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Denise Calado

Conheça o panorama do Influencer Marketing em Portugal

10 Março, 2023 by Denise Calado

Portugal já superou os 20 milhões de euros de investimento em influencers, mas 11 milhões foram “mal gastos” pelas marcas. Em apenas um ano, verificou-se um crescimento de 66% de investimento em influencer marketing, tornando-se o canal com maior aumento. Contudo, em 2022, duas em cada três campanhas com influencers não obtiveram um ROI positivo (68%).

Um novo estudo faz a avaliação quantitativa do panorama do Influencer Marketing em Portugal e revela que em 2023, espera-se que o investimento chegue aos 25 milhões de euros.

A ascensão do marketing de influência em Portugal

A análise elaborada pela Human To Human (H2H) e a Primetag, destaca que em apenas um ano, em Portugal, o nível de investimento direto em publicidade com influencers registou um crescimento de 66%, alcançando a barreira dos 20 milhões de euros.

Este é um crescimento rápido, se comparado com a média de crescimento de Espanha, de 22,80% (fonte: IAB & PWC) e de um mercado maduro como os Estados Unidos, de 27,80% (fonte: eMarketer).

O estudo conclui que é necessário profissionalizar a disciplina e o setor para as marcas conseguirem um ROI positivo, pelo facto de as empresas ainda não estarem a conseguir otimizar todo o valor investido nas campanhas com influencers.

Instagram ou Tik Tok: quem toma a dianteira em Portugal?

O estudo analisou também as razões que impedem um retorno positivo do investimento das marcas quando trabalham com influencers. Para a elaboração deste estudo trabalhou-se com o número 100% real do total de criadores de conteúdos que existem em Portugal, bem como o total de publicações em diferentes formatos, tanto em Instagram como TikTok.

De acordo com a análise, o Instagram precisou de 12 anos para conseguir reunir 15 mil influencers, enquanto o TikTok, em apenas 6 anos, alcançou 12 mil (80% dos criadores que estão no Instagram), sendo assim mais fácil construir grandes comunidades no TikTok.

No ano de 2022 em Portugal, o IG Story foi o formato estrela da plataforma: 9 em cada 10 conteúdos publicados foram neste formato. Conclui-se ainda que o formato Reels é o tipo de conteúdo com maior crescimento em 2022. Em média, cada influencer publicou 17 Reels comparativamente a 53 Post Foto, neste ano.

A publicidade com influencers está a viver um dos seus melhores momentos. Foi uma das  áreas com maior crescimento em 2022, pelo seu grande retorno e pela sua capacidade de avaliação de resultados de maneira direta.

O TikTok é uma plataforma em crescimento exponencial em Portugal e que, apesar de recente, já conquistou cerca de 30% da população portuguesa (3.1M de usuários). Já o formato Reels foi o único formato de vídeo que cresceu na plataforma. A razão que explica esta elevada percentagem de crescimento é o facto deste formato ter sido a resposta do Instagram ao forte crescimento do TikTok.

Para o crescimento do Influencer Marketing em Portugal será essencial a profissionalização do setor. A base desta profissionalização é a transparência em todos os âmbitos: tanto para o consumidor, com um código regulador; como para as marcas. Temos muita confiança no mercado português, porque começamos agora esta nova etapa, mas já capitalizamos cerca de 5% do investimento total na área, e contamos com a confiança de muitos clientes que também já confiaram na H2H como agência em Portugal. Todos são empresas multinacionais, nas quais o cálculo do ROI é de extrema importância a nível global

Luis Díaz, Diretor Geral da H2H

 

O Influencer Marketing é um mercado extremamente emocional, em que as relações muitas vezes estão acima do que são os benefícios económicos e de ROI das empresas. Claramente, hoje em dia, com o crescimento do setor, dizer que “eu gosto deste influencer” já não é suficiente – os dados têm um peso muito maior

Manuel Albuquerque, CEO da Primetag

Arquivado em:Marketing, Notícias

«O grande desafio para os líderes é a definição de estratégias a médio e a longo prazo», a visão da Academia na Leadership Summit Cabo Verde

10 Março, 2023 by Denise Calado

Arlindo Oliveira da Veiga é Pró-reitor da Universidade de Cabo Verde, e pertence ao painel de oradores da Leadership Summit Cabo Verde, a Cimeira de Liderança a ter lugar na Assembleia Nacional (Cidade da Praia), no próximo dia 23 de março, sob o tema “Nova Liderança Digital”.

O investigador e responsável para as áreas de Tecnologia, Inovação e Dados, vai participar no Debate “A Segurança dos dados e das comunicações”, no Slot “Assegurar – Liderança Cibersegura”, com foco sobre a importância estratégica da cibersegurança, proteção dos dados e desafios da tecnologia.

Fizemos três perguntas para que fique a conhecer um pouco melhor o perfil de Arlindo Oliveira da Veiga.

Qual a importância do desenvolvimento da liderança em Cabo Verde e quais considera serem os desafios fundamentais?

Ter líderes competentes e versados na sua área de atuação é de suma importância para Cabo Verde, como qualquer outro país. No caso particular de Cabo Verde, um país arquipelágico, singular na sua região e com grandes desafios sociais e económicos, o desenvolvimento de liderança é crucial para garantir a eficácia na gestão dos recursos, a comunicação eficiente e a gestão de interesses vários, além de ter objetivos bem definidos.

O grande desafio para os líderes em Cabo Verde é a definição de planos e estratégias a médio e a longo prazo. O país é vulnerável com flutuações de várias ordens, e em várias geografias, e ainda apresenta desafios na sua integração regional. A gestão dos recursos naturais e a industrialização é um dos grandes desafios que podemos apontar. Uma das formas de vencer os vários desafios é uma aposta na qualificação e certificação de competências. Não só no Ensino Profissional, mas também no Ensino Superior com apostas em formações orientadas para o mercado mundial – o que implica investimentos em graduações e pós-graduações por forma a preparar o país para competir com os melhores em qualquer parte do mundo.

O que podemos esperar da sua participação na Leadership Summit Cabo Verde?

Espero contribuir com a explanação da minha experiência académica, partilhar os desafios que enfrentamos na gestão da academia e deixar vincada a minha posição sobre o que esperar de um líder. Espero ainda ter oportunidade de fazer networking, identificar oportunidades de colaboração e absorver experiências das outras partilhas.

Que palavras quer deixar aos líderes cabo-verdianos?

Gostaria que houvesse um alinhamento nos grandes desafios que o país enfrenta. Uma liderança baseada em valores éticos, responsável e transparente cujo objetivo principal é o bem-estar da população. Gostaria ainda que os líderes tivessem a perceção da importância do incremento do número da população habilitada com o Ensino Superior num mundo cada vez mais globalizado.

 

Veja o programa completo aqui.

Programa dos side events podem ser encontrados neste link.

Adquira o seu bilhete para a Leadership Summit Cabo Verde na bilheteira online Ticketline.

 

A Leadership Summit Cabo Verde é uma iniciativa da Tema Central e da The Office, agência cabo-verdiana de Public Affairs.

 

Para além do apoio institucional do Governo de Cabo Verde, da Assembleia Nacional de Cabo Verde, do TechPark Cabo Verde e da Cabo Verde TradeInvest, o evento conta com o apoio da Garantia, Unitel T+, PwC, VisionWare, na qualidade de Platinum Sponsors; da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Super Bock Group, ForecastIT, ASA e Pão Quente, na qualidade de Silver Sponsors; e da Minimal, Cavibel, Banco Comercial do Atlântico, Sumol+Compal, All4Innovation, BTOC, Nosi, Rangel, BI4ALL e Redshift, na qualidade de Bronze Sponsors. A Televisão de Cabo Verde, a Rádio da Cabo Verde, a RTP África, a Bantumen, o Expresso das Ilhas, a rádio Morabeza e a revista Líder são os parceiros de media da cimeira, e os hotéis Pestana Trópico e Oásis Atlântico dão apoio à produção.

 

A partir do dia 31 de março, assista às várias intervenções na Líder TV (www.lidertv.pt) MEO #165 ou NOS #560.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Oito dicas para conduzir uma entrevista online

10 Março, 2023 by Denise Calado

As entrevistas digitais passaram a ser a norma e o modelo preferencial dos departamentos de Recursos Humanos e dos candidatos. Com esta nova realidade é necessária uma restruturação do processo de gestão de recrutamento por parte dos responsáveis de RH.

Com o propósito de melhorar o processo de entrevistas online, a Factor H, indica 8 pontos a ter em conta para uma abordagem com sucesso:

1. Sistema de gestão de processo de recrutamento. Antes de iniciar qualquer entrevista o recrutador deve procurar ter um sistema de gestão do processo de recrutamento em que consiga introduzir os dados de todos os candidatos e partilhar com os responsáveis de área para o qual está a recrutar.

2. Perfil do candidato bem definido. O recrutador deve ter os critérios/requisitos que o candidato que irá ser recrutado tem de preencher bem estipulados, de forma a poder ser assertivo no questionamento sobre as suas soft e hard skills.

3. Preparar a entrevista com os temas de quer abordar. Para que a entrevista corra da melhor forma possível e no período previsto, é preciso preparar, anteriormente, os temas que quer abordar e estar à vontade com os mesmos. Peça apoio aos responsáveis e especialistas da área em que está a recrutar para lhe listarem os pontos críticos de sucesso que se procura a nível de hard skills num candidato, bem como as suas competências sociais e de soft skills que irão permitir acrescentar valor e potenciar o trabalho da equipa em que se irá inserir.

4. Verificar condições tecnológicas para entrevista. Nesta etapa deve verificar se o software de comunicação (ex.: Zoom, Microsoft Temas, …) que se vai utilizar para a entrevista está dentro das normas de funcionamento e enviar um lembrete ao candidato uma hora antes da entrevista.

5. Desligar todas as distrações tecnológicas e técnicas. Antes de iniciar a entrevista deve desligar ou afastar todas as distrações existentes, como notificações no computador e e-mail, softwares de colaboração com chat.

6. Perguntas objetivas. O recrutador deve aproveitar para perguntar detalhes sobre o currículo ou alguma curiosidade que tenha. Porém, deve também aproveitar esta fase para questionar sobre hobbies e interesses pessoais sobre o entrevistado, de modo a desenhar o perfil social e características do candidato.

7. Agradecer e mostrar estado do processo de recrutamento. Nesta etapa, o recrutador deve explicar o processo de seleção e deixar margem ao candidato para expor as suas dúvidas.

8. Pedir avaliações de entrevista ao candidato. Para finalizar o recrutador, depois da entrevista, deve solicitar ao candidato para fazer uma avaliação sobre a sua performance durante a entrevista.

 

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Psicologia, autoconhecimento e como saber impor limites, em conversa no “People First”

10 Março, 2023 by Denise Calado

O 8º episódio do People First, o podcast da Fidelidade, sobre a gestão do ativo mais importante das empresas – as suas pessoas, é totalmente dedicado à Psicologia e ao desafio e importância de saber impor limites e ser capaz de dizer “não”.

Impor limites não significa defender a todo o custo as nossas opiniões e crenças, sem levar em conta as posições dos outros, mas sim expressar o que queremos e não queremos, sem esquecer os desejos e necessidades de quem nos rodeia.

Em conversa com Nilton estão Filipa Jardim da Silva, Psicóloga e coach, e Francisco Lufinha, o português que atravessou o Atlântico sozinho num kiteboat, uma história real de quem está sempre a arriscar, sem limites.

Episódio disponível aqui.

Arquivado em:Notícias

Rui Miguel Nabeiro é o novo Presidente do International Coffee Partners

10 Março, 2023 by Denise Calado

A organização sem fins lucrativos International Coffee Partners (ICP) anunciou Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, como o novo Presidente da ICP, sucedendo a Kathrine Löfberg, Presidente do Conselho de Administração da Löfbergs, Suécia.

A ICP pretende aprofundar o seu trabalho em áreas estratégicas, impactar jovens agricultores e continuar a gerar conhecimento em torno das alterações climáticas. O reforço das parcerias será também um ponto fulcral nos próximos anos. A organização propõe-se apoiar e melhorar a qualidade de vida dos pequenos produtores de café, tornando-os mais competitivos e dotando-os de práticas sustentáveis.

É uma parceria pré-competitiva das principais empresas familiares europeias de café, Delta Cafés de Portugal, Franck da Croácia, Paulig da Finlândia, Joh. Johannson da Noruega, Löfbergs da Suécia, Lavazza da Itália, Neumann Kaffee Gruppe da Alemanha, e Tchibo da Alemanha.

Na apresentação oficial que decorreu em Lisboa, na Delta The Coffee House Experience, Kathrine Löfberg fez um balanço dos sete anos enquanto Presidente da ICP, destacando marcos e desafios do seu mandato. Desde a sua fundação em 2001, a ICP já atingiu mais de 110.000 famílias de pequenos produtores em 13 países.

Nos próximos anos, a ICP planeia continuar a desenvolver as suas atividades com foco específico nas gerações mais jovens e nas alterações climáticas. No que diz respeito às alterações climáticas, a ICP planeia reforçar ainda mais a iniciativa coffee&climate (c&c), que foi fundada pelos parceiros da ICP em conjunto com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) em 2010. Hoje, a iniciativa é composta por vários membros de empresas privadas e o parceiro público,  Swedish International Development Cooperation Agency Sida.

Rui Miguel Nabeiro está empenhado em acompanhar estas atividades como Presidente da ICP em conjunto com o steering committee. Kathrine Löfberg é a atual Presidente da c&c. Por conseguinte, Kathrine Löfberg e Rui Miguel Nabeiro irão continuar a trabalhar em estreita colaboração sobre estes temas comuns.

 

Tenho o prazer de contribuir para o crescimento do nosso trabalho conjunto. As gerações mais jovens e as alterações climáticas são as prioridades da ICP. O nosso objetivo é dotar os mais jovens de ferramentas que lhes permitam explorar a agricultura e o café como pilares da sua subsistência. A ICP tem muito a oferecer quando se trata de conhecimento e experiência no terreno. O trabalho de parceria com atores públicos e privados ajuda-nos a todos,  a utilizar sinergias e a enfrentar os desafios nas regiões de forma mais eficiente

Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés

Arquivado em:Notícias, Pessoas

As ferramentas de IA já estão a ajudar os criminosos a cometer ciberataques

9 Março, 2023 by Denise Calado

Tradicionalmente, nos seus esforços de cibersegurança, as empresas têm apostado na formação dos colaboradores, capacitando-os para identificarem e prevenirem possíveis ameaças. No entanto, com os progressos recentes da Inteligência Artificial (IA), a simples formação de segurança dos utilizadores finais está a tornar-se cada vez menos eficaz para proteger as organizações contra ciberataques. As ameaças que recorrem a IA são cada vez mais sofisticadas e difíceis de detetar, mesmo para quem tem uma formação extensa.

O que é que isto significa? Que já lá vão os dias em que podíamos depender dos nossos utilizadores finais para defender as empresas de ameaças recebidas. Durante anos, ensinámo-los a identificar links de phishing, a procurar cadeados nos URLs e a evitar redes de Wi-Fi inseguras. De alguma forma, apesar de todos estes esforços, o ransomware continua a persistir a um nível sem precedentes e as violações de dados são mais comuns do as disquetes eram nos anos 90.

Um dos elementos mais eficazes dos programas de formação era a observação de erros de gramática e ortografia ou textos que não “soassem bem” – algo que poderia ser especialmente relevante em casos de comprometimento de emails corporativos (BEC, na sua sigla em inglês), em que os destinatários podem conhecer relativamente bem a pessoa que supostamente lhes estava a enviar o email.

Contudo, agora entrou em jogo o ChatGPT, uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI com a qual podemos interagir e a quem podemos pedir para fazer coisas. A iteração atual utiliza um modelo de formação chamado GPT-3.5 e é assustadoramente boa a dar-nos respostas credíveis – e às vezes até exatas. Se lhe pedimos respostas longas, tende a atrapalhar-se um pouco, mas é excelente a responder a perguntas mais curtas e sobretudo se falarmos em inglês.

Será que ferramentas como o ChatGPT vão eliminar o último elemento detetável de muitos dos golpes, spams e esquemas de phishing contra os quais já lutamos? Tenho de dizer que sim. É perfeito? Não. Mas é bom o suficiente para auxiliar os criminosos a criar fraudes cada vez mais fiáveis? Definitivamente sim, e já está a acontecer. Imagine que estava a conversar com este bot pelo WhatsApp ou pelo Microsoft Teams. Seria capaz de o identificar?

Todos os tipos de aplicações de IA já chegaram a um ponto em que são capazes de enganar um ser humano durante praticamente 100% do tempo. A “conversa” que podemos manter com o ChatGPT é notável, e também já dispomos da capacidade de gerar rostos humanos falsos quase indiscerníveis (por humanos) de fotos reais. Assim, se um criminoso decidir criar uma empresa falsa para perpetrar um golpe, o seu caminho está facilitado. Pode gerar 25 rostos falsos com um ar perfeitamente verdadeiro e recorrer ao ChatGPT para escrever as suas biografias; depois, é só criar algumas contas falsas do LinkedIn e está tudo a postos.

Sim, estou mesmo a dizê-lo: a IA colocou o último prego no caixão da sensibilização de segurança dos utilizadores finais. Estou a sugerir que paremos completamente de formar as pessoas em cibersegurança? Não – mas precisamos de fazer um reset total das nossas expectativas.

Precisamos de ensinar os nossos colaboradores a ser desconfiados e a verificar comunicações que envolvam acesso a informações ou cujos temas tenham a ver com dinheiro ou finanças. Têm de saber fazer perguntas, pedir ajuda e investir algum tempo adicional para confirmar que as coisas são realmente o que parecem. Não estamos a ser paranóicos; eles ‘andam mesmo aí’.

Arquivado em:Opinião

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