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Rita Saldanha

Ana Trindade é a nova Head of Social Media da Lift

18 Fevereiro, 2026 by Rita Saldanha

Ana Trindade conta com um vasto percurso profissional a liderar estratégias digitais em contextos multinacionais, com passagem pela ATREVIA, NOSSA, Deloitte Digital e BNP Paribas CIB, onde consolidou competências críticas em Gestão de Reputação Online, Performance & Engagement, Coordenação Global e estratégica com equipas LATAM, APAC, EMEA e US. É licenciada em Ciências da Comunicação, na variante de Comunicação Institucional, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

É um privilégio estar de volta às origens com uma visão de futuro. Na Lift, o foco será transformar a complexidade do digital em soluções de alto valor. Num ecossistema cada vez mais volátil, a nossa missão é clara: dotar as marcas e as suas equipas de ferramentas e estratégias que se traduzam em resultados sólidos, parcerias de confiança e num impacto real no mercado

Ana Trindade, Head of Social Media da Lift

A experiência e visão da Ana permitirão aportar ainda mais valor à estratégia digital que queremos fomentar e consolidar em 2026, transformando estrategicamente o papel das redes sociais em ferramentas de comunicação e de negócio, que ajudam na construção da reputação das marcas e dos seus resultados

Diogo Ferreira da Costa, Partner of Digital & Social Media da Lift

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Construir carreira ou família? A resposta pode e deve ser ambas

16 Fevereiro, 2026 by Rita Saldanha

Atualmente, em Portugal, sete em cada 10 jovens desejam ser pais, mas sentem-no apenas quando percebem reunir as condições certas. Os dados avançados pelo  Barómetro FutURe 2025, e um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, vieram à tona no âmbito da conferência Carreira + Família: Sonhar não é ter de escolher, promovida pela Merck, em parceria com a Universidade Europeia e o apoio do Movimento +Fertilidade.

O adiamento da parentalidade resulta de um contexto profissional exigente, marcado por instabilidade, pressão social e desigualdade na distribuição das responsabilidades familiares.

Ao longo do debate, que reuniu decisores públicos, especialistas e figuras públicas para debater soluções para um dos maiores desafios sociais do país, os participantes defenderam uma maior valorização do equilíbrio entre vida profissional e pessoal, horários mais flexíveis e a normalização da parentalidade como parte integrante do percurso de vida.

Foi também sublinhado que organizações mais amigas da família são mais capazes de atrair e reter talento, contribuindo para uma resposta mais sustentável aos desafios demográficos e sociais.

Para Rita Sá Machado, diretora-geral da Saúde, este adiamento sucessivo tem consequências diretas na saúde reprodutiva. A responsável alerta para o aumento dos problemas de fertilidade e para o facto de muitos casais procurarem ajuda médica já numa fase tardia, quando as opções clínicas são mais limitadas. Defende ainda a importância de falar de forma mais aberta sobre fertilidade, preservação da fertilidade e saúde reprodutiva, sublinhando que escolhas de estilo de vida, níveis elevados de stress e condições laborais exigentes têm impacto direto na capacidade reprodutiva e no bem-estar dos jovens.

Também Carla Tavares, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), destaca que a conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar continua a penalizar sobretudo as mulheres, refletindo desigualdades estruturais persistentes no mercado de trabalho. Apesar da elevada participação feminina no emprego, subsistem diferenças salariais e uma sobrecarga das tarefas de cuidado que condicionam a progressão profissional e reforçam escolhas forçadas entre carreira e família. Para a responsável, o combate aos estereótipos de género e a promoção de políticas efetivas de conciliação são determinantes não apenas do ponto de vista social, mas também para a competitividade das organizações.

Do lado empresarial, Rita Reis, Government and Public Affairs Senior Director da Merck Portugal, sublinha o papel das empresas na criação de ambientes mais inclusivos e ajustados às diferentes fases da vida. Segundo a responsável, organizações que investem em políticas de conciliação, igualdade de género e apoio à parentalidade revelam maior capacidade de adaptação, níveis mais elevados de motivação interna e um contributo mais positivo para a sociedade.

O painel Carreira e Parentalidade contou ainda com a participação de Carlos Afonso, chefe de cozinha, e Rodrigo Gomes, radialista da RFM, que partilharam experiências pessoais sobre a pressão social associada às escolhas familiares, a corresponsabilização entre homens e mulheres e a inexistência de um “momento ideal” para ter filhos. Os testemunhos reforçaram a ideia de que criar condições favoráveis, em vez de exigir escolhas impossíveis, é essencial para inverter tendências demográficas e sociais.

Foi também neste enquadramento que Pedro Moura, diretor-geral da Merck Portugal, alertou para o facto de Portugal enfrentar atualmente “um verdadeiro inverno demográfico: passámos de mais de 200 mil nascimentos por ano, nos anos 60, para pouco mais de 80 mil. Esta realidade tem impactos profundos no sistema social, na economia e na capacidade de as empresas atrair e reter talento. A conciliação entre carreira e parentalidade não é apenas um desafio do Estado, mas uma responsabilidade partilhada entre empresas, instituições e sociedade civil, que exige uma mudança cultural consistente.”

A conferência culminou com a realização de uma mesa-redonda do projeto FutURe com a discussão de recomendações concretas por jovens especialistas, reforçando a importância de envolver as novas gerações na definição de políticas públicas e práticas organizacionais que promovam uma conciliação efetiva entre carreira e família.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Amor pelos Livros: conheça as nossas sugestões de leituras para o fim de semana

13 Fevereiro, 2026 by Rita Saldanha

Entre flechas e suspiros, há livros que ajudam a perceber que o amor não é apenas um destino, ou sorte, é escolha, construção e, muitas vezes, capacidade de liderança. Porque amar é saber ouvir, dar espaço, criar confiança, assumir vulnerabilidades e, também, inspirar. Neste São Valentim, a Líder convida-o a deixar-se tocar por histórias, romances, conversas e conselhos que falam de paixão, ideias e sonhos de um grande amor.

Arte de Amar

Ovídio – Biblioteca Editores Independentes / Cotovia

O ideal de beleza, masculina ou feminina, os mecanismos de sedução, os melhores métodos de obtenção do prazer e, mesmo, a arte da traição e do engano, eis alguns dos temas que preenchem este manual do amor, com mais de vinte e um séculos. Poeta de verso fácil, Ovídio é um símbolo da sociedade mundana e frívola de Roma. A Arte de Amar parte de um pressuposto e de uma convicção: o amor obedece a uma técnica; e essa técnica, como todas, pode ser ensinada. A poesia didática, que outros haviam cultivado, com objetivos morais, literários, ou, mesmo, para ensinar os trabalhos do campo, adotou-a ele, com um fim específico: ensinar homens e mulheres a seduzir e a fazer perdurar o amor.

 

O Amor nos Tempos de Cólera

Gabriel García Márquez – Leya

Ao longo de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana, O Amor nos Tempos de Cólera é um romance que leva o leitor numa aventura encantatória, de uma escrita que não tem imitadores à altura. Galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1982, Gabriel García Márquez morreu a 17 de abril de 2014, aos 87 anos.

 

Elogio do Amor

Alain Badiou, Nicolas Truong – Edições 70

Este livro é do princípio ao fim aquilo que o seu título revela: um elogio do amor em forma de uma longa conversa pública, no qual o filósofo francês defende, como Platão, que «quem não começar pelo amor nunca saberá o que é a filosofia». Alain Badiou, o filósofo-amante, debate com Nicolas Truong, interrogador-sábio e jornalista, as grandes questões em torno do amor, reconhecendo que o pensamento nunca é inseparável das peripécias violentas que se prendem ao maior de todos os afetos. O texto reproduz o discurso proferido no âmbito do «Teatro das Ideias», ciclo de encontros intelectuais e filosóficos do Festival de Avignon, em julho de 2008, tocando em muitos problemas que o tema do amor levanta, desde a antiguidade até aos nossos dias, para concluir, depois de passar em revista referências incontornáveis da filosofia, que, à maneira de Rimbaud, autor que assina a epígrafe deste livro, em matéria de amor está tudo por reinventar.

 

Um Homem Apaixonado

Karl Ove Knausgård- Relógio d’Água

Em Um Homem Apaixonado, Karl Ove Knausgård deixa a mulher e a Noruega e parte para Estocolmo. É aí que se aproxima de Geir, outro norueguês expatriado, e reencontra Linda, uma poeta que o havia fascinado anos antes num encontro de escritores. Se, em A Morte do Pai, Knausgård abordava o tema do luto, neste volume descreve as tempestuosas relações de amizade e amor e o dramático período antes de consolidar a sua relação com Linda. Depois vem a experiência da paternidade, que subverte tudo à sua passagem. Há a urgente necessidade de escrever, mas também o quotidiano familiar, o cómico fracasso das férias, as humilhantes aulas de preparação do parto, as tensões nas festas de aniversário infantis, o stress de passear uma criança pelas ruas de Estocolmo quando o seu único desejo é continuar o seu romance. Knausgård fala dos momentos que compõem a vida de um homem, dilacerado pela necessidade de criar, mas também de viver, alguém para quem arte e natureza são uma necessidade física, alguém que oscila entre a energia vital e pensamentos mórbidos e que deseja com igual intensidade solidão e amor.

 

Conversas Sobre Amor

Natasha Lunn – Cultura

Depois de anos a sentir que o amor estava sempre fora do seu alcance, a jornalista Natasha Lunn quis entender como os relacionamentos funcionam e como evoluem ao longo das nossas vidas. Lunn recorreu a autores e especialistas para aprender mais sobre as experiências de cada um, além de fazer uma avaliação própria, perguntando: «Como encontramos o amor?», «Como o sustentamos?» e «Como sobrevivemos quando o perdemos?». Em Conversas Sobre o Amor vai encontrar respostas para: se apaixonar lentamente, com Philippa Perry; a vulnerabilidade, com Dolly Alderton; aceitar a mudança, com Stephen Grosz; a amizade, com Candice Carty-Williams; a solidão da perda, com Lisa Taddeo; a paternidade, com Diana Evans; a ciência do sexo, com Emily Nagoski; a psicologia de estar sozinho, com Alain de Botton; as expetativas irreais, com Esther Perel; redefinir o romance, com Roxane Gay; entre muitos mais.

 

Dá-me Sonhos Teus para Eu Brincar

Fernando Pessoa organizado por Mariana Gray de Castro – Avenida da Liberdade

O amor sempre foi a força secreta que move o mundo, e também Fernando Pessoa. Nesta antologia, onde encontramos o amor em todas as suas formas, está reunido o Pessoa mais íntimo, mais humano, e mais surpreendente. Pessoa escreveu com ironia, paixão, inocência, desassossego e até crueldade. Mas nunca escreveu sem verdade. Cada página é um espelho onde quem já amou (ou ainda vai amar) se reconhece. Organizada pela investigadora Mariana Gray de Castro, esta obra revela um Pessoa inesperado, profundo e absolutamente fascinante, tão humano que até assusta, tão belo que se torna impossível de largar. Este não é um livro para ler. É um livro para sentir.

 

Receitas de Amor Para Mulheres Tristes

Quetzal – Hector Abad Faciolince

Uma série de “receitas” em belíssimos textos, traduzidos pelo poeta Pedro Tamen, para ajudar à cura dos “males de que padecem as mulheres, ou a identidade feminina”, que vão da infelicidade à traição, à frigidez, ao receio de ficar velha, ao nervosismo, ao medo das sogras, ao mau hálito, através duma sabedoria que vem de trás e que conhece o “feminino” em profundidade. Isto apesar de o autor ser um homem. Mas que teve cinco irmãs, ou seis mães, como ele diz, e a quem dedica esta obra. Ele, Hector Abad Faciolince, apenas “gostava de ser (…) um bom boticário, um farmacêutico, o senhor das receitas que te perfumem (mulher triste) a fantasia.” Experimente, para ver se resulta.

 

A Insustentável Leveza do Ser

Milan Kundera – Dom Quixote

A Insustentável Leveza do Ser é um dos romances míticos do século 20, uma das obras raras que alteram o modo como toda uma geração observa o mundo que a rodeia. Adaptado ao cinema por Philip Kaufman, este é um livro onde se olha, com um olhar umas vezes melancólico e conformado, outras vezes amargo e revoltado, para o destino de um país, para o destino de um continente, para o destino de uma civilização. E poucas vezes se terá tão magistralmente representado a ligação existente entre a aventura individual e a coletiva. Justapondo lugares distantes geograficamente, reflexões brilhantes e uma variedade de estilos, este magnífico romance representa o auge daquele que é, verdadeiramente, um dos maiores escritores de sempre.

O amor começa com uma metáfora. Ou seja, o amor começa no instante em que uma mulher se inscreve com uma palavra na nossa memória poética

Milan Kundera

Arquivado em:Notícias

Saiba como os dados levam a decisões mais eficazes sobre pessoas

11 Fevereiro, 2026 by Rita Saldanha

O planeamento da força de trabalho nunca foi tão crítico, no entanto, muitas equipas de RH ainda estão a agir com base em suposições, confiando no instinto em vez da percepção. Como resultado, os melhores talentos escapam e as funções-chave são preenchidas tardiamente ou com as pessoas erradas. A abordagem certa é aplicar o insight humano para interpretar os dados.

De acordo com a análise CHRO Survey da Korn Ferry, relativo a 2025, apenas 18% dos líderes afirmam utilizar consistentemente análises de dados para orientar as decisões relacionadas com pessoas. Sem os dados certos, é quase impossível ver onde estão a surgir lacunas ou onde investir a seguir.

Cinco passos essenciais para o planeamento da força de trabalho baseado em dados

Segundo a Korn Ferry, o uso de dados no planeamento da força de trabalho vai muito além do acompanhamento do número de colaboradores ou da rotatividade.

Saiba como fazê-lo seguindo estes cinco passos.

Passo 1: Avaliar a sua força de trabalho atual

Antes de planear o futuro é necessário ter uma visão clara da sua situação atual.

Comece por perguntar: Que funções e competências temos? Onde é que a rotatividade é mais elevada e porquê? Com que facilidade podemos transferir pessoas internamente? Que funções seriam mais difíceis de substituir?

Para responder recorra aos dados essenciais sobre a sua força de trabalho. Relatórios do número de colaboradores, organogramas e repartições de custos ajudam a mapear como as equipas estão estruturadas e quanto custam à empresa.

Esta fase é dedicada à análise descritiva, utilizando o que já sabe para criar uma imagem clara e baseada em factos. As avaliações de talentos e competências podem revelar pontos fortes ou lacunas. As tendências de permanência e rotatividade revelam a estabilidade e o risco. Estas informações dão um ponto de partida e ajudam a concentrar os seus investimentos e a definir uma base de referência para avaliar o desempenho do seu plano ao longo do tempo.

Passo 2: Prever a procura futura

Depois de compreender a força de trabalho atual, o próximo passo é olhar para o futuro: o que a organização precisa para ter sucesso, tanto agora como no futuro?

Em que área do negócio ocorre crescimento ou mudança? Que novas capacidades serão mais importantes para o sucesso futuro? Que forças externas poderiam remodelar as nossas necessidades de talento?

É preciso mais do que instinto para responder a estas perguntas. Planos de crescimento, roadmaps de automação e tendências do mercado de trabalho ajudam a antecipar onde a procura irá aumentar. Dados internos, como padrões históricos de contratação e rotatividade esperada, mostram com que rapidez pode responder e onde podem surgir pontos de pressão.

A análise preditiva e a IA tornam o quadro mais nítido. As plataformas de modelação da força de trabalho e de inteligência de talento ajudam a antecipar as necessidades e a identificar competências que podem estar em falta. Já as informações prescritivas recomendam ações direcionadas com base no que os dados revelam, como contratar mais cedo para evitar atrasos ou requalificar equipas para atender às novas demandas.

Passo 3: Avaliar a preparação da força de trabalho

Depois de prever as necessidades da empresa, o próximo passo é avaliar se a força de trabalho está pronta para atender a essa procura.

É aqui que os dados se tornam uma ferramenta de tomada de decisão uma vez que ajudam a identificar riscos antecipadamente e a compreender como o seu plano se irá comportar quando as coisas mudarem.

Preveja onde podem surgir desafios

A análise preditiva destaca riscos potenciais. Essas ferramentas analisam padrões de rotatividade, lacunas de competências e problemas de desempenho para sinalizar áreas que podem prejudicar o seu plano, para que possa intervir antecipadamente.

Os dados mostram onde e quando as saídas são prováveis, ajudando-o a antecipar lacunas de talento e a criar planos de continuidade, no caso das reformas. Se cargos-chave não têm sucessores ou demoram muito para serem preenchidos, os dados identificam essas vulnerabilidades, para que possa fortalecer o seu pipeline e reduzir o risco.

Revele talentos inexplorados

Veja do que as pessoas são realmente capazes e para onde podem ir a seguir. A inferência de competências revela pontos fortes ocultos, ao comparar as capacidades reais dos funcionários com os requisitos da função e os padrões de referência do mercado, pode identificar talentos negligenciados e direcionar a requalificação para onde é mais importante.

As plataformas de talento alimentadas por IA revelam o potencial interno, uma vez que combinam pessoas com funções em toda a empresa, ajudando a redistribuir talento de forma a atender às necessidades em evolução.

Teste a solidez do seu plano

Certifique-se de que a sua estratégia é flexível para quando as coisas mudarem. Os modelos de cenários mostram onde os planos podem falhar, desse forma deve simular eventos como um pico na rotatividade ou uma lacuna na liderança para ver como o seu plano reage sob pressão e faça ajustes antes que os problemas surjam.

Passo 4: Crie planos de ação direcionados

Agora que identificou as lacunas e os riscos, é hora de agir. A estrutura «comprar, construir, emprestar, automatizar» (buy, build, borrow, bot) ajuda a decidir se deve contratar, desenvolver competências da sua equipa, trazer especialistas temporários ou automatizar tarefas repetitivas.

A maioria dos planos irá precisar de uma combinação dos quatro e os dados podem orientar cada abordagem.

Comprar quando houver talentos externos disponíveis e com boa relação custo-benefício. Análises do mercado de trabalho, como disponibilidade de competências e referências de remuneração, mostram onde a contratação externa terá maior impacto.

Construir as competências que impulsionam a sua estratégia. Os dados de aprendizagem e desenvolvimento destacam onde o aperfeiçoamento ou a requalificação agregam mais valor. Avaliações de competências e insights sobre planos de carreira ajudam a direcionar esses investimentos de forma mais eficaz.

Emprestar talento para se manter flexível. Os dados de mobilidade interna, os insights de sucessão e as ferramentas de correspondência de talento baseadas em IA identificam trabalhadores temporários ou parceiros estratégicos que podem preencher rapidamente as lacunas de competências.

Automatizar as tarefas que atrasam as equipas. Estudos de automação e ferramentas de planeamento da força de trabalho ajudam-no a identificar trabalhos repetitivos que podem ser simplificados.

Passo 5: Monitorizar, avaliar e rever

O planeamento estratégico e da força de trabalho não é uma tarefa pontual. É um ciclo contínuo de aprendizagem e adaptação.

Crie painéis em tempo real e ciclos de feedback para acompanhar o seu progresso e detetar potenciais problemas antes que se transformem em problemas maiores.

Fique atento a dados importantes, como:

  • o desempenho do seu ‘funil de contratação’ (velocidade, qualidade e custo);
  • competências adquiridas em comparação com os seus objetivos de desenvolvimento;
  • taxas de rotatividade divididas por função, nível, região e dados demográficos;
  • envolvimento e retenção dos colaboradores;
  • progresso em diversidade, equidade, inclusão e composição da força de trabalho.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

A sua empresa está preparada para atrair e fidelizar o melhor talento?

5 Fevereiro, 2026 by Rita Saldanha

As organizações que se destacam na atração e fidelização de talento não se limitam a oferecer salários competitivos, mas compreendem o que motiva as suas equipas e transformam esse conhecimento em decisões estratégicas.
Será que a proposta de valor da sua empresa está alinhada com as expectativas reais do talento atual?

Partilhe a sua visão enquanto responsável da gestão de Recursos Humanos e participe no Great Employee Benefits Survey 2026, um estudo que mostra um panorama 360º da compensação laboral, combinando a perspectiva estratégica dos responsáveis de RH com as expectativas reais dos colaboradores.

O estudo permite comparar a visão interna das organizações com a experiência e as motivações do talento, transformando esse conhecimento em decisões informadas, coerentes e alinhadas com os objetivos do negócio. A análise é realizada pela Pole Star Advisory, uma organização fundada por professores e investigadores da Universidade de Aalto, sendo a Vip District, parte do Epassi Group, parceira do projeto.

Esta é uma oportunidade única para contribuir para o futuro da compensação laboral, conhecer as principais tendências do mercado e reforçar a sua estratégia para atrair e reter o melhor talento.

Junte-se à conversa que irá marcar o rumo da compensação laboral no próximo ano. Ao participar, habilita-se ao sorteio de um cartão-oferta no valor de 100 €.

Participe no Great Employee Benefits Survey 2026

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Pole Star Advisory.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

E quando tudo falhar, ainda conseguimos falar? O regresso do imortal analógico

5 Fevereiro, 2026 by Rita Saldanha

As soluções para as quebras de estruturas de comunicação, passam por tendências que parecem futuristas, mas na verdade é um nostálgico regresso ao passado. A comunicação off-grid, diz respeito à troca de mensagens, voz ou dados sem depender de infraestruturas públicas (redes de telemóvel, internet ou satélites) através de tecnologias próprias, como LoRa e redes Mesh.

Já utilizada em locais remotos, em emergências e eventos de grande lotação de pessoas, estes sistemas usam rádio frequência o que permite uma comunicação privada, independente de operadoras.

Comunicar sem histórico, sem nuvem, sem vigilância

Segundo avançou a Lusa, o empresário Jack Dorsey, um dos criadores do Twitter e do Bluesky, lançou o Bitchat, uma aplicação de mensagens descentralizada e encriptada que utiliza a rede de conectividade Bluetooth e uma rede mesh.

Ainda em fase de testes, o Bitchat vem revolucionar a forma como comunicamos, ao dispensar servidores, contas e recolha de dados. Para Jack Dorsey, trata-se de uma experiência que recupera o espírito do antigo IRC, mas adaptada a um mundo cada vez mais preocupado com a privacidade e resistente à censura.

Dorsey é conhecido pelas suas criações tecnológicos, incluindo a rede social Twitter (agora X), que fundou em 2006; a empresa de pagamentos Square (agora Block), em 2009; ou a Bluesky, uma rede alternativa à X, que fundou em 2019, e em cujo conselho de administração trabalhou até à sua saída, em 2024. O empresário é um forte defensor do código aberto para contrariar o domínio das grandes empresas sobre as tecnologias, incluindo a inteligência artificial (IA).

Apesar não ser ainda um produto pronto para o mainstream, o Bitchat está atualmente a evoluir de ‘um projeto de fim de semana’ para um teste global real com adoção exploratória em cenários de comunicação em crise, festivais e manifestações e áreas sem conectividade tradicional.

Do universo Stranger Things: walkie-talkies e bicicletas que nunca perdem a ligação

Guerras híbridas de ataques a cabos submarinos, satélites e redes elétricas, crises climáticas e centralização extrema, com sistemas cloud, data centres e Big Tech levam à pergunta: “E se isto tudo deixar de funcionar?”.

É inevitável a ligação entre o tipo de comunicação ‘fora da rede’ com a série de ficção da Netflix Stranger Things, passada na década de 1980, na pacata cidade de Hawkins, onde um grupo de amigos, entre os 10 e 12 anos, envolve-se numa série de eventos sobrenaturais.

O sucesso do fenómeno Stranger Things que mostra como miúdos de bicicleta e com walkie-talkies nas mãos ‘salvam o mundo’, não é só sobre nostalgia. É também uma resposta atual a três cenários que ninguém quer ver concretizados na vida real: a perda de voz, autonomia e ligação.

Quando tudo falhar, ainda conseguimos falar? Para Jack Dorsey, criador do Bitchat, a resposta é sim. Embora utilizar bluetooth seja um tipo de tecnologia digital, a ideia leva ao retorno à comunicação direta e simples, comparável aos walkie-talkies ou rádios de mão em vez de uma infraestrutura global da Internet.

Estes aparelhos são ícones post-digitais que dão resposta a uma ansiedade latente do colapso, do momento em que a infraestrutura deixa de ser invisível e falha. A tendência de “low-tech revival” e “appropriate technology”, com recurso a ferramentas simples, compreensíveis e sustentáveis não rejeita o digital, mas reconhece o seu esgotamento.

 

 

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