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Rita Saldanha

O bem-estar é hoje mais do que algo fun a oferecer às pessoas

21 Junho, 2022 by Rita Saldanha

Tiago Santos é CEO da Workwell, empresa responsável pela primeira edição dos Wellbeing Awards que distinguem projetos de saúde e bem-estar nas organizações e promoção de um ambiente cultural positivo entre os colaboradores. As 10 organizações distinguidas, em seis categorias, refletem o que de melhor se faz na implementação de programas, políticas e estratégias de People First. Em entrevista à Líder, ficamos a conhecer o âmbito desta iniciativa e de como o bem-estar é o próximo grande desafio para uma abordagem mais humanizada das organizações.

Nunca se falou tanto em saúde e bem-estar no local de trabalho. É preciso passar das palavras a ações concretas. Qual o objetivo dos Wellbeing Awards?

Sem dúvida que sim, e temos casos em Portugal bastantes interessantes. O grande objetivo dos Wellbeing Awards é inspirar através do bem-estar. Através dos bons exemplos, das boas práticas, do melhor que se faz em Portugal em prol das pessoas. É servir de inspiração a tantas outras empresas que ainda não sabem por onde começar e ajudar a sistematizar todas as práticas internas. Este evento serve também para que se olhe para o bem-estar como algo sério, estruturado e estratégico, que seja integrado na cultura da empresa e que faça parte natural do negócio. Através desta comunidade de partilha de conhecimento é possível acelerar a aprendizagem e melhorar os programas.

 

Sendo uma primeira edição como foi a adesão à iniciativa?

A adesão superou totalmente as expetativas. Foram mais de 100 candidaturas submetidas, de vários segmentos de atividades. Indústria, tecnologia, banca, farmacêutica, retalho, entre outros, com projetos muito robustos. Foram centenas de páginas de evidências, o que revela o interesse pelo tema no seio das empresas, e o quanto é necessário reconhecer estas práticas, para que outras organizações possam aprender e adaptar às suas realidades.

 

Como avalia a saúde e bem-estar das empresas portuguesas?

As empresas em Portugal estão mais atentas ao tema do bem-estar dos colaboradores e existem já trabalhos muito sustentados, com alguns indicadores de excelência, como a envolvência das lideranças de topo ou a personalização da oferta aos colaboradores. Portanto aquilo que encontramos com as evidências recolhidas é um conjunto de organizações que já trabalha essa temática ao nível estratégico, integrado na cultura, na missão, visão e valores da empresa, apostando na transparência, na confiança, na flexibilidade e no suporte às pessoas. E outras que ainda estão num nível de maturidade precoce, atuando essencialmente a nível mais tático e operacional, apenas disponibilizando oferta.

Isto significa que estamos no caminho certo, que o bem-estar é hoje mais do que algo fun a oferecer às pessoas, mas que ainda existe um longo caminho a percorrer. Mas é isto, é a adaptação constante às necessidades dos colaboradores e da empresa. Um dos pontos futuros a que as empresas se devem concentrar são os resultados e o impacto destes programas no bem-estar das pessoas.

Qual considera ser neste momento o maior desafio para as organizações?

Estamos num momento disruptivo do mundo do trabalho, com novos modelos organizacionais a serem testados, uma guerra de talento cada vez mais global e níveis muito baixos de engagement dos colaboradores. Todos estes fatores contribuem para que os anos que se avizinhem sejam bastante desafiantes e as empresas que tenham uma abordagem mais humanizada na gestão das pessoas e empresas, estejam mais preparadas para o futuro. Isto implica uma liderança que se preocupa genuinamente com as pessoas, com o seu bem-estar, no trabalho ou fora dele, que exista um clima de confiança, autonomia e flexibilidade, para responder às necessidades individuais e coletivas.

 

Ser feliz no local de trabalho está a tornar-se num ponto central na atração e retenção de talento. A resposta está na cultura das empresas não basta implementar boas práticas. Concorda?

Sem dúvida que sim. As boas práticas de nada servem se forem avulsas ou se não existir um objetivo específico para as mesmas. De que vale implementar uma iniciativa de bem-estar, se depois toda a cultura da empresa é de alta pressão para os resultados. Não é coerente! As pessoas percebem que é artificial e que não se procura genuinamente o seu bem-estar. As pessoas não querem ser números. Querem ser pessoas. O que depois não se traduz em resultados práticos. As empresas devem começar internamente. Perceber que tipo de ambiente e clima de trabalho existe, quais os riscos a que as pessoas estão sujeitas, quais são os seus interesses, e a partir dessa informação estruturar uma estratégia de melhoria que vá ao encontro das várias necessidades. Ou seja, é através da cultura e da incorporação de valores de felicidade e bem-estar nos processos, na comunicação, na interação social que se conseguem as mudanças transformacionais que potenciam as pessoas.

 

Por Rita Saldanha

Arquivado em:Entrevistas

A busca pelo propósito e a felicidade no desempenho de uma profissão

20 Junho, 2022 by Rita Saldanha

“Quando eu deixei de saber o meu “porquê”, foram os momentos que geraram as grandes mudanças”, afirma Cristina Maldonado ao salientar que o propósito é o guia na sua vida profissional e pessoal. A consultora partilhou o seu percurso no debate “The Great Resignation: quando a mudança é inevitável – testemunhos reais”, no âmbito do evento Leading People International HR Conference – “Act Now for Human Health”.

No encontro moderado por Catarina Barosa, Diretora Editorial da revista Líder, e onde Mónica Fernandes, finalista do curso de Medicina Veterinária, Mário Amaral e Antonieta Couto, consultores imobiliários da Zome se juntaram à conversa para dar o seu testemunho, a consultora no The Pacific Institute contou que já teve várias vidas e fez várias mudanças.

“Na vida antes desta eu tinha uma empresa de tradução técnica, e hoje em dia sou consultora internacional em desenvolvimento pessoal, de lideranças e organizacional. À partida não tem nada que ver uma coisa com a outra.”, afirma. Cristina Maldonado estava em Portugal quando decidiu ir para Angola durante 6 meses, mas foi quando visitou Moçambique por 10 dias que decidiu vender o seu BMW, e lá permaneceu por 8 anos. “Tive um ‘insight’. Eu lembro-me exatamente quais foram os momentos em que isto aconteceu. Foi quando eu pensei: ‘eu já não me lembro porque estou a fazer o que faço’.”, esclarece.

O propósito e o sentido do que faz é o mais importante, e é o caminho para a felicidade, salientando que a vida profissional não nos define como pessoas, mas sim as experiências e histórias que levamos dela: “Eu costumo dizer que sou uma VIP – “Very Interesting Person” – tal como todas estas pessoas que estão aqui, porque estas histórias de vida transformam-nos em pessoas interessantes, com conteúdo diferente. É isso que no fim da vida acabamos por levar connosco – o que vivemos”.

Hoje em dia, Cristina Maldonado trabalha com e para pessoas. O propósito e o motivo para fazer o que faz estão alinhados: a contribuição para que a vida dos outros fique melhor, e a ajuda para criar agentes de mudança é algo que preza e prioriza. “É aí que fazemos as grandes mudanças de vida.”, acrescenta.

Depois de muitas transformações, afirma que está feliz: “Eu sei porque ando neste mundo, e sei porque acordo todos os dias. Sei porque estou aqui hoje. Isto faz de mim uma pessoa feliz, mesmo quando não estou feliz.”

Concluindo, deixa conselhos a pessoas que estejam em processo de mudança de vida, ou que querem sair e não conseguem: “A incerteza faz parte da vida. Não se agarrem ao que os outros querem de vocês. Não tenham medo da incerteza, porque ela por vezes leva-nos para sítios incríveis”.

Por Denise Calado

Assista à Talk aqui.

Tenha acesso à galeria de imagens da Leading People – International RH Conference aqui.

 

Arquivado em:Artigos, Leadership

Portugal desceu 6 posições no ranking de Competitividade

20 Junho, 2022 by Rita Saldanha

O IMD World Competitiveness Ranking 2022, recentemente divulgado, coloca Portugal na 42ª posição do ranking das economias mais competitivas a nível mundial, uma descida de 6 posições face a 2021. Este ranking mostra ainda que são os países europeus quem têm as economias mais competitivas do mercado, com a Dinamarca a ocupar pela primeira vez o 1º lugar, Suíça e Singapura em 2º e 3º lugar, respetivamente.

O Ranking incorpora 235 indicadores de cada uma das 63 economias classificadas. A informação divide-se em quatro categorias: desempenho económico, infraestrutura, eficiência do Governo e eficiência empresarial, dando uma nota final a cada país. Portugal volta a posicionar-se, sensivelmente, a meio da tabela, contrariando uma tendência positiva de subida no ranking desde 2019.

O relatório do IMD identifica ainda cinco desafios-chave para a competitividade da economia portuguesa, em 2022: garantir um nível de crescimento sustentável do PIB, superior à média da EU; implementação de uma estratégia nacional de promoção da literacia financeira; promoção de reformas estruturais no setor público e, elaboração de estratégias de combate aos problemas demográficos do país.

Apesar da descida, são realçadas melhorias comparativamente a 2021, como o crescimento do PIB, a redução do défice e o aumento das exportações, e entre as valências mais competitivas de Portugal, o ranking destaca as leis para imigração (2ª posição), a força de trabalho feminina (3ª), capacidade para captar investimento estrangeiro e receitas provenientes do setor do turismo (4ª).

Quanto aos piores resultados, Portugal registou a descida em indicadores como a resiliência económica (60º), preço dos combustíveis, sobretudo a gasolina (56º), impostos pessoais reais (62º), regulação laboral (58º), e no que concerne às empresas e infraestruturas, na formação dos trabalhadores (61º), na implementação da tecnologia big data & analytics (61º), e na cibersegurança do país (50º).

Em 2022, a economia nacional registou piores resultados em todos os indicadores macro, nomeadamente a performance económica, eficiência do Governo, eficiência das empresas e qualidade das infraestruturas, ainda assim, o ranking do IMD considera ainda que as forças de atratividade que mais impactam, positivamente, a economia portuguesa são relativas à mão de obra qualificada, à previsibilidade e estabilidade da política nacional, aos custos de competitividade e às infraestruturas.

Os países europeus continuam a dominar este ranking, com Dinamarca (1º), Suíça (2º) e Suécia (4º) a constarem entre as 5 economias mais competitivas do mundo. Singapura (3º) e Hong Kong (5º) fecham o Top 5.

A Porto Business School é o parceiro exclusivo do IMD World Competitiveness Rankings para a recolha de dados relativos a Portugal.

Mais informação em: http://www.pbs.up.pt

 

 

 

Arquivado em:Economia, Notícias

A solidão e a capacidade de estar só

20 Junho, 2022 by Rita Saldanha

A solidão não é estarmos sós. A solidão é, estando sós ou acompanhados, não conseguirmos estar connosco próprios.

Cada um de nós tem, dentro de si, um conjunto de representações de pessoas, situações, experiências que constituem a matéria de que é feito o nosso mundo interno. São memórias, podemos dizer assim, mas não são memórias “frias”, como um retrato sem vida. São vivências internas, que pulsam, vibram e nos tocam e fazem reviver o que aconteceu. Quase voltamos a sentir o cheiro daquela pessoa, a ver o seu rosto, a sentir a sua presença, a sentirmo-nos envolvidos pelo local onde estávamos com ela. Quem diz o encontro com uma pessoa diz todas as experiências que vivemos.

Este mundo interno tem mais vida e é mais rico e preenchido numas pessoas do que noutras.

Há pessoas cujo mundo interno é muito pobre neste aspeto, ainda que possa estar cheio de informações, pensamentos e raciocínios. Estas pessoas precisam, por vezes desesperadamente, da presença concreta de outras para não caírem num estado insuportável de solidão.

E quando não conseguem essa presença, preenchem o vazio da solidão com o que têm mais à mão: comida, bebida, droga, distrações inúteis, comportamentos de risco que dão a “adrenalina” necessária para se sentirem vivas.

A solidão é isto – não conseguir estar consigo próprio nem ser uma boa companhia para si mesmo.

As outras pessoas, aquelas que podem recorrer às tais representações vivas do seu mundo interno, não sofrem de solidão, mesmo quando estão sós, isto é, sem a companhia de alguém. Porque conseguem fazer companhia a si próprias. Isto acontece porque conhecem suficientemente as suas próprias emoções, medos e angústias e conseguem aceitá-las e conviver com elas sem terem de fugir de si.

Por isso, a solidão nem sempre é negativa. Aliás, ela é inerente à nossa condição humana.

Vivemos certas experiências internas e emoções tão profundas e viscerais que são impossíveis de traduzir em palavras. Porquê? Porque há um reduto dentro de nós que é incomunicável. É isso que faz com que a solidão seja um facto do qual, em última instância, não podemos escapar.

A solidão nem sempre é negativa, portanto. É em momentos de uma espécie de solidão, muitas vezes breves mas decisivos, que líderes, gestores, aviadores, anestesistas, cirurgiões, astronautas, simples condutores de automóveis como nós, e tantos outros, têm de encontrar (quase sem pensar, ou após maturada reflexão) as melhores soluções. Dessas soluções dependem, muitas vezes, vidas humanas. E elas acontecem em momentos de solidão.

É também do mais interior, daquele reduto incomunicável onde não existem palavras, que surge a criação e emergem obras de arte que fazem de nós uma espécie única.

Somos animais sociais. Esta é já uma frase batida, mas nem por isso deixou de ser verdadeira e cada vez mais importante. Nestes tempos em que muitas experiências que vivemos acontecem online, e isso nos dá a ilusão de estarmos muito em comunicação com os outros, ainda assim, num certo sentido, estamos mais sós.

O contacto com outras pessoas é um alimento para o nosso cérebro social e para cada um de nós enquanto pessoa, de tal modo que, sem esse alimento, podemos adoecer e morrer.

O exemplo radical das chamadas crianças selvagens, criadas por animais (mesmo descontando o facto de que a ausência humana nunca é absoluta), evidencia o seguinte: ainda que sobrevivendo, essas crianças não se tornam pessoas. Nesses casos, o nosso “Eu”, o sentido de sermos pessoas – sujeitos que se relacionam com outros sujeitos –  não chega a formar-se.

Também já tivemos conhecimento de casais, juntos há décadas, que, dando-se o caso de um morrer, o outro morre a seguir.

E a falta de contacto humano pode, por exemplo através de alterações no funcionamento dos sistemas imunitário e endócrino, levar ao aparecimento ou agravamento de doenças.

O contacto físico, o toque, o envolvimento dos corpos é também importantíssimo, desde que nascemos, para um desenvolvimento harmonioso e para a aquisição de uma boa saúde física e mental.

O confinamento e o isolamento social motivados pela Pandemia privou muitas pessoas desse contacto físico, levando a casos de vivências ou agravamento de estados de solidão.

Contudo, é possível sentir solidão mesmo estando-se rodeado de gente. É disso que, de uma forma dolorosa, muitos se lamentam. Mas também pode acontecer estar-se só, estando bem e sem sentir solidão.

Por vezes, até precisamos de estar sós, isto é, connosco próprios.

“Vivemos numa sociedade e numa cultura em que somos assoberbados pelo excesso de estímulos interpessoais. Cumprimentar, falar, conviver, são atividades interessantes e, geralmente, prazerosas. Mas não sempre. Os outros, as suas perguntas, os seus pedidos, as suas exigências, podem tornar-se excessivos e cansativos – e acima da nossa capacidade e desejo de resposta.”

Há pessoas que precisam de momentos consigo próprias para se tranquilizarem e para se encontrarem ou reencontrarem, seja num passeio solitário, no cimo de uma montanha, num deserto ou numa igreja.

“Uma pessoa que se sinta só, mesmo na presença de outros, vive como se se encontrasse no escuro, sem luz e sem vida, até mesmo durante o dia. Mas aquela que, ainda que sozinha em igual ou maior medida do que a primeira, consiga fazer companhia a si própria, terá uma luz que brilha mesmo quando é noite escura.”

É muito importante valorizarmos e apropriarmo-nos das experiências agradáveis que temos a fortuna de viver.

É importante identificarmos, tomarmos contacto e conhecermos o melhor possível as nossas emoções, os nossos medos, as nossas angústias e as nossas memórias, sobretudo aquelas que envolvem outros seres humanos. Isto consegue-se apenas nas relações com outras pessoas – relações de companheirismo, solidariedade, amizade e amor; e quando nenhuma delas é viável, ainda é possível conseguirmos uma relação com tanta riqueza como aquelas: uma relação diferente, mas tão rica como elas – a que acontece numa psicoterapia.

Em momentos de solidão temos de recorrer a esse tesouro que temos dentro de nós.

E quando nem isso é possível, resta ainda a solução que tantas pessoas inspiradoras conseguiram. E se elas conseguiram, também nós podemos conseguir. Homenageei algumas dessas pessoas em Uma luz na noite escura. E o que é que elas fizeram? Elegeram um objetivo, uma missão, uma tarefa, e concentraram toda a sua energia, paixão, determinação e foco na sua prossecução.

“Mas, e em relação àquelas pessoas que estão sozinhas, vivem sozinhas e sofrem com a solidão? Quem melhor nos pode responder são as pessoas que sofrem de solidão e não por causa da solidão, porque lutam para não se deixarem vencer por ela. Não a alimentam. Não têm pena de si próprias. Mesmo sozinhas, tentam distrair-se, ocupar-se. Seja com o que for. Pode ser com um programa de televisão, a confecionar uma refeição ou a passear o cão. São pessoas que concebem objetivos e se esforçam por cumpri-los – metas simples, muitas vezes; coisas simples do dia-a-dia, como ler um livro, ver um filme ou comprar uma peça de roupa. Os objetivos podem ser maiores, como aprender a cozinhar, a fotografar ou a andar de bicicleta. Ou mais ambiciosos, como abraçar um ideal ou uma causa, como a defesa do ambiente ou a proteção de animais.

O importante é ter algo por que lutar, que desloque a energia interior (a vontade, a inteligência, a capacidade de empreender e realizar) para algo ou alguém exterior. Voltar-se para fora, para a vida, e não se ensimesmar com as suas perdas. Valorizar o que pode vir a ter e não o que não tem ou o que perdeu.”

“Pode não ser fácil conseguir isto – e, na verdade, não é – porque é uma forma nova de encarar as coisas, diferente daquela a que estamos habituados e que acabou por se tornar automática. Mas é possível. E as pessoas que o conseguem não são melhores do que nós. O que têm de diferente é o esforço que despendem para o conseguirem. E é o quererem fazê-lo.

Uma noite escura pode ser bela. Livres dos empecilhos que encandeiam e se interpõem entre nós e as estrelas, podemos deitar-nos (talvez sobre a relva, para melhor receber o seu aroma e para estarmos de mão dada com a Natureza), fechar os olhos por uns instantes e depois, como se por magia as cortinas de um palco se afastassem, abri-los e contemplar o céu estrelado.

Podemos sentir-nos muito pequeninos, muito insignificantes – e é verdade que o somos, perante a imensidão do Universo.

Mas também é possível criarmos a sensação – e, depois, apoderarmo-nos dela – de que fazemos parte de algo grandioso que está lá para nós, e estará para sempre.

Fridtjof Nansen nasceu na Noruega em 1861. Distinguiu-se como neurocientista (doutorou-se aos 27 anos com uma tese sobre a anatomia e histologia do sistema nervoso central), escritor, caminhante explorador e ativista político. Mas a sua maior realização foi outra. Enquanto a Europa lutava para se reconstruir após a Primeira Guerra Mundial, Nansen dirigiu a primeira grande operação humanitária da Liga das Nações, que consistiu na repatriação de 450 mil prisioneiros de guerra. Além disso, como primeiro Alto-Comissário para Refugiados da Liga das Nações, conseguiu que muitos outros refugiados se legalizassem e arranjassem trabalho nos países que os acolheram.

E quando a fome eclodiu na Rússia, também a seguir à guerra, organizou um programa de ajuda para milhões de vítimas.

Como reconhecimento destes feitos, Fridtjof Nansen recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1922. São deste homem notável, cujo nome foi imortalizado numa cratera na Lua e noutra em Marte, as palavras que se seguem:

“Assim que nos relacionamos com o ‘céu estrelado’, ele torna-se o mais fiel amigo nesta vida; está sempre lá, dá sempre paz e recorda-nos constantemente que a nossa inquietude, as nossas dúvidas e os nossos desgostos são trivialidades passageiras.”

 

Este artigo foi publicado na edição de verão da revista Líder. Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

Novos prémios para boas práticas de bem-estar nas empresas portuguesas

20 Junho, 2022 by Rita Saldanha

A primeira edição dos Wellbeing Awards distinguiu 10 organizações, em seis categorias, que através de parâmetros de avaliação se destacaram pelas ações e programas de promoção de bem-estar, saúde e felicidade dos seus colaboradores.

Estas foram as empresas vencedoras em cada uma das seis categorias:

  • Healthiest Company:  Untile, SAP Portugal e Celfocus
  • Wellbeing Program: Xerox Portugal, Randstad e EDP Energias de Portugal
  • Best Physical Wellbeing Strategy: Lipor
  • Best Mental/Emotional Wellbeing Strategy: Novo Nordisk Portugal
  • Best Engagement and Communication: Nestlé Portugal
  • Best Leadership and Culture of Wellbeing: EDP Energias de Portugal

 

Os prémios são uma iniciativa da Workwell, empresa de implementação de programas de e bem-estar nas organizações e da AGIS – Associação para a Gestão e Inovação em Saúde em parceria com a Aon e Multicare, e com o apoio científico da Universidade Europeia.

Com mais de 100 candidaturas recebidas de empresas de vários setores de atividade, os vencedores dos Wellbeing Awards na categoria Healthiest Company, prémio para a organização com colaboradores mais saudáveis, são: Untile, empresas até 250 colaboradores; SAP Portugal, empresas entre 251 e 1000 colaboradores; e Celfocus, empresas com mais de 1001 colaboradores. Na categoria Best Wellbeing Program, o prémio para o melhor programa de qualidade de vida e bem-estar corporativo, os vencedores são Xerox Portugal, empresas até 250 colaboradores, Randstad, empresas entre 251 e 1000 colaboradores, e EDP Energias de Portugal, empresas com mais de 1001 colaboradores. Foram também atribuídas menções honrosas nesta categoria a Novo Nordisk Portugal e Lipor, empresas até 250 colaboradores, REN e Vieira de Almeida, empresas entre 251 e 1000 colaboradores, e Nestlé Portugal e Jerónimo Martins, empresas com mais de 1001 colaboradores.

Foram entregues quatro prémios adicionais para as organizações que mais se destacaram na implementação de melhor estratégia de bem-estar físico, melhor estratégia de bem-estar mental/emocional, melhor envolvimento e comunicação e melhor liderança e cultura de bem-estar.

Na categoria Best Physical Wellbeing Strategy, a Lipor foi a empresa vencedora, Novo Nordisk Portugal foi a empresa que recebeu o prémio em Best Mental/Emotional Wellbeing Strategy, Nestlé Portugal foi a empresa galardoada na categoria de Best Engagement and Communication e EDP Energias de Portugal foi a empresa distinguida em Best Leadership

Mais informações aqui.

 

 

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Noelia Reina é a nova Diretora de Logística da Schneider Electric para Portugal e Espanha

20 Junho, 2022 by Rita Saldanha

A Schneider Electric anuncia a nomeação de Noelia Reina como nova Diretora de Logística da empresa para a zona Ibérica. Com experiência prévia em diversas funções de logística na empresa, Noelia assume a nova posição com o objetivo de consolidar a cadeia de abastecimento da empresa, uma das mais conectadas e sustentáveis do mundo.

A profissional desenvolveu toda a sua carreira profissional na Schneider Electric, onde começou como estagiária e depois ocupou os cargos de Responsável de Gestão de Pedidos e Responsável de Operações de Armazém, tendo a seu cuidado as atividades operacionais do centro logístico da empresa em Sant Boi, um dos mais importantes da Península Ibérica. Desde 2020 até ao presente, ocupava o cargo de Responsável de Qualidade e Satisfação do Cliente.

“A Schneider Electric criou uma Supply Chain 4.0, ou seja, uma cadeia logística inteligente, flexível e totalmente adaptável às necessidades dos clientes. Agora, a nossa missão é consolidar a sua conectividade e resiliência com base na digitalização, seguindo o propósito e a visão de transformação digital que nos guia. Para tal, continuaremos a trabalhar na descarbonização da nossa cadeia de abastecimento, rumo ao objetivo ‘net-zero’, e em maximizar a sua sustentabilidade,” comentou  a profissional.

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