em placo, como Pedro Gomes, professor associado na Universidade de Birkbeck em Londres e autor do livro “Sexta-feira é o Novo Sábado”; Carla Furtado, professora na PUCRS e autora do livro “Feliciência: Trabalho e Felicidade na Era da Complexidade”; Cristina Maldonado, consultora internacional, speaker e responsável na The Pacific Institute UK, Europe & Middle East; Laércio Albuquerque, Vice-Presidente da Cisco America Latina; Oscar Gaspar, Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada; Pedro Ramos, Presidente da APG; José Miguel Bravo, professor na Nova IMS; Ana Paula Rosa, gestora de programas na OIT; André Ribeiro Pires, CCO da Multipessoal; Magda Faria, Head of Workplace e Business Flow da Axians; Rita Lago, Corporate Culture and People Engagement Manager da Fidelidade; Margarida Cardoso, Manager People & Cuture da Tabaqueira; Mafalda Lobo Xavier, Area Manager Employer Brand da MC; Carlos Oliveira, Presidente Executivo da Fundação José Neves; Eliane Gomes, Hub Director da Zome; Sandra Coelho, Talent Manager da Capgemini; Mónica Fernandes, veterinária; Filipa Alves Rocha, médica; Antonieta Couto e Mário Amaral, consultores imobiliários da Zome; Rita Red Shoes, cantora e compositora e Vanessa Fernandes, atleta.

Ana Filipa Nunes, jornalista da SIC, será host do evento que conta ainda com moderação de debates realizada por Catarina Guerra Barosa, Diretora de Conteúdos da Tema Central e Catarina Rodrigues, jornalista.

O acesso é restrito a convidados. Todos os conteúdos ficarão disponíveis a partir do dia 27 de maio na Líder TV (www.lidertv.pt, MEO #165 e NOS €560).

A Leading People – International HR Conference é uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, UNRIC – Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental, UN Global Compact Network Portugal, International Club of Portugal, APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, e World Trade Center Lisboa.

O evento conta com o apoio da Capgemini, Axians, Tabaqueira, Multipessoal, Zome, Edenred, Fidelidade, MC, ISQe, Cornerstone, Futuro, Nova SBE, Nutrium, Super Bock Group, Galileu, ISQ Academy, DS Automobiles, Jaba Recordati, Lift, Made2web, Holmes Place, Whiteway, Cartuxa, Knower e Turismo de Portugal

Mais informações aqui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Escolas de gestão portuguesas entre as 50 melhores do mundo

23 Maio, 2022 by Denise Calado

O ranking de Executive Education 2022 do Financial Times, que elege as escolas com as melhores ofertas de Formação de Executivos no mundo, posiciona a Nova SBE no 22º lugar, e no 1º lugar em Portugal. No top 50 do mundo, está também a Católica Lisbon (44ª posição), a Porto Business School, Faculdade de Economia do Porto (54ª posição), e o ISEG Lisbon School of Economics and Management (55ª posição).

Atualmente Portugal é o terceiro país europeu mais bem representado neste ranking, sendo ultrapassado apenas por França e Reino Unido respetivamente. Este resultado reflete um investimento crescente na formação de gestores, o que será fator decisivo para a competitividade da economia portuguesa.

No top 5 estão:

HEC Paris – França/ Qatar

IMD Business School – Suiça

Iese Business School – Espanha

Esade Business School – Espanha

Western University: Ivey – Canada / HK

“Desde que estabelecemos o desígnio de criar em Portugal uma escola de negócios global, assumimos uma estratégia ambiciosa de afirmação nos rankings do Financial Times – o gold standard do reconhecimento internacional.”, afirma Daniel Traça, Dean da Nova SBE, acrescentando que “os resultados de hoje, como os de outros rankings do FT, demonstram que a ambição global de uma escola pública em Portugal é possível, e que a estratégia que seguimos é a apropriada. Estamos seguros que este caminho nos levará ainda mais longe nos próximos anos.”

“A cumplicidade com os nossos professores e especialistas, a abordagem metodológica diferenciadora e o acompanhamento constante da equipa de projeto representam fatores chave no sucesso desta jornada.”, acrescentou Miguel Pina e Cunha, Diretor Académico da Formação de Executivos Nova SBE.

 

Arquivado em:Academia, Notícias

Boas perspetivas de contratação para o terceiro trimestre do ano

23 Maio, 2022 by Denise Calado

Com uma projeção para a criação líquida de emprego positiva de + 37%, Portugal é o segundo país europeu com a maior perspetiva de criação de emprego em 2022. Os empregadores nacionais avançam com perspetivas positivas de contratação, entre julho e setembro do presente ano, com 41% a esperar aumentar as suas equipas, apenas 10% a planear diminuir a sua força de trabalho e 46% a manter o número de trabalhadores que têm atualmente.

As conclusões da análise ManpowerGroup Employment Outlook Survey, relativa ao 3º trimestre de 2022, resultam das entrevistas realizadas a 518 empregadores durante o mês de abril, com os valores a refletirem já o impacto da guerra na Ucrânia nas empresas nacionais.

Acompanhando a digitalização do mercado e posicionando-se como um dos setores com níveis de escassez de talento mais elevados, a área das Tecnologias de Informação, Telecomunicações, Comunicação e Media é a que apresenta, segundo o estudo, as previsões de contratação mais positivas, com uma Projeção de +46%, o que revela um crescimento moderado de 6 pontos percentuais face ao trimestre anterior.

Por outro lado, o setor da Produção Primária, que reúne as atividades agrícola, mineira ou de recolha de resíduos, o setor da Educação, Saúde, Trabalho Social e Governamental, bem como o setor da Construção, embora otimistas, são os que avançam com ritmos de contratação mais lentos, com uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +10%, +21% e +22%, respetivamente. As previsões seguem uma tendência de abrandamento face ao trimestre anterior, ao decrescerem 8 pontos percentuais no caso da Produção Primária e da Construção e de 2 pontos percentuais no setor da Educação, Saúde, Trabalho Social e Governamental. Já face ao período homólogo do ano passado, a Construção é a que mais evolui com uma subida de 15 pontos percentuais.

É na Região Sul e na Grande Lisboa que os empregadores mais preveem reforçar as suas equipas, bem como nas Médias e Grandes Empresas.

As empresas de todas as dimensões preveem aumentar as suas equipas no próximo trimestre. No entanto, são as Médias e Grandes Empresas as que anunciam um ritmo de contratação mais próspero, com uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +33%, o que traduz ainda uma subida de 7 e 2 pontos percentuais face ao trimestre passado, respetivamente. Se comparada com o período homólogo do ano passado, a subida é ainda mais acentuada, com um crescimento de 16 pontos percentuais nas Médias Empresas e de 23 pontos percentuais nas Grandes Empresas.

Globalmente, observam-se perspetivas de contratação otimistas, com 39 do total de 40 países e territórios analisados no estudo a anunciarem planos de contratação positivos para os meses de julho a setembro, embora 12 deles demonstrem uma diminuição ou estagnação face ao segundo trimestre do ano.

 

Dos países com as previsões mais positivas destacam-se o México, o Brasil e a Índia, com Projeções de +59%, +54% e +51%, respetivamente. Em oposição, a Grécia apresenta uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego negativa, de -1%, seguida de Taiwan e do Japão, com valores de +3% e +4%, respetivamente.

Na Europa, o país com a Projeção mais otimista é a Irlanda, de +42%, logo seguido de Portugal. No polo oposto, depois da Grécia, encontra-se a Polónia, que apresenta uma Projeção de +11%.

O estudo pode ser consultado aqui.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Rui Nabeiro – o perfil de um líder inquestionável

23 Maio, 2022 by Denise Calado

Há 60 anos Rui Nabeiro fundou em Campo Maior, no Alentejo, a Delta Cafés, uma marca que se funde com o perfil de uma liderança em que o lucro importa, mas não é a razão principal. No foco de um homem, ainda hoje invulgar para a sua época, estão as pessoas, clientes, famílias e amigos, a base sobre a qual criou um cunho de gestão pioneira em Portugal – a do “capitalismo solidário”.

“A alma é que é o segredo do nosso negócio”, partilha Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta Cafés, que juntamente com o seu Avô, o seu Pai, João Manuel Nabeiro, e o seu primo, Ivan Nabeiro, receberam na passada semana a visita do Conselho Estratégico e do grupo Leading Brands, do projeto Leadership Summit Portugal.

“O espírito do Grupo Delta, de porta aberta, e de partilha do conhecimento e do que fazemos, faz parte da nossa forma de estar. E isso faz diferença na forma como se trabalha”, realçou o neto do fundador, para quem o tema da proximidade e da preocupação em bem receber as pessoas de outras indústrias e setores está na génese da empresa.

O encontro em Campo Maior, que contou com uma visita ao Centro de Ciência do Café e à Adega Mayor, permitiu, num momento familiar e de partilha, conhecer um pouco melhor aquele que aos 91 anos é um dos líderes inquestionáveis do tecido empresarial português e retirar algumas lições que, mais do que gestão, são de vida.

A afabilidade e o sorriso são traços característicos de Rui Nabeiro – “Eu tive a felicidade de todos gostarem de mim. Mas tonto não sou, nem nunca fui! Investia mesmo sabendo que ia perder, mas investia para ganhar”, afirma.

Tudo começa pela ligação à terra e à família, e “para ter as pessoas ao nosso lado temos de estar com as pessoas”. Foi o ambiente familiar e o exemplo da união dos seus Pais que serviram de base para criar o legado que deixa aos seus filhos e netos. Isso ajudou-o em todas as conquistas – “é como se vive em casa, como se vive na nossa intimidade familiar, marido, mulher e filhos”, e o negócio nasce pelo meio. “É por essa união, pela estabilidade que via isso em casa dos meus Pais”, refere, e “onde também há discussão para o progresso”.

O homem que aos 17 anos assumiu os destinos da pequena torrefação familiar, e em 1961 criou a sua própria empresa, a Delta Cafés, um Grupo que hoje emprega cerca de 4.000 colaboradores, não teria feito nada de diferente. “Quem nasce numa terra no Alentejo onde só havia lavoura, em que os meus Pais eram filhos de gente humilde, a vida sempre difícil, eu só pensava como poderia ajudar os meus Pais”, ao que acrescenta “numa terra pobre como a nossa, é preciso alguém cair na graça dos amigos, das pessoas que me querem conhecer. Jogo muito nessa lotaria, sem nunca perder demasiado, pois no final o saldo é sempre positivo”.

Todos os clientes são amigos, mesmo os que não pagavam – pois “quem não pagava também faz publicidade”. Era assim, no início, nos negócios com Espanha, ainda a braços com uma guerra civil ainda recente. Em Badajoz há uma Avenida com o seu nome e partilha com orgulho o reconhecimento que tem do país vizinho. “Eu sou boa pessoa. Não os enganava. Ganhamos com uns e perdemos com outros”, afirma. “O dinheiro ganha-se de mão aberta”, foi o ensinamento que deixou aos seus filhos, e que é relevante não só para a empresa como para toda a vida.

E a sua maior conquista, diz sem hesitar que foi ter casado com a sua mulher, Alice. O casamento de 68 anos, mais dez anos de namoro, é o seu grande feito. Quanto ao seu testemunho, difícil será separar a marca do seu fundador, mas como o próprio diz “o caminho é para a frente!” ao que ainda acrescenta que vai viver mais 20 anos.

É na terra onde nasceu, em Campo Maior, que ainda hoje vive e tem o seu escritório, onde vai trabalhar todos os dias, sendo ainda o Presidente do Conselho de Administração. No livro “Almoço de Domingo”, o romance de José Luís Peixoto, são retratas as memórias de vida do comendador, alguém “para quem a produtividade absoluta não é o seu propósito”, segundo o autor, que define Rui Nabeiro como alguém “para quem o bem dos outros é o seu próprio bem”.

 

Tenha acesso à galeria do evento aqui.

Arquivado em:Encontros, Liderança, Notícias

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