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Denise Calado

Estão abertas as candidaturas para a escolha dos professores mais inovadores

15 Maio, 2023 by Denise Calado

Estão abertas as candidaturas o Programa Microsoft Innovative Educator Expert (MIEE), referente ao ano letivo 2023-2024 e que decorrem até ao dia 26 de junho. A iniciativa tem como objetivo reconhecer os professores mais inovadores de cada país pelas melhores práticas de adoção e transformação digital no setor da Educação.

Em Portugal, no último ano, o programa reconheceu 297 professores inovadores, entre os quais 60% são mulheres, de 77 agrupamentos – 36 escolas públicas e 31 escolas privadas. Globalmente, existem cerca de 30 mil Microsoft Innovative Educator Experts.

Após a formalização das candidaturas, a decorrer até dia 26 de junho, os profissionais serão selecionados pelo representante regional da Microsoft com base nas respostas ao formulário de autonomeação, no nível de inovação e utilização das ferramentas da Microsoft descritas na atividade de aprendizagem e no nível de detalhe de como tornar-se parte do programa terá impacto tanto no ensino, como na aprendizagem dos estudantes.

Ao serem reconhecidos pelo Programa MIEE, os professores selecionados passam a integrar uma comunidade mundial exclusiva, que está constantemente a aprender, a crescer e a trabalhar em conjunto com outros profissionais da área, partilhando ideias e desafios, no sentido de, através da tecnologia, mudar a vida dos estudantes e construir um mundo melhor.

 

A tecnologia não é o objetivo, mas sim um meio para alcançar o objetivo – uma Educação mais eficaz e relevante. O Programa MIEE não é apenas sobre usar tecnologia em sala de aula, é sobretudo como ser um líder educacional que está comprometido em proporcionar experiências de aprendizagem envolventes e transformadoras para os alunos. Esta iniciativa é uma oportunidade de explorar ferramentas avançadas e aprender a usá-las de maneira criativa e eficaz, bem como ter acesso a uma comunidade global de educadores inovadores, onde aprender é a ordem do dia e onde se partilha ideias para transformar a educação e preparar os alunos para o futuro

Teresa Dâmaso, Education Lead da Microsoft Portugal

 

Viajar pelo mundo inteiro é a melhor forma de aprender com os outros e ter acesso a conhecimentos únicos que nos tornam melhores profissionais e cidadãos globais. Ser MIEE é ter a oportunidade de fazer essa viagem ao lado de educadores inspiradores e extraordinários. Dez anos depois de ter iniciado este percurso no Encontro Global da Microsoft em Praga, ainda hoje acompanho educadores de todo o mundo, que me ensinam e que partilham os seus percursos de inovação na educação que nos une

Luís Fernandes, reconhecido pelo Programa MIEE

 

 

Mais informações sobre as candidaturas aqui.

Arquivado em:Inovação, Notícias

Hugo Rosa Ferreira é o novo Chief Strategy Officer da Doutor Finanças

15 Maio, 2023 by Denise Calado

Hugo Rosa Ferreira é o novo Chief Strategy Officer (CSO) da empresa especializada em finanças pessoais e familiares, Doutor Finanças.

O responsável, que era já Partner e Board Member da empresa desde 2021 e assumia a coordenação da área de Apoio às Empresas, acumula o novo cargo com o objetivo de assegurar o crescimento a longo-prazo. Hugo Rosa irá trabalhar com o CEO, a Comissão Executiva e as Direções no desenvolvimento da visão e da estratégia da organização.

Com 25 anos de experiência profissional, entre 2012 e 2020, foi o sócio responsável pela área de Direito Financeiro na PLMJ. Hugo Rosa Ferreira é licenciado em direito pela Universidade de Lisboa e tem um MBA, pelas Universidades Católica e Nova.

O Hugo tem dado contributos significativos, tanto enquanto membro do Board, como na criação da área de Apoio às Empresas. Agora, com este novo papel, o Doutor Finanças irá trabalhar de um modo estruturado a sua estratégia empresarial, de forma a estarmos melhor preparados para os desafios e as oportunidades do mercado. Estamos muito contentes com esta nomeação e temos muita confiança na nossa Comissão Executiva, que está cada vez mais consolidada e robusta

Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças

Estou muito motivado com esta nova função que acaba por ter um papel muito agregador na empresa. A definição da visão estratégica e a comunicação da mesma a todas as nossas pessoas e stakeholders que fazem parte da esfera de atuação da empresa para que tudo esteja alinhado, é um desafio. Com a ajuda de toda a equipa estou mais do que confiante para assumir esta nova posição

Hugo Rosa Ferreira, Chief Strategy Officer da Doutor Finanças

Arquivado em:Notícias, Pessoas

A Influência da Emoção na Performance

12 Maio, 2023 by Denise Calado

A influência da emoção na performance só acontece quando nos dispomos a abandonar os nossos defeitos. É a partir da superação dessas falhas e da purificação que a verdadeira evolução acontece. A emoção é acordarmos todos os dias dispostos a conseguir aquilo que almejamos. Atravessar o medo pela vontade de vencer e transformar a nossa motivação no combustível do sucesso. Tenta descobrir o que pretendes em cada página deste livro, vai buscar às tuas memórias (pessoas, espaços e objetos), tenta fechar os olhos e calcular o impulso da emoção.

Arquivado em:Livros e Revistas

A Vulnerabilidade dos Invulneráveis

12 Maio, 2023 by Denise Calado

A incapacidade para assumir vulnerabilidades é uma das maiores vulnerabilidades das lideranças. Ninguém é de ferro. E os super-humanos existem apenas na ficção. Não devia, por isso, surpreender-nos o que ocorreu com o nosso compatriota Horta-Osório quando, ao leme do Lloyds Bank, entrou em burnout que o impeliu a uma baixa médica por alguns meses. Ele próprio reconheceu que se dedicara à instituição de um modo “demasiadamente sério”, prejudicando a sua vida familiar e a sua saúde. Assumiu também, baseado na sua experiência, que é necessário acabar com o tabu acerca da doença mental no trabalho. E reconheceu a mudança que terá operado em si próprio: a sua autoimagem de carvalho inquebrantável deu lugar a um autorretrato de palmeira que se dobra perante a tempestade para não quebrar e voltar a pôr-se firme quando a acalmia regressa.

Infelizmente, vivemos num mundo obcecado com a liderança heroica. Esta obsessão ilude as próprias lideranças ao ponto de as conduzir ao esgotamento, à privação do sono, ao stress continuado, e mesmo ao suicídio.

Também perversamente, as lideranças incapazes (ou receosas) de assumirem as suas vulnerabilidades comportam-se como seres omniscientes, repletos de certezas – mesmo, ou sobretudo, em momentos de enorme incerteza ou vulnerabilidade, como uma crise pandémica. Naturalmente, a realidade emergente incumbe-se de contrariar essa aparência – e, de duas uma: a liderança perde credibilidade, ou persiste na “receita” para não perder a face. Vítimas da ilusão somos também todos nós que projetamos esperanças desmesuradas sobre lideranças salvíficas, em vez de nos bastarmos com lideranças normais – ou seja, humanas.

A resiliência requer capacidade de assumir vulnerabilidade

Teríamos todos muito a beneficiar se fossemos mais realistas acerca da natureza humana e projetássemos expectativas mais razoáveis acerca das capacidades das lideranças. A prudência em vez da autoconfiança desmesurada, a humildade em vez da soberba, a assunção do erro em vez do medo de parecer falível – eis conceções que precisamos que as nossas lideranças desenvolvam, e que conviria que mais valorizássemos em quem as pratica. Para não sucumbirem às tempestades e manterem a sua resiliência, as lideranças necessitam também da sabedoria que lhes permite “parar” no momento certo, sem receio de parecerem fracas.

Dessa sabedoria terá dado mostras Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia entre outubro de 2017 e fevereiro de 2023. Após quase seis esgotantes anos de exercício do cargo, marcados pelo massacre de Christchurch e pela pandemia, assim como pelo nascimento da sua filha, resignou. Assumiu que, cansada, era hora de pôr termo ao seu mandato: “Não se pode nem se deve exercer o cargo [de Primeira-Ministra] a menos que se tenha o depósito cheio, e mais um pouco na reserva para enfrentar os desafios inesperados e não planeados que inevitavelmente surgem. Após ter refletido durante o verão, sei que não tenho mais essa energia extra no depósito para fazer jus à função. É tão simples quanto isso. (…) Sou humana. Os políticos são humanos. (…) Damos tudo o que temos durante o tempo que podemos, e então é chegada a hora”.

A decisão de Jacinda Ardern não é apenas uma demonstração de sabedoria destinada a proteger a sua saúde e a defender o interesse geral. Também revela prudência, desapego ao poder e uma conceção de liderança sem ilusões de heroicidade. Foi, por essa razão, alvo de encómios em várias partes do mundo. O Primeiro-Ministro da Austrália afirmou que Jacinda “mostrou ao mundo como liderar com inteligência e força. (…) Ela demonstrou que a empatia e o discernimento são poderosas qualidades de liderança”.

 

Facetas sombrias

As demonstrações de vulnerabilidade podem, todavia, envolver duas facetas menos luzidias. A primeira, mais sombria, emerge das tentativas de fazer gestão de impressões, veicular uma imagem de humanidade que não se tem, aparentar uma empatia que não se sente. Se uma nova moda de “liderança sensível” começar a dominar as narrativas expressas nos meios de comunicação social, nas redes sociais e nos jornais e revistas de negócios, podemos estar certos de que rapidamente surgirão encantadores de serpentes, exsudando sensibilidade “para inglês ver”, e usando instrumentalmente a sensibilidade e a empatia dos mais incautos. A investigação sobre a “tríade sombria” da liderança (i.e., maquiavelismo, narcisismo e psicopatia) é clara: lideranças movidas pela tríade, especialmente pela psicopatia, são capazes de chorar lágrimas de crocodilo e expressar uma empatia que, de todo, não possuem – para instrumentalizarem as pessoas que lhes são úteis. Quando deixam de ser úteis, estas pessoas são jogadas borda fora ou mesmo alvo de manipulação com outros contornos.

A segunda faceta menos luzidia resulta dos perigos da liderança “sensível”. Há momentos, na vida das equipas e das organizações, que requerem capacidade de contenção da expressão de emoções. Em 1994, quando decorria a campanha para as eleições presidenciais na África do Sul, Nelson Mandela viajava num pequeno avião com destino a KwaZulu/Natal. Um dos motores da aeronave avariou, mas Mandela continuou a ler calmamente o jornal. Os restantes passageiros, em pânico, ficaram mais tranquilos perante a calma do seu líder. Todavia, em terra firme, Mandela confidenciou que ficara cheio de medo quando se deu conta da avaria. Esta capacidade de esconder emoções não pode ser considerada uma traição à autenticidade – foi a conduta virtuosa que Mandela adotou em prol de um bem maior.

Por conseguinte, há momentos na vida das equipas e das organizações em que as lideranças devem esconder as suas emoções. Em momentos tempestuosos, pode haver necessidade de as lideranças darem mostras de acalmia, para que a embarcação não se transforme num espaço de tensão agravada que conduz ao desastre. Isso não torna essas lideranças menos autênticas, menos capazes ou menos eficazes. As demonstrações de empatia e as assunções de vulnerabilidade nem sempre são virtuosas.

 

Três lições

Do exposto de podem extrair três lições. Primeira: a virtude está no meio. Tanto a insensibilidade como a sensibilidade exagerada podem ser problemáticas. Segunda: a virtude de um ato não depende apenas da natureza do mesmo; também depende do momento e das circunstâncias em que é adotado. Terceira: a conduta virtuosa não pode ser avaliada à luz de cada virtude, isoladamente considerada. A bondade de uma virtude depende da prática de outras virtudes. Ser empático e sensível é importante – mas também é crucial dar mostras de autocontrolo emocional e ser prudente.

 

Este artigo foi publicado na edição de primavera da revista Líder. 

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos

Conheça os projetos pioneiros que melhoram a vida nas cidades portuguesas

12 Maio, 2023 by Denise Calado

Já são conhecidos os vencedores da 2.ª edição do Prémio Cidades e Territórios do Futuro, promovido pela APDC. O objetivo desta competição é distinguir projetos e soluções pioneiras, de base tecnológica, em sete categorias, que tornem as cidades e os territórios espaços mais habitáveis, sustentáveis e economicamente viáveis.

O júri foi constituído por representantes de empresas e organizações, com conhecimento específico nas categorias a concurso, selecionando o vencedor por cada categoria.

Vencedores do Prémio Cidades e Territórios do Futuro 2022 

Categoria ‘Saúde e Bem-estar’ 

– LISBOA 65+: Plano de Saúde Gratuito para Idosos – Desenvolvimento de plataforma de suporte à implementação de iniciativa municipal para facilitar o acesso à saúde e contribuir para a prevenção das doenças, através da oferta de um conjunto de serviços de saúde gratuitos. Iniciativa abrange todos os munícipes residentes e recenseados em Lisboa, com 65 anos ou mais, acrescentando uma componente complementar para os munícipes mais vulneráveis: os beneficiários do complemento solidário para idosos (CSI). O plano disponibiliza três serviços a todos os idosos: teleconsultas de medicina geral e familiar; assistência médica ao domicílio em caso de necessidade; transporte em ambulância, se o médico ao domicílio determinar essa necessidade, entre outros.

Promotor: Câmara Municipal de Lisboa

 

Categoria ‘Igualdade e Inclusão’ e Categoria ‘Qualificações’ 

– AS RAPARIGAS DO CÓDIGO – Trata-se de uma organização sem fins lucrativos focada em promover a inclusão digital e a igualdade de género, através do ensino da programação a mulheres e raparigas em idade escolar. Este projeto tem como principais objetivos desmistificar o papel da mulher na tecnologia, encorajando a experimentação nas áreas STEM e a escolher um percurso profissional no setor. Visa ainda apoiar e capacitar mulheres que procuram programas de qualificação, requalificação ou desenvolvimento de projetos pessoais de empreendedorismo.

Promotor: Associação Geração Ambiciosa

 

Categoria ‘Mobilidade e Logística’

–  KIOSK GUERIN – Projeto destinado a revolucionar a jornada do cliente do rent-a-car. Tradicionalmente os clientes experienciam um processo mais lento e menos user-friendly. Na Guerin, com este quiosque, o processo torna-se mais autónomo: os clientes podem atualizar os seus dados pessoais e ter acesso a serviços e promoções, bem como terminar o processo de aluguer da viatura, fazendo o check-out autonomamente.

Promotor: Guerin Rent a Car

 

Menção honrosa: DEEPNEURONIC – Foca-se na deteção e reconhecimento automático de eventos perigosos e comportamentos humanos anormais para a segurança e proteção pública. O objetivo é aumentar a sustentabilidade dos sistemas de videovigilância, diminuindo os elevados recursos necessários, através de algoritmos de visão computacional no processamento de vídeos em tempo real. Devido à flexibilidade de aprendizagem do sistema DeepNeuronic, este adapta-se facilmente aos diversos setores, como segurança (desde municípios a fabricantes de câmaras), transportes (desde tráfego rodoviário a metros e aeroportos) e retalho e comercial (desde supermercados a centros comerciais), entre outros.

Promotores: Vasco Ferrinho Lopes e Bruno Manuel Degardin, co-fundadores da DeepNeuronic.

 

Categoria ‘Relacionamento com o Cidadão e Participação’ 

–  MOBICAB FLEXÍVEL – Integra-se num projeto piloto de mobilidade sustentável, inclusão e cidadania que o Município de Castelo Branco oferece aos seus munícipes. Disponibiliza uma rede de transportes que permite acabar com o isolamento social em que a população mais vulnerável se encontrava. Em articulação com os operadores locais (taxistas), foi criada uma rede de transporte a pedido, cujas rotas são geridas de forma centralizada. Trata-se de um projeto inclusivo, que promove a igualdade e, simultaneamente, é amigo do ambiente e dinamizador da economia local.

Promotor: Município de Castelo Branco

 

Categoria ‘Desenvolvimento Económico’

–  PLATAFORMA DE GESTÃO INTELIGENTE DE LISBOA – É uma solução tecnológica com alta capacidade de processamento, que permite a monitorização, gestão operacional e realização de analítica sobre os dados gerados por todo o ecossistema urbano.

A PGIL é capaz de receber e tratar um grande volume de dados, muitos deles em tempo real, com origem em câmaras de vídeo, sensores, sistemas de informação da CML e de parceiros externos. Permite depois a disponibilização de alarmística e informação de apoio à decisão a um vasto conjunto de utilizadores internos e ao cidadão, através do Portal de Dados Abertos de Lisboa e da app Lisboa.24.

Promotor: Câmara Municipal de Lisboa

 

Menção honrosa: OBSERVATÓRIO DO TALENTO – É uma plataforma digital de informação que permite recolher, gerir e divulgar informação estratégica sobre o mercado de trabalho (oferta e procura) e competências. Explora também questões relacionadas como salários e condições de emprego.  Com recurso a múltiplas fontes e ferramentas de recolha de dados, como estatísticas oficiais, estudos e web scraping, é dirigida a empresas, talento e instituições de ensino/formação.

Promotor: Câmara Municipal do Porto

 

Categoria ‘Sustentabilidade, Economia Circular e Descarbonização’ 

– RECOLHA SELETIVA DE BIORRESÍDUOS EM CASCAIS – Projeto de separação de restos de comida para produção de energia elétrica e de composto orgânico. Os munícipes abrangidos (10.000 famílias) recebem gratuitamente um rolo de sacos verdes, que devem usar para descartar os restos de comida, colocando-o diretamente no contentor dos resíduos indiferenciados (cinzento), para garantir a sua separação do “lixo comum”. Os sacos verdes, recolhidos juntamente com os restantes resíduos indiferenciados, são triados através de um leitor ótico na unidade de tratamento de resíduos e encaminhados para outro processo, que originará o biogás e o composto.

Promotor: Cascais Ambiente.

 

Menção honrosa: COMSOLVE – COMunidade de energia SOLar com integração de Veículos Elétricos – Projeto de desenvolvimento de soluções de gestão para comunidades de energia renovável (CER), com integração de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia com base em baterias de segunda vida. O projeto inclui a produção descentralizada de eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos e a partilha da energia produzida, permitindo estabelecer um mercado interno de energia entre os membros da comunidade.

Promotores: Digitalmente Coopérnico, Instituto de Telecomunicações Magnum Cap – Câmara Municipal de Ílhavo

 

Arquivado em:Inovação, Notícias

Sabe quais são as motivações dos seus colaboradores?

12 Maio, 2023 by Denise Calado

O sentido de propósito é hoje fundamental e as organizações e lideranças são, cada vez mais, aconselhadas a incuti-lo nos seus colaboradores. Contudo, a “Great Resignation” revelou que, afinal, muitos não se importam com o propósito da empresa; desejam apenas uma carreira estável ou um emprego temporário.

Além disso, alguns nunca se preocuparão com o propósito da organização, revela a MIT Sloan Management Review.

O ponto de equilíbrio

Existem três tipos de colaboradores: os orientados para o trabalho, os que se focam na carreira e os que valorizam o propósito. É importante reconhecer que nem todos são orientados para o propósito e que está tudo bem se não partilharem o propósito da organização, já que ainda assim podem contribuir significativamente para a empresa.

É necessária uma mudança considerável na forma como encaramos o propósito, pois, embora seja importante tentar envolver as pessoas no propósito da organização, também é crucial compreender quando elas apenas desejam apenas um emprego ou uma carreira.

Nos últimos anos, tem-se incentivado a formação de gestores para se tornarem melhores formadores. A razão para isso é dupla: o coaching melhora o desenvolvimento e o desempenho dos colaboradores, e acredita-se que os gestores raramente possuem as competências necessárias para treinar eficazmente os seus subordinados.

Porém, é possível que os líderes sejam capazes de formar os seus colaboradores, mas as organizações peçam para orientá-los em direção a objetivos que simplesmente não lhes interessam.

O propósito é o “porquê” por trás do que motiva uma pessoa e é essencial que se tenha em consideração a particularidade das pessoas que se contrata. Porém, numa sociedade em que o trabalho é a atividade dominante nas nossas vidas, o termo “propósito” é frequentemente entendido como algo exclusivamente relacionado ao trabalho.

Com a chegada da responsabilidade social das empresas, surge uma nova oportunidade para as empresas: alinhar os propósitos das empresas e dos colaboradores como uma estratégia eficiente para maximizar a produtividade, a felicidade e a retenção dos colaboradores.

A estratégia foi testada em empresas como a Patagonia ou a Ben&Jerry’s com sucesso, que adotaram os propósitos que os colaboradores já valorizavam e com que se identificavam pessoalmente: a proteção ambiental e a justiça social, respetivamente.

Durante a pandemia, muitas pessoas reavaliaram o seu propósito. Atualmente, após a “Great Resignation”, os colaboradores refletem com mais frequência relativamente ao seu trabalho e o propósito por trás dele.

Todos os colaboradores têm necessidades básicas; para muitos, isso inclui cuidar da família e proporcionar-lhes uma vida confortável. Algumas necessidades têm um significado pessoal profundo: empoderar-se, ajudar os outros através de doações. É cada vez mais fundamental entender as necessidades de cada um, e encontrar um ponto de encontro com o propósito da organização.

 

Arquivado em:Liderança, Notícias

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