Os incontáveis avanços das transformações tecnológicas nos comportamentos de consumo, levam as marcas a perceberem a necessidade de incorporar atributos humanizados. A este fenómeno designamos, habitualmente, como “antropomorfismo das marcas”. Esta temática tem vindo a tornar-se predominante na literatura e, muitas vezes, o conceito é confundido com o de “personalidade da marca”. Para mim, são […]
Os incontáveis avanços das transformações tecnológicas nos comportamentos de consumo, levam as marcas a perceberem a necessidade de incorporar atributos humanizados. A este fenómeno designamos, habitualmente, como “antropomorfismo das marcas”. Esta temática tem vindo a tornar-se predominante na literatura e, muitas vezes, o conceito é confundido com o de “personalidade da marca”. Para mim, são conceitos que em si se tornam, absolutamente, distintos.
Tal como acontece nos relacionamentos interpessoais, os indivíduos estabelecem relações emocionais com as marcas que fazem parte das suas vidas. E embora os consumidores interajam com milhares de produtos e marcas durante as suas vidas, tendem a desenvolver algum tipo de apego emocional com um (muito) reduzido número de marcas.
Na minha conceção, o consumidor contemporâneo procura na personalidade da marca aqueles que são os valores humanos. Quando falamos de valores, falamos de conteúdo. Quando falamos de características humanas ou antropomórficas, falamos de forma. Ora, como em tudo na vida, são os valores humanos que nos permitem construir relacionamentos marcados pela confiança, integridade, respeito, ética, amor e lealdade.
E todos sabemos que, a lealdade emocional – quer seja com pessoas, quer seja com marcas – é sempre (e apenas) estabelecida pelo conteúdo. Não pela forma.
Este artigo foi publicado na edição nr16 da revista Líder.
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Por Vânia Guerreiro, Diretora de Marketing e Comunicação da iServices

