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Denise Calado

Líder publica pela primeira vez em Cabo Verde

22 Março, 2023 by Denise Calado

Já está disponível a primeira revista Líder Cabo Verde dedicada ao tema Nova Liderança Digital. Pode adquiri-la em formato digital e em alguns locais em Cabo Verde, nomeadamente na Livraria Nhô Eugénio.

«As tecnologias são o futuro de Cabo Verde, podem fazer deste país uma potência». José Maria Neves, Presidente de Cabo Verde desde 2021, na entrevista de abertura não tem dúvidas sobre a capacidade dos cabo-verdianos para transformarem um país arquipelágico numa potência.

De acordo com o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, em mais uma grande entrevista da Líder especial Cabo Verde, o país está a crescer economicamente pelo forte impacto do turismo, mas a aposta é também noutros setores da economia. Afirmar Cabo Verde no mundo, reduzindo a pobreza absoluta e erradicando a pobreza extrema, para consolidar e afirmar uma verdadeira democracia o mais imune possível aos populismos, nacionalismos e extremismos é “um imperativo da dignidade da pessoa e da liberdade”.

Duas entrevistas a não perder.

O tema de capa trata da Nova Liderança Digital composto por três dossiers: Desmaterializar, Assegurar e Humanizar. Chegámos aqui, a uma nova realidade, uma nova linguagem, um novo mundo tecnológico e digital que determina um pensamento altamente complexo e integrativo.

No dossier Desmaterializar, contamos com a sabedoria de Arlindo Oliveira, Professor do Instituto Superior Técnico e Presidente do INESC, que nos traz ao detalhe este “Admirável Mundo Novo Digital”. Resultado de uma interação entre um número grande de tecnologias, como a “Internet of Things” (IoT), a biotecnologia, a (super)computação, a inteligência artificial. E com uma reflexão de Pedro Matias, Presidente do ISQ, sobre uma revolução cultural que se avizinha no seu texto “Liderar no Contexto da 5.ª Revolução Industrial”.

No dossier Assegurar, o texto “África tem de agir agora para enfrentar os ciberataques” incluí o Índice Global de Cibersegurança (2021), do World Economic Forum, que analisa 54 países africanos e ainda o Relatório de Avaliação de Ciberameaças em África, da Interpol, com as ameaças mais proeminentes neste continente. Também neste dossier, o Centro Nacional de Cibersegurança em Portugal (CNCS), partilha um “Guia para Campanha de Sensibilização em 5 passos”. E a ENISA (European Union Agency for Cybersecurity) ajuda a identificar o que pode ser feito quando se é vítima de um esquema fraudulento.

A encerrar o tema de capa, o dossier Humanizar vai pôr todos a pensar. Humanizar no mundo digital pode simplesmente passar por dar importância à igualdade de género. O mundo vê-se agora numa encruzilhada: deve-se permitir que a tecnologia agrave as disparidades existentes e concentre ainda mais o poder nas mãos de poucos ou deve pô-la ao serviço de um futuro mais seguro, sustentável e igualitário para todos? As escolhas feitas hoje impactarão profundamente o caminho a seguir e António Ferrari, Assessor de Comunicação para Portugal no Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), em colaboração com a ONU Mulheres, agência da ONU especializada em direitos das mulheres, identificam quatro passos para que se avance na direção correta. Tudo isto, e muito mais, nas páginas do tema de capa da Líder Cabo Verde.

Na rubrica Leading Opinion, Henrique Monteiro, jornalista e escritor, escreve “Nhos Terra, Nha Cretcheu”. E Arménio Rego, LEAD.Lab, Católica Porto Business School, aprofunda o tema de capa com “A Terceira Palavra de Transformação Digital”.

De Cabo Verde para o mundo, damos a conhecer o trabalho da agência The Office sediada na Cidade da Praia. Pelas vozes dos seus fundadores Cláudia Nunes Pereira e Ricardo Henriques Tomás.

E, a fechar, a arte como expressão de Liderança e Transformação. Edson Garcia, Hélder Cardoso, Sidney Cerqueira, Simone Spencer e Tutu Sousa são os cinco artistas cabo-verdianos que numa ação colaborativa contribuem para o projeto artístico Leadership & Art Cabo Verde, no âmbito da 1.ª edição da Leadership Summit Cabo Verde, através das suas obras, perspetivas e sonhos para África e o mundo.

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Arquivado em:Notícias

Todos os anos 20 mil licenciados deixam o País – estas soluções podem manter o talento

21 Março, 2023 by Denise Calado

De acordo com dados do Observatório da Emigração, Portugal é o 8º país com maior taxa de emigração do mundo (5º da Europa), com cerca de 25% da população a residir fora do País. O que se pode fazer para contrariar esta tendência?  

A Associação BRP (Business Roundtable Portugal) criou um pacote de propostas para as empresas e o Estado, com o objetivo de se criarem melhores condições para se atrair e reter o talento. A organização representa 42 das maiores empresas e grupos empresariais em Portugal, e a Líder partilha o cenário atual e parte das soluções sobre o dilema da retenção de talento no País. 

A realidade, em números 

Só na década passada, Portugal perdeu 742 mil pessoas para a emigração, dos quais 653 mil estavam em idade ativa e 194 mil eram licenciados – representando 10,4% da população portuguesa licenciada em idade ativa, o suficiente para aumentar a percentagem da população ativa com ensino superior em 2,4 pontos percentuais, ficando acima da média da UE.  

Cerca de 20 mil licenciados – equivalente a 37% do total dos 50 mil que saem das universidades e institutos politécnicos portugueses – deixam o país todos os anos. 

Em termos de investimento do Estado, os 194 mil licenciados representam uma perda de 1,9 mil milhões de euros por ano, acrescidos da perda de receita de IRS e Segurança Social dos emigrantes em idade ativa, que se estimam em 2,3 e 4,7 mil milhões de euros – o equivalente a 60% da receita de IRS cobrada em 2021.  

“Portugal está a viver um verdadeiro inferno demográfico, que tem vindo a agravar-se ao longo dos anos” 

“Se, por um lado, temos as gerações mais qualificadas de sempre, por outro lado, mantém-se a falta de capacidade do país para atrair e reter o talento que, lá fora, consegue encontrar uma qualidade de vida bastante superior àquela que Portugal está a conseguir oferecer”, refere Vasco de Mello, Presidente da Associação BRP.  

Metade da geração Z propensa a emigrar, o dobro da geração anterior 

Para conhecer os fatores que influenciam a atração e retenção de talento em Portugal, a Associação BRP, em colaboração com a Deloitte, desenvolveu um inquérito de larga escala, do qual se concluiu que 24% do talento que reside no país está propenso ou muito propenso a emigrar.  

Destaca-se o facto desta percentagem subir para 48% no caso dos jovens da Geração Z (menos de 25 anos). Quando questionados sobre os fatores que influenciam a sua decisão, a maioria aponta o salário e o poder de compra como fatores prioritários, seguidos pelas oportunidades e perspetivas de evolução de carreira e pelos regimes fiscais. 

As perspetivas não parecem ser positivas e anteveem um agravamento da evolução demográfica. Para o talento emigrado, a ideia de um eventual regresso está cada vez mais distante, com 61% a afirmar que não pensa voltar para Portugal.  

Cerca de 55% dos emigrantes portugueses da última década tinham entre 20 e 39 anos, uma idade crítica para constituir família, o que aumenta o risco do não regresso a Portugal.  

Um estudo recente confirma que 20% dos filhos de mães portuguesas nasceram fora de Portugal – valor que seria suficiente para elevar a taxa de natalidade, de 7,7%, para 8,6%, e aproximar o país dos 9,1% da média europeia. 

Soluções para atrair e reter o talento jovem 

A primeira sugestão passa pela definição de um comfortable living wage, (remuneração para um nível de vida confortável) ou seja, o nível salarial que permita a cada trabalhador obter um nível de vida confortável e ter acesso a benefícios essenciais, nomeadamente habitação, mobilidade, despesas correntes (como alimentação e saúde), lazer (por exemplo, uma viagem anual em família), entre outros elementos.  

Além do salário, a Associação defende que as empresas possam oferecer pacotes de benefícios em espécie, que podem ir desde a disponibilização de automóvel, até soluções mais inovadoras, como um cartão mobilidade, um subsídio de habitação ou até mesmo a disponibilização direta de casa aos trabalhadores.  

Do lado do Estado, a Associação BRP propõe a agilização dos licenciamentos de construção e reabilitação de habitações, e um enquadramento legal favorável ao arrendamento, de modo a aumentar a oferta de habitação e, consequentemente, reduzir os preços. 

Ao nível da carga fiscal, a proposta passa pela redução do tax wedge (hiato fiscal) – isto é, do peso do IRS e da Segurança Social no custo total de cada trabalhador – sobretudo para os níveis salariais mais baixos e com prioridade para os jovens qualificados.  

É proposto ainda o alargamento do pacote de complementos salariais que beneficiam de isenção de IRS e/ou Segurança Social, com destaque para as áreas da habitação e mobilidade, como forma de dar resposta à dificuldade que muitos portugueses têm em aceder a estes bens. 

Já sobre os modelos de trabalho, a Associação BRP sugere às empresas: implementar uma política flexível de trabalho, incluindo o trabalho remoto, que permita acomodar as preferências dos trabalhadores às necessidades da empresa, ao mesmo tempo que possibilita aos primeiros residir em áreas geográficas com menor especulação imobiliária.  

Arquivado em:Notícias, Sociedade, Trabalho

Literacia digital, capacitação e promoção da confiança estão na base da cibersegurança

21 Março, 2023 by Denise Calado

António Gameiro Marques é Diretor-Geral do Gabinete Nacional de Segurança em Portugal e orador na Leadership Summit Cabo Verde, a Cimeira de Liderança a ter lugar na Assembleia Nacional (Cidade da Praia), no próximo dia 23 de março, sob o tema “Nova Liderança Digital”. 

O Contra-almirante abre o segundo Slot do programa “Assegurar – Liderança Cibersegura”, com a talk “O papel das lideranças no incremento da maturidade de cibersegurança nas organizações”. A relação entre segurança e tecnologia nunca foi tão estratégica para as empresas, organizações nacionais e internacionais, para os Estados, para as cidades. Estarão os líderes verdadeiramente preparados? 

Conheça um pouco melhor o perfil de António Gameiro Marques a partir destas três perguntas. 

Qual a importância do desenvolvimento da liderança em Cabo Verde e quais considera serem os desafios fundamentais? 

No âmbito da cibersegurança, os maiores desafios que se colocam às lideranças são a capacitação da sociedade na área da cibersegurança, através do incremento estruturado da literacia digital dos diversos atores da sociedade, com foco na promoção da confiança como fator primordial na promoção do desenvolvimento económico sustentado através da sua dimensão digital. 

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Cabo Verde? 

Irei dar relevância aos aspetos fundamentais que, na minha opinião, os líderes, sejam eles públicos ou privados, se deverão focar, para trazer os assuntos de cibersegurança para o nível estratégico da entidade, e assim incrementar de forma significativa a maturidade digital e de cibersegurança das organizações. 

Que palavras quer deixar aos líderes cabo-verdianos? 

Como ação prioritária, recomendaria que, para incrementarem a maturidade das vossas organizações no domínio da cibersegurança, se deverão concentrar na capacitação estruturada e coletiva das organizações, através de uma cooperação pró-ativa entre os diversos atores da sociedade e de uma liderança responsável, focando-se no fator humano pois ele é o mais desafiante neste processo e aquele através do qual, na maioria dos casos, os incidentes de cibersegurança se materializam. 

 

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs. 

Veja o programa completo aqui. 

Programa dos side events podem ser encontrados neste link. 

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline. 

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT e ASA, na qualidade de Gold Sponsors;  Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsor; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio da Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da cimeira, e os hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção. 

A partir do dia 31 de março, assista às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt) MEO #165 ou NOS #560. 

 

Arquivado em:África, Cabo Verde, Liderança, Notícias

Começa hoje a Semana Leadership & Art Cabo Verde – conheça os artistas e as obras

21 Março, 2023 by Denise Calado

Arranca hoje o programa da Semana Leadership & Art Cabo Verde, a acontecer no âmbito da primeira edição da Leadership Summit Cabo Verde, com a realização de uma exposição, um leilão solidário e a pintura de um mural de intervenção. 

Edson Garcia, Helder Cardoso, Sidney Cerqueira, Simone Spencer e Tutu Sousa são os cinco artistas cabo-verdianos juntos numa coletiva de arte, cujas obras podem ser adquiridas em Leilão a partir de hoje, às 18h30, até às 23h59 de dia 26 de março. 

 

O leilão tem um caracter solidário, pois o valor das ofertas sobre as obras de arte irá reverter para os artistas e também para a Associação Espaço Gota D’Arte que promove o ensino de música, dança, teatro e artes plásticas às crianças da Cidade da Praia, em regime de ATL. Com as ofertas está a contribuir para a compra de equipamentos de gravação no estúdio e instrumentos de ensino.    

Faça a sua licitação AQUI 

 

Conheças as obras e os artistas da Exposição coletiva

Tutu Sousa

16.12.1974 

Insta @tutu.sousa.arte  

 

A ROUCA VOZ DO SILÊNCIO 

Acrílico sobre tela (80×80) 

70.000 ECV // 700 EUR 

 

O PIANISTA 

Acrílico sobre tela (80×80) 

70.000 ECV // 700 EUR 

 

MORNA LINDA  

Acrílico sobre tela (120×120) 

110.000 ECV // 1.100 EUR 

 

Hélder Cardos

14.08.1990 

Insta @hjc_art 

 

PASSA MAL KA MORRI 

Acrílico sobre tela (100×100) 

70.000 ECV // 700 EUR 

 

LIGASON 

Acrílico sobre tela (100×100) 

80.000 ECV // 800 EUR 

 

INT 

Acrílico sobre tela (120×100) 

100.000 ECV // 1.000 EUR 

 

Simone Spencer

01.10.1990 

Insta @missmonispencer

 

SONHU DI MININU 

Técnica mista sobre tela (200×100) 

65.000 ECV // 650 EUR 

 

FEMICÍDIO 

Técnica mista sobre madeira (60×70) 

30.000 ECV // 300 EUR 

 

KA BU SKESI 

Acrílico e collage sobre tela (50×44) 

18.000 ECV // 180 EUR 

 

Sidney Cerqueira

16.12.1980 

Insta @sidneycerqueira80 

 

SPONTANEOUS XIII 

Acrílico sobre tela (100×100) 

70.000 ECV // 700 EUR 

 

SPONTANEOUS XV 

Acrílico sobre tela (150×100) 

85.000 ECV // 850 EUR  

 

SPONTANEOUS XXI 

Acrílico sobre tela (140×75) 

75.000 ECV // 750 EUR  

 

Edson Garcia 

14.03.1988 

Insta @edson.garcia.5473 

 

BEN LIBERTAN 

Acrílico sobre tela (80×100) 

65.000 ECV // 650 EUR 

 

NHA NACI GOMI 

Acrílico sobre tela (80×100) 

55.000 ECV // 550 EUR  

 

FOKU NU OLHAR I FÉ NA XINTIDU 

Acrílico sobre tela (100×100) 

65.000 ECV // 650 EUR  

 

Programa 

Leadership & Art Cabo Verde  

Rua D’Arte, Cidade da Praia 

21 março – Abertura da Semana Leadership & Art  

17h30 – Início da pintura do mural na Rua Maria de Fátima Fonseca Gonçalves (Terra Branca)  

 18h00 – Inauguração da Exposição na Galeria de Arte Tutu Sousa (Rua d’Arte)  

18h30 – Abertura do Leilão Solidário Gota D’Arte  

26 março – Encerramento das atividades e do Leilão   

A Associação Espaço Gota d’Arte é uma associação sem fins lucrativos, com sede  no bairro da Achadinha, criada em 2009, pelos artistas Bety Fernandes (bailarina) e Ndu Carlos (músico), com o intuito de despertar o interesse pelo ensino e troca de conhecimento artístico e cultural, promovendo sobretudo a Música, a Dança, o Teatro, as Artes Plásticas, não só como uma linguagem artística, mas também como instrumento de sensibilização, inclusão, educação e capacitação, de modo a que as crianças e os jovens sejam os atores da sua mudança/desenvolvimento”, tendo como público-alvo crianças, jovens e a sociedade em geral. A Associação trabalhou com mais de 500 crianças e jovens de vários bairros da Cidade da Praia.  

 

Galeria de Arte Tutu Sousa 

Rua de Arte – Terra Branca, Praia 

Porta nº 04 

Horário funcionamento 10H00 às 20h00 (durante semana exposição) 

Email: galeriatutu@gmail.com 

Tel.: +238 991 54 63, +238 996 62 94 

 

Arquivado em:África, Cabo Verde, Cultura e Lifestyle, Notícias

Vale a pena investir em Inteligência Artificial igual ao ChatGPT ?

21 Março, 2023 by Denise Calado

Desde o lançamento do ChatGPT em novembro, a mini-indústria dos laboratórios de Inteligência Artificial (IA) tem vindo a crescer exponencialmente, relata o The Economist. 

Ultimamente, não passa uma semana sem que uma startup desvende uma IA “generativa” baseada em modelos de “fundação” – os vastos e complexos algoritmos que dão ao ChatGPT e outros tais como ele a sua inteligência.  

O que já existe, além da Inteligência Artificial da Open.ai 

A 24 de fevereiro, a Meta, empresa que detém o Facebook, lançou um modelo chamado Llama. Elon Musk, chefe da Tesla e do Twitter, supostamente quer criar uma Inteligência Artificial que seja menos “woke” do que o ChatGPT.  

Além destes, existe já o Isaac Editor (que ajuda alunos a escrever ensaios), o Pickaxe (que analisa os documentos que os utilizadores fizerem upload) e o Ask Seneca (que responde a perguntas com base nos textos do filósofo estoico). 

O ChatGPT é o mais conhecido e conta já com mais de 100 milhões de utilizadores. No entanto, o catálogo de IA de Ben Tossell, um empresário britânico, sugere que a mudança real na IA generativa é a que se vê em serviços que falam menos, e que estão habilitados por modelos de fundação. 

Cada modelo é treinado em porções de texto, imagens, arquivos de som ou outros dados. Isso permite que interpretem instruções em linguagem natural e respondam com texto, arte ou música.  

Embora esses sistemas já existam há algum tempo, foi necessário surgir um serviço virado para o consumidor, como o ChatGPT, para evidenciar o seu potencial – e dos investidores.  

Os investidores começaram a considerar apostar nesta tecnologia quando a indústria das criptomoedas e do metaverso caiu. Além disso, estes modelos de base podem ser usados para facilitar a criação de novos serviços e aplicações. 

A aposta na Inteligência Artificial está em alta: em janeiro, a Microsoft investiu dez mil milhões de dólares na Open.AI, a start-up que criou o ChatGPT, tendo anteriormente feito um investimento de mil milhões. 

Que plataformas de IA generativa terão mais lucro? 

Por enquanto, este assunto ainda não está definido nos círculos tecnológicos. Não se sabe se há uma dinâmica de longo prazo em que o vencedor leva tudo. Muitas start-ups oferecem ideias e alternativas como o open code (código aberto), que poderá não ficar atrás do GPT-3.5 da Open.AI. 

A Inteligência Artificial generativa levanta também questões legais. Os modelos muitas vezes erram. Sydney, o chatbot que a Microsoft está a desenvolver para o seu motor de busca Bing utilizando a tecnologia da Open.AI, insultou alguns utilizadores e confessou amar pelo menos um. 

A Open.ai já está a ajustar as expectativas para o gpt-4, a tão esperada atualização de seu modelo de fundação.  

Não vai, no entanto, moderar o apetite dos investidores por IA generativa. Para investidores com uma maior aversão ao risco, a aposta mais segura no momento é nos fornecedores do amplo poder de processamento necessário para treinar e executar modelos de fundação.  

O preço das ações da Nvidia, que projeta chips para aplicações de IA, subiu 60% até agora este ano. Serviços de computação em cloud e proprietários de data centers também estão a ter retornos.  

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Joana Tavares é a nova Human Resources Business Partner da Aon Portugal

21 Março, 2023 by Denise Calado

Joana Tavares é a nova Human Resources Business Partner da Aon, responsável por acompanhar e colaborar na gestão estratégica dos Recursos Humanos em Portugal, em colaboração com a equipa de RH da Ibéria. 

Com uma experiência de mais de 15 anos, a responsável tem uma carreira com relevância no grupo Inditex, tendo começado na marca Pull&Bear. Depois dedicou-se às Pessoas nas marcas RH Zara Home, Talent Center e equipa internacional de Projetos de RH. 

Joana Tavares é licenciada em Psicologia pelo ISPA, com um programa de Leading and Energizing Teams for Performance da Católica Lisbon School of Business and Economics. 

 

Os desafios relacionados às pessoas são muito diversos e complexos e espero contribuir ativamente no desenvolvimento de estratégias adaptadas a cada uma das pessoas para alavancar a Gestão de Recursos Humanos da empresa. É com muito orgulho que me junto a esta equipa para ajudar a posicionar a marca Aon no mercado nacional 

Joana Tavares, Human Resources Business Partner da Aon Portugal

Num ambiente organizacional cada vez mais dinâmico e competitivo, a gestão de Recursos Humanos é uma área estratégica com inúmeros desafios. A gestão de Recursos Humanos é um tema importante para o qual a Aon se quer destacar na atração, retenção e desenvolvimento de Talento e a Joana será, certamente, uma mais-valia para este caminho que a Aon está a traçar 

Carlos Freire, CEO da Aon Portugal

Arquivado em:Notícias, Pessoas

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