Um grupo de pensadores estratégicos junta-se para falar, analisar, prospetivar e iterar sobre o futuro — o que já existe, mas que ainda não conhecemos.
O pensamento é multidisciplinar, multidimensional e multioperacional. Tecnologia, comunidades, comunicação, blockchain, web3, ciência. Começa como um conjunto de crónicas, mas tem uma capacidade de expansão, na teoria, infinita.
Uma vez por semana, apresentamos na Líder uma ideia, assinada por um dos nossos quatro Futuristas: Marco Espinheira (Diretor Executivo de Angariação de Fundos e Responsável de Corporate Relations e Public Affairs, na Nova SBE), Diana Carvalhido (Partner e Diretora Criativa na Ivity), Gonçalo Perdigão (Partner e Diretor Geral da Algorithm G) e Luísa Lopes (Neurocientista e Coordenadora da Equipa de Pesquisa no Instituto de Medicina Molecular).
“Os Futuristas: o futuro do futuro” é hoje formalmente apresentado, num encontro de Conselheiros no Palácio dos Aciprestes em Linda-a-Velha.
Conheça a primeira ideia pelo futurista Marco Espinheira
Paredes que aquecem
O aumento generalizado da percepção do impacto que os combustíveis fosseis têm no meio ambiente tem provocado reflexos no mercado global de energia, quer nos consumidores, que procuram soluções mais eficientes de aquecimento das suas casas quer, como consequência, nos fabricantes que se voltam para a inovação tecnológica como forma de oferecer produtos que quebram com décadas de oferta cristalizada.
No que diz respeito ao aquecimento das nossas casas estamos a assistir a um momento interessante. A disseminação de técnicas de arquitetura e construção sustentável, que maximizam o isolamento e a performance energética, juntamente com novos materiais de construção e com soluções de aquecimento inovadoras, ao mesmo tempo que se verifica a redução do custo de produção de energia renovável (incluindo modelos de pricing que eventualmente poderão passar por flat-fee), conseguimos imaginar um mundo no qual o conforto das casas deixará de ser uma variável.

O principal problema é o legado de imóveis. O stock de casas que foram construídas noutros tempos e que não são adaptáveis às novas tecnologias.
É aqui que soluções inovadoras como papel de parede elétrico podem ajudar. Imaginem que todas as divisões (teto e chão incluído) são revestidas com uma película que tem a capacidade de aquecer, através de ondas infravermelhas, de forma eficaz, todos os objetos numa sala, incluindo nós próprios. Este papel de parede elétrico também é inteligente, ou seja, controlado através de um software/app que permite escolher que divisões devem aquecer, e quando, para que o quarto não esteja a ser aquecido quando estamos na sala a ver os últimos três episódios do Stranger Things.
O sistema é seguro, muito eficiente do ponto de vista do consumo e muito fácil de instalar, nomeadamente em casas já existentes.
Seguro porque não tem combustão, nem gases nem fumos e, ao contrário das soluções a gás, não é perigoso mesmo que não se faça uma manutenção apropriada.
Finalmente, se a esta solução adicionarmos a produção de energia através de painéis solares ou se contratarmos eletricidade verde, conseguimos uma solução de aquecimento com uma pegada CO2 muito próxima do zero.
Este futuro, já em testes de mercado em alguns países, está ao virar da esquina para todos.





