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Titiana Barroso

«Tornar o Taguspark no Parque Mais Cívico da Europa», garante Eduardo Baptista Correia

3 Maio, 2021 by Titiana Barroso


A Cidade do Conhecimento, situada em Oeiras Valley, acaba de anunciar uma ambiciosa medida de revisão de remunerações que vem fixar o salário mínimo para todos os trabalhadores que prestam serviços ao Taguspark em 900 euros, uma valorização de 41,7% face ao salário mínimo nacional.

A medida, que se encontra em vigor desde junho, ao abrigo de uma política de remunerações definida para a Cidade do Conhecimento, foi finalmente concluída após um acordo alcançado com todas as empresas que prestam serviços de Limpezas, Jardins e Instalações Especiais ao Taguspark. Com a conclusão deste processo negocial, estão agora abrangidos por este acordo 22 profissionais.

“A conclusão deste processo de revisão das remunerações no Taguspark era algo que ambicionávamos há algum tempo. Esta medida enquadra-se no objetivo de tornar o Taguspark no Parque Mais Cívico da Europa e pretende implementar uma política de dignidade salarial para com aqueles que diariamente prestam serviços por conta de outrem nas nossas instalações. Procuramos que se estabeleçam salários que reconheçam o bom trabalho, fomentem a motivação e contribuam para condições de vida que ajudem a terminar com ciclos de pobreza e permitam maior dignidade para com quem trabalha”, afirma Eduardo Baptista Correia. O CEO do Taguspark reforça ainda a possibilidade deste processo de negociação com as entidades prestadoras de serviços, graças à sua abertura e sensibilidade para esta parceria.

O Taguspark é o maior e mais inovador Parque de Ciência e Tecnologia em Portugal, lugar de multinacionais, pequenas empresas inovadoras, startups e universidades.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

“Ser Feliz em Portugal” é no SUD Lisboa

30 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Entrar no SUD Lisboa Terrazza, embaladas pela inconfundível voz de Frank Sinatra, enquanto nos encaminham para um terraço cosmopolita num ambiente sofisticado, parece um sonho, mas foi o que nos aconteceu!

E quando, já confortavelmente sentadas em cadeirões de pele, pregamos os olhos na vista soberba – um Rio Tejo a poucos metros, barcos a pintar o azul a perder de vista e ainda a ponte 25 de Abril num pano de fundo ensolarado – o relógio desacelera o compasso para nos fazer usufruir de uma experiência sem pressas.


Suspeitámos que o que vinha a seguir só podia ser único (e seguro). E não nos enganámos!

Há uma lista extensa e original de cocktails e mocktails saborosos. À nossa mesa chegaram dois sem álcool. E a hospitalidade dos empregados é total, e sem cerimónias.

Afinal, estamos num dos destinos obrigatórios de Lisboa, que é muito mais do que um restaurante. Em julho completa quatro anos de vida, e já ganhou o estatuto de espaço multicultural com um ambiente elegante inspirado no lifestyle descontraído dos países do Sul da Europa.

É nesta redoma que nos deixamos ficar, não cedendo às tentações de ir espreitar e-mails ou agarrar o telemóvel. A vida agitada ficou de fora, aqui há tempo para apreciar a vista, mas também a nova carta do Chef Executivo Patrick Lefeuvre, que convida a degustar a frescura e a qualidade de pratos de autor de sabores mediterrânicos e os pratos de influência italiana.

Começámos pela Salada Contadina de Quinoa (com açafrão, cogumelos Portobello confitados, espargos, tomate cherry e beterraba chioggia em vinagrete de limão e picles de mostarda) e o Cremato de Fois Gras (numa terrina de foie gras caramelizada, ananás confitado em especiarias, mel e vinho do Porto com um crocante de balsâmico). Seguimos pela nova carta e escolhemos Peixe-Galo à la Meunière (o peixe corado, com um cremoso de couve-flor, chutney de tomate agridoce e condimento de azeitona Taggiasca, com notas de mar) e Coxa de Cabrito (confecionada em forno de lenha, bimis ao alho e cremoso de batata trufado). E não ficámos por aqui! A eleição das sobremesas já foi mais difícil, optámos pelo Créme Brûlée (de baunilha de Madagáscar Caramelizado) e o Mil Folhas (com ganache de baunilha e de pistáchio, couli de framboesa e raspa de lima, cumble de pistáchio e sorbet de morango), mas gostávamos de tudo. Foi divinal, e sem arrependimentos!

E para os apreciadores, há uma seleção de charutos, dos Montecristo simples aos Cohiba Siglo VI.

No interior do restaurante há ainda uma pequena mercearia com produtos gourmet, desde caviar a massas. Mas há também dois bares, uma cabine do DJ, ventoinhas coloniais, candeeiros imponentes e até mesmo o bengaleiro é afinal uma peça de design. Os pormenores são muitos neste edifício, e o Arquiteto António Pinto imprimiu um cunho cosmopolita, de um luxo que acolhe sem ser ostensivo.

E quando subimos a emblemática escadaria em caracol até ao primeiro piso chega-nos uma brisa de Saint-Tropez, um murmúrio de Mykonos e deparamo-nos com o SUD Pool Lounge, a piscina infinita com uma queda de água e a música house do DJ residente fazem-nos viajar até essas latitudes. Deste local, repleto de luz e energia, não restam dúvidas: estamos perante uma das vistas mais cobiçadas de Lisboa!

E se seguirmos pela ponte com o chão envidraçado vamos parar ao andar de cima do SUD Lisboa Hall, o edifício próprio para eventos, dotado de uma personalidade camaleónica, o espaço adapta-se à realização de eventos sociais (casamentos, aniversários, batizados) e corporativos (conferências, lançamentos de produto, balanços anuais).

E ficámos ainda a saber que o Terrazza era um dos locais cativos de Madonna em Lisboa, ou que um dos eventos internacionais da Omega trouxe a Cindy Crawford ao Hall. E são também locais de eleição de embaixadores e políticos.

O SUD Lisboa é o primeiro projeto fora do código genético da rede SANA Hotels e assume-se premium, eclético e multifacetado.

Ah! Mas não é tudo. Neste recanto a sul, assistimos ao despertar da tarde e restaurámos as energias, quase sempre com os olhos colados no azul do Rio. Haverá lá melhor experiência?

Texto TitiAna Amorim Barroso
© SUD

Arquivado em:Leading Life

Podemos escolher ser “melhores” para o mundo

30 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Numa apresentação às nossas lideranças sobre Sustentabilidade, o convidado externo dizia o seguinte: “em vez de sermos os maiores do mundo, que tal sermos melhores para o mundo?”.

Adaptando, à nossa responsabilidade como líderes, em vez de trabalharmos para as nossas empresas se transformarem nas maiores do mundo, talvez devêssemos trabalhar para que venham a ser melhores para o mundo. Este corolário convida a que a Sustentabilidade saia das apresentações inspiradoras dos CEO e dos gestores e passe para o concreto do terreno. Tem de fazer parte das operações diárias das organizações e dos processos de decisão das pessoas – de cada pessoa. É nesta chamada-à-ação que as lideranças têm um papel decisivo. Mais que ativistas, as lideranças devem ser ativas e consequentes pelo menos no seu âmbito de atuação. Por esta razão deixo alguns pontos críticos – haverá mais, com certeza – para fazer acontecer este propósito de cuidarmos melhor do mundo.

  1. Ser, antes de parecer

A ambição comanda a vida, já dizia o poeta. Parecer – apenas – pode até inspirar momentaneamente, acelerar, arrebatar o curto prazo, mas tem um tempo curto. A reputação é a primeira a perecer, seguindo-se a estrutura humana a quem é colocado o desafio da Sustentabilidade, de forma continuada. Por isso, falar de Sustentabilidade exige ação concreta, tendo as lideranças de dar o primeiro passo. A credibilidade duma organização ou comunidade, com a Sustentabilidade, assenta no que se faz, já hoje. Ser!

  1. Ação omnipresente

Ser, implica tornar o tema da ação omnipresente, em todos os atos de vida pessoal e profissional.

É importante transformar as empresas e organizações em espaços de atuação que dão o exemplo para toda a sociedade, fazendo com que as pessoas que as integram vivam esses espaços de forma genuína e intensamente. Ser transacional no trabalho, quando a empresa tem um propósito eminentemente transformador e humano, fragiliza qualquer ideal de liderança e, consequentemente, coloca em causa o objetivo da Sustentabilidade. As pessoas vivem de forma integrada o lado pessoal e profissional, e as empresas devem ter esta perspetiva presente, sabendo que as comunidades são também elas intradependentes.

  1. KPI – métricas de Gestão – em concreto

    A adoção de indicadores concretos, como barómetros efetivos de gestão da Sustentabilidade – de longo, médio ou de curto prazo – é uma inevitabilidade para as organizações mais proficientes. Mais que os scorecards tradicionais, a incorporação de métricas que toquem nas diversas dimensões críticas de performance de Sustentabilidade de uma empresa, para além do balanço normal, são necessários para que os valores possam reger o seu valor económico e de Sustentabilidade de longo prazo. O que queremos garantir que acontece, deve ser medido, definindo objetivos de longo prazo, mas monitorizando as evoluções de curto prazo.

  2. Comunicação efetiva e consciência coletiva

Podemos discutir se all starts with why ou with who. No entanto, para que seja claro o nosso propósito, o what é incontornável. O que fizemos, o que estamos a fazer, e o que vamos fazer. O how e o when, merecendo cada vez mais criatividade para a devida diferenciação, é trabalho infinito para as lideranças e suas equipas, e até dos acionistas, na vigilância diária da obra feita todos os dias. Comunicação 360º, que garanta o alinhamento de todos: colaboradores, clientes, acionistas.

Sobre Sustentabilidade Ambiental, as metas que definimos entre 2009 e 2020, como a redução da intensidade carbónica em 30%, foram atingidas. Renovámos objetivos e medidas concretas alinhados com os objetivos definidos no Acordo de Paris, de limitar o aquecimento global a dois graus, e no Pacto Ecológico Europeu, de alcançar a neutralidade carbónica em 2050. Em Portugal, as iniciativas no nosso grupo estão hoje a multiplicar-se em escala, com as nossas pessoas, empresas, clientes e parceiros.

Em 2020, o Grupo VINCI emitiu com sucesso um Green Bond de 500 milhões de euros, com vencimento em novembro de 2028. Os rendimentos desta obrigação destinam-se a projetos com impacto positivo no ambiente e enquadrados na estratégia do Grupo: agir a favor do clima, otimizar recursos graças à economia circular e preservar os ambientes naturais. Já em abril deste ano, será ainda apresentado, em Paris, o Plano de Transição Ambiental na nossa Assembleia Geral de Acionistas, numa iniciativa singular nas empresas do CAC40.

Sobre Sustentabilidade Social, numa nota mais local, destaco o papel do Programa VINCI para a Cidadania. Num dos piores anos dos tempos recentes, em vésperas de uma crise económica sem precedentes, este programa – combinado com um excecional Fundo de Emergência – entregou cerca de 750 mil euros ao terceiro setor em Portugal. Mais de 30 iniciativas, focadas no acesso ao emprego, à habitação, na mobilidade solidária, e na intervenção em bairros sociais prioritários, estão hoje em desenvolvimento, com acompanhamento permanente e direto dos nossos colaboradores.

Sobre Sustentabilidade Económica – porque é do bom desempenho económico que sai o sustento para esta concertada ação ambiental e social – deixo a principal nota de reconhecimento, pelo desenvolvimento da VINCI Energies Portugal.

A nossa ímpar rota de crescimento, traduzida em maior investimento reprodutivo – e diferenciado – e mais emprego de qualidade em Portugal – ao serviço da transição energética e transformação digital – só tem um binómio como fórmula: talento e confiança. Somos hoje mais de 1800 pessoas, e vamos ser muitos mais nos próximos anos. Temos cerca de 250 vagas em aberto à espera de talento nacional qualificado, mas, essencialmente, apostado na transformação e no longo prazo. Apostado em Ser.

“Serving a useful purpose and caring for the Planet” foi mais que um mote lançado há algum tempo no nosso Grupo. É algo vivido intensamente com ação, comunicação e particular consciência. É algo inerente ao nosso ser, medido essencialmente no exercício dos nossos valores, que nos torna a force for good. Em vez de querermos ser a maior empresa do mundo, escolhemos ser uma empresa melhor para o mundo.


Por Pedro Afonso, CEO da VINCI Energies Portugal

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Documentários a não perder sobre Sustentabilidade

30 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Algumas sugestões da Líder para ver e no final poder contribuir na sua vida para um mundo mais sustentável. Salvar o Planeta é mais do que um chavão político, é uma urgência humanitária global.


O Sal da Terra

Realizado por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, segue o trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado que nos últimos 40 anos viajou por todos os continentes, na pegada de uma humanidade sempre em mutação e testemunhou alguns dos maiores eventos da nossa História recente, conflitos internacionais, a fome e o êxodo. A vida e o trabalho de Sebastião Salgado são-nos revelados pelo filho, Juliano, que o acompanhou nas suas últimas viagens, e por Wim Wenders, também ele fotógrafo. O Sal da Terra estreou mundialmente no Festival de Cannes, onde recebeu uma Menção Especial do Júri da secção Un Certain Regard. Deste documentário fica a esperança na natureza através do projeto de reflorestação que Sebastião Salgado desenvolve no Brasil através da fundação chamada Instituto Terra.


Lixo Extraordinário

Acompanha durante dois anos o desdobramento do trabalho do artista plástico Vik Muniz no maior aterro sanitário do mundo, no Jardim Gramacho, município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro. A proposta inicial do artista era produzir retratos dos catadores que trabalham no aterro, mas acaba por ganhar outra dimensão devido à maneira profunda e sensível com que Vik Muniz se relaciona com os seus retratados. Lixo Extraordinário é um filme que mostra o estatuto da arte e a questão do lixo na sociedade contemporânea, o árduo trabalho realizado pelos catadores e a possibilidade de transformação que a mudança da perceção artística pode proporcionar. O documentário foi nomeado para o Óscar de melhor documentário em 2011.


O Nosso Planeta
Este é um documentário onde podemos rever David Attenborough e partilhar as suas preocupações com o que tem acontecido ao nosso Planeta nos últimos anos. O próprio testemunha o impacto dessas alterações climáticas e mostra a sua preocupação com o rumo que as coisas estão a levar se nada fizermos entretanto. Deixa-nos um repto final e uma mensagem muito concreta de esperança. Se fizermos o que recomenda podemos ainda salvar o nosso Planeta e a Humanidade.

 

 


Seaspiracy
Este é o documentário mais recente lançado pela Netflix sobre o impacto ambiental da indústria pesqueira global. Faz uma abordagem profunda sobre a destruição que a indústria está a causar nos ecossistemas marinhos e também o papel da utilização massiva dos plásticos que desafiam o conceito de “pesca sustentável”.

 

 

 


Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade
Um trabalho notável de Leonardo DiCaprio, que através deste documentário mostra como a agropecuária intensiva causa impactos negativos aos recursos naturais do Planeta e por que essa crise tem sido ignorada por grandes grupos ambientalistas. A obra também oferece um caminho para a sustentabilidade global ao levar em conta uma população crescente.

 

 

 


The True Cost

Aborda os problemas da produção de moda em países como China, Vietname, Índia e Bangladesh, e revela como subcontratados são pressionados para manter preços baixos e produção alta para grandes marcas e empresas. Realizado por Andrew Morgan, conta com a participação de Stella McCartney, Vandana Shiva, Safia Minney, Lucy Siegel e muitas outras personalidades da moda e do ambientalismo.

 

 


Uma Verdade Inconveniente
Vencedor de um Óscar de melhor documentário, o filme é baseado em apresentações sobre mudanças climáticas que o ex-Vice-Presidente americano Al Gore fez no mundo inteiro durante os últimos anos. O trabalho consiste na apresentação de dados e teorias sobre o aquecimento global. A teoria defendida por Al Gore é de que o gás carbónico gerado pelos seres humanos tem contribuído drasticamente para a elevação da temperatura média da Terra.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

«É preciso investir ativamente no autocuidado», alerta Paula Fernandes (Microsoft)

30 Abril, 2021 by Titiana Barroso


Após um ano em que o mundo do trabalho se transformou numa dinâmica remota e digital, os sinais de cansaço e de redução de produtividade começaram a surgir, ao mesmo tempo que se tornou evidente que a partir de casa trabalham-se mais horas e por períodos mais longos, sem intervalos.

Através da análise das ondas cerebrais, por eletroencefalograma (EEG), é possível compreender o impacto das reuniões e horas de trabalho consecutivas na saúde mental e bem-estar das pessoas. Foi que o fez a Microsoft, apresentando agora as principais conclusões do estudo Work Trend Pulse Report que vem reforçar a importância de pausas para a saúde mental dos colaboradores.

A investigação foi levada a cabo pelo Human Factors Lab da Microsoft com a monitorização de 14 pessoas que enquanto participavam em videoconferências usavam um equipamento de EEG para registar a atividade elétrica dos seus cérebros.

Entre as principais conclusões do estudo destaca-se a importância das pausas, em particular num contexto pautado por reuniões consecutivas que se traduzem em maiores níveis de stress, pressão e cansaço e numa menor capacidade dos colaboradores em gerir o seu trabalho.

De acordo com Paula Fernandes, Diretora de Colaboração e Produtividade na Microsoft Portugal, “no atual modelo de trabalho remoto e híbrido, uma tendência futura incontornável, é preciso investir ativamente no autocuidado, criando condições para que as pessoas possam fazer as necessárias e saudáveis interrupções nas suas rotinas diárias, nutrindo-se física e psicologicamente”.

“Se por um lado, as pessoas desejam maiores níveis de flexibilidade, que o modelo de trabalho híbrido assegura, também é certo que desejam fazê-lo de forma confortável e equilibrada. A tecnologia tem aqui um importante contributo, ao ajudar a equilibrar a balança. Isto terá consequentemente impacto nos níveis de concentração, envolvimento e entrega dos colaboradores, pelo que é importante assegurar que as duas dimensões caminham lado a lado”, reforça ainda.

Estratégias para fazer pausas bem-sucedidas e vencer o cansaço

O estudo deixa algumas dicas baseadas em pesquisas sobre como encontrar um tempo para fazer uma pausa, aproveitando ao máximo os momentos de descanso e tornando as reuniões mais eficazes.

  1. Há que mudar a mentalidade de que é mais produtivo trabalhar consecutivamente. Não é verdade. As pausas longe do computador devem ser uma parte essencial da rotina diária de trabalho.
  2. A meditação é uma forma eficaz de relaxar e recarregar as energias entre as reuniões, mas outros estudos mostram que a atividade física, como caminhar, também é benéfica.
  3. O tempo é um bem escasso e valioso e podemos ganhar mais tempo para pausas com outros modos de comunicação. Antes de agendar uma videochamada, faça uma pausa e pergunte: é preciso realmente fazer uma reunião sobre este assunto?
  4. Torne as reuniões mais intencionais. As melhores – e geralmente as mais curtas – reuniões são aquelas pensadas com detalhe. Criar e enviar uma agenda com antecedência, ser rigoroso sobre quem comparece, começar e acabar na hora certa e fazer a transição para uma recapitulação dos cinco minutos finais irá tornar mais fácil atingir os objetivos em muito menos tempo.
  5. Envolver os participantes. Em reuniões virtuais, pode ser difícil envolver e manter a energia entre as pessoas. A figura do moderador ajuda a garantir que os participantes em modo remoto se sintam incluídos.

A adaptação da tecnologia às pessoas – produtos e práticas

O estudo revela também que é possível reverter este cenário de stress e cansaço, precisamente através da tecnologia, capitalizando o seu potencial na criação de pausas de forma mais automatizada e equilibrada.

Para tal, contribuem as configurações do Microsoft Outlook que disponibilizam às empresas e aos seus colaboradores opções personalizadas que permitem definir padrões de agendamento que encurtam as reuniões e criam pausas automaticamente.

Também a plataforma colaborativa Microsoft Teams disponibiliza novas funcionalidades focadas no bem-estar. Entre elas destacam-se: a aplicação “Reflection”, muito utilizada em contexto educativo e que pretende ajudar a identificar padrões emocionais e a sua evolução ao longo do tempo, permitindo desta forma ao utilizador perceber o que está a sentir; a funcionalidade “Send praise”, que promove a partilha de elogios entre colegas, através da ativação de lembretes que visam apoiar a construção e partilha de comportamentos de gratidão; e ainda o “virtual commute”, que pretende ajudar os utilizadores a concluir as suas tarefas no final de um dia de trabalho, apoiando uma transição mais tranquila para o seu tempo pessoal – as duas últimas funcionalidades Viva Insights, disponíveis no Microsoft Teams.

A Microsoft revela ainda que no final deste ano, a aplicação Viva Insights contará com a integração de um conjunto de meditações guiadas e outras experiências mindfulness do Headspace, com o objetivo de ajudar as pessoas a desligarem a sua mente do trabalho à noite ou tão simplesmente a relaxarem antes de uma grande reunião ou a concentrarem-se para um projeto importante.

Arquivado em:Notícias, Saúde

Regresso ao escritório: As quatro personas que nasceram da Pandemia  

30 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Após um ano de novos hábitos e rotinas, as vacinas trazem a promessa de um regresso à normalidade e aos espaços físicos e escritórios de milhares de empresas. A verdade é que nem todos querem voltar ao que era antes, e o grande desafio para empresas e líderes é a construção de um local de trabalho do futuro. Para Mary Bilbrey, Diretora Global de Recursos Humanos da empresa de serviços imobiliários JLL, identificar as quatro personas que sobressaíram durante a Pandemia é a chave para construir uma equipa dinâmica pós-COVID.

Chegou o momento de assumir a flexibilização do local físico de trabalho, em que o modelo híbrido tornou-se uma proposta de valor para os colaboradores.

Num artigo publicado pela Fast Company, Mary Bilbrey, revela os quatro tipos de personalidades no trabalho que o irão ajudar a idealizar o escritório do futuro.

  1. O trabalhador de escritório tradicional

Esta pessoa está pronta para voltar ao escritório. Provavelmente, antes da Pandemia, já não trabalhava em casa e agora irá querer ficar no escritório a maior parte do tempo. Este tipo de colaborador não é atraído pela flexibilidade ou desfasamento de horários. O desafio é saber se será capaz de gerir uma equipa e reconhecer os diferentes tipos de personalidade que a compõem.

  1. O amante da experiência

Este perfil já queria a flexibilidade antes da Pandemia. Embora valorize a sua comunidade no local de trabalho, sente maior envolvimento, realização e níveis de autonomia quando passa tempo longe do escritório, onde quer ir dois a três dias por semana. O desafio para os líderes é saber como gerir alguém que está a trabalhar a partir de casa de forma a não transtornar os outros elementos da equipa.

  1. O obcecado pelo bem-estar

Estes trabalhadores valorizam o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal e a saúde. Antes da Pandemia, já eram a favor do trabalho remoto e das curtas deslocações para o escritório, permitindo um bom equilíbrio entre as suas prioridades pessoais e profissionais. Em comparação com o amante da experiência, o obcecado pelo bem-estar quer ficar mais tempo em casa, indo ao escritório um ou dois dias por semana. Este tipo de personalidade, muito comum na área do Digital e Tecnologia, precisa de uma empresa que lhe permita criar esse equilíbrio.

  1. O espírito livre

O espírito livre tem como principal prioridade passar tempo com a família preferindo trabalhar remotamente a tempo inteiro. Eventualmente desloca-se ao escritório para uma reunião ou compromisso especial, mas não quer algo regular ou fixo. Neste tipo de personalidade, o desafio para os líderes é garantir que estes colaboradores se sintam ligados e incluídos nas equipas de trabalho.

Como tirar vantagens das personalidades no local de trabalho

Na perspetiva da Gestão de Pessoas é fundamental manter os colaboradores envolvidos e ligados entre si, sendo que o escritório desempenha um papel no restabelecimento da cultura e na promoção da colaboração e da inovação. É necessário, para isso, ter os recursos certos.

Em dinâmicas híbridas, o amante da experiência, o obcecado pelo bem-estar e o espírito livre contam com a tecnologia para poder colaborar com os colegas que estão no escritório ou que também trabalham remotamente, sendo necessário garantir ferramentas como plataformas de videoconferência e gestão de projetos.

Não oferecer flexibilidade faz correr o risco de perder os colaboradores para outras empresas que o façam. Uma organização torna-se atrativa quando partilha os valores dos seus colaboradores e se preocupa com o seu bem-estar. Para que os líderes conheçam os diferentes tipos de personalidade nas suas equipas, têm de saber quais as preferências dos seus trabalhadores ouvindo as suas questões e fazendo as perguntas certas.

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