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Denise Calado

Mano Preto revela o programa artístico da Leadership Summit Cabo Verde

17 Março, 2023 by Denise Calado

Um repertório de artistas, músicos e bailarinos, num conjunto de atuações e performances, algumas inéditas, vão subir ao palco da Assembleia Nacional na Cidade da Praia, mostrando o que de mais genuíno Cabo Verde produz no panorama cultural.

No âmbito da Leadership Summit Cabo Verde (LSCV), a arte vai estar no centro de uma “nova liderança digital”, e Mano Preto, Diretor da Companhia Raiz di Polon, referência no meio artístico africano e global, revela o programa do qual é coordenador.

Fotografia: Queila Fernandes

O bailarino e coreógrafo, que completa em 35 anos de carreira em 2023, diz que ainda tem muito para dançar e para fazer. Em conversa com a Líder, ficamos a conhecer os momentos previstos e a sua visão sobre arte e liderança.

Programa artístico Leadership Summit Cabo Verde

No dia 23, na abertura da LSCV, vai poder assistir a um momento inédito, que junta pela primeira vez, em Cabo Verde, Fado e o Batuku, com a voz de Rhaya Monteiro e o grupo de Batucadeiras Mondon.

 

Pelas palavras de Mano Preto, o batuku estava a cair no esquecimento, mas teve um “boom nos anos 2000”. Hoje é uma parte muito forte da identidade cabo-verdiana e já existem “mais de 100 grupos em Santiago”. Quanto a Rhaya Monteiro, “é uma cantora de morna, muito versátil”, sendo a atuação um dos momentos mais esperados.

Depois, haverá três performances artísticas, entre cada slot, que vão juntar bailarinos da Companhia de dança Raiz di Polon com a Associação Mon na Roda, uma organização que faz a inclusão de pessoas com deficiência, através da dança. Esperam-se momentos “acrobáticos” e “fortes” que juntam a “fragilidade do corpo humano” com a técnica da dança contemporânea.

 

As coreografias são momentos de ligação entre os bailarinos profissionais e pessoas com deficiência, com performances inspiradas nos temas Assegurar, Humanizar e Empreender.

Flávio Gomes, que aprendeu a dançar em cadeira de rodas, após ter tido uma lesão em criança, será um dos bailarinos em palco. Recentemente, ganhou o prémio de “Mestre Sala” no Carnaval da Praia, uma distinção “inédita para um cadeirante”.

Paralelamente, em outros locais, bailarinos, acrobatas e performers vão animar os vários momentos integrados no Programa da LSCV.

Com este programa artístico, Mano Preto refere que o público “vai ter uma ideia do País real que temos”, no que respeita à herança cultural e artística de Cabo Verde.

Fotografia: Queila Fernandes

 

“Cabo Verde é muito peculiar, somos fãs da nossa identidade” 

Música, dança e expressão dramática são também formas de liderança. Pela Companhia Raiz di Polon, prestes a completar 30 anos de existência, passaram dezenas de jovens que hoje são dirigentes e líderes nas suas áreas.

Para Mano Preto, a relação entre “cultura, arte e liderança é essencial”. A “disciplina, empenho e responsabilidade”, que o artista tem de ter com a sua profissão é a base de uma boa liderança.

Quanto às características culturais do País, Mano Preto realça que “Cabo Verde é muito peculiar, somos fãs da nossa identidade” e reforça o papel das artes, como a música, dança, artes plásticas, gastronomia, como uma “força pujante” da herança cabo-verdiana.

 

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs.

Veja o programa completo aqui.

Programa dos side events podem ser encontrados neste link.

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline.

Arquivado em:Liderança, Notícias

«A liderança é uma forma de estar, com o propósito de servir os outros», Ana Torres, Europe Cluster Lead na Pfizer

17 Março, 2023 by Denise Calado

Responsável na Europa pelo Cluster das Doenças Raras da Pfizer, Ana Torres tem a seu cargo a liderança de 14 estruturas organizacionais em que a multinacional Pfizer está enraizada. Entre aviões, estabelece-se na sede da Pfizer em Portugal, no Lagoas Park, onde coordena uma equipa com cerca de duas centenas de pessoas.

Além desta indústria, na qual tem vindo a desenvolver uma carreira de mais de 20 anos, com experiência em diferentes multinacionais do setor, Ana Torres foi até março de 2022, e durante seis anos consecutivos, Presidente da Professional Women’s Network Lisbon (PWN Lisbon), organização sem fins lucrativos vocacionada para o desenvolvimento de carreira e com uma visão para a liderança e o talento assente na diversidade e inclusão.

É mãe de dois filhos, uma entusiasta por viagens e com tempo, ainda, para o que considera essencial: estar ao lado de quem mais precisa. Foi durante 14 anos voluntária da Comunidade Vida e Paz, na qual acreditou ter feito a diferença na vida do outro, dos outros, num ato de construção da igualdade que inspirou todas as perguntas desta conversa.

Paula Perfeito (PP): A Ana é uma líder nata. Não porque coordene pessoas há mais de 20 anos, mas porque o faz com a naturalidade de quem “apenas” precisa de ser genuíno para ser seguido e respeitado. Começo precisamente por aí. Como define liderança?

Mais do que uma competência, a liderança, que encerra em si várias competências, é uma forma de estar, inspirando pela verdade, com o propósito de servir os outros. É hoje mais do que nunca fundamental que a definição inclua humanismo e foco nas pessoas, pois a liderança faz-se para os outros, permitindo que todos cresçam e que a equipa evolua mais feliz e fortalecida.

PP: Em 2016, deixou o cargo de Country Manager da Pfizer em Portugal e assumiu a atual função, no âmbito da qual lidera, na mesma multinacional, mais de uma dezena de países na Europa, com a responsabilidade das doenças raras. Que balanço faz desta experiência?  

Foi um momento de enorme mudança na minha vida profissional, pois adorava a minha função de Country Manager em Portugal e estava ainda numa curva acelerada de crescimento. Mas a possibilidade de ter uma experiência internacional foi mais forte. Liderar equipas em países tão diferentes culturalmente trouxe-me uma responsabilidade acrescida, que me permitiu crescer em áreas que eram fundamentalmente novas para mim. Tem sido uma aventura fantástica em que continuo entusiasmada como no primeiro dia, pelos desafios constantes e diferentes com que sou confrontada diariamente. Manter esta energia positiva em tudo o que fazemos tem os seus desafios, mas sentir que hoje fazemos mais e melhor que ontem é o que me orienta e incentiva.

PP: Eduardo Lourenço disse que «o mundo real começa quando saímos de nossa casa para encontrar os outros». Que olhar ganhou sobre os profissionais portugueses ao obter essa proximidade com tantas outras nacionalidades? 

Crescemos sempre que interagimos com os outros, tal como quando lemos um livro ou vivemos uma experiência nova. É da partilha e da escuta ativa que conseguimos crescer e evoluir. E isso acontece quando interagimos com diferentes culturas e com formas diversas de olhar o mundo, por lentes diferentes e mais coloridas, por vezes. Percebi cedo que cada um de nós é um ser individual com características próprias, que também se formam pela nossa geografia, mas a forma como a equipa vive os momentos é o que nos torna melhores e mais interessantes. É na diversidade que encontramos caminhos e soluções mais inovadores e sustentáveis, que nos permitem sonhar com um mundo melhor e mais feliz.

PP: A Ana é uma mulher de causas. A especialização que ganha nesta responsabilidade maior na Pfizer – as doenças raras – materializa mais uma das suas missões?

Quando refleti sobre o meu propósito de vida – fazer a diferença na vida dos outros –, percebi que as minhas escolhas faziam todo o sentido, como se naquele momento tivesse percebido porque tomei determinadas decisões em momentos chave da minha vida e porque acredito em causas maiores do que eu. O facto de ter iniciado a minha carreira profissional na indústria farmacêutica, e nunca de lá ter saído, é compreensível, pois tenho um papel a desempenhar no acesso dos medicamentos aos doentes e isso entusiasma-me cumprindo diariamente o meu propósito. Atualmente, numa área tão específica, como é a das Doenças Raras, tudo faz ainda mais sentido, pois apenas 5% destas doenças têm tratamento farmacológico e o nosso papel é ainda mais vivido, sempre acompanhado pela responsabilidade presente de que a nossa eficiência pode ser determinante para os doentes e suas famílias.

PP: Vivemos hoje um paradigma organizacional em constante mudança, em permanente crise e com fatores de imprevisibilidade grandes. O mundo está a mudar muito rapidamente e temos de acompanhar essa mudança. Por isso, nas organizações há uma tendência crescente para valorizar a versatilidade, o maior número de competências, a inteligência emocional, o equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar, as chamadas soft skills. É assim que vê?

O mundo atual é mais acelerado, em mudança constante e com um nível de incerteza inesperado, colocando as organizações e as pessoas em esforço constante de adaptabilidade. O mundo VUCA é agora BANI, Frágil/Ansioso/Não-linear/Incompreensível, o que implica mudarmos muitas das ferramentas utilizadas até agora, assim como as competências, que trazem na flexibilidade e no pensamento criativo muitas das forças que procuramos para encontrar as melhores estratégias e cenários futuros. Muitas das respostas que procuramos hoje, não se ensinam, encontram-se no pensamento divergente das equipas e na partilha com transparência e verdade, assumindo as nossas fragilidades e desconhecimentos para avançar.

PP: Entre março de 2016 e março de 2022, foi Presidente da Professional Women’s Network Lisbon – uma organização que chega a Portugal em 2011, mas que foi enraizada nos anos 90 em Paris. Aqui, bateu-se pela igualdade no acesso a lugares de gestão de topo nas organizações portuguesas. Qual a visão da PWN Lisbon para lá chegar?

A nossa visão foi sempre de diversidade e igualdade de oportunidades. A PWN Lisbon tem procurado encontrar formas e programas que possam ajudar as mulheres, em todas as fases da sua progressão profissional, a desenvolverem competências fundamentais para que possam ambicionar atingir os seus objetivos. Outro eixo estratégico importante tem sido o alerta constante e o trabalho de parceria com organizações e organismos públicos, para que possam ser extraídos dados reais da situação em Portugal e assim se encontrem, em tempo útil, planos de mitigação que trarão a mudança tao esperada por toda a sociedade.

PP: Hoje fala-se muito de networking como estratégia para estar em determinados fóruns, ao lado de pessoas influentes e, assim, chegar a lugares de decisão. Não lhe parece que o networking pelo networking vale muito pouco?

Concordo. Devemos tornar o networking uma ferramenta de gestão diária e não encarada como momentos desligados de troca de cartões de visita. É importante encararmos o networking como oportunidade de aprendizagem e partilha de conhecimentos, dando a conhecer o nosso valor, mas em simultâneo enriquecer-nos com o contributo de todos.

PP: Se olharmos para a História, percebemos que mesmo as reivindicações mais profundas, aclamadas na Grécia Antiga, nas revoluções liberais ou na Declaração Universal dos Direitos Humanos, não resolveram a igualdade. Por isso surge uma inequívoca necessidade de enraizar mecanismos e fórmulas de compensação da discriminação, como as quotas. Qual é a sua visão?

Devemos olhar aos dados disponíveis para falar deste tema. Foi publicado recentemente o livro branco do equilíbrio entre mulheres e homens nos órgãos de gestão das empresas, e é inequívoco que os países europeus com maior presença feminina nos boards são os que implementaram iniciativas de cariz mandatário ou voluntário, o que reforça a necessidade das quotas como acelerador de uma prática que já devia ser uma realidade, e que, esperamos, não ser necessária para as próximas gerações. O mérito em várias fases da carreira, como não é medido objetivamente, torna-se subjetivo, o que dá margem para que tenhamos uma desigualdade desmerecida, que tem de ser contrariada por medidas concretas.

PP: O tema da igualdade vai muito além das questões de género. A igualdade é, aliás, um dos ideais sociais mais antigos, dos que mais debate tem suscitado e eminentemente cultural. O conceituado autor francês Alain Touraine diz-nos que os grandes desafios do século XXI são culturais, assentes em reivindicações culturais. A cultura, de resto, vem colocar no “sítio certo” os fatores da desigualdade que hoje continuam a assolar as sociedades, mesmo as mais desenvolvidas. Como olha para o papel da cultura?

A diversidade de género, de idade, de formação, de pensamento, é crítica para acompanhar o espírito criativo que nos levará ao sucesso, que é medido de formas diferentes, dependendo da área económica e social. A escolaridade continua a ser o melhor elevador social, que deverá ser acompanhado por ter mundo e, assim, colocar todos num patamar inclusivo para tomar decisões. Somos cada vez mais globais, como se de um caldeirão de conhecimento, de realidades, de experiências, de desafios, se tratasse. A igualdade de oportunidades só existirá se houver equilíbrio em todas as dimensões da nossa vida.

PP: Na agenda exigente, fez questão de incluir a sua participação voluntária na Comunidade Vida e Paz. É mais uma missão?

De volta ao propósito, ter sido voluntária durante 14 anos da Comunidade Vida e Paz, tentando levar esperança e alegria às pessoas em situação de sem abrigo, fez todo o sentido, contribuindo para que pudessem mudar de rumo ou, simplesmente, ser aconchegados pelas palavras e os atos, em momentos e dias difíceis. Foram circunstâncias muito compensadoras emocionalmente, pois conseguimos acompanhar os pequenos e grandes sucessos dos mais vulneráveis, dando tão pouco de nós. Levo essa experiência para a vida, com memórias muito felizes de um grupo que sai para as ruas de Lisboa apenas com o propósito maior de ajudar o próximo em dificuldades. Tudo o que é feito de coração e que cumpre o nosso propósito traz-nos alegria e felicidade. E que mais podemos ambicionar na vida?

PP: Sei que a família tem para si um papel preponderante, atuando como o lugar onde verdadeiramente se encontra. Se eu tivesse aqui os seus filhos e lhes pudesse perguntar como olham para a mãe, o que gostaria que eles me dissessem?  

Que se orgulham dos valores que defendo e que lhes transmiti.

 

Créditos de imagem: Isabel Nolasco

 

Esta entrevista é parte do livro “As perguntas que somos”, uma compilação de 34 conversas, que a partir da pergunta, mostra os olhares de personalidades desassossegadas, inquietantes, com histórias de vida, trajetos profissionais e domínio de saberes diversificados e relevantes. O projeto inicial partiu no Entre | Vistas, plataforma digital de comunicação cultural fundada por Paula Perfeito, em novembro de 2014. 

 

Uma seleção de oito conversas será publicada, todas as sextas-feiras, até ao dia 5 de maio.

Saiba mais sobre “As perguntas que somos” aqui.

Arquivado em:Entrevistas, Notícias

Pedro Lopes: «É importante tirar proveito das novas tecnologias e adaptar à nossa realidade»

17 Março, 2023 by Denise Calado

Pedro Lopes é Secretário de Estado da Economia Digital de Cabo Verde e orador na Leadership Summit Cabo Verde, a Cimeira de Liderança a ter lugar na Assembleia Nacional (Cidade da Praia), no próximo dia 23 de março, sob o tema “Nova Liderança Digital”.

No primeiro momento do programa, a conversa “Quem lidera a inovação, o público ou o privado?”, junta Pedro Lopes com Ricardo Lima, Head of Startups da Web Summit, lançando o mote para o Slot “Desmaterializar – liderança digital num admirável mundo novo”.

O verbo é “Desmaterializar”. Neste Admirável Mundo Novo, precisamos de liderar colocando a tecnologia digital ao serviço dos Estados, das empresas, dos cidadãos.

Conheça um pouco melhor o perfil de Pedro Lopes a partir destas três perguntas.

Qual a importância do desenvolvimento da liderança em Cabo Verde e quais considera serem os desafios fundamentais?

A liderança é extremamente importante para o desenvolvimento de Cabo Verde, pois é através de líderes capazes e competentes que as organizações, empresas e o próprio país podem alcançar objetivos ambiciosos e enfrentar desafios complexos. As organizações são feitas de pessoas e por isso gerir e descobrir talento é essencial para a liderança do presente e será sem dúvida essencial para a liderança do futuro,  mas os principais desafios enfrentados pelos líderes cabo-verdianos incluem igualmente a necessidade de gerenciar a mudança, em um ambiente em constante evolução, a promoção da inovação e criatividade para impulsionar o crescimento económico, a gestão de recursos limitados e a necessidade de promover o desenvolvimento sustentável e inclusivo.

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Cabo Verde?

Podem esperar uma participação alegre e positiva que passará pela partilha da nossa visão estratégica para o sector, a referência aos nossos desafios e também espaço para comunicar as nossas concretizações dos últimos anos e os entregáveis que queremos trazer para um futuro próximo.

Que palavras quer deixar aos líderes cabo-verdianos?

Para os líderes cabo-verdianos, eu gostaria de deixar a seguinte mensagem: É importante tirar proveito das novas tecnologias, ver o que é feito de qualidade noutras paragens e adaptar à nossa realidade. Se juntarmos a isto, uma equipa talentosa, comprometida e motivada, vamos conseguir criar valor e promover a mudança. Durante este processo de criação de valor que é duro, vamos tentar sorrir na caminhada, alimentados de amor pelo nosso país, pela nossa família e pela nossa comunidade.

 

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs.

Veja o programa completo aqui.

Programa dos side events podem ser encontrados neste link.

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline.

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT e ASA, na qualidade de Gold Sponsors;  Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsor; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio da Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da cimeira, e os hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção.

A partir do dia 31 de março, assista às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt) MEO #165 ou NOS #560.

Arquivado em:África, Liderança, Notícias

Prémios distinguem mulheres líderes nas tecnologias

17 Março, 2023 by Denise Calado

Com o objetivo de empoderar e premiar mulheres do setor da tecnologia que se destacam pelo seu percurso profissional e que contribuem ativamente para inspirar mulheres e jovens a seguirem percursos promissores em tecnologia, a Microsoft criou os prémios “Power Women in Tech Awards”.

A iniciativa, a decorrer em Portugal, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Noruega, Espanha e Suécia, considera as mulheres que integram o ecossistema de parceiros da Microsoft e que assumem cargos de liderança. Podem autonomear-se ou ser nomeadas por colaboradores da Microsoft, com o seu consentimento, até ao dia 8 de maio.

A vencedora de cada país, que será anunciada a 23 de junho, data em que se assinala o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, irá ter a oportunidade de participar no programa Women Leaders Executive desenvolvido pelo INSEAD, além de passarem a integrar a nova comunidade Microsoft Power Women in Tech, que proporcionará valiosos momentos de networking e coaching.

A falta de diversidade representa uma ameaça real à capacidade da nossa região de inovar a bom ritmo. Particularmente, quando está demonstrado que equipas mais diversificadas proporcionam maior inovação e melhores resultados. É fundamental continuarmos a apoiar e elevar as mulheres na Tecnologia, inspirando também a próxima geração de líderes em inovação

Joana Pires, Diretora de Desenvolvimento de Negócio de Parceiros da Microsoft para a Europa

 

Saiba mais sobre os Power Women in Tech Awards aqui.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Formação promove Igualdade de Género no Trabalho e no Emprego

17 Março, 2023 by Denise Calado

Dirigido a todos os cidadãos, trabalhadores, dirigentes e representantes do setor publico e privado, o curso “Igualdade de Género no Trabalho e no Emprego” é gratuito e visa contribuir para uma sociedade mais consciente, justa e equilibrada.

Num momento em que Portugal ocupa o 15.º lugar no ranking do Gender Equality Index 2022 do EIGE (Instituto Europeu da Igualdade de Género), a Plataforma NAU e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) promovem uma formação de três horas, em formato remoto, e aberto ao público.

Através deste curso, os participantes vão conhecer a situação atual das mulheres e dos homens no mercado de trabalho e, simultaneamente, desenvolver competências pessoais e profissionais, no domínio da igualdade de género.

Plano Curso 

Módulo 1 – Situação das Mulheres e dos Homens no Mercado de Trabalho

Módulo 2 – Enquadramento Conceptual

Módulo 3 – Intervir para a Mudança

Módulo 4 – Mecanismos Nacionais para a Igualdade de Género

Destinado a todos os interessados em aprofundar este tema, o curso tem um desafio no final de cada módulo e uma última avaliação de conhecimentos do curso para a obtenção do certificado.

Conheça o curso aqui.

A inscrição é gratuita e o vídeo de apresentação poderá ser visualizado online.

A Plataforma “NAU – Ensino e Formação Online para Grandes Audiências” é um serviço desenvolvido e gerido pela Unidade FCCN da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) dedicado ao ensino e formação online, reconhecido pela sua versatilidade na adequação de temáticas dirigidas a grupos alargados. Consiste numa plataforma de MOOC (Massive Open Online Course), com conteúdos gratuitos e lecionados maioritariamente em português, promovidos em conjunto com entidades de relevo dos sectores público, ensino superior e privado.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Demografia e novos desafios estratégicos para as universidades

17 Março, 2023 by Denise Calado

Em 2020, Lucio Chiquito de 105 anos, engenheiro colombiano apresentou a sua tese de doutoramento na Universidade de Manchester. Este é um exemplo que tendencialmente será cada vez mais frequente.

Em Portugal, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao último censos de 2021, a percentagem de população idosa (65 e mais anos) representava 23,4%, enquanto a de jovens até aos 14 anos era de apenas 12,9%. O índice de envelhecimento (idosos por 100 jovens) cresceu de 128 em 2011 para 182 em 2021, significando que os idosos são quase um quarto de toda a população residente (23,4%), os jovens não chegam aos 13%.

Por outro lado, a par do envelhecimento de acordo com as previsões de vários organismos internacionais e do próprio INE, parece consensual que as pessoas terão vidas mais longas e mais saudáveis.

As tendências demográficas apontam para o papel cada vez mais intenso dos idosos nas nossas sociedades, para o prolongamento da vida ativa, e para o facto da aprendizagem e da educação constituírem aspetos fundamentais no atual conceito integral de qualidade de vida humana.

Nesse propósito, em Portugal, a Rede de Universidades da Terceira Idade foi oficialmente reconhecida pela Resolução pelo Conselho de Ministros nº76/2016 de 29 de novembro de 2016 tendo como principais objetivos a promoção do envelhecimento ativo e a valorização das Universidades Seniores que representam uma resposta social,

complementar à educação formal, através da dinamização de atividades sociais, culturais, educacionais e de convívio, preferencialmente para maiores de 50 anos.

Os tempos são de permanente mudança, a educação não é para toda a vida mas durante toda a vida, falamos de uma sociedade de aprendizagem.

O relatório “The Futures of Universities Thoughtbook” de 2020, organizado em seis capítulos – Disrupting Teaching and Learning, Collision of Technology and Humanity, Future of Science and the Academic World, Socially Engaged University, University – Business Cooperation, Institutional Change – oferece uma visão prospetiva do ecossistema global do ensino para o ano de 2040. Sobressai, a ideia “Life partner” considerada uma das cinco áreas essenciais para a transformação da Universidade. Os novos públicos não são os estudantes tradicionais, mas todos os públicos em todas as fases da vida. O estudo prevê que aumentar e melhorar as capacidades dos cidadãos ao longo da vida será uma tarefa essencial da Universidade.

A educação deve-se adequar a um contexto social em constante reformulação, no qual a educação permanente é uma necessidade incontornável. O conformismo na educação não conduz a bons resultados.

A longevidade constitui uma oportunidade para as Universidades repensarem o processo ensino aprendizagem desde o design dos planos de estudos, metodologias de ensino, recursos educativos, standards de qualidade, formação e avaliação de docentes, até às próprias infraestruturas educativas e avaliação dos cursos. A sobrevivência das organizações é tanto maior quanto maior for o grau de antecipação às mudanças que se anteveem. Os desafios são muitos, exigem novas estratégias. Fica a pergunta, mudarão as Universidades?

Arquivado em:Opinião

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