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Rita Saldanha

Agarrados ao respeitinho

18 Março, 2024 by Rita Saldanha

Há dias António Barreto notava, na sua coluna semanal no Público, que os partidos se tornaram veículos da liderança de um chefe, desejavelmente carismático/a. Na verdade, talvez sempre tenha sido assim desde que temos democracia em Portugal. E é interessante que mesmo em democracia os partidos convivam mal com as vozes dissonantes. Tenho a ideia de que um partido deve ser um espaço de confronto de ideias, mesmo dentro do mesmo espaço político.

Ora, por cá este combate só se faz – quando se faz – no momento das eleições internas. A partir daí, discordar do chefe constitui um crime de lesa-majestade. Ai de quem se atreve!, mas é pena. Continuamos, cinquenta anos depois, agarrados ao respeitinho. Numa boa organização, todavia, deve haver espaço para debater e espaço para agregar. A concordância com o chefe é sinal de autoritarismo, não de autoridade.

Nesta campanha o ponto ficou bem exposto. Cada vez que alguém dizia algo que dava jeito ao adversário, logo vinham as vozes de que havia uma agenda escondida e uma conspiração qualquer. Era bom que os partidos fossem, mais do que são, espaços para o confronto de ideias, para a discussão vigorosa. O unanimismo à volta do chefe diminui os partidos e logo a democracia. E são um sintoma comum aos sistemas autoritários de ambos os lados do espectro, do carismático fascista ao politburo comunista. Uma democracia, recordemos, é uma polifonia. Se não estiver a ser, é mau sinal.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

«Conjugar o amor e a liderança empresarial agitou-me definitivamente», António Pinto Leite e o amor na gestão

14 Fevereiro, 2024 by Rita Saldanha

No dia Dia do Amor, o de São Valentim, recorde este artigo do jornalista e advogado António Pinto Leite, publicado na edição de inverno de 2021 da revista Líder.

 

Amor e Gestão – uma ligação humana

A minha conceção de ética e o meu critério de gestão mudaram em abril de 2009, bem tarde na vida, ia a caminho dos 55 anos. Esbarrei com uma frase de Dietrich Bonhoeffer, bispo luterano vítima dos campos de concentração nazis: “O centro vital da ética cristã é o amor”. Fiquei agitado. Afinal não era a seriedade, a honestidade, como sempre aprendera, seria muito mais, seria o amor. O meu raciocínio, logo ali, foi linear e perturbador: se o amor é o fundamento da ética do humanismo cristão, onde todos fomos educados, então também haveria de ser o fundamento, “o centro vital”, da ética empresarial. Não há duas éticas. Conjugar o amor e a liderança empresarial agitou-me definitivamente, confundido entre o que me soava ser óbvio e fascinante e o que não fazia sentido nenhum.

Nessa mesma tarde fui falar a uma plateia com quatrocentos líderes empresariais. Resolvi introduzir três parágrafos sobre o tema do amor e gestão. Ao passar pelo tema, o silêncio da sala da Universidade Católica foi de tal modo cavado e interiorizado que gerou em mim o compromisso de investigar como seria possível articular ambas as realidades, o amor e a gestão.

O caminho fez-se andando. Fui convidado para uma sessão sobre o tema pelo Deutsche Bank. Estavam os administradores e os quadros superiores do banco. Quando terminei, um dos administradores, um ismaelita, disse-me: “Ouvi o que disse com emoção. Tudo o que defendeu, é também o que diz a minha religião”. Este passo encheu-me de alegria e libertou-me: a minha investigação não era uma questão de cristãos, nem sequer matéria religiosa. O amor como critério de vida, e, portanto, também como critério de gestão, tem vocação universal.

O amor como critério de gestão não poderia ser um sentimento. Ninguém gere empresas sem sentimentos, mas o sentimento não pode ser o critério de gestão. Ama o próximo como a ti mesmo, critério transversal a religiões e a filósofos, inspirou-me: amor como critério de gestão significa tratar os outros – acionistas, colaboradores, famílias dos colaboradores, fornecedores, clientes, comunidade, gerações futuras, concorrentes – como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos no lugar deles. É um critério absolutamente racional e que permite o discernimento rápido na ação empresarial.

Um dos principais banqueiros portugueses sentiu-se atraído pelo conceito, mas numa partilha entre vários líderes empresariais disse: “O critério não é viável, porque não resolve a questão central da exigência que é necessária na liderança das empresas”. Fazia sentido. Ocorreu-me perguntar: “Quem mais ama na sua vida: os seus filhos?”. Sim, retorquiu. “Há alguém com quem seja mais exigente do que com os seus filhos?” Respondeu subitamente: “Não, tem razão”.

O amor é o critério de gestão mais exigente: primeiro, no plano das autoexigências do líder empresarial; segundo, o mais exigente nas interações dentro da empresa, pois ao tratar os outros como a nós mesmos espera-se exponencialmente mais de nós e dos outros; terceiro, no plano da relação com terceiros e a comunidade, porque a orientação da empresa para a economia do bem comum é um passo gigante que nem todos conseguem gerir.

Uma conferência no Hospital de Braga ajudou-me a clarificar a questão que mais me colocavam, quase sempre com angústia: o amor não pode ser critério de gestão porque na gestão é preciso fazer sofrer, como reestruturar e despedir. O auditório do hospital estava cheio e, no meio do anfiteatro, havia uma mancha grande de dezenas de batas brancas. Imagem inesquecível. Eram os médicos e os enfermeiros. Aquela imagem fez-me refletir como as empresas não são um mundo à parte da vida e da condição humana. A empresa é uma comunidade humana, fundada em interesses não coincidentes, mas orientada para finalidades comuns, vocacionada para a produção de bens e serviços num mercado global, concorrencial e incerto, e, por isso, sujeita a princípios racionais de gestão, organização e de permanência no mercado.

Disse então: “Os senhores médicos e enfermeiros aqui presentes iluminam como a necessidade de fazer sofrer não é oposta ao amor, pelo contrário. Quando operam, injetam, cortam, amputam, fazem sofrer, mas fazem por amor, para dar vida, para assegurar a sustentabilidade da nossa saúde. E por vezes não vos é possível fazer mais nada para salvar uma vida”. Assim é com a gestão das empresas: o bom gestor cuida prioritariamente da sustentabilidade da sua comunidade empresarial e será irresponsável se puser em risco a sustentabilidade da empresa por receio de fazer sofrer. Isto é: não há contradição entre o amor como critério de gestão e sofrimento. A condição empresarial decorre da própria condição humana.

O Miguel Pina e Cunha, grande mestre sobre a virtude nas organizações, foi um dos maiores aliados da minha investigação. Um dos pontos em que fomos cúmplices foi este: qual o impacto na economia se todos os líderes empresariais gerissem as suas empresas tratando os outros como gostariam de ser tratados se estivessem no lugar deles? Qual o impacto na economia se a economia mudasse de paradigma? O Miguel dirigiu um estudo internacional sobre o tema, com notável empenho e desassombro académico. Para um advogado-empresário como eu, certo que sócio de uma sociedade de advogados com mais de trezentas pessoas, mas sem preparação na área da economia, acompanhei encantado os difíceis métodos científicos que foram percorridos. O que poderia acrescentar em experiência vivida e em intuição, certamente me faltava em conhecimento científico.

Ao longo do estudo, recordei repetidamente um dos momentos mais tensos e transformadores desta investigação. Em fevereiro de 2012, fui convidado para dar uma conferência no MBA organizado pela Universidade Nova e pela Universidade Católica. O professor que me convidara dissera-me que “esta geração de gestores foi educada a ser amoral e, se necessário, imoral”. Fiz um teste aos alunos, batendo-me o coração sobre como seria o Mundo.

Pedi aos cerca de setenta alunos, já todos profissionais, que me interrompessem caso discordassem do que lhes iria dizer.  Comecei: “líderes humanizados fazem organizações humanizadas”. Todos concordaram, surpreendendo-me a importância que todos, entre os trinta e os quarenta, talvez sem se aperceberem, atribuíam à liderança da empresa. Segui: “organizações humanizadas fazem pessoas felizes”. Silêncio, todos de acordo. Prossegui: “pessoas felizes fazem empresas produtivas”, todos concordaram. Concluí a sequência: «empresas produtivas fazem uma economia competitiva”. De novo aquele silêncio tenso de acordo.

A sequência de asserções produziu este efeito: no início estava a humanidade, no meio a felicidade das pessoas e o seu ganho de produtividade, no fim uma economia competitiva e a produção acrescida de riqueza. O corolário para mim foi óbvio: o amor como critério de gestão pode ter um papel decisivo e contundente no enriquecimento das empresas, das economias, das nações.

Neste percurso, fiquei fascinado com o livro A Virtude nas Organizações – Fonte de Progresso e Sustentabilidade, da Neuza Ribeiro, do Arménio Rego e do Miguel Pina e Cunha. Gente como eu gosto: liderantes, desassombrados, gerando o novo sem medo.

Tive o privilégio de fazer o prefácio. Aí escrevi: “O estudo acolhe a palavra que, como é sabido, a meu ver, fará a diferença na economia e nas organizações: amor. É uma palavra inóspita e rara na ética dos negócios, ou na ciência das organizações. Mas faz toda a diferença: o amor é a maior fonte de energia do Homem e, uma vez dito e partilhado nas organizações, desencadeia energias desconhecidas, poderosamente produtivas e competitivas. Acresce que o amor é o melhor instrumento de regulação comunitária e, portanto, de resposta ao desafio dramático da sustentabilidade. O amor é um “iceberg” de riqueza oculto dentro do velho capitalismo “darwinista” e “friedmaniano”. E concluí, sentindo-me parte daquela obra e do caminho que o livro traça: “A esquizofrenia do capitalismo, enriquecendo freneticamente pessoas infelizes e devorando vertiginosamente recursos que sabe serem finitos, é o maior incómodo da História, que, nos seus sinais, nos pretende comunicar ter chegado o tempo de ser possível enriquecer sustentadamente pessoas felizes”.

Deste livro retirei um instrumento demolidor para fazer acontecer o amor como critério de gestão. Um desafio concreto que aqui deixo aos leitores que lideram empresas ou pretendem influenciá-las. Coisa bem prática. Introduzir uma pergunta na avaliação 360 dos líderes: “Coloca sempre os interesses dos outros acima dos seus interesses?”. Propus na minha sociedade de advogados, cuja matriz humanista é intensa e genuína. Mesmo assim, aguardo resposta, o que prova a importância da pergunta.

Este artigo foi publicado na edição nr16 da revista Líder.

 

Arquivado em:Artigos, Leadership

Explore o futuro da Inteligência Artificial em maio no MEO Arena

6 Fevereiro, 2024 by Rita Saldanha

«AIVØLUT1ØN – The transformative power of Artificial Intelligence», é o nome da conferência para líderes empresariais que desejam entender e explorar o impacto da Inteligência Artificial (IA) nas suas organizações, e que vai ter lugar no dia 29 de maio, no Meo Arena (Sala Tejo) em Lisboa.

Este evento tem especial relevância para quem?

-Presidentes de conselhos de administração

-Vice-presidentes de conselhos de administração

-CEOs

-Executive Board Members

-Diretores e gestores

É um evento multissetorial que vai dotar os participantes de insights num dia dedicado ao debate e reflexão sobre o impacto da IA nas organizações, nas estratégias, na responsabilidade e ética e nas visões de futuro.

Conheça o programa aqui: https://aivolution.knower.pt/program/

Como Media partner oficial deste evento a Líder oferece 10% de desconto na sua inscrição.

Utilize o código KIM2024LIDER e participe neste dia que promete ser de impacto!

Comprar bilhete aqui: https://blueticket.meo.pt/Event/10571/

 

Arquivado em:Líder Corner

Veja estas cinco ideias para os presentes de última hora

20 Dezembro, 2023 by Rita Saldanha

Ainda não escolheu os presentes para este Natal e está sem ideias?

A iServices partilha cinco sugestões que são a solução para toda a família.

 

Para a Filha vaidosa

O Secador de Cabelo Soocas é um produto tecnológico que traz inovação, rapidez e conforto. Incorpora tecnologia de vento de alta velocidade, permitindo secar o cabelo mais rápido do que os secadores comuns. Também tem barreiras de som, o que significa que não fará um ruído elevado e incómodo. Pode escolher entre 2 tipos de velocidade e 4 modos de secagem. Este é o presente ideal para a adolescente da família que adora estar sempre bem e bonita, mas perde muito tempo nesse processo.

 

Para a Mãe com gosto arrojado

O Difusor de Aromas INN AROMA Powered by iServices é a escolha perfeita para manter o ambiente ideal em casa. Com um design simples, pode ser pendurado na parede ou colocado sobre uma mesa, balcão ou prateleira. Juntamente com os Óleos iServices para Difusor, disponíveis em fragrâncias como Capim, Turquesa, Oud e o característico perfume das lojas iServices, este é o presente perfeito para a mãe que adora ter a casa perfumada e tem um gosto arrojado.

 

Para o Avô que nunca quer nada

O Kit Shaver + Aparador de pelos Nariz conta com materiais de alta qualidade e uma estrutura robusta. Possui um sistema de fechamento magnético e suporte para carregamento via USB-C. Quanto à autonomia, a bateria pode funcionar até 80 minutos com uma única carga. O Shaver tem uma certificação IPX7 para resistência à água e oferece um mecanismo manual e confortável, para complementar a rotina de cuidados pessoais. Este é o presente perfeito para o avô que gosta de se manter bonito e aperaltado para os encontros de família.

Para o Filho que adora música

A Coluna Bluetooth com Luzes vai transformar completamente as festas. O som poderoso das colunas é acompanhado por um espetáculo visual envolvente que preenche o ambiente com luz, seguindo o ritmo da música. Este é o presente ideal para o adolescente da família que adora festas e música.

 

Para o Pai com espírito jovem

O DJI Osmo Action 4 Adventure Combo é a escolha perfeita para os entusiastas de aventuras e amantes da captura de momentos emocionantes. Este conjunto oferece uma câmara de ação poderosa, capaz de gravar vídeos 4K HDR, com estabilidade, graças ao avançado sistema de estabilização RockSteady. O Adventure Combo inclui uma série de acessórios, como a caixa de proteção, suportes, baterias adicionais e um estojo de transporte. Este é o presente perfeito para o pai tecnológico que gosta de se aventurar e experimentar coisas novas, mantendo a sua jovialidade ao máximo.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

José Tolentino Mendonça vence o Prémio Pessoa 2023

15 Dezembro, 2023 by Rita Saldanha

O cardeal José Tolentino Mendonça, e também poeta, autor, sacerdote e professor, foi o vencedor do Prémio Pessoa 2023, anunciado ontem pelo júri, no Palácio de Seteais, em Sintra. A iniciativa do Expresso e da Caixa Geral de Depósitos, tem por objetivo “reconhecer a atividade de pessoas portuguesas com papel significativo na vida cultural e científica do país”.

José Tolentino Mendonça estudou Ciências Bíblicas em Roma e vive no Vaticano desde 2018, onde ficou responsável pela Biblioteca Apostólica e pelo Arquivo Secreto do Vaticano, tendo sido nomeado Cardeal em 2019. Em 2022 foi escolhido pelo Papa Francisco como prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, cargo equivalente num governo civil ao do Ministério da Cultura e da Educação.

Natural do Machico (Ilha da Madeira), nasceu a 15 de dezembro de 1965 e lançou o primeiro livro de poesia, “Os Dias Contados”, em 1990. A sua obra literária tem sido extensamente distinguida com vários prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio PEN Clube de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae, para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2016), o Grande Prémio APE de Crónica (2016) e o prestigiado Prémio Capri-San Michele (2017), bem como o Prémio Ilídio Pinho, em 2022.

Fizeram parte do júri do Prémio, Ana Pinho, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Emílio Rui Vilar, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques; para além de Pinto Balsemão, como presidente, Paulo Macedo foi vice-presidente do júri.

O cardeal optou por entregar a totalidade do Prémio, no valor de 60 mil euros, a uma instituição de solidariedade. Hoje, o autor vai também ser distinguido com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Aveiro, durante a cerimónia de comemoração dos 50 anos da Academia.

Foto Arlindo Homem/AE, Cardeal D. José Tolentino Mendonça/ Ecclesia 

Arquivado em:Notícias

Um texto para descodificar o mundo

4 Dezembro, 2023 by Rita Saldanha

Agora que entramos no mês do Natal, ofereço uma espécie de presente aos leitores da LIDER: o convite para lerem How America got mean, um artigo de David Brooks na revista Atlantic (14 de agosto). Só o li agora e creio que é uma leitura fundamental para descodificar o mundo em que vivemos.

Não quero simplificar o texto nem desvirtuar o seu argumento, pelo que convido os leitores a acederem ao seu conteúdo – eu consegui fazê-lo fácil e gratuitamente. Mas eis algumas pistas para aguçar o apetite.

  1. A América tornou-se má e triste à medida que a educação moral – nas escolas, nas Igrejas, nos costumes – foi dando lugar à lógica do sucesso material. Valores tradicionais (o serviço, a delicadeza, a humildade) saíram de moda, dando lugar ao culto de Eu. O deslaçamento deu lugar a uma sociedade de narcisistas vulneráveis, com um vazio moral.
  2. Este vazio é hoje preenchido na política. A sociedade tornou-se hiperpolitizada e a tribo política é o novo centro moral: quem não é da minha tribo (esquerda, direita, patriota, minoria social ou racial, ativista climático) está errado.
  3. Quanto mais um grupo pode assumir o estatuto de vítima, mais virtuoso se sente.
  4. A política confere propósito, mas um propósito incompleto e maniqueísta, que esfrangalha os consensos amplos de que as sociedades dependem.
  5. Este propósito esgota-se na luta moral. E não se passa da luta, o que impede a construção de algo melhor.

Brooks propõe pistas. Mas compreender como polarizamos ajuda a compreender este estranho mundo em que vivemos. Compreender é o primeiro passo para resolver.

P.S. Esta semana partiu Shane McGowan, o bardo ébrio dos Pogues. A sua música permanece. Nesta época escutemos por exemplo Fairytale of New York, com Kirsty MacColl. Paz à sua alma.

 

 

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

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