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Leonor Wicke

Entre a inovação do cibercrime e a responsabilidade da liderança

6 Maio, 2026 by Leonor Wicke

Esta breve lista consiste apenas em algumas das mais recentes fraudes – uma lista que cresce, quer em números quer em vítimas, quer em sofisticação e sucesso destes ataques.

O que estes casos têm em comum não é apenas o prejuízo financeiro, mas acima de tudo, o sinal claro de que estamos perante um ecossistema criminoso altamente inovador, que aprende mais depressa do que muitas organizações legítimas conseguem reagir.

Durante demasiado tempo olhámos para a cibersegurança e para a prevenção da fraude como um problema técnico, contudo, o que estamos hoje a assistir é a uma corrida à inovação e, neste momento, em muitos contextos, os atacantes estão à frente. As burlas já não são mensagens mal escritas, com erros ortográficos ou emails caricatos. São comunicações bem desenhadas, com linguagem institucional, imagem corporativa alinhada, temporizações estudadas e gatilhos emocionais claros: urgência, medo, oportunidade, confiança numa marca (re)conhecida.

Quando alguém recebe uma SMS aparentemente enviada pelo SNS, pela TAP ou pelo seu banco, o ataque não é tecnológico, é psicológico. Explora confiança, autoridade e hábitos digitais, o que demonstra que os criminosos compreenderam algo essencial: as pessoas são o alvo direto. É redutor pensar que estamos apenas perante ‘novas formas de ataque’ – é muito mais que isso, já que, estamos perante modelos de negócio criminosos que evoluem como startups: testam, iteram, escalam e monetizam de forma acelerada.

Se os ataques são inovadores, a resposta também terá de o ser e, para isso, é preciso liderança. Liderança para reconhecer que a fraude e o cibercrime já são riscos estratégicos, ao nível de reputação, continuidade do negócio e confiança do cliente. Liderança para aceitar que investir em prevenção não é um custo, é sim, um fator de alta competitividade e resiliência. As organizações que continuam a reagir apenas após o incidente, com comunicados defensivos e medidas avulsas, estão a jogar um jogo antigo num terreno novo. A boa notícia é que a inovação não é exclusiva do crime, no entanto, exige mudança de mentalidade dentro das organizações.

Proteger hoje implica combinar tecnologia com cultura, dados com pessoas, inteligência artificial com literacia digital. Implica desenhar sistemas que antecipam comportamentos, não apenas que respondem a alertas. Implica ter monitorização 24/7, e não uma auditoria ocasional. Implica formar colaboradores e consumidores como a sua primeira linha de defesa, não apenas como o elo mais fraco.

Mais do que perguntar «que ferramenta precisamos?», a pergunta deve ser «estamos a pensar a segurança de forma integrada, adaptativa e contínua?» Quando uma burla usa o nome de uma instituição pública ou de uma grande marca, o impacto vai muito além dos lesados diretos, vai acima de tudo, minar a confiança coletiva e colocar em causa a reputação e a fiabilidade da marca. E a confiança, uma vez perdida, é difícil de recuperar.

As notícias diárias sobre burlas não são apenas alertas isolados, devendo antes ser encarados como sinais de transformação profunda. O crime está a inovar e a pergunta é se a liderança, pública e privada, está a acompanhar essa velocidade. E sim, inovar é um ato de liderança. É escolher não reagir apenas quando o problema explode, e sobretudo, é criar mecanismos antes que ele exista.

A verdadeira liderança não se mede pela capacidade de controlar o risco, mede-se antes pela visão de o antecipar, transformar e aprender com ele. Num mundo em permanente mutação, temos de assumir claramente que, a mudança não é uma ameaça, é parte do processo e que a inovação nasce quando juntamos tecnologia, inteligência humana e um propósito claro. Quem lidera com visão não só está mais bem preparado como também constrói confiança, resiliência e futuro.

Arquivado em:Opinião

Novo laboratório português de inteligência artificial conquista financiamento de 27,2 milhões

5 Maio, 2026 by Leonor Wicke

A equipa core responsável pela candidatura integra Arlindo Oliveira, Inês Lynce e Rodrigo Rodrigues, professores do Técnico e investigadores do INESC-ID. Integrou ainda Sílvia Castro e Sandra Aresta, diretoras das unidades de inovação e transferência de tecnologia do INESC-ID.

Liderado pelo INESC-ID, o projeto será desenvolvido em colaboração com o Max Planck Institute for Software Systems e o German Research Center for Artificial Intelligence, envolvendo os investigadores do Técnico em atividades de investigação e inovação em áreas como a explicabilidade, o raciocínio e agência em sistemas de IA, a sustentabilidade ambiental e económica e a segurança na utilização destas tecnologias.

No âmbito da formação avançada, o projeto prevê igualmente a criação de um programa doutoral conjunto em Inteligência Artificial, atribuído pelo Técnico e pela Rheinland-Pfälzische Technische Universität, bem como o desenvolvimento de iniciativas de ligação à indústria, incluindo projetos colaborativos, ‘Living Labs’ e outros mecanismos facilitadores do processo de transferência de tecnologia para o tecido empresarial e para o sector estatal.

O centro integrará ainda uma unidade dedicada à análise das questões éticas e regulatórias relacionadas com o uso da IA e diversas iniciativas que conduzirão ao desenvolvimento de infraestruturas físicas e computacionais para teste, validação e implementação de sistemas.

O projeto conta com um financiamento total de 27,2 milhões de euros, atribuído no âmbito do programa Horizon Europe, através da iniciativa ‘Teaming for Excellence’. Este montante inclui uma subvenção de 13 milhões de euros da União Europeia, complementada por 14,2 milhões de euros de financiamento nacional, dos quais 13 milhões são financiamento público.

Na mesma edição do concurso, Portugal assegurou financiamento europeu para seis centros de investigação, num total de 81 milhões de euros. As candidaturas nacionais representam cerca de 30% do financiamento indicativo disponível, num concurso que recebeu 64 propostas.

Arquivado em:Notícias, Tecnologia

Lisboa recebe Kirstin Ferguson, especialista mundial em liderança, para seminário exclusivo

5 Maio, 2026 by Leonor Wicke

Portugal será palco de um dos mais relevantes eventos internacionais na área da liderança. No próximo dia 26 de novembro, o Centro Cultural de Belém recebe o seminário exclusivo ‘Head & Heart: The Art of Leadership’, conduzido pela reconhecida especialista em liderança Kirstin Ferguson.

Distinguida como uma das Thinkers50 Top 50, Kirstin Ferguson é autora dos bestsellers Head & Heart e Blindspotting, oradora TEDx e colunista no Sydney Morning Herald. Com uma abordagem inovadora e prática, tem vindo a transformar a forma como líderes e organizações tomam decisões, promovem equipas e enfrentam contextos de elevada complexidade, incluindo colaborações com organizações globais como a Microsoft.

 

Webinar gratuito de antecipação a 7 de maio

Como antevisão deste evento, será realizado um webinar gratuito no dia 7 de maio, às 10h, que permitirá aos participantes conhecer melhor a abordagem Head & Heart e explorar alguns dos principais desafios da liderança contemporânea, com inscrição gratuita.

 

Uma abordagem de liderança para os desafios atuais

Num contexto empresarial marcado por incerteza, transformação digital e crescente complexidade nas decisões, este seminário propõe uma mudança de paradigma, liderar com equilíbrio entre razão e emoção.

Ao longo de um dia intensivo, os participantes terão acesso ao modelo Head & Heart, uma framework baseada em oito pilares que combina pensamento estratégico com inteligência emocional, oferecendo ferramentas práticas aplicáveis de imediato no contexto profissional.

 

Principais temas em destaque

Entre os principais temas destacam-se a tomada de decisão sob pressão, através da integração de pensamento analítico com competências emocionais, a identificação e superação de pontos cegos, permitindo transformar limitações em vantagens competitivas, e a liderança de equipas de alto desempenho, promovendo culturas organizacionais colaborativas, sustentáveis e orientadas para resultados.

 

Um evento exclusivo em Portugal

Este será o único evento em Portugal com Kirstin Ferguson, reforçando o seu caráter exclusivo. Dirigido a líderes, gestores e executivos de diversos setores, o seminário pretende responder às exigências de uma nova geração de liderança, mais consciente, adaptável e orientada para impacto.

A sessão será conduzida em inglês, com tradução simultânea para português, e inclui materiais de apoio, coffee breaks e um exemplar do livro Head & Heart: The Art of Modern Leadership.

 

Inscrições e informações

As vagas são limitadas e estão disponíveis condições especiais para inscrições de grupo.

Mais informações em headandheartseminar.com

Contacto eventos@vantagem.com | 218 493 333

 

Este artigo integra o espaço branded content da Líder e foi produzido em parceria com a Vantagem+.

Arquivado em:Líder Corner

Calendário fiscal de maio: IVA e IRC concentram principais obrigações

5 Maio, 2026 by Leonor Wicke

A forte incidência de obrigações relacionadas com o IVA, tanto em regime mensal como trimestral, aliada aos prazos de fecho fiscal em IRC no final do mês, aumenta a pressão sobre a tesouraria das organizações e a necessidade de planeamento atempado.

A Pluxee Portugal destacal alguns dos prazos a marcar na agenda.

IVA domina calendário fiscal de maio

Grande parte das obrigações fiscais de maio está ligada ao IVA, com destaque para a entrega de declarações periódicas e recapitulativas, bem como os respetivos pagamentos.

A proximidade entre os prazos de submissão e liquidação torna este período particularmente sensível para as empresas, que devem garantir a conformidade fiscal sem comprometer o fluxo de caixa.

Principais obrigações fiscais e contributivas em maio de 2026

O calendário fiscal distribui-se ao longo do mês com várias datas críticas:

Até 5 de maio

  • Submissão do ficheiro SAF-T de faturação (IRS, IRC e IVA)

Até 11 de maio

  • Entrega da Declaração Mensal de Remunerações (IRS, IRC e Segurança Social)

Até 15 de maio

  • Submissão da declaração Intrastat
  • Comunicação da opção pelo regime de IVA nas importações
  • Entrega do Modelo 11 (IRS, IMT e Imposto do Selo)

Até 20 de maio

  • Declaração Periódica de IVA (regime mensal e trimestral)
  • Declaração Recapitulativa de IVA
  • Declaração de retenções na fonte (IRS e IRC)
  • Declaração mensal do Imposto do Selo
  • Entrega da declaração à Segurança Social (novo modelo)

Até 22 de maio

  • Submissão da declaração COPE ao Banco de Portugal

Até 25 de maio

  • Pagamento do IVA (regime mensal e trimestral)
  • Pagamento das contribuições à Segurança Social

Até 31 de maio

  • Entrega das declarações de IRC (Modelo 22 e Modelo 54)

Pressão sobre tesouraria e gestão fiscal

A concentração de obrigações fiscais num curto período pode ter impacto direto na gestão financeira das empresas, sobretudo em contextos de menor liquidez.

Além do cumprimento dos prazos, o desafio passa por garantir coordenação entre áreas financeiras e fiscais, evitando penalizações e assegurando previsibilidade no fluxo de caixa.

Empresas devem acompanhar eventuais alterações

Embora o calendário fiscal esteja definido, podem ocorrer ajustamentos pontuais por parte da Autoridade Tributária. Por isso, especialistas recomendam a consulta regular dos canais oficiais, nomeadamente o Portal das Finanças.

Num contexto de crescente complexidade fiscal, antecipação e organização continuam a ser fatores críticos para garantir o cumprimento das obrigações e evitar riscos para as empresas.

Arquivado em:Nacional, Notícias

João Baptista Leite: «Quando o ruído ocupa mais espaço do que o propósito, é preciso simplificar»

5 Maio, 2026 by Leonor Wicke

É a partir desta perspetiva que João Baptista Leite, Presidente do Conselho de Administração da Unicre, reflete sobre o papel da simplicidade na liderança e na gestão. Com um percurso ligado à tecnologia, finanças e sistemas de pagamento, defende que simplificar não é reduzir, mas tornar o complexo mais claro, fluido e eficiente, devolvendo foco às equipas e propósito às organizações.

João Baptista Leite foi um dos Líderes em Destaque da Revista Líder nº 32, sob o tema ‘Simplificar’.

 

O que significa, para si, simplificar?

Simplificar é separar o que ocupa espaço do que cria valor, é clarear e focar no essencial. A complexidade nasce do excesso, por isso simplificar é dar espaço para pensar e agir com intenção. No dia a dia, é perguntar o que realmente importa. Curiosamente, no mundo dos pagamentos, é tornar o complexo transparente e fluido.

 

Como percebemos que é preciso tirar o excesso?

Quando tudo começa a pesar: decisões que demoram, processos que se arrastam, equipas sem foco. O excesso sente-se antes de se ver. Quando o ruído ocupa mais espaço do que o propósito, é sinal que temos de parar, clarificar e devolver a fluidez ao dia a dia. É como na vida pessoal: o excesso manifesta-se quando nos sentimos sobrecarregados.

 

Como se decide o que fica e o que é eliminado?

Com critérios simples. No trabalho, fica o que melhora processos, reduz etapas ou facilita decisões; elimina-se o que cria ruído ou atrito. Na vida é igual: mantemos o que nos dá equilíbrio e retiramos o que nos dispersa. Quando algo complica mais do que ajuda, é sinal de que é tempo de o eliminar.

 

Qual o impacto da simplicidade no seu dia-a-dia e no seu trabalho?

A simplicidade dá-me foco e devolve-me tempo para o que realmente importa, a nível pessoal e profissional. No trabalho, manifesta-se em processos mais ágeis, decisões mais claras e equipas com menos ruído. Quanto mais simples é o caminho, mais naturalmente avançamos.

 

A verdadeira simplicidade exige que compreendamos as raízes da nossa distração. Porque é difícil encontrar a
simplicidade?

É difícil porque o dia-a-dia empurra-nos para o imediato: notificações, urgências e tarefas que competem pela mesma atenção. A complexidade instala-se sem darmos conta. Simplificar exige parar, questionar hábitos e retirar o que nos dispersa, e isso nem sempre é confortável.

 

Organização: Unicre

Função: Presidente do Conselho de Administração

Idade: 70 anos

Educação Académica: Bachelor em Computer Programming Technology pelo Control Data Institute, Certificação em General Insurance pelo Insurance Institute of Ontario, Formação em Accounting/Business Finance na York University (Canadá).

Tempo livre é para: Família, amigos, caminhadas, biking e audiobooks.

Livros: Geração de Utopia de Pepetela, Papillon de Henri Charrière, Shoe Dog de Philip Knight

Podcasts: Marketing por Idiotas

Viagem: Angola

Líder que o inspira: Nelson Mandela

 

Este artigo foi publicado na edição nº 32 da revista Líder, cujo tema é ‘Simplificar’. Subscreva a Revista Líder aqui

Arquivado em:Nacional, Notícias

Jovens líderes da CPLP reúnem-se para debater desafios comuns

5 Maio, 2026 by Leonor Wicke

No próximo dia nove de maio, às 17h00, realiza-se o Diálogo Inaugural Lusófono do Shaping CPLP, uma iniciativa dos Global Shapers, rede de jovens líderes do Fórum Económico Mundial, que reúne pela primeira vez hubs de cinco países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O evento resulta de um diagnóstico colaborativo conduzido ao longo dos últimos meses por sete hubs em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal. As conclusões são consistentes independentemente do país: as políticas existem, mas falta transformá-las em resultados; os programas existem, mas as pessoas não os encontram; e os países lusófonos têm mais a partilhar do que os canais atuais permitem.

Esse diagnóstico é sustentado por dados concretos recolhidos pelos próprios hubs. No Rio de Janeiro, 599 mil domicílios, 21% da cidade, vivem em vulnerabilidade alta a deslizamentos e inundações. Em Cabo Verde, os jovens formam-se mas o mercado não os absorve nas áreas para que se prepararam. Em Angola, o principal obstáculo identificado não é a ausência de programas, mas a falha de execução institucional. Em Portugal, a fuga de cérebros é apontada como consequência de um elevador social disfuncional.

O diálogo conta com intervenções de Gabriela Aires (Hub de São Paulo II), Manasia Futa (Central and Southern Africa Champion) e Diogo Almeida Alves (Iberia Champion), seguidas de sessões de debate e breakouts temáticos.

O Shaping CPLP parte da convicção de que a ligação direta entre jovens dos países lusófonos, sem passar pelas estruturas institucionais formais, é simultaneamente a lacuna mais evidente e a oportunidade mais concreta de cooperação real.

A participação é aberta e as inscrições podem ser feitas aqui.

 

Imagem: Global Shapers

Arquivado em:África, Notícias

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