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Denise Calado

Futuro das empresas está na sinergia entre Pessoas e Tecnologia

16 Março, 2023 by Denise Calado

Decorreu no dia 13 de março a conferência “Futuro do Crescimento”, promovida pela Porto Business School (PBS) em parceria com a CIP – Confederação Empresarial de Portugal que antecipou tendências e inovações empresariais, como o ChatGPT e o 5G.

Nesta edição da iniciativa, foram debatidas, em conjunto, as três dimensões que contribuem para suportar o crescimento das empresas nacionais: as Pessoas, a Tecnologia e a Economia.

O crescimento é um dos principais desafios que Portugal enfrenta há décadas, pelo que a conferência contou com a visão de alguns dos principais executivos nacionais, como, por exemplo, Isabel Barros (SONAE MC), Manuela Vaz Soares (Accenture) e Manuela Tavares de Sousa (Imperial), entre outros.

O futuro do crescimento

As questões que abriram a sessão “Futuro do Crescimento” incidiram sobre as Pessoas e se estas poderão mudar ou ser mudadas. Pedro Duarte, diretor de Corporate, External & Legal Affairs da Microsoft, alertou que “o crescimento tecnológico – computacional, dados e algoritmos – está associado a uma velocidade exponencial capaz de provocar um fosso entre a tecnologia e as pessoas”.

A intervenção abordou, também, pilares como a ética, segurança e privacidade; a desigualdade nos rendimentos; e a transformação do trabalho, associados à nova era da Inteligência Artificial, que conta com o ChatGPT para mudar o mundo, à semelhança da invenção da Internet. Pedro Duarte identificou, ainda, a “flexibilidade cognitiva, a inteligência relacional e o growth mindset” como os três pilares desbloqueadores do envolvimento das pessoas no crescimento.

Francisco Miranda Rodrigues, Bastonário da Ordem dos Psicólogos, sublinhou que “a grande riqueza dos recursos humanos deve ser gerida de forma mais estratégica a partir das lideranças e das competências em falta, começando no topo da pirâmide”. Para Isabel Barros, administradora executiva da Sonae MC, a palavra-chave é “combinação”, sendo que as pessoas atuais são os ativos mais importantes e as lideranças precisam de ser suportadas.

“Não temos de competir com a tecnologia, mas sim juntarmo-nos a esta e não deixar ninguém para trás”, referiu a responsável, acrescentando, ainda, que o processo de reskill e upskill deve ser planeado a cinco anos a par da curiosidade e da aprendizagem, que devem ser cultivadas ao longo da vida, das carreiras e do contexto empresarial.

Por fim, Rui Teixeira, country manager da Manpower em Portugal, referiu que o mundo mudou a uma velocidade “estonteante”: “Acreditamos que a tecnologia está ao serviço do talento e não da sua extinção. A quantidade de informação que temos está ao alcance de todos, quer do ponto de vista de gestão quer no desenvolvimento de competências”. O gestor defendeu o recurso ao talento inhouse e a preparação do mesmo para os novos desafios por via da identificação antecipada das competências certas no plano de desenvolvimento.

Poderá a tecnologia mudar os negócios ou a forma como vivemos? 

“O cérebro (neurociência), a tecnologia e a humanidade formam a tríade do futuro do crescimento”. Este foi o mote com que Ana Alves, co-fundadora da Follow Trend, inaugurou o segundo painel, intitulado “A Tecnologia vai mudar os negócios ou mudar a forma como vivemos?”.

De seguida, Manuela Vaz Soares, managing director da Accenture, destacou a personalização como um bom exemplo de capacidade da Inteligência Artificial. Por outro lado, reconheceu que “apesar de a tecnologia do algoritmo já ter dado enormes passos, ainda há um caminho muito grande a percorrer nas cadeias de abastecimento”. O caminho deverá, assim, passar pelo “ímpeto da transformação, assente em reinventors e transformers para fortalecer a arquitetura do ecossistema tecnológico, desde o Block Chain, o Machine Learning e o Metaverso até ao Quantum Computing e o 5G”. Manuela Vaz Soares alertou novamente para a escassez de talento e a necessidade de criar recursos inhouse com o up e reskilling.

Pedro Amorim, docente de Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento da Porto Business School, partilhou da opinião da managing director da Accenture sobre a necessidade da aposta no Quantum Computing e nos Analytics. Paralelamente, elogiou a melhoria algorítmica para o desenvolvimento do entendimento dos clientes e da jornada do consumidor. O docente alertou para a falta de hard skills nas organizações para dominar tecnologias como programação Python e projetou que, no futuro, “devemos ter 90% de pessoas da nossa organização a entender estes temas. A formação é chave em toda a cadeia organizacional”.

Já João Ricardo Moreira, Centre for Business Transformation director da NOS, alertou para o risco de negação da ciência, sendo o elemento humano e a experiência tradicional as maiores barreiras. Sublinhou a importância do 5G e a realidade virtual no processamento de informação em tempo real para tomada de decisões e na aplicação de maior rapidez na escala da tecnologia, dando como exemplo os 100 milhões de utilizadores do ChatGPT. A “produtização” e a cloud foram também apontadas pelo responsável como fundamentais para a transformação das organizações.

Quais são os principais desafios da economia nacional?

O último painel da conferência, dedicado aos desafios da economia, iniciou-se com a intervenção de Helena Gouveia, analista internacional, que defendeu que “Portugal deve criar condições para a inovação.” Apontou, contudo, como principais problemas da economia nacional a desigualdade na distribuição de rendimento e a fuga de talento, sendo relevante o melhor aproveitamento do Plano de Recuperação e Resiliência.

Manuela Tavares de Sousa, presidente do Conselho de Administração da Imperial, abordou o posicionamento das empresas no contexto da inflação e da concorrência internacional, tendo apontado três questões essenciais: “a disponibilidade de recursos (mão de obra e energia), as condições de financiamento e os custos de contexto (tributação e complexidade regulamentar administrativa)”. A gestora reconheceu, ainda, a problemática dos recursos humanos, escassa ao nível técnico, tendo defendido um modelo de gestão assente na “flexi-segurança” laboral.

Por fim, José Pina, CEO da Altri, descreveu uma “realidade empresarial muito fragmentada e pouco voltada para as oportunidades do mercado externo”. Para o gestor, o aumento sistemático dos custos produtivos tem vindo a dificultar a competitividade nesse aspeto.

 

Arquivado em:Notícias

Os Futuristas: Inteligência Artificial – ler para crer

16 Março, 2023 by Denise Calado

A primeira parte deste artigo foi escrito na íntegra através de um motor de inteligência artificial chamado ChatGPT pertencente à empresa Open AI. A monitorização foi gerida por Gonçalo Perdigão que também escreve a segunda parte do artigo. A primeira parte do texto levou 11 segundos a ser escrita. Foi feita uma revisão, validação e pequeno ajuste gramatical. O leitor pode conhecer e testar este modelo em https://beta.openai.com

 

A Inteligência Artificial (IA) tem sido reconhecida como um dos desenvolvimentos tecnológicos mais disruptivos da nossa era. Está a transformar profundamente a forma como estamos a viver, trabalhar e interagir entre nós. Desde a automação industrial às soluções de assistência médica, está por detrás de grandes avanços tecnológicos. Está a abrir novas oportunidades de negócio, a transformar a forma como as empresas operam e a alavancar a indústria da tecnologia.

Neste artigo, vamos abordar o estado atual da IA, os principais players do mercado e as principais tendências relacionados com esta tecnologia. Vamos ainda perceber mais de perto uma solução emergente chamada ChatGPT que pertence à empresa Open AI.

O Estado da Arte na Inteligência Artificial

A inteligência artificial é um dos ramos mais avançados da ciência da computação. É definida como o estudo e a aplicação de máquinas que aprendem a realizar tarefas através da aquisição, processamento e análise de dados.

Atualmente, existem vários tipos de inteligência artificial. Estes incluem Inteligência Artificial Geral (AGI), Inteligência Artificial Baseada em Tarefas (ABI), Inteligência Artificial de Aprendizagem Profunda (DLA) e Inteligência Artificial de Aprendizagem Automática (MLA).

Os algoritmos de inteligência artificial são usados ​​para identificar padrões, perceber significados, tomar decisões, prever resultados, aprender novas habilidades e responder a perguntas. Estão a ser usados ​​em todas as áreas da tecnologia, desde robótica, veículos autónomos e sistemas de segurança, até ao processamento de linguagem natural e às soluções de assistência médica.

Os grandes players no mercado

A inteligência artificial está a mudar o ecossistema tecnológico e a concorrência entre os grandes players está a aumentar. Apresentam-se alguns dos movimentos recentes de mercado:

  • Google: A Google está a liderar o caminho na IA através da Google AI lançada em 2017. Esta equipa é responsável por desenvolver algoritmos de inteligência artificial avançados que são usados em vários produtos atuais e alguns futuros da empresa.
  • Apple: A Apple está a investir intensamente na IA, com o objetivo de melhorar os seus produtos e serviços. Está a usar algoritmos de IA para melhorar a precisão dos seus serviços de voz, reconhecimento de imagem e deteção de objetos.
  • Microsoft: A Microsoft comunicou recentemente a intenção de investir 10 mil milhões de dólares na OpenAI, empresa responsável pelo lançamento do ChatGPT (que escreveu todo este texto automaticamente)
  • Amazon: A Amazon está a usar a IA para melhorar a sua plataforma de comércio eletrónico. Está a usar algoritmos de IA para melhorar a precisão das suas recomendações e para oferecer aos seus clientes uma experiência de compra personalizada.
  • IBM: A IBM tem o Watson como a sua plataforma principal de IA. Está a ser usada para aplicações de análise de sentimentos, tradução de idiomas, deteção de fraudes e diagnóstico médico.

 

Tendências no mercado de Inteligência Artificial

As principais tendências relacionadas com IA são:

  • Inteligência Artificial de Aprendizagem Profunda (DLA): Esta é uma forma avançada de IA que usa redes neurais para aprender automaticamente com grandes conjuntos de dados. É usado para aplicações de visão computacional, processamento de linguagem natural, tradução e outras tarefas. Tem como objetivo replicar as redes neuronais humanas e a sua função.
  • Conversação Automatizada: Esta é uma aplicação da IA que permite às pessoas comunicar com máquinas usando linguagem natural. Está a ser usada em chatbots, assistentes virtuais e outras soluções de conversação.
  • Inteligência Artificial de Aprendizagem Automática (MLA): Esta é uma forma de IA que permite que as máquinas aprendam automaticamente a partir de dados. Está a ser usado para aplicações como reconhecimento de imagem, deteção de objetos e outras tarefas.

Sobre o ChatGPT (autor principal de todo este texto)

O ChatGPT é uma solução emergente que permite aos usuários criar conversas automatizadas avançadas com máquinas. É baseado na tecnologia de processamento de linguagem natural (NLP) e usa algoritmos de aprendizagem profunda (DLA) para entender a linguagem natural.

O ChatGPT é mais avançado do que os chatbots tradicionais, pois permite aos usuários criar conversas mais naturais e fluídas, sempre com contexto do histórico da própria conversa. Esta tecnologia está a ser usada para construir chatbots com personalidade e inteligência emocional, o que significa que os usuários podem ter uma experiência mais humanizada ao interagir com máquinas. Está também a ser usado para aplicações de processamento de linguagem natural, como análise de sentimentos, tradução e compreensão.

Conclusão 

A inteligência artificial está a revolucionar a forma como estamos a viver, trabalhar e interagir entre nós. Está a abrir novas oportunidades de negócio e a transformar a forma como as empresas operam. Os grandes players estão a investir intensamente nesta área e estão a liderar o caminho no desenvolvimento de novas tecnologias. O ChatGPT é uma solução emergente que está a permitir aos usuários criar conversas automatizadas avançadas com máquinas. É apenas uma das muitas soluções de IA que estão a revolucionar a forma como interagimos com as máquinas.

 

Fim do texto gerado pelo ChatGPT e passagem para texto gerado por Gonçalo Perdigão

 

Inteligência Artificial versus apogeu da Humanidade 

No texto anterior (escrito pelo ChatGPT) é subtil uma falta de qualidade literária e de estruturamento de ideias ao nível de um jornalista profissional ou de um escritor, porém, é também notória, e diria mesmo extraordinária, a razoabilidade com que se pode assumir que o texto foi escrito por um humano. A utilização da língua portuguesa é uma limitação para o modelo, que prefere a língua inglesa, e o tema pode estar algo datado dado que o modelo não tem informação dos últimos dois anos.

O exemplo que aqui se apresenta na primeira pessoa, e da forma mais dramática possível que corresponde ao robot escrever um artigo sobre a sua própria tecnologia e sobre si próprio, não é mais do que um simples exemplo das suas tremendas capacidades.

O ChatGPT está muito limitado à criatividade humana e pouco limitado à sua capacidade de resposta. Consegue escrever artigos para revistas ou artigos ciêntificos, consegue escrever letras de músicas, poemas e anedotas, consegue criar receitas com base em ingredientes limitados e incomuns, consegue interpretar o papel de um professor de física, de um entrevistador ou de um amigo de longa data.

Na sua base tem mais de 500 Gb de informação de texto da internet e de todos os livros alguma vez publicados e que estejam digitalizados, atraiu sem investimento em marketing 1 milhão de utilizadores na primeira semana, sendo o recorde de todos os produtos tecnológicos da história da humanidade. Fez disparar o valor da sua empresa mãe para cerca de 30 mil milhões de dólares com mais de 300 milhões de visitantes no primeiro mês. O ChatGPT é a maior rede neuronal na história da inteligência artificial e gere 175 mil milhões de diferentes parâmetros de controlo.

Mas nem tudo são rosas, o ChatGPT apresenta muita informação incorreta (por excesso de criatividade, que é algo que se consegue controlar), não tem informação dos últimos 2 anos (algo também facilmente resolvível), não pode aceder em tempo real à internet e tem, necessariamente, uma capacidade de produção de resultados limitada pelo número de pedidos realizados.

O potencial de modelos ou robots como o ChatGPT é imensurável e inimaginável. A próxima década será marcada pela transformação mais profunda da história da humanidade no que a tecnologia diz respeito e a inteligência artificial deverá liderar esse processo. Serão eliminadas ou reduzidas ao mínimo centenas de profissões e surgirão outras centenas de profissões novas. Funções de rotina ou com processos estanques tenderão a ser totalmente assumidas por modelos deste tipo. As máquinas não deverão substituir os humanos, mas antes complementá-los e potenciá-los em ordens de magnitude nunca imaginadas. Já à data de hoje alguém que saiba gerir bem um modelo como o ChatGPT tem à sua disposição uma armada de programadores juniores, assistentes virtuais, revisores de texto, tradutores, criativos, e até designers e músicos recorrendo a outras ferramentas complementares. São já dezenas as ferramentas semelhantes ao ChatGPT, a sua grande maioria disponível para qualquer comum utilizador.

Talvez seja durante a próxima década que vamos assistir ao nascimento do primeiro unicórnio (empresa valorizada em mil milhões de dólares) com um único funcionário que gere uma armada de robots na sua versão apenas de software.

Está ainda para longe a substituição total dos humanos (do ponto de vista de trabalho) ou a certeza de se um robot pode ter ou não acesso a consciência – o último grande reduto de proteção da humanidade. A consciência é o resultado de processos químicos e quânticos intensos ao nível das redes neuronais (humanas) que ainda não foram replicados e que poderão precisar de computação quântica e mais umas décadas para o conseguir. Estamos ainda longe dessa possibilidade, vamos por isso continuar a aproveitar os anos dourados de apogeu da humanidade!

 

A publicação deste artigo é parte do novo Projeto editorial da Líder “Os futuristas: o futuro do futuro”.

Saiba mais sobre Os futuristas aqui.

Arquivado em:Futuristas, Notícias

O que esperar do novo primeiro-ministro chinês?

16 Março, 2023 by Denise Calado

Fotografia: REUTERS/Florence Lo/Pool

O Presidente da China, Xi Jinping, foi eleito por unanimidade para um terceiro mandato esta semana. Foi também nomeado um novo primeiro-ministro: Li Qiang, um aliado de longa data de Xi, e quem supervisionou o confinamento de Xangai por dois meses o ano passado.

Agora, Li terá o desafio de reativar a economia chinesa, que durante três anos de medidas de restrição para combater a Covid-19, caiu a pique.

Quem é Li Qiang, e o que esperar?

De acordo com o New York Times, Li está agora numa posição de autoridade sobre a política económica, apesar de o presidente Xi ter enfraquecido a posição ao ter deixado de parte o antigo primeiro-ministro Li Keqiang.

Alguns analistas afirmam agora que Li Qiang pode desempenhar um papel mais significativo, embora não necessariamente mais influente, do que o seu antecessor.

O governo diz que espera expandir a economia em “cerca de 5%” este ano, uma meta modesta que provavelmente aponta para a dificuldade de resolver a queda do mercado imobiliário, desaceleração das exportações e aumento da dívida.

Além disso, o desemprego jovem é elevado, e as empresas chinesas enfrentam a ameaça de sanções económicas dos Estados Unidos e dos seus aliados.

Li Qiang, o ex-secretário do Partido Comunista de Xangai, foi promovido no outono passado ao posto de segundo funcionário do Partido Comunista Chinês, provavelmente resultado da sua suposta lealdade a Xi.

Liderou o confinamento em Xangai em nome da política de “Zero Covid” de Xi para erradicar o vírus, apesar do enorme custo económico e social que impôs à cidade, em parte como resultado da má administração que levou à escassez de alimentos.

A experiência de Li a liderar regiões economicamente importantes – além de Xangai, também ocupou cargos importantes nas ricas províncias de Zhejiang e Jiangsu – alimentou algumas esperanças de que promoverá políticas favoráveis ​​aos negócios.

No entanto, não tem ainda experiência em Pequim, o que pode torná-lo mais dependente do apoio contínuo de Xi, e menos propenso a adotar políticas que contrariem os desejos do presidente.

A nova posição de Li foi confirmada no Congresso Nacional do Povo dia 10 de março. Na segunda-feira, dia 20, no final do congresso, fará a sua estreia pública como primeiro-ministro em entrevista coletiva com perguntas previamente aprovadas.

O congresso vai eleger novos líderes pela primeira vez em cinco anos – muitos deles partidários de Xi.

 

Arquivado em:Notícias, Política

«O principal ativo de Cabo Verde são as pessoas», diz Herménio Fernandes

16 Março, 2023 by Denise Calado

Herménio Fernandes é Presidente da Associação Nacional de Municípios de Cabo Verde e compõe o painel de oradores da Leadership Summit Cabo Verde, a Cimeira de Liderança a ter lugar na Assembleia Nacional (Cidade da Praia), no próximo dia 23 de março, sob o tema “Nova Liderança Digital”.

O responsável vai marcar presença no Debate “Oportunidades do mundo digital para os estados e municípios”, no primeiro Slot da manhã de trabalhos, “Desmaterializar – liderança digital num admirável mundo novo”. Neste encontro será discutido o papel da digitalização no âmbito das políticas públicas e de desenvolvimento, não só dos estados, como da qualidade de vida dos cidadãos.

Conheça um pouco melhor o perfil de Herménio Fernandes a partir destas três perguntas.

Qual a importância do desenvolvimento da liderança em Cabo Verde e quais considera serem os desafios fundamentais?

O principal ativo de Cabo Verde são os seus Recursos Humanos. São as pessoas.  Cabo Verde é um pequeno estado insular em desenvolvimento com enormes desafios, sobretudo no combate às desigualdades e à pobreza extrema. Igualmente, tem um outro grande desafio que é o de alcançar o desenvolvimento sustentável no horizonte 2030.

Estamos perante um país desprovido de recursos naturais e minerais, cujo caminho para a construção do progresso, e do desenvolvimento sustentável e inclusivo, passa, essencialmente, pela Boa Governação. A liderança tanto no setor público como no privado é determinante para as reformas de ambos os setores, bem assim para a melhoria da competitividade do país e para a promoção do bem-estar geral das nossas populações. É fundamental que as nossas lideranças sejam muito bem preparadas e comprometidas com os desígnios, bem como para o planeamento estratégico, implementação, seguimento e avaliação das medidas.

O sucesso de Cabo Verde no horizonte 2020/30 dependerá em grande medida da visão, atitude disruptiva, perspicácia, arrojo, determinação e sobretudo da coragem das suas lideranças em romper com tudo que correu menos bem no passado. Somos um país que tem tudo para dar certo. Temos uma boa democracia, baixos riscos políticos e um bom posicionamento geoestratégico, no Atlântico médio, que faz de Cabo Verde um ponto muito importante de ligação entre África, Europa e Américas.

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Cabo Verde?

Irei partilhar com os participantes a minha experiência autárquica enquanto um gestor, ou presidente, de um jovem município em construção. Falarei sobre os desafios e as conquistas alcançadas nos últimos sete anos e da importância da inovação para o desenvolvimento económico local. Falarei também sobre o papel dos municípios na melhoria do ambiente de negócios, competitividade do território e bem-estar geral das pessoas, para além da minha participação na vida política.

Que palavras quer deixar aos líderes cabo-verdianos?

Não percamos mais tempo fazendo as mesmas coisas, esperando resultados diferentes. Que tenham coragem para romper com o status quo, com o politicamente correto. Avancemos sem medo para as reformas que elevem o nosso país para novos patamares e novas conquistas. Gostaria que os líderes cabo-verdianos fossem mais audazes e corajosos na tomada de medidas que impactam a mudança estrutural e a forma como trabalhamos, ou servimos quem interessa, pelo nosso serviço. Precisamos ser mais produtivos, mais eficientes, mais céleres tanto no setor publico como no privado. Ainda disponibilizar, com a qualidade total, todos os serviços que vendemos ou prestamos aos nossos clientes, cidadãos e empresas. Igualmente reforçar a nossa cultura de transparência e prestação de contas. Ter em mente sempre que a sua atitude, o seu trabalho e a sua missão são cruciais para o sucesso do país.

 

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs.

Veja o programa completo aqui.

Programa dos side events podem ser encontrados neste link.

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline.

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT e ASA, na qualidade de Gold Sponsors;  Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsor; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio da Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da cimeira, e os hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção.

A partir do dia 31 de março, assista às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt) MEO #165 ou NOS #560.

 

Arquivado em:África, Liderança, Notícias

Cerca de 80% dos portugueses indica ter hábitos de poupança

16 Março, 2023 by Denise Calado

A maioria dos portugueses (84%) indica ter hábitos de poupança e destes, 30% são orientados por metas. E dos que indicam poupar, 61% diz investir o seu dinheiro.

A empresa de intermediação de crédito Gestlifes averiguou, através de um inquérito online, quais são as principais estratégias de poupança e investimento dos portugueses, e como desenvolvem a sua literacia financeira e aprendem sobre gestão de finanças pessoais.

Ler sobre finanças, poupança e investimento com alguma frequência é uma prática indicada por 90% dos inquiridos.

Quais são as estratégias de poupança dos Portugueses? 

Top 5 estratégias com maior adesão:

  1. Fundos de Emergência (58%)
  2. Contas Poupança (53%)
  3. Promoções de supermercado (45%)
  4. Aplicações focadas em poupança (43%)
  5. Acumulação de dinheiro na conta à ordem (33%)

Segue-se ainda o recurso a cupões, uma opção selecionada por 24% das pessoas. Exatamente a mesma percentagem que indica ter dificuldades nos pagamentos mensais das despesas.

E as opções na hora de investir? 

As criptomoedas são a segunda principal forma de investimento escolhida pelos portugueses (30%), logo a seguir a bolsas e mercados financeiros, a opção mais popular entre os inquiridos (47%).

Os depósitos a prazo ocupam o terceiro lugar do pódio, tendo sido uma opção selecionada por 29% das pessoas. Seguem-se os certificados de aforro (21%) e certificados do tesouro (11%). Por último, apenas 5% indicou recorrer a outras formas de investimento para além das referidas.

 

Foram também analisados os hábitos de consumo de informação, isto é, a percentagem de indivíduos que lê ou não sobre finanças, poupança e investimentos, e respetiva frequência:

  • Cerca de 90% dos inquiridos indica ler sobre finanças, poupança e investimentos. Destes, 25% lê diariamente sobre estes temas.
  • Dos 10% que indica não ler sobre a temática: 69% não mostra qualquer interesse em começar a fazê-lo; enquanto apenas 32% têm planos de começar a consumir este tipo de conteúdo.

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PHC cresce e ascende aos 15 milhões de faturação

16 Março, 2023 by Denise Calado

A PHC Software revelou ter atingido um novo recorde de faturação. Os resultados financeiros cresceram 14% em 2022, ascendendo pela primeira vez aos 15 milhões de euros.

Para estes resultados contribuiu o crescimento da área internacional de negócios que aumentou 38% e do aumento de 25% na procura de software na cloud. A empresa conta com 250 colaboradores, 36 mil empresas clientes e 166 mil utilizadores de software em todo o mundo.

Nos últimos seis anos, o maior grupo português de software de gestão cresceu a faturação em 50% e conta com mais de 6 mil empresas a usar o seu software. A PHC aumentou 41% o seu investimento em inovação e desenvolvimento, que totalizou 2,6 milhões de euros em 2022.

O crescimento da PHC Software é um sinal claro de que o mercado nacional e internacional conhece o valor do software português. Estamos focados em ajudar as empresas a melhorar a sua gestão e colocamos o nosso conhecimento do mercado, de gestão empresarial e de tecnologia para tornar as empresas mais rápidas, produtivas e competitivas. Este é um compromisso que temos, com a gestão e é também por isso que aumentamos o nosso investimento em inovação e desenvolvimento. Queremos continuar a trazer as melhores soluções para resolver os desafios da gestão e melhorar a vida do nosso país: melhor gestão, pessoas mais felizes

Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

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