• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      João Silva Martins é o novo Digital Operations & Information Security Director da Securitas Portugal

      De processo esquecido a prioridade estratégica: qual é o futuro do alargamento europeu?

      Tecnologia barata, custos elevados: a equação que preocupa as empresas

      «Será que ainda sou relevante?»: Rita Sambado inquieta plateia e desafia o futuro da liderança

      Catarina Esteves (Coca-Cola): «A força de uma empresa tem de servir para mais do que vender um produto»

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      João Silva Martins é o novo Digital Operations & Information Security Director da Securitas Portugal

      De processo esquecido a prioridade estratégica: qual é o futuro do alargamento europeu?

      Tecnologia barata, custos elevados: a equação que preocupa as empresas

      «Será que ainda sou relevante?»: Rita Sambado inquieta plateia e desafia o futuro da liderança

      Catarina Esteves (Coca-Cola): «A força de uma empresa tem de servir para mais do que vender um produto»

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Desporto, estilo e bem-estar: estas são as escolhas que elevam a rotina diária

      Joana Garoupa: «Nunca foi preciso esconder o apelido para caber no mundo»

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Onésimo Teotónio de Almeida: «A saudade é um desejo de se ficar no passado»

      Bonga: As mensagens das minhas canções «foram mais longe do que o discurso dos políticos»

      Roberta Medina: «As empresas não podem ter a miopia de olhar apenas para as suas metas»

      «Se o líder for mau, a IA vai ajudá-lo a tomar más decisões mais depressa», defende Ricardo Fortes da Costa

      «Hoje a engenharia civil não consegue atrair: é uma profissão que perdeu espaço e alguma credibilidade», explica Nuno Garcia

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Denise Calado

«O verdadeiro preço da liderança é colocar as necessidades dos outros acima das suas», Olavo Correia no jantar de abertura da Leadership Summit Cabo Verde

23 Março, 2023 by Denise Calado

“Os líderes que se preocupam com as pessoas comem por último, porque o verdadeiro preço da liderança é a vontade de colocar as necessidades dos outros acima das suas”, foi com estas palavras que Olavo Correia, Vice-Primeiro Ministro, Ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e Ministro da Economia Digital de Cabo Verde, marcou presença no jantar oficial de abertura da Leadership Summit Cabo Verde, que decorreu no Hotel Pestana Trópico na Cidade da Praia. 

Olavo Correia destacou a importância da “humanização da liderança”, em que as “pessoas são muito mais do que um recurso disponível”, em que empresas e organizações devem criar o ambiente adequado para que as pessoas se sintam valorizadas.

Um líder define-se pela sua capacidade de “inspirar os outros a sonhar, aprender e fazer mais”, é aquele que “toma conta das suas pessoas e serve-se por último”. Quanto a metas para o desenvolvimento de Cabo Verde, o Vice-Primeiro Ministro falou da necessidade de ambição e de traçar os objetivos, enquanto Nação, de eliminar até 2026 a pobreza extrema e, no domínio da transição energética, atingir até 2030 a produção de energias renováveis até 50%.

Sobre os desafios para o futuro do país, Olavo Correia, referiu: “Cabo Verde quer ser uma plataforma internacional de prestação de serviços”, e para isso são precisos “jovens altamente qualificados no ensino superior”, não só nas áreas da ciência, tecnologia e inovação, mas também da cultura.

“Porque não queremos formar máquinas, queremos formar Homens, com valores como o mérito, o trabalho, o respeito e a democracia”, frisou. As novas gerações cabo-verdianas irão garantir um País mais relevante quanto à transição energética e digital, livre da pobreza extrema e com foco na economia circular.

O desafio, a ambição e o amor na organização da primeira Leadership Summit Cabo Verde

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs. O programa que decorre ao longo da semana, e que se iniciou com a inauguração da Leadership & Art Cabo Verde, na Terra Branca, é resultado de meses de preparação e de um trabalho de equipa intenso e profícuo.

Filipe Vaz, CEO da Tema Central, empresa co-organizadora da Leadership Summit Cabo Verde, relembrou o sucesso do evento em Portugal, há sete anos, e que o “objetivo da internacionalização do Projeto começou por Cabo Verde, após disponibilização das identidades oficiais e particulares do País”. O tema do primeiro evento, “Nova Liderança Digital”, explica-se pela “digitalização e transição digital como fatores fundamentais para o desenvolvimento de Cabo Verde”. Quanto ao programa desenvolvido ao longo da semana, ele “foi pensado e desenhado com o intuito de envolver toda a comunidade”.

Ricardo Henriques Tomás, Partner da The Office, e co-organizador da Leadership Summit Cabo Verde, realçou o desafio da realização da Cimeira com o objetivo de “colocar Cabo Verde na rota deste tipo de eventos” e que “começa agora um caminho novo que desejamos percorrer em conjunto com todos vós nos próximos tempos”. Pela sua experiência, nos últimos 14 anos em Cabo Verde, “foi o trabalho, a honestidade, a generosidade e a humildade, e o amor à terra” que marcaram a sua vivência, reforçando a admiração pelas suas gentes.

“Não escolhemos o sítio onde nascemos, na verdade o mais importante que temos na vida não resulta da nossa escolha”, com estas palavras, Catarina Guerra Barosa, Diretora de conteúdos da Revista Líder, reforçou a vontade de trabalhar para as lideranças do País “para que o conhecimento do que melhor se faz pelo mundo aqui chegue e inspire estes homens e mulheres que no meio do Atlântico são de uma singularidade surpreendente”. “O momento agora é para fazer clique”, concluiu.

“Este é um projeto que nasce do amor”, rematou Cláudia Nunes Pereira, Partner da The Office, que reforça ter chegado o momento de marcar a diferença e dar início a um novo ciclo de transformação.

Veja o programa completo aqui.

Programa dos side events podem ser encontrados neste link.

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline.

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT e ASA, na qualidade de Gold Sponsors;  Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsor; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio da Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da cimeira, e os hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção.

A partir do dia 31 de março, assista às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt) MEO #165 ou NOS #560.

 

 

Arquivado em:Notícias

José Maria Neves: «As tecnologias são o futuro de Cabo Verde, podem fazer deste país uma potência»

23 Março, 2023 by Denise Calado

O Presidente de Cabo Verde desde 2021, José Maria Neves, não tem dúvidas sobre a capacidade dos cabo-verdianos para transformarem um país arquipelágico numa potência. 

As características adversas do país têm sido ao mesmo tempo o grande desafio para as lideranças e para a população, obrigando todos a verdadeiros milagres. Um país montanhoso, onde quase não chove, dividido em dez ilhas espalhadas pelo oceano Atlântico, pode agora beneficiar de fatores excelentes para se afirmar no mundo. A sua posição geoestratégia que fomenta pontes para o continente americano, europeu e africano é absolutamente determinante, o investimento na digitalização da economia e dos serviços públicos pode acelerar exponencialmente o processo de crescimento e, finalmente, o mais importante, as pessoas, os cabo-verdianos e a sua força e talento serão a cereja no topo do bolo para que nenhuma oportunidade seja desperdiçada. “Os líderes estão todos em Cabo Verde e na Diáspora” segundo nos refere José Maria Neves. O apelo é agora para eles.  

Do ponto de vista estratégico, considera que o crescimento e o desenvolvimento do país passam por uma estratégia de empoderamento das lideranças?  

O desenvolvimento de um pequeno estado insular, como Cabo Verde, é um processo complexo e difícil. Cabo Verde para dar o salto precisa de lideranças visionárias, transformadoras e muito fortes. Aqui, os líderes podem marcar o ritmo do processo global de transformação e modernização do país, a todos os níveis e em todas as áreas. Devemos fazer um esforço no sentido de empoderar as lideranças. É claro, que a liderança é a um tempo ciência e arte. Como arte é intuitiva. Como ciência possui algumas habilidades possíveis de interiorizar: a capacidade cognitiva, analítica, de relacionamento interpessoal e emocional. Estas dimensões podem ser trabalhadas no sentido de desenvolver líderes mais capazes de catalisar o processo global de transformação de Cabo Verde.  

E esses líderes estão todos em Cabo Verde?  

Sim, estão nas ilhas e na diáspora. Cabo Verde é um país especial, é um estado transnacional e tem transmigrantes. Está no mundo, é desterritorializado, as pessoas vivem em vários mundos com dinâmicas políticas, económicas e culturais diferenciadas, o que exige uma capacidade de avaliação do que acontece nas ilhas e no mundo e uma enorme inteligência de adaptação, antecipando a mudança e adequando as estruturas e políticas às realidades emergentes.  

Estou a lembrar-me de uma conversa com um taxista cabo-verdiano, em que ele referia não ser Africano, nem Europeu, ele disse ser Atlântico. Ou seja, a posição geoestratégica pode ser um ponto fortíssimo a favor do desenvolvimento deste país?  

Sim. Cabo Verde é um país ponte, que nasce do cruzamento entre a Europa, África e as Américas. Nasce aqui uma nação, que é um protótipo do futuro e por isso temos características muitos especiais. Temos muito de África, da Europa e do mundo. É um ponto de encontro de culturas, de civilizações, é também um caldeirão de ensaios, mas tendo em conta que vivemos sempre no fio da navalha – não há recursos naturais, a natureza é extremamente agreste – as pessoas acabam por ter uma certa angústia e uma certa necessidade de criar todos os dias para poderem viver e fazer com que Cabo Verde funcione. E isto faz do cabo-verdiano um ser muito aberto ao mundo, com muitos talentos. Basta ver a capacidade musical, a capacidade desportiva, e não é só no futebol, estamos também no campeonato mundial de andebol, estamos a jogar com grandes equipas mundiais e a ter excelentes desempenhos. Fomos apurados para o mundial de basquetebol. Uma vez, uma vice- -ministra chinesa em visita a Cabo Verde perguntou-me qual é o milagre de Cabo Verde em ter uma seleção de futebol em África tão falada num país tão pequeno. Este país tem uma grande ânsia de desenvolvimento e de afirmação. Em termos de ideias e reivindicações é um país de primeiro mundo e é isso que impulsiona o processo de transformação e acaba por condicionar o exercício de governance e por exigir muito mais daqueles que governam.  

O facto de ter à disposição de um país um conjunto de ferramentas tecnológicas pode fazer a diferença e acelerar esse posicionamento de Cabo Verde no mundo? Lembro-me da participação na Web Summit 2022, salvo erro foi o primeiro país africano. Como olha para a tecnologia?  

As tecnologias são o futuro de Cabo Verde, podem fazer deste país uma potência. Somos 10 ilhas – nove habitadas – podem estabelecer as pontes entre elas e o facto de sermos um estado transnacional podemos ligar as ilhas à Diáspora. Eu vi o brilho nos olhos dos cabo-verdianos em Odivelas, quando na Loja do Cidadão inaugurámos um balcão da Casa do Cidadão de Cabo Verde, para poder ter acesso em dois ou três minutos a uma certidão de nascimento ou ao registo criminal, quando antes demorava oito a nove meses, ou mesmo um ano, e tinha de mandar vir de Cabo Verde. Agora, com um clique, pode obter esse documento em Paris, Boston ou Lisboa, Washington, onde estiver.  

A desburocratização fica de facto visível.  

Sim, mas não só. Também a ligação a Cabo Verde e a possibilidade de ter acesso a serviços públicos. Mas há mais. Por exemplo, na Casa do Cidadão podemos criar uma empresa em minutos. O milagre é o que se faz no backoffice, a integração de quase uma dezena de serviços que dialogam entre si, como a Direção Geral do Trabalho, as Finanças, a Previdência Social, os Registos e Notariado. Esta rapidez permite também o aumento da competitividade da economia. Sendo uma pequena economia temos muitos constrangimentos restritivos ao processo de crescimento e temos também baixa competitividade, o mercado é muito pequeno. Portanto, esta possibilidade de melhorarmos o ambiente de negócio e de permitirmos a rápida criação de empresas e de outras oportunidades de investimento podem contribuir enormemente para o seu desenvolvimento, mas também a formação. Cabo Verde já ganhou o prémio de inovação em Administração Pública (AP), pelo Sistema Integrado de Gestão do Orçamento (SICOF), que garante a transparência da AP. E quando vemos os dados relativos à governance, às liberdades económicas e à transparência, tudo isto é garantido com o rápido processo de crescimento digital do país. Fica evidente, que para Cabo Verde, a transição digital é vital para o futuro do país. 

Quase tão importante como a chuva. É interessante saber que a chuva faz alterar o valor bolsista.  

Tão importante como a chuva. Até o humor das pessoas muda. Somos tão dependentes, temos uma relação muito especial com a água, mas penso que estamos também a desenvolver essa relação com as tecnologias. É uma coisa mágica para o cabo-verdiano, as ilhas estão segmentadas, mas de repente posso ver a minha tia em Santo Antão, o meu primo na Ilha Brava, posso ver o que está a acontecer nas diferentes ilhas e sinto que as ilhas estão mais próximas e mais unidas. E posso acompanhar o que a minha família faz em Angola ou nos EUA. A dimensão tecnológica, a digitalização da economia, da cultura e do ensino cria enormes possibilidades.

A Diáspora faz parte da identidade nacional, desde o séc. XVII que os cabo-verdianos estão espalhados pelo mundo, fomos os primeiros africanos livres a chegar aos EUA.

Temos professores universitários nas melhores universidades, médicos especialistas, investigadores em todo o mundo desenvolvido. Está a ver o que seria colocar todo este talento ao serviço do país? Um professor em Washington pode dar aulas na universidade de Cabo Verde. Um médico em Londres pode dar consultas. Um investigador pode apresentar o seu estudo a qualquer ilha. Criaremos um vigor intelectual tão forte que dará uma grande projeção e crescimento. 

Cabo Verde tem uma população de 491 mil habitantes, faz parte da estratégia do país atrair mais pessoas para viverem cá, refiro-me a uma nova vaga de trabalhadores remotos e trazer a Diáspora?  

Cabo Verde neste momento é um país de grandes oportunidades em quase todos os domínios. Não diria necessariamente regressar, a vocação do cabo-verdiano é ser transmigrante, é viver em vários mundos.  

Mas viver temporadas no seu país de origem. 

Isso já começa a acontecer. Pessoas que estão cada vez mais presentes aqui, mas que vivem em Londres ou nos EUA, e que se deslocam para trabalhar ou passar férias periodicamente. Ainda há dias na apresentação da Escola Universitária Católica veio um investigador cabo-verdiano que está em Michigan falar sobre a sua experiência numa universidade de ponta. Já há este intercâmbio e tudo isto dá muito vigor intelectual e pode ser um fermento para acelerar o ritmo de transformação.  

O lado B da tecnologia, os perigos e obviamente o cibercrime estão na ordem do dia e serão trazidos para o palco da Leadership Summit Cabo Verde. Os Estados estão vulneráveis. O Estado de Cabo Verde, ao assentar grande parte da sua estratégia de crescimento e de prosperidade na tecnologia, está ciente também desta necessidade de cibersegurança e de acautelar todo o seu sistema?  

Obviamente. Em cada Era de desenvolvimento houve, além das oportunidades, ameaças, por isso é preciso estar consciente disso. Deng Xiaoping dizia: quando se abre uma janela entra bom ar, mas também entram moscas e mosquitos. Quase tudo no mundo é como uma moeda, tem as duas faces. É preciso ver todas as possibilidades, as oportunidades, e tentar potenciá-las e criar mecanismos para garantir que as ameaças não destruam todo o processo de criação de riqueza e prosperidade. Cabo Verde está muito atento a isso, e é uma preocupação a cibersegurança.  

Se tivesse de deixar algumas palavras aos líderes cabo-verdianos o que lhes diria?  

O líder cabo-verdiano deve continuar a ser generoso e muito inteligente e pragmático. A perspetiva em Cabo Verde é sempre o soft power e a nossa capacidade de atração. Para sermos bem notados, temos de ser suficientemente inteligentes para nos superar todos os dias. O líder cabo-verdiano tem de ter uma enorme capacidade de superação e a resiliência das montanhas de Cabo Verde.  

E como gostava de olhar para Cabo Verde dentro de cinco anos?  

Gostaria de ver um país moderno, próspero, justo e com oportunidades para todos. O cabo-verdiano tem uma ânsia enorme de desenvolvimento, mas tem um espírito forte de igualdade, abomina injustiças. Mas o que é mais difícil de criar no mundo, apesar de todo o crescimento, é a igualdade. Acho que devemos trabalhar para que daqui a cinco anos tenhamos mais prosperidade, mais equidade, mais oportunidades, sobretudo, partilhadas por todos.  

E mais mulheres no poder?  

Já tivemos. As mulheres aqui são muito poderosas. Têm a força destas ilhas vulcânicas. Quando vejo as ilhas, imagino se fosse possível ver as ilhas a irromperem do mar seria uma imagem extraordinária. Ligo as mulheres a essa força.  

É quase a força maternal, a força da criação.  

As cabo-verdianas e os cabo-verdianos levaram estas ilhas às costas. Antes não tínhamos carrinhos para os bebés e as mulheres iam trabalhar ou apanhar água com um filho às costas. As mulheres cabo-verdianas carregaram este país às costas. São autênticas heroínas aqui e na Diáspora. 

 

Por Catarina G. Barosa 

Fotografia: Presidência da República 

Esta entrevista foi publicada na edição especial da revista Líder Cabo Verde. 

Subscreva a Líder AQUI.  

Arquivado em:África, Cabo Verde, Entrevistas, Notícias

«Não é o lugar onde nascemos que nos define ou limita», Dino d’Santiago na Leadership Summit Cabo Verde

23 Março, 2023 by Denise Calado

Dino d’Santiago, vai marcar hoje presença na Leadership Summit Cabo Verde, na Assembleia Nacional (Cidade da Praia), sob o tema “Nova Liderança Digital”.  

O compositor, músico e ativista vai participar no Debate “Empreendedorismo Jovem – O Futuro da Liderança”, juntamente com Darlene Barreto (Presidente da Fundação Orlando Pantera), Hélder Cardoso (Artista Plástico) e Zedilson Almeida (Young Leader da Fundação Obama para Angola). No momento de encerramento da Cimeira, pelas 16h40, vão-se contar e partilhar histórias para inspirar e motivar os outros a serem líderes das suas próprias vidas  

Conheça um pouco melhor o perfil de Dino d’Santiago a partir destas duas perguntas. 

Qual a importância do desenvolvimento da liderança em Cabo Verde e quais considera serem os desafios fundamentais? 

Cabo Verde é dos Países mais jovens da comunidade CPLP. Com um aproveitamento Escolar acima dos 70% no ensino secundário. Neste momento o maior desafio, a meu ver, é a criação de oportunidades e estruturas que desenvolvam um mercado de trabalho, que potenciem cada vez mais os jovens a criarem os seus próprios negócios, e queiram permanecer no Arquipélago, para que o seu desenvolvimento seja cada vez maior.
 

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Cabo Verde? 

Acredito que a minha experiência e testemunho de vida, poderão inspirar muitos jovens a acreditarem no poder da visualização, e acima de tudo, a perceber que não é o lugar onde nascemos que nos define ou limita. Cada um de nós é agente de mudança. E a força de acreditarmos em nós próprios, tira o poder de decisão a terceiros. Conduzimos o nosso próprio destino! 

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs. 

Veja o programa completo aqui. 

Programa dos side events podem ser encontrados neste link. 

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline. 

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT e ASA, na qualidade de Gold Sponsors;  Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsor; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio da Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da cimeira, e os hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção. 

A partir do dia 31 de março, assista às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt) MEO #165 ou NOS #560. 

Arquivado em:África, Cabo Verde, Liderança, Notícias

Os Futuristas: “NFTs não são arte”. A sério, anon?

23 Março, 2023 by Denise Calado

Nem vou começar pela questão seminal do que é arte e das suas definições físicas, filosóficas ou fisiológicas. Ser ou não ser, eis uma não questão.  

Sendo este um tema que se alonga muito mais que a fatalista afirmação, faço a minha declaração de intenções: NFTs são arte e muito mais do que isso. São tokens de activos reais, como casas ou relógios, são filmes, músicas, jogos, servem processos de decisão e voto. Dadas as suas características, é provável que nos próximos anos os NFTs passem a fazer parte das nossas vidas, mesmo que não saibamos que o são ou gostemos deles.  

Mas voltemos à arte. Chamo à conversa dois velhos amigos: Korzybski e McLuhan. Quem já leu ou se interessou por semântica ou programação neurolinguística, saberá onde quero ir chamando Korzybski à mesa: “o mapa não é o território”. Fui coleccionadora de coisas a minha vida toda, desde o “Era uma Vez: o Corpo Humano” e conchas da praia, até primeiras edições de livros e arte nas suas mais diversas formas e feitios. Durante mais de um ano fui a pessoa mais céptica e irritante em relação ao tema “arte digital”. Não percebia como é que alguém podia gostar disso, “mas são macacos e nem são assim tão bonitos”, ou como podia sequer apreciar uma coisa sem fisicalidade. Puxava de um high-brow daqui até ao Museu do Prado e acabava a conversa sempre da mesma maneira: “isso não é para mim”. Até que decidi tentar perceber o que era. E percebi que afinal também era para mim. Estava perdida nas convicções do meu “mapa”, quando, afinal, este “território” tinha uma geografia tão mais interessante do que aquela que os meus olhos conseguiam ver. Na altura, 2021, Damien Hirst estava a lançar um projecto chamado “The Currency”: 10.000 NFTs correspondentes a 10.000 obras físicas. Um ano mais tarde, os coleccionadores tinham que fazer uma escolha: ficar com o NFT ou optar pela obra física, sendo que se escolhessem o primeiro, a obra física sofreria um burn. “Burn” é um termo utilizado para significar a destruição de um NFT na blockchain. No caso, Hirst fez um duplo burn: na blockchain e fisicamente, tendo literalmente queimado as obras de arte correspondentes. O resultado foi muito mais equilibrado do que achei que seria: 5.149 escolheram as obras físicas, 4.851 optaram pelos NFT. Durante este ano, e até hoje, o meu “mapa” cresceu. Descobri centenas de artistas extraordinários, comprei obras de alguns deles, percebi como funcionava a blockchain e que tinha tanto sentido no meio disto tudo (quantidade/escassez, royalties do artista, quem comprou, carteira pública do artista, transferibilidade com rastreabilidade, imutabilidade e tantos outros).  

Nunca nada vai substituir ver os “Water Lilies” do Monet ao vivo no Chichu Art Museum, onde tive que entrar descalça mas de onde na verdade acabei por sair totalmente despida com tamanha beleza. Mas também nada vai substituir quando descobri o “The Ethereal Rose” do Alpha Centauri Kid, um NFT cujo contrato pode ser manipulado pelo artista ou pelo dono para alterar o estado desse NFT. Quando foi vendido, “The Ethereal Rose” era uma imagem de uma rosa caída que apenas ganhava vida uma vez por ano, no aniversário do Van Gogh. Ou o “Katenai” do Hiroji Kotegawa, um NFT com 29.200 pixels, em que cada pixel representa um dia, 80 anos — representativos da vida de uma pessoa. Nesta obra, por cada dia que passa, um pixel desaparece, simbolizando o tempo que já não recuperamos.

“Right-click and Save As guy” by XCOPY. Comprado por Cozomo de’ Medici por 1600.0 ETH ($7.022M) 

 

E isto leva-me a dar a palavra a McLuhan: “o meio é a mensagem”. A blockchain permite fazer coisas que até hoje nunca foram exploradas como arte. É arte que mistura programação, matemática, tecnologia. Também é, tantas vezes, arte que imita a arte física, mas num formato digital. E não há nada de errado com isso. Perdemos a textura do pincel, ganhamos o movimento. Perdemos a magia da restauração, ganhamos na proximidade ao artista. Mas também perdemos as falsificações e ganhamos rastreabilidade e transparência (ainda que o espaço esteja cheio de bad actors a tentarem explorar falhas, diga-se). Perdemos o privilégio e ganhamos na democratização. Os artistas ficam com uma plataforma de proximidade muito maior com os seus coleccionadores, permitindo dar-lhes “perks” por serem-no. Podem criar “allowlists” (listas de acesso privilegiado) com um simples snapshot (uma ferramenta que permite saber que carteiras detêm os seus NFTs), leilões, open editions, criar escassez através de burns, que por sua vez podem gerar outras obras de arte. Sim, o meio também é a mensagem. 

As grandes casas como a Sotheby’s e a Christie’s já estão a experimentar o espaço. O oncyber já tem uma quantidade significativa de galerias que podem ser visitadas digitalmente. Vamos começar a ver mais ecrãs nas galerias de arte ao lado de obras físicas. Os coleccionadores vão investir em Tokenframes para terem em casa como investem em excelentes molduras e vidros.  

Acredito que a arte física e a digital vão crescer em sintropia, conquistar os seus espaços, as suas singularidades e os seus defeitos. E se nada disto acende uma centelha de curiosidade desse lado, atrevo-me a dizer que há aí mais do que um pixel a desaparecer por dia.  

 

A publicação deste artigo é parte do novo Projeto editorial da Líder “Os futuristas: o futuro do futuro”. 

Saiba mais sobre Os futuristas aqui. 

 

 

Arquivado em:Futuristas, Notícias

Making of da capa da Líder Cabo Verde com assinatura da FCB Lisbon

23 Março, 2023 by Denise Calado

Edson Athayde, CEO e Diretor Criativo da FCB Lisboa, assina a criatividade da capa da primeira revista Líder Cabo Verde com o tema “Nova Liderança Digital” e explica-nos o exercício de construção criativa. 

 

“Será que a Inteligência Artificial pode alterar a nossa maneira de pensar, projetar o futuro e criar? As respostas podem ser muitas, mas todas terão de ter necessariamente um viés no “sim”. Prova disto é a capa desta Edição Especial Cabo Verde da revista Líder. 

 

 O seu processo criativo começou igual a todos os outros quando a Líder convida a FCB Lisboa para criar a imagem que irá ilustrar uma edição sua. A diferença é que fomos a um processador de imagens virtuais para encontrar o que seria o produto final.  

Queríamos encontrar uma representação de futuro diferente de velhos dogmas. E se o futuro fosse mulher? E se o futuro espelhasse a cultura africana? E se o futuro fosse racialmente diverso das representações made in USA?  

O resultado, desenhado pela Inteligência Artificial, é o que pode ver na capa deste volume. Uma linda e empoderada astronauta africana. Temos assim um futuro mais diverso, mais complexo, mais aberto a infinitas possibilidades. Que bom que seja assim. Que bom que possa ser assim para Cabo Verde (ao menos, assim o imaginámos)”. 

 

Subscreva a Líder AQUI. 

 

Arquivado em:Notícias

Luís Lopes é o novo CEO da Vodafone Portugal

23 Março, 2023 by Denise Calado

Luís Lopes é o novo CEO da Vodafone Portugal a exercer funções a partir de 1 de abril. Depois de em 2014 ter ingressado no Grupo Vodafone, o gestor regressa a Portugal substituindo Mário Vaz, que assume, também a 1 de abril, o cargo de CEO da Vodafone Espanha. 

Luís Lopes é licenciado em Engenharia Física pelo Instituto Superior Técnico e iniciou a sua carreira profissional na Procter & Gamble e na McKinsey & Company. Em 2004, ingressou na Portugal Telecom e em 2006 integrou a Comissão Executiva da PT Comunicações. Mais tarde exerceu o cargo de COO da NOS, função que assumia quando, em 2014, se juntou ao Grupo Vodafone. Como SLT do Grupo, desempenhou várias funções: Director for Fixed and Convergence, Director Commercial Europe Cluster, onde se incorpora Portugal e, mais recentemente, foi nomeado Director for Fibre & Partnerships na Vodafone Alemanha. 

 

A liderança da Vodafone Portugal é um desafio que me deixa honrado e que me permite continuar a contribuir para o crescimento do Grupo Vodafone, desta feita no meu País, onde o legado dos meus antecessores fez desta operação uma das mais bem-sucedidas e admiradas do Grupo. É com entusiasmo e orgulho que substituo o meu colega Mário Vaz, responsável por uma década de reconhecidos resultados na Vodafone Portugal 

Luís Lopes, CEO da Vodafone Portugal

Tendo feito parte desta Empresa desde o primeiro dia da sua presença no mercado até 31 de março de 2023, não há lugar a despedidas ou a sentimentos de saudade. Esta Empresa tornou-me na pessoa que sou hoje e determinou de forma irreversível a minha forma de liderança atual e futura. Estou e estarei para sempre ligado a esta Empresa e às pessoas que fizeram e fazem parte da mesma. Continuarei a acompanhar de muito perto o vosso percurso com um enorme sentimento de orgulho, com a alma cheia de gratidão, a saudável vaidade de ser um de vós e ter tido o privilégio de vos liderar nos últimos 10 anos 

Mário Vaz, CEO da Vodafone Espanha 

Arquivado em:Notícias, Pessoas

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 42
  • Página 43
  • Página 44
  • Página 45
  • Página 46
  • Interim pages omitted …
  • Página 285
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.