A 23 de agosto de 1939 Hitler e Estaline assinaram um pacto de não-agressão. Oito dias depois Hitler lançou os seus exércitos contra a Polónia. A história está bem contada num livro de Manuel S. Fonseca, oportunamente acabado de lançar, O Pacto Nazi-Soviético (Guerra e Paz). Em 2025, a História, que não se repete, parece […]
A 23 de agosto de 1939 Hitler e Estaline assinaram um pacto de não-agressão. Oito dias depois Hitler lançou os seus exércitos contra a Polónia. A história está bem contada num livro de Manuel S. Fonseca, oportunamente acabado de lançar, O Pacto Nazi-Soviético (Guerra e Paz). Em 2025, a História, que não se repete, parece ressoar.
Desta vez é Trump que vem dar a mão ao amigo Putin. (Pensei que Trump 2.0 viesse a ser mau; está a ser pior). A ideia de uma Lebensraum continua a emocionar os imperialistas. Desta vez, mais que o trigo ou o petróleo, os autocratas sonham com terras raras. A tese da maldição dos recursos não perde validade num mundo em mudança. Despertou aquilo que o Financial Times descreveu como a visão predatória de Trump.
Perante este pacto, a Europa deve assumir-se como grande potência. Que é. Deve ser mais realista e menos sonhadora e juntar hard power ao seu poder macio. E talvez seja tempo de nós, europeus, pensarmos na Europa como nossa pátria federal. Grandes desafios necessitam de grandes soluções. Como também dizia o FT a propósito da ausência da Ucrânia e da Europa das reuniões Trump/Putin, se não se está à mesa faz-se parte da ementa. Para refletir, dediquemo-nos ao livro de Manuel Fonseca enquanto vamos pensando no assunto.
