A atração, retenção de talento e a felicidade dentro das organizações em muito se relaciona com a temática de employer branding, como a marca positiva que as empresas constroem e a forma como se apresentam no mundo. Employer branding trata da reputação do empregador, o valor que pode oferecer ao funcionário, e o que o […]
A atração, retenção de talento e a felicidade dentro das organizações em muito se relaciona com a temática de employer branding, como a marca positiva que as empresas constroem e a forma como se apresentam no mundo.
Employer branding trata da reputação do empregador, o valor que pode oferecer ao funcionário, e o que o distingue da concorrência e o torna mais apelativo, e que existirá sempre, quer a empresa faça alguma coisa ou não. Independentemente de estar situado na área dos Recursos Humanos ou na área do Marketing e Marca, o crucial é tratar como se fosse uma forma de Marketing. Por muito que os objetivos, a mensagem e as audiências sejam distintos, é comum o fator da atração e necessidade de reter.
O encontro “Employer Branding – A Cultura de uma empresa COME a melhor estratégia ao Pequeno Almoço”, promovido pelo ISCTE Executive Education, incentivou à discussão que contou com a participação de Joana Garoupa, autora e Diretora Geral da Fundação Galp e Francisco Lopes, Coordenador do Fórum Educação e Mudança, com a moderação de Paulo Martins, Head of Overall Market do ISCTE Executive Education.
Partilhando o seu percurso profissional, Joana Garoupa, teve em consideração o reconhecimento da marca e as condições infraestruturais que eram oferecidas para a escolha do local de trabalho, até que, no ano de 2017, um sentido de propósito se juntou às suas razões, quando foi para a Galp. “A minha decisão foi claramente influenciada pelo facto de ser uma marca portuguesa, com uma grande ligação histórica e emocional a todos nós (…) tenho recordações muito felizes com o meu pai a pôr gasolina no carro”, partilhou.
Estes mesmos exemplos vão de encontro ao que é a disciplina do employer branding e o que é a tecnicidade de trabalhar na área, seja no tema da imagem, às entidades empregadoras, “tudo, na realidade, são fatores que nos levam a decidir enveredar ou não, aceitar ou não, os desafios das empresas”.
Francisco Lopes afirmou “acima da estratégia de qualquer empresa está a visão dos fundadores subjacentes à mesma e o enquadramento dos padrões éticos e legais vigentes à altura”, e questionou Joana Garoupa sobre o que tinha mudado na relação entre empregador e empregado. A resposta foi a alteração de designar os “empregados” para “funcionários”, e mais tarde para “colaboradores”, reconhecendo-se uma evolução na forma como as pessoas são atualmente geridas. Em suma, com o tempo os trabalhadores passaram, também eles, a ser vistos como parte do valor e da cultura da empresa.
A diversidade etária no local de trabalho é hoje vista como um dos temas importantes para o employer branding. Joana Garoupa realça a forma como “hoje convivem nas empresas tantas idades, desde pessoas com 60 anos com muita experiência acumulada, com os miúdos de 20 anos que acabaram de entrar, completamente verdes, mas com ideias e perspetivas novas”. Sendo que esta nova geração vem incentivar nas empresas os tópicos do impacto ambiental, a colaboração, a inclusão, e a importância da inteligência emocional, entre outros.
Por Patrícia Monsanto


