Caro leitor(a), por favor não me interprete mal pelo título, pois sou um acérrimo defensor da sustentabilidade, inevitável se queremos dar futuro às próximas gerações, e da inovação pois só assim é que uma sociedade evolui. É por estes temas serem tão importantes que estão tão em voga sendo escritos e reescritos tantas vezes, não […]
Caro leitor(a), por favor não me interprete mal pelo título, pois sou um acérrimo defensor da sustentabilidade, inevitável se queremos dar futuro às próximas gerações, e da inovação pois só assim é que uma sociedade evolui.
É por estes temas serem tão importantes que estão tão em voga sendo escritos e reescritos tantas vezes, não sendo necessário maçá-lo(a) com mais uma opinião sobre quão o necessário é inovar e da importância da sustentabilidade.
Escrevo-lhes então para partilhar alguns dos segredos que estão na origem daquela que tem sido uma bem-sucedida experiência empresarial de 35 anos que vai agora na 2ª geração, que se constitui como a melhor empresa portuguesa do seu setor e até do mundo, dito pelos vários clientes internacionais.
Essa “experiência” empresarial dá-se pelo nome por extenso de Casa do Marquês Hotelaria S.A., tendo nascido em 1989 num escritório de 30m2 dum desconhecido centro comercial em Algés, e foi crescendo até se tornar líder mercado, posição onde permanece há mais de 24 anos, tendo inclusive sido distinguida este ano por uma reputada revista de negócios como a melhor empresa na área de alojamento e restauração.
Mas por detrás desse sucesso, está claro, muito trabalho aliado a talento, mas se tenho de eleger as causas, começaria por destacar algo muito simples: cumprir o combinado, e, em tudo! Cumprir com o que se combina com os clientes, com os colaboradores no final de cada mês mas também no dia a dia, e não esquecendo, com os fornecedores. Ou seja, é fácil, dá-se a palavra e cumpre-se!
E cumprir com os compromissos tem várias vantagens, das quais destaco uma: é que depois também se pode exigir. Embora a palavra exigir soe pouco politicamente correta, considero-a a mais acertada, porque dela deriva outra: exigência.
A conclusão afigura-se óbvia: a cultura de exigência tem a sua origem no cumprimento daquilo que combinamos. A disciplina de nunca se falhar com os compromissos é a base, diria, para tudo na tudo vida.
Aliada a esta obsessão por cumprir com o que se combina e exigir o mesmo, há também uma ambição em ser melhor todos os dias, não só individualmente, mas sobretudo no plano coletivo, enquanto equipa, remando na mesma direção comungando da mesma vontade de sucesso. Aqui o papel principal vai para o líder, que deve motivar as equipas, um pouco à semelhança do que acontece no desporto em que o treinador é responsável por estimular os atletas para todos juntos atingirem resultados.
O líder duma organização, seja empresarial ou desportiva, é responsável por assegurar resultados, como todos sabemos, mas para tal também tem de ser credível, senão arrisco dizer que terá pouco futuro. Mas nesta questão confesso que ultimamente com o ressurgimento de movimentos populistas que começo a colocar em causa se a credibilidade num líder hoje pode ser confundida mais com soundbytes do que com conteúdo. Ainda assim prefiro acreditar que havendo conteúdo comunicado com convicção continua a ser incontornável para a credibilidade a longo prazo dum (bom) líder.
E, caro leitor(a), espero que o(a) possa ser do seu interesse saber alguns dos segredos do sucesso duma empresa líder na área de catering e eventos, e como teve oportunidade de verificar, cumpri com o combinado, não escrevi nem sobre inovação ou sustentabilidade. Como vê, cumprir o combinado é fácil!

