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Leonor Wicke

Isabel Guerreiro é a nova CEO do Santander em Portugal

30 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

Isabel Guerreiro teve um papel central na transformação digital do banco, em Portugal e a nível europeu, como responsável máxima desta área dentro do Grupo para a Europa. Com mais de 20 anos de experiência no setor financeiro, tem um percurso consolidado no Grupo Santander, onde ingressou em 2005. Foi administradora executiva em Portugal, responsável pela rede de particulares e negócios e membro do Supervisory Board do Santander Polónia.

Licenciada em Engenharia Informática pelo Instituto Superior Técnico, possui um MBA do INSEAD e formação complementar em Stanford, Harvard e Wharton.

Pedro Castro e Almeida integrou o Santander em 1993 e liderou o Santander Portugal como Presidente Executivo nos últimos sete anos. Durante o seu mandato, o banco realizou uma profunda transformação digital e operacional, reforçando o seu posicionamento como uma das instituições financeiras mais rentáveis e eficientes do mercado.

Nos últimos anos, Pedro Castro e Almeida também foi responsável regional do Santander para a Europa. Mais recentemente, foi chamado a liderar o processo de integração do banco britânico TSB, adquirido pelo Santander ao Sabadell. A experiência acumulada em integrações bem-sucedidas, incluindo Banif e Banco Popular, contribuiu para esta nomeação.

Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, afirmou: «A Isabel é uma líder com provas dadas e amplamente respeitada, que personifica a cultura do Santander, com uma forte ambição de melhoria contínua e um elevado compromisso, ano após ano, de servir com consistência as suas equipas, clientes, acionistas e a sociedade. O conhecimento profundo que o Pedro tem dos negócios do Grupo e a sua abordagem disciplinada ao risco fazem dele a escolha certa para liderar a função de risco do Grupo.»

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Stellantis nomeia novas direções

30 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

 

  • Gonçalo Neves é nomeado Diretor de Sales Mainstream & Car Flow da Stellantis. Substitui na função Jorge Tomé, que parte para a reforma, após uma carreira de várias décadas ao serviço da Empresa.
  • Luís Magalhães é nomeado Diretor de B2B da Stellantis.
  • Susana Mendonça é nomeada Diretora de Marketing Operations da Stellantis.
  • Daniel Camacho é nomeado Diretor de Pre-Owned Vehicles da Stellantis.

«É com satisfação que anunciamos estas nomeações na estrutura da operação da Stellantis em Portugal. Estas decisões refletem não apenas o crescimento sustentado da nossa presença no mercado português, mas também o compromisso firme da Stellantis e das suas marcas em reforçar a liderança, a inovação e a proximidade com os nossos clientes e parceiros», sublinha Pedro Lazarino, Diretor da Stellantis Portugal.

«Estes líderes, com a sua experiência, visão e capacidade de execução, já adquiridas no seio do Grupo em Portugal, irão contribuir para consolidar a nossa estratégia para os próximos anos, sendo capazes de antecipar desafios e acelerar oportunidades, de forma a elevar os padrões de excelência e reforçar a posição da Stellantis como referência no setor. Por fim, quero agradecer ao Jorge Tomé pelos mais de 40 anos dedicados às marcas da Stellantis, com uma especial dedicação desde os tempos de juventude à marca Peugeot», acrescenta o responsável máximo do Grupo em Portugal.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

A reviravolta das presidenciais

30 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

As presidenciais são as únicas eleições unipessoais no nosso regime democrático. É por isso que as características individuais de cada candidato são da maior relevância. A atitude moderada, decente e informada de Seguro destacou-se pela diferença, em especial em relação a Ventura, sempre estridente, a apontar o dedo a bodes expiatórios de estimação e ao ‘sistema’, palavra que para ele designa coisas muito diferentes, incluindo o regime democrático conquistado em 1974.

São também opostas as visões que cada um deles tem do mundo, da sociedade e das relações entre as pessoas e os povos. Seguro acredita na dignidade de todos os seres humanos, sem distinção de cor de pele, religião ou país de nascimento, e defende os valores e direitos constitucionais. Ventura autoatribui-se o monopólio da identidade nacional, ignorando a história de um país que há mais de 900 anos se fez de chegadas e partidas, e provoca-nos clamando por três Salazares.

Mas talvez mais ainda que tudo isto, que é imenso, pese neste momento na decisão de cada eleitor a incerteza do futuro, a mutação a que assistimos na repartição do mundo pelos mais poderosos e o espetáculo diário da insanidade de Donald Trump ao comando de uma verdadeira ‘egopolítica’ de escala mundial. Ventura tem-se afirmado como uma imitação caseira desse ego desmesurado, de quem copia ideias e o descaramento na falsificação de factos e dados.

Multiplicaram-se, entretanto, apoios a Seguro vindos da esquerda e da direita e das mais diversas personalidades. Este facto, que muito irritou Ventura, torna claro o que está em jogo: Seguro pretende merecer efetivamente a possibilidade de ser o «presidente de todos os portugueses», sem ódios nem revanchismos; Ventura quer extremar a direita portuguesa, esvaziando o espaço central da direita democrática para minar por dentro o nosso regime democrático. É aliás essa a intenção reiterada da extrema-direita iliberal e xenófoba que vem crescendo na Europa e no mundo.

Estamos em plena vaga de desconstrução democrática, com todos os perigos de violência, insegurança e retrocesso nos direitos fundamentais que ela traz consigo.

Apesar de estarmos perante uma escolha tão clara, Luís Montenegro eximiu-se a assumi-la. O seu «não é não» caducou. Não será ele a garantir o cordão sanitário que a defesa da democracia e dos direitos humanos, que devem ser garantidos a todos, exige neste momento histórico.

Caberá agora ao povo português, com o seu voto livre, dar a resposta que se impõe, colocando em Belém um homem que tudo fará para honrar Portugal e manter bem vivo o sonho de um país «mais livre, mais justo e mais fraterno» inscrito há cinquenta anos na nossa Constituição.

Arquivado em:Notícias, Política

ULisboa já deu origem a mais de 1.000 startups presentes em mais de 40 países

30 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

Segundo o estudo, até ao final de 2025 já existiam mais de 1.000 startups fundadas por estudantes, docentes, investigadores e alumni da ULisboa, presentes em mais de 40 países e com uma valorização agregada superior a 24 mil milhões de euros. Destas, 550 startups captaram 4 mil milhões de euros de investimento, sendo que 70% desse capital foi angariado nos últimos cinco anos (uma evidência da dinâmica recente deste ecossistema).

De acordo com os resultados do estudo, a instituição ocupa o 1.º lugar do Ranking das Universidades Empreendedoras de Portugal, um indicador nacional que avalia as instituições de ensino superior com base em métricas de empreendedorismo, inovação e transferência de conhecimento científico para o mercado e para a sociedade.

Desenvolvido em parceria com a Dealroom, o relatório analisa o impacto económico e social das startups criadas por estudantes, docentes, investigadores e alumni da universidade.

O impacto das startups com ADN ULisboa em números

Entre as startups fundadas por alumni da ULisboa, quatro das seis empresas atualmente consideradas unicórnios em Portugal – Talkdesk, Tekever, OutSystems e Anchorage Digital – têm origem em percursos académicos na instituição, contribuindo de forma decisiva para o seu reconhecimento internacional enquanto motor de inovação.

Adicionalmente, foram captados mais de 850 milhões de euros em capital de risco desde 2024.

Reconhecimento europeu na criação de spin-offs

A universidade integra ainda o top 32 do European Spinouts Report 2025, figurando entre as universidades europeias mais influentes na criação de spin-outs e entre as primeiras posições na área da robótica. Mais de 170 spin-offs académicos foram criados a partir de investigação científica desenvolvida na universidade.

Luis Ferreira, Reitor da ULisboa, reforça a importância dos dados agora conhecidos: «Estes números são um reflexo do compromisso contínuo com a promoção de uma cultura empreendedora, da aposta em estruturas de apoio à inovação — como centros de transferência de conhecimento, incubadoras e programas de aceleração — e do trabalho conjunto da comunidade académica.»

E acrescenta o Reitor: «Este estudo contribui para reforçar o papel estratégico da ULisboa como um dos principais polos de empreendedorismo do país e da Europa, estimulando a criação de empresas de elevado crescimento, a internacionalização e o desenvolvimento económico.»

Arquivado em:Educação, Inovação, Notícias

Lisbon Digital School percorre Portugal para combater a iliteracia digital e já formou mais de 1200 pessoas gratuitamente

30 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

A iniciativa ganhou forma através do conceito Everywhere Digital School e da respetiva campanha, desenvolvidos pela WYcreative, com implementação e amplificação asseguradas pela WYperformance, refletindo um trabalho conjunto entre empresas do WYgroup e assegurando a expressão da iniciativa a nível nacional, no terreno e no ecossistema digital.

A iniciativa surge num contexto em que a literacia digital continua a ser um desafio estrutural em Portugal. De acordo com dados recentes, apenas 56% da população portuguesa entre os 16 e os 74 anos possui competências digitais básicas, o que evidencia a necessidade de iniciativas que aproximem o conhecimento das pessoas e das comunidades, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

Desde o início de 2025, a digressão passou por: Porto, Nazaré, Ponta Delgada, Faro, Évora, Coimbra e Funchal, num total de mais de 6.000 quilómetros percorridos, mais de 100 horas de formação e mais de 1200 participantes. A iniciativa contou com cinco formadores especializados nas áreas do Marketing Digital, Inteligência Artificial e Inovação, e com o apoio de nove parceiros.

A formação, de carácter presencial e gratuita, com um workshop extra online, teve uma forte componente prática e aplicável ao dia a dia, dirigindo-se a estudantes, profissionais, empreendedores e a todos os interessados em desenvolver competências digitais relevantes. Em todas as cidades, a resposta das comunidades confirmou a existência de uma procura real por formação acessível, atual e próxima.

Segundo Natacha Gama Pereira, CEO da Lisbon Digital School, «A Lisbon Digital School nasceu com uma missão muito clara: combater a iliteracia digital e tornar o conhecimento acessível a quem quer evoluir, independentemente do seu ponto de partida. A Everywhere Digital School é uma extensão natural dessa missão. Esta digressão mostrou-nos que existe uma enorme vontade de aprender e que a formação prática, próxima das pessoas e das comunidades, pode ter um impacto real no crescimento pessoal e profissional. Estamos por isso já a planificar as cidades que irão receber esta iniciativa em 2026».

De acordo com Sérgio Lobo, Diretor Criativo Executivo da WYcreative. «A ideia partiu de uma premissa simples: o acesso à formação digital não pode depender do código postal. Se o digital faz parte da vida de todos, então o conhecimento também tem de chegar a todo o lado. O desafio foi transformar essa visão numa iniciativa real, concreta e próxima das pessoas.»

Com uma forte adesão em todas as cidades por onde passou, a Everywhere Digital School afirma-se como uma iniciativa com impacto real, reforçando o papel da Lisbon Digital School enquanto agente ativo na promoção da literacia digital em Portugal.

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com o WYgroup.

Arquivado em:Líder Corner

Estes são os trabalhos mais bem pagos de 2026 – e as competências que os explicam

29 Janeiro, 2026 by Leonor Wicke

Em 2026, o sucesso das empresas depende cada vez menos da dimensão ou do setor e cada vez mais da sua capacidade de atrair e reter competências decisivas num mundo em transformação permanente. A rápida evolução da inteligência artificial, o avanço de outras tecnologias emergentes e a crescente complexidade dos modelos de negócio estão a redefinir, em ritmo acelerado, o valor estratégico de inúmeras funções.

A este cenário soma-se um contexto de instabilidade geopolítica e económica, que torna a tomada de decisão mais exigente e eleva a importância de perfis capazes de gerir risco, antecipar cenários e transformar dados em estratégia. O resultado é um mercado onde o talento altamente qualificado continua a ser escasso – e, por isso, cada vez mais valorizado.

Não surpreende, por isso, que as posições mais bem remuneradas em 2026 se destaquem não apenas pelo elevado nível de especialização técnica, mas sobretudo pelo impacto direto que têm na liderança, na mitigação de riscos e na criação de valor sustentável a médio e longo prazo.

É o ManpowerGroup quem destaca as profissões mais bem pagas em 2026, permitindo refletir sobre as mudanças nas estratégias de atração e retenção de talento e identificar as áreas nas quais os pacotes de benefícios podem ser decisivos e garantir vantagem competitiva.

 

Profissões Mais Bem Remuneradas em 2026:

1. CFO – 90.000€ – 150.000€/ ano

O Chief Finantial Officer (CFO) lidera e supervisiona a área financeira, assegurando a gestão diária e a estratégia de longo prazo. As suas funções abrangem desde o controlo do cash-flow e contabilidade até ao planeamento, gestão de riscos e conformidade.

Com um papel cada vez mais estratégico, o CFO atua também como conselheiro do Diretor Executivo e do conselho de administração na tomada de decisões, avaliação de oportunidades de investimento e definição de objetivos financeiros da organização a longo prazo. Estabelece, também, uma relação com investidores e stakeholders financeiros baseada em transparência, rigor e credibilidade.

Este é, assim, um cargo que exige uma ampla experiência em gestão financeira, formação avançada em gestão e finanças, bem como competências técnicas diversificadas, como reporting e compliance, para além de soft skills como comunicação, liderança e pensamento estratégico. Por isso, trata-se de um perfil altamente especializado e qualificado, normalmente associado a uma remuneração elevada.

 

2. CTO/CIO – 70.000€ – 150.000€/ ano

Os Chief Technology Officer (CTO e Chief Information Officer (CIO) são cada vez mais funções essenciais para as empresas, num cenário cada vez mais dominado pela tecnologia. Esta liderança define a visão digital e tecnológica da organização, conduz projetos de modernização, supervisiona sistemas como ERPs e CRM, gere dados, soluções na Cloud, segurança digital e iniciativas de inovação.

Além de uma sólida base técnica, esta função exige a compreensão do negócio e capacidades de liderança, visão estratégica e comunicação, fundamentais para alinhar tecnologia e objetivos corporativos.

Em 2026, os desafios de transformação digital e tecnológico assumem cada vez mais impacto na rentabilidade e futuro das organizações, fazendo desta uma das funções mais bem valorizadas no mercado.

 

3. Diretor de Engenharia/Diretor Técnico – 90.000 – 130.000€/ ano

A escassez de perfis seniores com experiência consolidada em liderança técnica continua a influenciar a oferta salarial associada ao cargo de Diretor de Engenharia, ou Diretor Técnico. Este profissional é um líder sénior, responsável pela visão técnica, estratégia, execução e gestão de equipas e projetos de engenharia numa organização. Supervisiona orçamento, prazos e qualidade, combinando um elevado know-how técnico com fortes competências de liderança. Esta é uma função que exige formação avançada, como licenciatura ou mestrado em Engenharia (eletrotécnica, mecânica, civil, entre outras), vasta experiência em funções técnicas e de gestão de projetos e equipas, bem competências humanas como liderança, pensamento estratégico, resolução de problemas e comunicação.

Em Portugal há uma procura constante por estes perfis, com oportunidades em empresas de diversas dimensões, desde construtoras a multinacionais de tecnologia, com remunerações alinhadas com a experiência e o setor. Em paralelo, a escassez de perfis séniores com larga experiência impulsiona a subida dos salários nesta função.

 

4. Diretor de Investment Banking – 75.000€ – 120.000€/ ano

O Diretor de Investment Banking lidera operações financeiras complexas, como fusões e aquisições (M&A), Ofertas Públicas Iniciais (IPO) e emissões de dívida, sendo responsável pela captação de novos negócios e pela gestão da relação com clientes corporativos e investidores. Com um forte foco comercial e estratégico, conduz avaliações e modelação financeira, supervisiona equipas de analistas e banqueiros juniores envolvidos na execução de negócios, para além de garantir a conformidade regulatória.

Este cargo que requer um mínimo de 10 a 15 anos de experiência, combinando expertise técnica e comercial com liderança, resiliência e fortes competências interpessoais, para poder liderar negócios complexos, gerir relacionamentos com clientes e orientar equipas num ambiente de alta pressão.

A ampla experiência e especificidade do percurso profissional fazem deste um perfil muito bem remunerado no mercado.

 

5. CISO – 70.000€ – 120.000€/ ano

O Chief Information Security Officer (CISO) garante a segurança da informação de uma organização, protegendo dados, sistemas e infraestruturas contra eventuais ataques cibernéticos. Define a estratégia de cibersegurança e é o responsável por gerir risco, compliance regulatória (NIS2, CRA, ISO 27001), fornecedores e resposta a incidentes.

O aumento da frequência e da sofisticação dos ciberataques, aliado ao reforço crescente da regulamentação de segurança, tem vindo a exigir que as empresas se foquem cada vez mais em procurar perfis capazes de ocupar esta posição de forte responsabilidade legal e reputacional, o que a coloca entre as mais bem remuneradas em 2026.

 

6. Cloud Architect – 60.000€ – 95.000€/ ano

O Cloud Architect é responsável por desenhar, implementar, gerir e manter a infraestrutura e sistemas Cloud de uma organização, recorrendo a plataformas como AWS, Azure ou Google Cloud. É uma função que assume um papel determinante na definição e execução das estratégias de cloud, avaliando aplicações, hardware e requisitos do negócio, e traduzindo essas necessidades em soluções escaláveis, seguras e otimizadas em custos.

Estes profissionais devem garantir a privacidade, conformidade e o desempenho, assegurar a monitorização dos ambientes cloud, resolvendo problemas técnicos, e estabelecer boas práticas de adoção na organização. Nesse sentido, as organizações valorizam cada vez mais profissionais capazes de trabalhar em estreita colaboração com equipas de TI e com as áreas de negócio.

Com a migração para a cloud a manter-se uma prioridade estratégica para as organizações, como fator chave para impulsionar a escalabilidade do negócio, a redução de custos operacionais e a inovação, os Cloud Architets estão entre os perfis mais procurados em 2026.

7. Engineering Manager – 65.000€ – 90.000€/ ano

O Engineering Manager lidera equipas de desenvolvimento de software, hardware ou produtos físicos, assegurando que as soluções desenvolvidas estão alinhadas com as necessidades e expectativas do negócio. É responsável pela supervisão dos projetos, devendo assegurar a arquitetura técnica, a integração de soluções de engenharia e a implementação de processos ágeis. Esta função caracteriza-se ainda pelo acompanhamento e desenvolvimento das equipas de engenheiros, pela necessidade de resolução de desafios técnicos complexos e pela contínua articulação com outros stakeholders seniores do negócio.

Com a tecnologia a evoluir rapidamente e a procura por líderes que aliem conhecimento técnico com capacidades de gestão a crescer, esta função torna-se cada vez mais crucial, especialmente em áreas como automação, Inteligência Artificial e desenvolvimento de produtos digitais.

 

8. Platform Engineer/Site Reliability Engineer (SRE) – 60.000€ – 90.000€/ ano

Enquanto o Site Reliability Engineer (SRE) se concentra na fiabilidade do sistema de produção, o Platform Engineer é o responsável por criar plataformas internas para programadores com vista a aumentar a sua eficiência . Ambos automatizam tarefas rotineiras e melhoram a entrega de software, com os Platform Engineers a capacitar os programadores, tornando-os mais rápidos e os SREs a garantir o desempenho, muitas vezes utilizando ferramentas partilhadas como Kubernetes e CI/CD.

Trabalham com DevOps e Cloud, e aceleram o time-to-market dos produtos e novas funcionalidades, garantindo a sua estabilidade. São, por isso, cruciais num contexto em que se verifica o aumento das plataformas cloud-native e em que Service Level Agreement (SLA), uptime e performance são variáveis cada vez mais decisivas nos negócios.

Estes cargos exigem perfis que combinem conhecimentos sólidos de programação e de sistemas, com experiência em automação, monitorização, gestão e resposta a incidentes, tudo isto apoiado por pensamento crítico, resolução de problemas e excelente comunicação entre equipas para construir sistemas fiáveis e escaláveis .

Em Portugal, existe uma procura elevada por estes perfis, com várias vagas abertas e dificuldade das empresas em encontrar talento qualificado. Esta procura é especialmente forte para perfis com experiência sólida em cloud, Kubernetes, automação e observability e, apesar de o mercado ser mais pequeno do que em grandes hubs internacionais, existem oportunidades tanto em empresas nacionais como em multinacionais com operações no país.

 

9. Data Engineering Lead/Principal Data Engineer – 60.000€ – 85.000€/ ano

Os Data Engineering Lead e Principal Data Engineers são responsáveis por desenhar, construir e gerir infraestruturas, plataformas e pipelines de dados em grande escala, assegurando que a informação é fiável, acessível e orientada para a criação de valor. Combinam expertise técnica com liderança estratégica, gestão de equipas e capacidade de comunicação entre áreas funcionais.

Esta função está a evoluir do profundo conhecimento técnico para uma vertente mais estratégica, centrada na definição de standards, na construção do roadmap das plataformas de dados e na ligação entre tecnologia e objetivos de negócio. No futuro, a evolução deverá reforçar a integração de IA e de arquiteturas cloud-native.

Num contexto em que os dados são a base da analítica avançada e da IA, estas funções exigem, assim, uma elevada especialização técnica, à qual se juntam as capacidades de liderança e de visão estratégica. A procura por estes perfis é particularmente forte em setores de Banca, Indústria, Retalho e Software como Serviço (SaaS).

 

10. Diretor de Logística – 60.000€ – 80.000€/ ano

O Diretor de Logística planeia, coordena e supervisiona toda a cadeia de distribuição de uma organização, desde a aquisição de matérias-primas até à entrega final ao cliente, gerindo a complexidade das cadeias de abastecimento e a pressão por eficiência logística.

Este cargo, com responsabilidade sobre todas as operações e supply chain, abrange a gestão de equipas, transportes, armazéns e tecnologias para garantir que os produtos certos cheguem ao destino, no momento desejado. Para otimizar custos e salvaguardar a eficiência operacional e a satisfação do cliente, são necessárias competências como visão estratégica do negócio, análise de dados, resolução de problemas, liderança, comunicação e conhecimento de tecnologias e de softwares de gestão.

«Em 2026, o talento continuará a ser o fator decisivo para a competitividade das empresas, mas nem todos os perfis são valorizados da mesma forma. Os cargos de direção exigem experiência consolidada e visão estratégica e, ainda que os salários sejam elevados, a escassez de perfis alinhados com as exigências destas funções permanece um desafio constante. Por outro lado, funções tecnológicas altamente especializadas são cada vez mais estratégicas e, apesar de nem sempre terem níveis de remuneração comparáveis aos da gestão, assumem um papel crítico na inovação e na transformação digital. Em Portugal, a realidade é clara: a remuneração deixa de ser o único fator de atração; flexibilidade, projetos desafiantes e oportunidades de crescimento são hoje determinantes para atrair e reter talento.», afirma Nuno Ferro, Brand Leader da Experis.

 

Outras profissões técnicas e especializadas bem remuneradas

A pressão do mercado não incide, contudo, apenas sobre funções qualificadas ou de liderança, com diversas profissões técnicas e especializadas a ter igualmente elevada procura. Em grande parte das áreas, a capacidade de formação de novo talento não é suficiente para colmatar as necessidades das empresas, o que gera um desequilíbrio e, consequentemente, a valorização de funções associadas a escassez de profissionais.

«Em Portugal, o talento técnico e especializado continua a ser altamente valorizado e bem remunerado, refletindo a importância estratégica destes profissionais para a operação e crescimento das empresas. Nesse contexto, as funções apresentadas destacam-se não apenas por figurarem entre as mais bem pagas, mas por serem também aquelas que, atualmente, registam maiores níveis de procura no mercado de trabalho. Mais do que o salário, as organizações reconhecem o papel destes perfis na inovação, eficiência e qualidade, oferecendo oportunidades de desenvolvimento, progressão e impacto real nos projetos. A valorização da experiência e da especialização torna-se, assim, um fator decisivo para atrair e reter talento», afirma Daniela Lourenço, Brand Lead da Manpower

 

1. Encarregado de Obra – 25.300€ – 39.900€/ ano

O Encarregado de Obra é o responsável pela coordenação das atividades no local de uma obra, garantindo o cumprimento de horários e prazos, normas de segurança, abastecimento de materiais e padrões de qualidade. Para além de supervisionar a equipa, tem, ainda, a função de intermediário entre esta e a direção de obra, reportando progressos e eventuais problemas, o que o torna crucial.

A procura por estes profissionais é constante, abrangendo obras públicas, privadas, reabilitações e infraestruturas, sendo valorizadas capacidades de liderança de equipas, gestão de recursos e conformidade com o orçamento, supervisão técnica e de execução de projetos, controlo de prazos e qualidade e garantia de segurança e saúde no trabalho.

 

2. Técnico de Manutenção/AVAC – 21.600€ – 34.400€/ ano

O Técnico de Manutenção ou de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) realiza a manutenção preventiva e corretiva em equipamentos, diagnosticando avarias, propondo soluções e garantindo o funcionamento seguro das máquinas. Este cargo requer inspeção e limpeza de equipamentos, identificação de avarias e substituição de peças desgastadas, para assegurar a eficiência dentro das normas ambientais. É uma função essencial para o bom desempenho das instalações, necessitando de conhecimentos em eletricidade, hidráulica, pneumática e automação industrial e contribuindo diretamente para a eficiência e segurança das operações industriais, sendo fundamental para evitar prejuízos e manter a produtividade.

 

3. Motorista de Pesados Internacional – 21.000€ – 32.200€/ ano

O Motorista de Pesados é o responsável pelo transporte de mercadorias entre países, utilizando veículos de grande porte. Trata-se de uma profissão exigente, marcada por longos períodos de condução, pela necessidade de dominar diversas normas nacionais e internacionais e pela pressão de cumprir prazos rigorosos. O trabalho implica também isolamento social e exposição a riscos de acidentes, sendo, por isso, uma das carreiras especializadas com melhores remunerações.

 

4. Mecânico Industrial – 25.200€ – 29.400€/ ano

O Mecânico Industrial instala, mantém, repara e supervisiona máquinas e equipamentos industriais, de forma a salvaguardar o seu bom funcionamento e a produção contínua e eficiente da fábrica. Executa a montagem e desmontagem, diagnostica avarias e faz ajustes, regulações e, por vezes, também soldagem e usinagem.

A procura por estes profissionais é mais elevada em setores como Indústria, Automóvel, Aeroespacial, Energia, Alimentar e Naval, sendo os perfis ideais os que incluem competências técnicas em mecânica, hidráulica, pneumática e elétrica, para além de capacidades de diagnóstico, leitura de diagramas, uso de ferramentas, metrologia e automação. O foco em segurança, resolução de problemas e atenção ao detalhe é também crucial.

A escassez de perfis com estas competências especializadas torna esta uma função difícil de preencher contribuindo para o aumento dos salários.

 

5. Programadores de CNC – 22.400€ – 25.200€/ ano

Os Programadores de Controlo Numérico Computadorizado (CNC) criam programas para máquinas automatizadas, transformando desenhos técnicos (CAD) em comandos para cortar, furar ou moldar peças com precisão. São especialistas em transformar projetos técnicos em instruções precisas para a produção de componentes industriais, sendo essenciais para produzir componentes de precisão. Atuam igualmente ao nível da interpretação de projetos, seleção de ferramentas e monitorização do processo de fabricação.

Para desempenhar esta função, procuram-se profissionais com competências técnicas de leitura e interpretação de desenhos, conhecimento em desenho, produção (CAD/CAM) e programação, para além de matemática, física, metrologia e sistemas de usinagem. Capacidade de resolução de problemas, raciocínio lógico, atenção ao detalhe e adaptabilidade são fatores igualmente essenciais para ocupar este cargo solicitado, em especial, em indústrias de metalomecânica e moldes.

Dada a forte procura nestas indústrias, trata-se de uma profissão com oportunidades claras de progressão de carreira, exigindo formação contínua e domínio de softwares para bons salários e ascensão profissional.

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