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Leonor Wicke

A hora do minimalismo digital

29 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

Já se passaram vinte anos desde o início do nosso fascínio pelas redes sociais, do nascimento de um otimismo desenfreado e de uma confiança cega nas promessas da conectividade. O encanto de «dar às pessoas o poder de construir comunidades e aproximar o mundo» começou a desvanecer–se com as revelações de Edward Snowden (2013), o caso Cambridge Analytica (2018) e a chegada de Elon Musk ao Twitter (2022). 

Além disso, a proliferação de plataformas e a ubiquidade dos telemóveis acabaram por produzir um efeito de saturação que se somou às críticas pela gestão dos dados dos utilizadores, à intervenção algorítmica nos murais e a uma crescente deterioração da qualidade das conversas produzidas pelas intromissões publicitárias e pelos utilizadores tóxicos. 

Construir uma marca pessoal através da presença digital deixou gradualmente de ser um exercício lúdico e tornou-se uma tarefa cada vez mais complexa e exigente, que levou à superexposição da própria vida nas redes e a uma dependência doentia de notificações e métricas. 

Explica-se, em reação a este contexto, que tenha ganhado força a prática, popularizada por Cal Newport, do minimalismo digital, uma filosofia do uso da tecnologia que incentiva a concentrar a vida online em algumas atividades bem escolhidas e esquecer o resto: «Os minimalistas não se preocupam em perder as pequenas coisas; o que realmente os preocupa é diminuir as grandes coisas que eles já sabem, com toda a certeza, que tornam uma vida boa». 

Por isso, enquanto se abandonam rotinas para recuperar a soberania sobre a própria vida, sobre os dispositivos e as redes, torna-se necessário recuperar as práticas que foram deslocadas pela revolução digital: a leitura tranquila de textos longos, a visualização de filmes ou séries e as conversas sem interrupções para consultar o telemóvel, os jogos de tabuleiro, as caminhadas ou corridas sem tecnologia, a contemplação e a criação artística, os passatempos. 

Como estabeleceu John Maeda na primeira das suas leis da simplicidade: «A maneira mais simples de alcançar a simplicidade é através da redução racional». Assim, em relação à conectividade, cabe perguntar-se: 

Que aplicações instaladas no telemóvel deixaram de ser essenciais? 

Que notificações podem ser desativadas? 

Que redes deixaram de agregar valor? 

Que contactos se tornaram fontes tóxicas? 

 

Digital Detox  

Simplificar a relação com as tecnologias de conectividade é hoje uma das formas básicas que a literacia digital assume. Viver num mundo hiperconetado exige, paradoxalmente, aprender a estabelecer espaços e tempos livres de conexão para que o utilizador não se torne um servo da tecnologia que supostamente o ajuda. 

Não se trata de defender a desconexão total, que em muitos casos não é possível nem desejável, mas sim a adoção de desconexões periódicas voluntárias. Uma dieta de desintoxicação digital (digital detox) que, entre outros benefícios, permite recuperar o controlo sobre o único bem que não escala em toda a economia da informação: o tempo de atenção. 

Repensar a relação de cada um com as tecnologias de conectividade (a Internet, os dispositivos móveis e as plataformas sociais) em termos de simplificação exige reconhecer até que ponto as máquinas conquistaram os espaços e tempos quotidianos, enquanto exige uma redefinição do papel atribuído a esses meios em relação aos objetivos vitais dos seus utilizadores. 

Ao desencanto que caracteriza a atual experiência do utilizador nas redes sociais segue-se um novo ciclo de fascínio, desta vez pelas promessas da Inteligência Artificial. Agora, o que está a ser posto à prova é a capacidade dos utilizadores de aplicar o que aprenderam após as inúmeras revoluções digitais que se seguiram à chegada da Internet. 

Será necessário regular as expectativas diante do novo tsunami tecnológico para que a grande onda não volte a inundar os territórios que, graças à simplificação, conseguiram preservar-se do avanço das redes. O minimalismo digital pode ser a última linha de defesa para garantir a soberania dos homens sobre as máquinas e para recuperar o controlo sobre o próprio tempo, sempre limitado, e a valiosa atenção, reclamada por todos. 

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Natal consciente: 40% dos portugueses planeia revender prendas indesejadas

29 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

Com hábitos de consumo mais conscientes a ganhar força, o Natal está a tornar-se um momento privilegiado para repensar práticas, prolongar o ciclo de vida dos produtos e reforçar escolhas que beneficiam tanto o planeta como a carteira. Um estudo da Wallapop, em parceria com a MuP Research, relevou que, perante uma prenda indesejada, 39% dos portugueses planeia revendê-la no mercado em segunda mão.

Já as alternativas são menos populares: apenas 24% dos inquiridos consideraria voltar a oferecer o artigo como presente a outra pessoa, enquanto 37% optaria por guardá-la mesmo sem intenção de a utilizar. Neste cenário, e de forma a evitar o desperdício e o desuso, a revenda surge como uma solução prática que começa a ganhar terreno entre os portugueses, permitindo ainda recuperar algum dinheiro extra após os gastos festivos e reduzindo o desperdício.

 

Como e o que esperam receber os portugueses?

De acordo com o estudo, os pijamas e as meias são os presentes que os portugueses mais temem encontrar debaixo das suas árvores (35%), seguido por artigos de decoração para a casa (33%), tais como molduras para quadros, velas ou suculentas.

Mas a tendência para integrar a economia circular no Natal não se fica apenas pelo destino das prendas indesejadas. Quase nove em cada 10 portugueses (88%) admite considerar a compra de um presente reutilizado em vez de um novo depois de conhecer o impacto ambiental das suas escolhas. E o movimento é bilateral: mais de 90% dos inquiridos afirma não se importar de receber prendas de segunda mão, desde que em boas condições.

Entre os artigos mais bem-aceites como prendas em segunda mão destacam-se os livros (42%), seguidos pelos brinquedos – inclusive, quando questionados sobre se as crianças conseguiriam perceber se um presente é reutilizado, 73% acredita que dificilmente notariam a diferença.

Arquivado em:Notícias, Sociedade

A formação ainda tem impacto salarial

29 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

Há ideias que se instalam devagar, até se tornarem verdades absolutas. Uma delas diz que quem estuda mais ganha mais. É uma crença confortável e, por isso, tão difícil de questionar. A formação pode ser o motor da ascensão profissional, sim, mas nem sempre é um elevador automático. Às vezes é uma escada longa, íngreme, e com alguns degraus partidos.

Ainda assim, desistir dela seria o maior erro, porque a formação continua a ser uma das forças mais poderosas para mudar o rumo de uma carreira. Só que o seu impacto não é automático nem garantido. Aprender não é uma aposta de curto prazo; é um investimento de longo alcance. E o retorno depende de um fator essencial, o que se faz com o conhecimento adquirido. De pouco serve acumular diplomas se o saber não se transforma em prática, inovação ou capacidade de gerar valor.

É fácil culpar o sistema e, em parte, com razão. Muitas empresas pedem profissionais qualificados, mas tratam a formação como mera formalidade. Existem também trabalhadores que se reinventam e, no entanto, continuam presos a estruturas salariais que ignoram o mérito. Há, ainda, o discurso público que exalta o “capital humano”, enquanto paga como se ele fosse descartável.

Mas é aqui que vale a pena fazer uma pausa. Porque, por muito injusto que o sistema seja, quem se forma mantém uma vantagem decisiva: a de continuar a ter lugar à mesa. Quem aprende mantém-se à tona, mesmo quando o mar se revolta. A formação pode não garantir um aumento imediato, mas garante futuro. E isso, convenhamos, já é uma forma de lucro. Cada nova competência amplia a capacidade de adaptação e isso, em tempos de incerteza, é poder.

A ascensão da Inteligência Artificial só veio reforçar essa necessidade. Quando os algoritmos já escrevem, calculam e decidem, o valor do humano está no que a máquina não imita, ou seja, na curiosidade, na criatividade, no pensamento crítico, na empatia. A formação já não é apenas sobre “saber fazer”, é também sobre “saber pensar”. E é curioso perceber que, quanto mais a tecnologia avança, mais humana precisa de ser a formação.

Note-se que existem responsabilidades partilhadas neste assunto. Não podemos continuar a fingir que basta formar pessoas se depois as organizações não reconhecem o esforço. Valorizar a formação implica recompensá-la, criar percursos de progressão, ligar o saber ao salário e à cultura organizacional. A formação é uma via de dois sentidos – quem investe em si próprio precisa de encontrar, do outro lado, uma estrutura que o saiba valorizar.

Formar-se é, hoje, mais do que uma exigência profissional. É uma escolha de autonomia. É a recusa em ficar para trás num mundo que corre depressa demais. Por isso, sim, a formação pode ser um passo para o aumento salarial. Mas só quando o mercado tiver coragem de olhar para o conhecimento com o mesmo respeito com que olha para a rentabilidade. Pode não garantir de imediato um aumento de ordenado, mas garante algo mais valioso, a liberdade de continuar a escolher o próprio caminho.

Arquivado em:Opinião

Whycations: o que são e porque pode precisar de uma viagem com propósito

26 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

Depois de anos marcados pelo excesso, está a crescer o desejo por viagens e experiências mais intencionais, alinhadas com valores pessoais. A pergunta já não é ‘para onde ir de férias?’, mas sim ‘porquê viajar?’.

É esta mudança de paradigma que está na base do conceito de whycation, uma das principais tendências identificadas no Hilton 2026 Trends Report. O estudo avança que as tendências de viagens para o próximo ano passam a ser guiadas por motivações emocionais claras: descansar, reconectar, encontrar significado.

O estudo foi realizado pela Ipsos, para a cadeia de hotéis Hilton, em junho deste ano, utilizando uma amostra de mais de 14 mil adultos, de 14 países, que planeiam viajar nos próximos 12 meses.

 

Viajar com propósito, calma e identidade

A ascensão das whycations reflete um novo tipo de viajante, que procura tranquilidade, cultura e ligação – consigo próprio e com os outros. Seja uma escapadinha silenciosa, uma road trip nostálgica ou uma viagem inspirada por paixões pessoais, o ponto de partida é sempre o mesmo: o propósito.

Não é por acaso que 74% dos viajantes afirmam preferir reservar com marcas que conhecem e em que confiam. Num cenário global instável, conforto, consistência e familiaridade tornaram-se essenciais. Mais do que o destino, conta a forma como a viagem faz sentir.

Hushpitality: o luxo do silêncio

Entre as tendências emergentes está a chamada hushpitality, destinos e hotéis que oferecem silêncio, pausas digitais e menos estímulos. Quase metade dos viajantes admite prolongar as viagens para ter tempo a sós, enquanto mais de 27% dos viajantes em trabalho procura momentos de isolamento durante deslocações profissionais.

A tecnologia surge, paradoxalmente, como aliada do descanso: 73% valorizam check-ins digitais e soluções que simplificam a experiência, libertando tempo e energia.

O conforto de casa, longe de casa

Outra tendência clara é a procura de rotinas familiares durante a viagem. Desde refeições conhecidas a séries favoritas ou animais de estimação, os viajantes querem sentir-se em casa, mesmo longe dela. Quase 80% encontram conforto em pratos familiares e 64% dos donos de animais colocam as necessidades dos seus pets no centro da decisão.

Ao mesmo tempo, viajar tornou-se uma oportunidade para crescer: 72% querem explorar paixões pessoais e 60% admitem desligar-se durante longos períodos para viajar com outro ritmo.

Famílias reinventam as férias

As férias em família também mudaram. As crianças participam ativamente no planeamento, influenciam destinos e inspiram novas experiências. Crescem as viagens multigeracionais e as chamadas skip-gen trips, em que avós viajam sozinhos com os netos.

Mais do que consumo, as famílias procuram experiências com valor emocional, ligadas a tradições locais e às suas próprias raízes – uma tendência que reforça a viagem como legado.

Arquivado em:Lazer, Notícias

Companhia das Culturas: o primeiro anti-resort no Algarve

26 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

A Companhia das Culturas é uma Casa Agrícola com 40 hectares no barrocal algarvio que está na família do Francisco, meu marido, há sete gerações. Quando chegou o momento de ser ele a zelar por este património, viemos viver para  S. Bartolomeu do Sul. Foi há 30 anos, em meados dos anos 90. A proposta de restauro da arquitetura rural ainda não fazia parte do caderno de encargos dos apoios comunitários e, também por isso, o mercado não estava dotado de empresas de reconstrução de casas de barro e cal.  

Sob a orientação do arquiteto Pedro Ressano Garcia, que é também o autor do projeto, eu investi-me em empreiteira em regime de adjudicação direta dos mais diversos oficiais. Durante sensivelmente 10 anos, entre 1998 e 2008, ano de abertura da Companhia das Culturas, restaurámos os primeiros 1000 m2. O processo de restauro e adaptação às novas funções prolongou-se até 2015, nesta década já noutras condições. 

Atualmente, são 2000 m2 de área coberta, que integra a Casa Grande, com sete quartos, três casas duplex, e uma de piso térreo, no total de 15 quartos, várias áreas comuns, uma Cork Box – a antiga garagem da máquina debulhadora, totalmente forrada a cortiça, constitui o mais impressivo espaço para a prática de Yoga, Pilates ou outras performances pelo conforto acústico e táctil. E um Hamam, o primeiro feito de raiz, do Portugal contemporâneo e de uso privado, para o máximo de quatro pessoas, forrado com mármore de Estremoz. 

 

 

A arte a dar a toada do acolhimento 

Se as obras de arte são objetos, gestos, sons, movimentos ou aromas que não relevam de uma relação funcional e utilitária, então eu diria que o trabalho de reconstrução do Pedro Ressano Garcia foi feito para suscitar essa relação ambígua/sensível com o mundo em redor.  A arte, seja ela qual for o suporte ou o médium, é o lugar da incerteza; uma coisa é muitas coisas.  

Uma das qualidades deste projeto arquitetónico é a de nunca sabermos ao certo se uma parede é deste tempo ou do tempo em que foi construída a chaminé da antiga cozinha que o artífice assinalou, 1828, ou como o artigo de Cristina Cordeiro, na revista de arquitetura Cubo, em 2008, sublinhava “as paredes da Companhia das Culturas são uma espécie de cartografia do tempo».  

Os mais de 40 metros de comprido da parede de vidro do alpendre, com teto e telhado em cortiça queimada, vertiginosamente virada para as oliveiras multiseculares deixa-nos fora de nós. Os desenhos a carvão de Jorge Feijão de grandes dimensões, os desenhos com fios de algodão de cores matizadas de Tomás Cunha Ferreira nas paredes mais ou menos invisíveis dos quartos, salas ou corredores, os desenhos animistas da Mumtazz, os tapetes voadores com a técnica dos tapetes de Arraiolos da dupla Tomba,  os monumentais desenhos de tinta da china de Thierry Simões, são, juntamente com os objetos de Eneida Tavares – jarras de cerâmica e ondulantes fibras vegetais, tapetes de encosto e com almofada integrada feitos com os restos de fios da  indústria têxtil, a taça de fruta em cortiça com lápis de cores a servir de pé de Fernando Brízio e que de pernas para o ar é um porta lápis são cada um deles, outros modos de fazer mundo, e todos nos oferecem a possibilidade de ser outro.

E se o centro deste negócio, a hotelaria, lato senso, zela pelo bem-estar de outros, a arte onde incluo o trabalho de restauro arquitetónico, enquanto a mais generosa relação com o mundo, dá a toada do acolhimento. 

Um contraponto ao turismo convencional  

Na capa da revista Cubo de 2008, vinha a chamada a um artigo sobre a Companhia das Culturas cujo título era “Companhia das Culturas, O primeiro anti resort no Algarve». Por tudo que foi dito dá para entender que a Companhia das Culturas é um projeto com raiz, que é um trabalho de interpretação de um lugar onde convivem vários tempos, várias gerações.

Não quisemos nem apagar, nem reificar uma época ou uma estética específica, mas fazer conviver em simultâneo e no mesmo espaço vários tempos, várias técnicas, estilos e práticas de vida, sem hierarquizar.

A esta presença simultânea de vários tempos se chama contemporaneidade ou a consciência de que uma época pode ser muitas épocas. É isso que eu acho que somos, de um tempo com muitos tempos.  

 

Fotos: Companhia das Culturas

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui.

Arquivado em:Artigos, Leading Life

Natal: um convite à presença e ao equilíbrio emocional

26 Dezembro, 2025 by Leonor Wicke

É chegada a altura do ano em que nos despedimos uns dos outros com um «Boas Festas!» ou um «Vemo-nos para o ano!» bem intencionados e calorosos. O Natal está no ar e apresenta-se como o tempo da alegria, dos reencontros, da união. As decorações, as luzes, as músicas e as mensagens trazem consigo uma expectativa de felicidade e perfeição. As redes sociais e a cultura consumista contribuem também para aumentar expectativas sobre o espírito festivo perfeito e permanente.

Há, porém, um outro lado do Natal, menos visível, em que a saúde emocional é posta à prova. A pressão emocional é real, particularmente quando a experiência pessoal não corresponde ao padrão de perfeição que é veiculado, gerando desconforto, frustração e intensificando sentimentos de inadequação. Importa encontrar espaço para a fragilidade e para a imperfeição começando por aceitar as diferenças, respeitando a legitimidade de cada emoção.

Cuidar da saúde emocional deve ser prioridade todos os dias, mas assume particular importância em épocas festivas. E o cuidado emocional pode concretizar-se em pequenas ações, simples na forma, mas profundamente significativas no seu impacto. Estabelecer limites, dizer não ou criar pequenos rituais de bem-estar podem ser pequenos passos para o equilíbrio emocional que não obedece a um calendário. Permitir-se descansar, diminuir a carga mental e reduzir expectativas são gestos de autocuidado e de maturidade emocional. Ouvir o corpo, parar, encontrar momentos de pausa ou pedir apoio são passos que podem, também, ajudar a completar a caminhada de bem-estar. Reconhecer os limites, físicos e emocionais, é essencial num tempo em que tudo pede mais, mais presença, mais disponibilidade, mais energia, mais alegria.

Por outro lado, o cuidado emocional move-se também em torno da forma como nos relacionamos com os outros. Escutar ativa e conscientemente, acolher silêncios, oferecer um ombro ou um abraço, respeitando o espaço individual de cada um, são pequenos gestos de empatia que podem fazer a diferença, de forma significativa, no bem-estar coletivo. Num tempo que se apregoa marcado por encontros, é essencial reconhecer e validar todas as vivências, sem comparações ou julgamentos, promovendo relações mais saudáveis.

Neste final de ano, num mundo exausto e acelerado, o Natal pode ser o convite ideal para parar e refletir, individual ou coletivamente, sobre as conquistas e desafios vividos, integrando experiências com gentileza e compaixão, preparando, de forma consciente, o caminho emocional que se deseja para o próximo ano. Que neste Natal nos permitamos presença e equilíbrio emocional, saboreando, sem pressa nem julgamento, a sua perfeita imperfeição.

Arquivado em:Opinião

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