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Rita Saldanha

Empreendedorismo feminino: Estados Unidos investem em talento português

17 Junho, 2022 by Rita Saldanha

Estão abertas até ao dia 22 de junho as inscrições para a 2ªedição do programa “Academy for Women Entrepreneurs” – AWE, que pretende apoiar as mulheres portuguesas no desenvolvimento das suas ideias empreendedoras.

Este programa prevê formação online, em sessões síncronas com a plataforma Dreambuilder (disponibilizada pela Arizona State University, Thrunderbird School of Global Management), com construção do plano de negócios, mentorias especializadas e talks inspiracionais e técnicas.

Depois de uma primeira edição com mais de 400 candidaturas, oriundas de 19 distritos de Portugal e com um financiamento total de 30 000 dólares, o objetivo desta edição é reunir mais projetos, de diversas áreas, e aumentar o investimento em talento feminino nacional. A participação é gratuita e este ano conta com a novidade do “prémio networking”, que dará oportunidade a algumas participantes de desenvolverem ações de networking nos EUA com empreendedoras e parceiros locais.

A iniciativa volta surge através da Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Portugal, em parceria com a Drive Impact e o Impact Hub Lisbon. Os resultados do Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras da consagraram Portugal como o sexto país do mundo com mais mulheres empresárias (32,2%).

“As mulheres têm uma natureza geradora e multiplicadora. Sabemos que quando são empoderadas economicamente, reinvestem nas suas famílias e nas comunidades onde estão. Os estudos dizem-nos que em Portugal foram gerados 25 000 empregos e registadas mais de 2 000 startups em 2021. É um mercado altamente aliciante, que atrairá mais atenção internacional”, afirma Penny Rechkemmer, conselheira para a Diplomacia Pública na Embaixada dos EUA. “Através da AWE, queremos apoiar ainda mais projetos de empreendedorismo feminino em Portugal, contribuindo para a geração e multiplicação de oportunidades”.

O anúncio dos projetos vencedores apoiados com investimento financeiro da Embaixada dos EUA está marcado para dezembro de 2022, numa cerimónia que inclui a apresentação ao vivo das empreendedoras participantes

A Academy for Women Entrepreneurs está presente em mais de 80 países, onde apoia o desenvolvimento de negócios pensados e geridos por mulheres. Ligado à rede global da AWE, as participantes passam a integrar a rede global Alumni, com acesso a especialistas e empreendedoras dos EUA e de outros países (Brasil, Espanha, Quénia, Filipinas e outros).

Mais informações aqui: https://aweportugal.com/candidaturas-awe-2022/

 

Arquivado em:Notícias

Mafalda Garcês vence o prémio internacional HR’s Rising Stars 2022

17 Junho, 2022 by Rita Saldanha

A distinção feita pela revista norte-americana Human Resource Executive, considera pela primeira vez uma portuguesa entre os vencedores. Mafalda Garcês, Country Leader & People Director da Dashlane, está entre “o melhor do melhor da próxima geração de líderes de Recursos Humanos”, segundo declarações do referido meio.

O prémio anual distinguiu seis vencedores que exemplificam “estrelas em ascensão que tenham demonstrado extraordinárias capacidades de liderança e uma capacidade de enfrentar desafios empresariais difíceis.”

O júri foi constituído por Ben Brooks (fundador e CEO da PILOT), Gregory Hessel (sócio e HR Practice da Korn Ferry International), Judy Huie (Chief of Staff da Freddie Mac HR) e John Klein (consultor estratégico de aquisição de talentos). A capacidade de conciliar múltiplos papéis, executar projetos complexos ao mesmo tempo e gerar resultados, foram as características que distinguiram a profissional, segundo o painel de jurados.

“É obviamente um orgulho imenso trazer este prémio para o nosso país, numa altura em que a função de Recursos Humanos alcançou um papel tão relevante no contexto empresarial. É, sem dúvida, um reconhecimento por todo um percurso desafiante, e que teve e sempre terá como principais objetivos valorizar as pessoas e fazer diferente. Gostava de partilhar esta distinção com todos os profissionais que têm lutado dentro das suas empresas para criar equipas produtivas e felizes e um ambiente de trabalho de que se possam orgulhar”, salienta Mafalda Garcês.

Mandi LaRue (MGM Resorts), Adeline Looi (Nestlé), Raza Sarwar (Pakistan Telecommunication Company Limited), Yolanda Seals-Coffield (PwC) e Jennie Yang (15Five) são os restantes cinco vencedores do prémio “HR’s Rising Stars 2022”.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

Great Resignation: a desmistificação do setor imobiliário e a busca pela felicidade

17 Junho, 2022 by Rita Saldanha

Nunca é tarde para mudar de profissão, especialmente quando o que está em risco é a saúde mental e a felicidade do indivíduo. No entanto, quando isso acontece, alguns setores associam-se ao preconceito da escolha por alguém que não tem mais opções senão enveredar por esse caminho. O setor imobiliário tem vindo a ser visto como uma dessas áreas.

No debate “The Great Resignation: Quando a mudança é inevitável – testemunhos reais”, na Leading People International HR Conference – “Act Now for Human Health” partilharam-se histórias e experiências variadas de pessoas que deixaram para trás uma vida de infelicidade. Juntaram-se à conversa moderada por Catarina Barosa, Diretora Editorial da revista Líder, Mónica Fernandes, finalista do curso de Medicina Veterinária, Cristina Maldonado, Speaker e Consultora Internacional do The Pacific Institute, e Antonieta Couto e Mário Amaral, Consultores Imobiliários da Zome de Famalicão e Odivelas, respetivamente.

Os consultores imobiliários da Zome vieram provar que esse não foi de todo o caso para eles, e que esta profissão que hoje têm foi o que lhes proporcionou uma mudança positiva, sem pressões e que não só trouxe felicidade para eles mesmos, mas como para as pessoas à sua volta: “Eu sinto que trago a felicidade a outras pessoas.”, acrescenta Antonieta Couto.

Antonieta experienciou um burnout em 2015, após 23 anos na área da Banca. “Sentia-me infeliz, com ansiedade. Acordava sem vontade de ir trabalhar, completamente desmotivada, sempre a olhar para o relógio à espera que chegasse o fim do dia.”, confidencia.

Para mudar, por vezes, é preciso um grande alerta como o burnout, e nem sempre é fácil fazê-lo num mundo repleto de incertezas. Antonieta foi buscar as forças ao seu filho de 4 anos: “Nasceu com um problema de saúde, uma cardiopatia. Com 4 anos já fez duas cirurgias de peito aberto ao coração. Ele tem muita força, é a minha inspiração. Se ele consegue, eu tenho de conseguir, por ele, e por mim”.

Por outro lado, Mário Amaral, veio do Brasil com a sua esposa e filhos, decidindo pôr um ponto final na sua vida de desmotivação e cansaço psicológico quando trabalhava como gestor comercial, liderando uma equipa num grupo de concessionários de camiões de uma marca alemã.

Chegou a Portugal durante a pandemia, e não conhecia ninguém: “Foram 4 meses de muita ansiedade. Tive de me concentrar e focar, trabalhar o dobro para conseguir alcançar o objetivo”, partilha o agora consultor imobiliário.

Quando questionados com o porquê de escolherem a área da imobiliária como alternativa profissional, as respostas foram consensuais: liberdade e felicidade. “O que sempre me chamou à atenção foi o facto de fazer parte da felicidade dos clientes: quer seja uma pessoa que vai comprar a primeira casa, ou uma família já constituída.”, acrescenta Mário.

A liberdade de horário, porém, não é só um fator de bem-estar, já que acarreta consigo uma grande responsabilidade. Como consultores imobiliários, cada um faz a gestão do seu tempo, tentando conciliar o sucesso do negócio e a felicidade dos clientes, com a vida pessoal.

As relações que se criam com as pessoas é também um fator atrativo para Mário Amaral: “Começamos por ter uma relação comercial com os clientes. Quando se consegue fazer um bom trabalho, e há um bom entendimento, os clientes tornam-se seus amigos.”

Por último, partilharam conselhos para quem está infeliz na sua profissão e que receia a mudança: “A mudança traz muitas possibilidades, podemos ser felizes em vários sítios, o que implica aprendizagem, e reinventarmo-nos todos os dias. Mudem pela vossa saúde”, partilha Antonieta Couto, ao qual Mário Amaral acrescenta, finalizando: “Ter força, e sobretudo tentar, senão nada irá mudar.”

Por Denise Calado

 

Assista à Talk aqui.

Tenha acesso à galeria de imagens da Leading People – International RH Conference aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Leadership

Os caminhos para a mudança verde na indústria automóvel em Portugal

17 Junho, 2022 by Rita Saldanha

Em 2035 a União Europeia vai proibir a venda de qualquer automóvel com motor de combustão interna, nomeadamente carros a gasolina e gasóleo. Com a necessidade urgente de acelerar a transição verde e tecnológica, o relatório “Conduzir a Mudança – o futuro do trabalho no setor automóvel português”, elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), lança a reflexão e definição de programas de ação para a indústria automóvel, e não só.

Em Portugal, o referido setor dá emprego direto a 44 mil pessoas e representa mais de 5% do PIB, com 81% em exportações, apesar da significativa perda de valor pela elevada importação de componentes. É, também, uma realidade laboral que reflete um ambiente instável e de baixos salários.

O setor da mobilidade está em transformação e é hoje “um cluster de atividades industriais absolutamente centrais na nossa estrutura”, conforme referiu João Neves, Secretário de Estado da Economia, durante a sessão de apresentação do documento, em Lisboa. Para o responsável, este estudo surge num tempo importante de aceleração de transformação do setor e de reconfiguração dos modelos económicos. As alterações das fontes de energia e a urgência da descarbonização “impõem um ritmo e um sentido no processo de mudança da mobilidade nas sociedades.” João Neves chamou ainda a atenção para o PRR onde vai existir “um conjunto muito significativo de medidas especificamente orientadas para o domínio da mobilidade de natureza elétrica, que vão ser decididas e contratualizadas nos próximos dias, ainda antes do verão.”

Quanto às competências e skills específicas do setor, o Secretário de Estado destaca “os vários saberes fazeres que são distintos pelo país com características próprias e em vários domínios, em que Portugal é um exemplo nas capacidades de engenharia de produto, nomeadamente na zona norte, sendo uma prova daquilo que temos para oferecer para o mundo”.

A propósito do valor humano e capital social do setor automóvel, Manuel Carvalho da Silva, coordenador do Laboratório Colaborativo para o Trabalho, Emprego e Proteção Social (CoLABOR), entidade que integrou a equipa de investigação da OIT, identificou a fragilidade dos baixos salários e a necessidade de novas qualificações. Isto para permitir que Portugal responda de forma adequada à transição verde que “pode transformar o setor por via do valor acrescentado ou conduzir a uma deslocação de produção para outras geografias.”

A importância do diálogo social, e da relação entre empregadores e os trabalhadores, é por demais identificada como a chave para que o setor automóvel em Portugal responda aos desafios colocados a breve trecho. Ana Mendes Godinho Ministra Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, referiu nas notas de encerramento da sessão serem estes “desafios replicáveis para todos os setores” e que o estudo representa “um importante passo para foco e mobilização conjunta”. Nomeadamente em áreas como a inovação da indústria, promoção e valorização dos trabalhadores, novas formas de trabalho e de conciliação com a vida pessoal.

Há ainda um desafio identificado pela Ministra que é da capacidade de reter os jovens na indústria automóvel para além da “necessidade de garantir formação e qualificação capaz de se adaptar à velocidade rápida” e ao longo da vida. Para tal realçou “o investimento do PRR em 1500 milhões de euros para qualificações e formação” e a necessidade de uma “posição coletiva para encontrar soluções à medida”. Reforçou ainda que é “urgente agirmos sob pena perder esta corrida que todos queremos ganhar.”

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

Marketing do Futuro: de humano para humano

17 Junho, 2022 by Rita Saldanha

Luiz Moutinho, Nuno Teixeira e André Zeferino são os autores do livro Marketing Futureland – Antecipação e Resposta ao Futuro do Marketing. Numa nova era para as empresas e marcas, o Marketing tem hoje uma posição privilegiada na criação de mais humanidade, onde a tecnologia tem um papel crucial. Para os autores e especialistas, o futuro do Marketing assenta num novo paradigma em que se procuram os produtos para os clientes, e na construção de marcas autênticas como uma afirmação da vida. Com transparência e sem ultrapassar os limites que são as pessoas, o Marketing caminha para ser, cada vez mais, o que vai fazer a diferença na vida dos consumidores e do mundo que os rodeia.

 

Temos cada vez mais a certeza de que tudo é cada vez mais incerto. O Marketing está preparado para esta nova normalidade?

A frase que partilha faz pensar e traz a realidade com que os profissionais de Marketing têm de lidar: a certeza da incerteza! O Marketing é a voz do cliente na organização e a sua orientação para tornar este cliente na peça central da estratégia e acompanhá-lo na sua mudança, dá ao Marketing uma posição privilegiada nesta nova normalidade – quem, melhor que o Marketing, pode acompanhar o cliente e, em simultâneo, orientar a transformação necessária nas empresas? Portanto, diríamos que o Marketing está particularmente capacitado para liderar a mudança nesta nova normalidade, se for capaz de adotar um novo mindset na forma como constrói uma visão de futuro, se relaciona com a tecnologia e como coloca a pessoa humana de novo na estratégia.

 

Philip Kotler disse que o Marketing é o uso criativo da verdade. É disso que se trata quando se fala numa marca autêntica?

Devemos entender esta utilização criativa da verdade como um apelo do Professor Philip Kotler a uma missão, a uma humanidade e um compromisso de desenvolvimento, porque o progresso de uma sociedade não pode ser visto apenas de um ponto de vista económico, mas também social, de equidade e também de felicidade! As marcas autênticas são aquelas que se preocupam com os consumidores e que se excedem na entrega de um bom produto ou serviço, contribuem para o bem e felicidade pessoal e têm um impacto positivo e transformador na comunidade e sociedade onde se inserem. Marcas autênticas têm esta capacidade de serem mais do que produtos e serviços, para ser uma afirmação de vida. E aqui só podemos concordar com o Professor Kotler – temos de prosseguir para um entendimento do Marketing e marcas apenas como vender estritamente produtos e serviços, para uma visão mais alargada de como podemos fazer a diferença na vida dos consumidores e do que nos rodeia.

 

Quais os traços do Marketing do futuro?

O futuro tem sempre muito de inesperado e todos nós, de alguma forma, tentamos antecipá-lo e controlá-lo. A realidade com que o Marketing pode vir-se a deparar pode ser muito mais complexa e diversa do que o antecipado, por isso a única forma de estarmos preparados é “treinar” para o futuro, o que significa estar atento, saber ouvir, desafiar o assumido, pesquisar, refletir e, sobretudo, pensar estrategicamente e agir muito rapidamente, em ciclos iterativos cada vez mais rápidos. Esta preparação para o futuro incerto implica um repensar do marketing em vários traços: Pensamento ágil, Pessoas & Propósito e Tecnologia Humana.

 

Na era dos dados e do digital, a informação, estudos e métricas estão na base da estratégia. E as emoções? Como se constrói a relação?

Os profissionais de Marketing têm atualmente ao seu dispor a tecnologia e os dados que permitem responder de uma forma mais específica e personalizada e, nalguns casos, de forma hiperpersonalizada. No entanto, a principal mudança não é tecnológica, mas cultural e humana, porque implica o estabelecimento de uma relação efetiva de compreensão, escuta e perceção das emoções que estão subjacentes – é preciso demonstrar empatia a níveis mais profundos. Porque o consumidor é uma pessoa, devemos mudar o paradigma de B2B ou B2C para H2H: human to human, e apostar em experiências pessoais personalizadas, onde a tecnologia tem um papel crítico. Mas as empresas estão ainda muito presas a conceitos de Marketing “relacional” que, de facto, apenas beneficiavam as empresas. As próprias métricas que hoje utilizamos mostram que mensuramos o que é possível e não necessariamente o que devíamos!

A tecnologia precisa de gerar interações humanas significativas e cabe aqui ao Marketing orientar essa criação de humanidade. A construção da relação deve juntar tecnologia e dados históricos com a compreensão do contexto via processos de escuta e sensing ativos, procurando oferecer experiências únicas, pessoais e verdadeiras – surpreendendo o consumidor, cuidando dele, fazendo-o sentir único, compreendido e escutado.

 

O Marketing digital permite e agiliza múltiplas funções e ferramentas que vieram facilitar a vida das pessoas. Mas há o outro lado, da influência do comportamento e tomadas de decisão. Onde está a fronteira?

A fronteira estará sempre nas pessoas. Do lado do Marketing, estará na forma como entendem o Marketing no seu papel social e como contributo para um bem maior, usando as ferramentas ao seu dispor para promover uma reflexão e mudança positiva, alinhada claramente em torno de um propósito claro. Esta transparência que se deseja das marcas será validada pelos consumidores que escrutinam cada vez mais as marcas e que tomam decisões com base em emoções e vínculos que vão muito mais além do que apenas produtos e serviços. A fronteira estará também nos comportamentos éticos que as empresas terão de ter em todas as suas ações, promovendo alguma diversidade de pensamento e não tendo como objetivo o lucro a todo o custo, com um foco estrito no curto prazo.

 

O tema do bem-estar e saúde mental permite uma aproximação às pessoas, pelas empresas e marcas. De que forma o Marketing e a comunicação podem aproveitar esta tendência, sem ultrapassar limites nem pondo em causa a própria saúde e bem-estar?

A tomada de consciência ética das marcas e a definição clara do seu propósito e da forma como se integram e contribuem para a vida dos seus consumidores é a condição primeira. Após este estabelecimento de confiança e com base numa transparência radical, podem e devem as empresas escutar ativamente e compreender os seus consumidores atuando em três grandes dimensões: Demonstrar empatia e atenção humana; Utilizar os dados e informação partilhada para criar experiências personalizadas e dar sugestões de melhoria e otimização pessoal, desafiando-as a dar o melhor de si; Assumir uma postura de “defensores” dos seus clientes, assumindo-se como uma “marca plataforma” que procura os melhores produtos e serviços para os seus clientes. É uma mudança de mindset a dois níveis: passamos da segmentação, targeting e posicionamento tradicionais, em que procurarmos clientes para os nossos produtos, para um outro, em que procuramos produtos para os nossos clientes.

 

No mundo da IA e da cloud, do intangível e etéreo, as pessoas são feitas de matéria e vivem no mundo real. O Marketing pode ser a ponte entre o físico e o não físico?

O Marketing deverá ser o pioneiro e o garante da consistência da experiência da marca em cada ponto de contato, pois deverá acompanhar os clientes, aprender rapidamente e explorar novas possibilidades, mas não poderá esquecer todas as outras presenças da marca e, sobretudo, a consistência na expressão do valor da marca. Ele será a força de construção, inovação e ligação nas empresas do futuro e que incorporem desde já esta visão na sua cadeia de valor, por isso será natural e desejável para as empresas mais ágeis que o Marketing assuma este valor de ligação e de motor da criação de valor.

Devemos ir um pouco mais fundo e perceber que a mudança de base está na reemergência do papel do Marketing enquanto filosofia dinamizadora das organizações, como conector, facilitador e respondedor às necessidades de pessoas – clientes e colaboradores – das organizações.

Por Rita Saldanha

 

Luiz Moutinho
Nuno Teixeira
André Zeferino

Este artigo foi publicado na edição de verão da revista Líder. Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Entrevistas, Leading Brands

Sugestões de Livros para lideranças

17 Junho, 2022 by Rita Saldanha

Como Prevenir a Próxima Pandemia

Bill Gates

Ideias de Ler

Como evitar que uma nova Pandemia mate milhões de pessoas e arrase a economia mundial? É legítimo pensarmos que vamos consegui–lo? Bill Gates acredita que sim e neste livro expõe de forma clara e convincente o que o Mundo deveria ter aprendido com a COVID-19 e o que todos nós podemos fazer para evitar outro desastre. Este é um apelo claro, global e da maior importância, feito por um dos maiores e mais eficazes pensadores e ativistas da atualidade.

 

101 Vozes pela Sustentabilidade 

ISCTE Executive Education

Oficina do Livro

Com a nota introdutória do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, o livro dá voz a 101 personalidades portuguesas que partilham as suas visões de sustentabilidade para o futuro de Portugal. Empresários, ativistas, académicos, especialistas em energia, empreendedores, investigadores, artistas, banqueiros, arquitetos, entre muitos outros profissionais. A sustentabilidade exige compromissos e este é um livro sobre como podemos mudar a nossa mentalidade e fazer diferente.

 

 

Uma Breve História da Igualdade

Thomas Piketty

Temas & Debates

Thomas Piketty apresenta uma história breve mas surpreendentemente otimista do caminho da Humanidade rumo à igualdade, apesar de todas as crises, catástrofes e retrocessos. Uma introdução perfeita às ideias que desenvolveu nos seus livros anteriores. O autor guia-nos com elegância e concisão pelos grandes movimentos que, para o melhor ou para o pior, moldaram o mundo moderno: o crescimento do capitalismo, revoluções, imperialismo, escravatura, guerras e a construção do Estado-providência.

 

 

Este artigo foi publicado na edição de verão da revista Líder. Subscreva a Líder AQUI.

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