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Rita Saldanha

Multipessoal reforça equipa de Recrutamento e Seleção Especializado

9 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

Por forma a dar resposta às necessidades emergentes do mercado, com foco no recrutamento e seleção de quadros médios e superiores e de perfis C-level, a empresa de RH, Multipessoal, tem agora uma nova estrutura no segmento de Recrutamento e Seleção Especializado.

Além de uma reorganização das áreas de especialização já existentes, a equipa, liderada por Ricardo Carneiro, Senior Director, conta com novos serviços e áreas de especialização. Às áreas de especialização em Finance, HR & Legal, que mantém como responsável Rute Belo, junta-se a de Engineering, Logistics & Manufacturing, que passa a ser liderada por Teresa Fernandes e a de Hospitality & Leisure, liderada por Rúben Trilho.

Para 2023, a estratégia da Multipessoal traz novidades no seu portefólio de serviços, com a aposta em Executive Search, dedicado a trabalhar perfis C-level. Marco Arroz, National Senior Manager, vai liderar esta missão, deixando as funções na área de Engineering & Manufacturing que assumia anteriormente.

O ambicioso plano de transformação, que temos vindo a implementar nos últimos anos, passa não só pela otimização e digitalização de processos, mas também pelo reforço das nossas áreas mais estratégicas. O Recrutamento e Seleção Especializado é um segmento em que identificámos não só um desafio, mas também uma oportunidade para crescermos e potenciarmos a qualidade e especialização dos serviços que proporcionamos aos clientes que confiam em nós e no nosso trabalho

Ricardo Carneiro, Senior Director da Multipessoal

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Edenred junta-se ao movimento “Merece”

8 Fevereiro, 2023 by Rita Saldanha

A empresa de benefícios sociais Endered juntou-se ao Movimento “Merece” – Movimento Empresarial para a Reciclagem de Cartões com Componentes Eletrónicos, através do qual serão reciclados os seus cartões eletrónicos, dando-lhes uma segunda vida.

Quando a validade do cartão expirar, o utilizador tem de inseri-lo numa caixa multibanco para que fique retido. A partir daí, o cartão irá entrar no circuito de reciclagem do Projeto Merece e, depois de triturado, será utilizado na produção de peças de mobiliário urbano, como bancos de jardim, mesas, floreiras, ecopontos, entre outras.

Adicionalmente e com o intuito de compensar as emissões de carbono geradas pela produção dos cartões, por cada quilo de resíduos recolhidos, o Merece plantará uma árvore, com garantia da sua manutenção ao longo de cinco anos.

Esta colaboração surge no âmbito da política de responsabilidade social corporativa da Edenred.

O compromisso da Edenred com a sustentabilidade é expresso de forma inequívoca no nosso propósito: «Enrich Connections. For Good». Como líder em benefícios sociais, estamos empenhados em gerar valor para todo o ecossistema e tornar o mundo um local melhor. Esta iniciativa permite-nos dar mais um passo no caminho da transição verde, fechando o ciclo de um produto que foi já desenhado com preocupações ambientais. É isto que nos move: ter um impacto positivo na vida das pessoas, das organizações e do planeta!

Filipa Martins, Diretora-Geral da Edenred Portugal

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

Bastam 36 perguntas para escolher a pessoa certa? Mário Ceitil responde

25 Janeiro, 2023 by Rita Saldanha

No dia 12 janeiro, o Conselho de Ministros aprovou o questionário de verificação prévia, com 36 perguntas, a preencher por convidados para ministros ou secretários de Estado.

E agora, como sabemos que essas são as pessoas certas para trabalhar na causa pública?

Qual o significado de confiança política, mérito, competências e características de personalidade quando se trata da escolha de um líder?

Responder a 36 perguntas, antes de ser recrutado, permite assegurar aquilo que se pretende?

A Líder colocou este desafio a diversas personalidades e Mário Ceitil, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da APG (Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas), responde.

 

A pessoa certa para o lugar certo: “the great choice” ou uma miragem pós – moderna? 

Em resposta à questão, ou questões, colocadas pela Revista Líder, começaria por afirmar que, na minha perspetiva, numa sociedade cujas características têm vindo a ser definidas pelo já famoso acrónimo de “FANI”, na versão portuguesa (Frágil, Ansiosa, Não Linear e Incompreensível), será muito difícil, se não impossível, tomarmos decisões importantes e de grande relevância estratégica em que consigamos ter a certeza de serem “100%  certas”.

E se isto é difícil mesmo em situações em que temos estudos apurados e em grande quantidade para nos protegermos da ambiguidade da dúvida, mais difícil ainda se torna quando a questão que se coloca á a de encontrar a “pessoa certa, para o lugar certo”.

Conhecemos esta frase de outras épocas, em que certos modelos organizacionais, inspirados nos paradigmas racionalistas (ex. Taylorismo), pretendiam reduzir os fenómenos sociais e organizacionais a equações simples que, no fundo, só eram simples porque ignoravam, mesmo intencionalmente, um conjunto muito diversificado de variáveis que, a serem consideradas, conduziriam inevitavelmente a uma perversão dessa alegada simplicidade.

Nessa altura, ou de acordo com esses modelos, era desejável, e considerado possível, definir um perfil de pessoa, a partir das suas capacidades, qualificações e algumas características pessoais que se supunha serem inalteráveis, e “encaixar” esse perfil num outro, também definido de forma supostamente rigorosa e “científica”, a que se dava (e se dá ainda) a designação de “perfil funcional”. Acreditava-se, então, que os dois perfis, se fossem “cientificamente” definidos, produziriam um “match” quase perfeito que, de acordo com as ideias da época, poderiam mesmo superar a difícil prova da longevidade.

Passados muitos anos, e apesar de hoje criticarmos os modelos inspirados nesses paradigmas, ainda existem muitas práticas organizacionais e sociais que insistem nessa miragem de que será possível encontrar esse “graal” da racionalidade, se , alegadamente, fizermos tudo “certinho” ou, como também se diz “como manda a lei”.

Ora, relativamente à questão colocada por esta Revista, no contexto da escolha de pessoas para desempenharem cargos políticos, e como esses cargos são, por inerência, extremamente complexos e os seus ocupantes enfrentam um jogo de variáveis de enorme diversidade e imprevisibilidade, o que acontece é que as condições de exercício desses cargos são sempre difusas e voláteis, porque a realidade política, sobretudo em sociedades democráticas, abertas e em contextos de grande incerteza, está constantemente a mudar, pelo que os seus protagonistas, sobretudo os de maior responsabilidade, se veem permanente confrontados com novos e inesperados desafios que, por serem inesperados, não estavam à partida, como é óbvio,  rigorosamente definidos nos “perfis funcionais”.

Dito isto, e respondendo diretamente a uma das perguntas formuladas pela Líder, julgo que só poderemos, em definitivo, saber se os responsáveis que trabalham na “causa pública são de facto as “pessoas certas” … depois de eles terem demonstrado que o são. Mas isto não acontece só nos domínios da administração pública, já que o mesmo se passa na generalidade das empresas, em que os altos responsáveis só são considerados, ou não, gestores de sucesso, após terem realizado atos que os permitam qualificar.

Este é, aliás, um dos apanágios, e um dos grandes desafios que qualquer líder enfrenta: é que, simplesmente, ninguém é líder apenas porque quer, mas porque a sua liderança é reconhecida por outros.

Apesar desta aleatoriedade, há, no entanto, algo que podemos de facto fazer, no sentido de aumentar a validade preditiva nos processos de escolha de um líder, seja ele responsável público ou empresarial.

Desde logo , partirmos de uma ideia simples, na sua formulação, mas complexa na sua substância: Para funções ou cargos que sejam, por definição, de grande efeito multiplicador, porque os atos praticados no seu exercício afetam muito, muita gente, mas que ao mesmo tempo sejam exercidos em terreno movediço e potencialmente desestruturado e desestruturante,  a primeira e mais importante característica que se exige de um líder á que seja, ele próprio, uma pessoa bem estruturada e com uma grande firmeza de carácter para não se deixar enredar em situações dúbias ou tornar-se vulnerável a influências  que o podem conduzir a práticas menos éticas.

A integridade pessoal é, hoje, considerado o elemento mais poderoso do ascendente de um líder; e um líder, num serviço público, onde é responsável por decisões que afetam muitos milhares, ou até, milhões de pessoas, tem de, sobretudo e acima de tudo, exercer a sua liderança pelo valor do exemplo.

Inúmeros modelos académicos de liderança são hoje unânimes em considerar que o CARÁTER e a COMPETÊNCIA, constituem as bases de uma boa liderança. Mas em funções de enorme visibilidade e responsabilidade pública, o Caráter prevalece.

Por isso, e respondendo à última pergunta, assinalarei que, embora um questionário de 36 perguntas nunca consiga ser suficiente para garantir a confiabilidade de uma pessoa para desempenhar um cargo político, ele pode, pelo menos, servir como um sinal, sobretudo para aqueles que, obnubilados pela ambição, se esqueçam de uma coisa que, embora seja uma máxima muito antiga, continua a prevalecer enquanto sustentáculo da substância mais profunda do que é ser líder: é que, para ser um grande líder, é preciso ser um grande ser humano.

 

Arquivado em:Artigos, Leading Politics

Salário continua a ser o principal motivo para a mudança de emprego em Portugal

25 Janeiro, 2023 by Rita Saldanha

O maior estudo realizado a nível mundial sobre as preferências de recrutamento dos candidatos, mostra que em Portugal o salário continua a ser o principal motivo para a mudança de emprego.

“What Job Seekers Wish Employers Knew” é o nome da análise elaborada pela consultora BCG e The Network, uma aliança global de websites de recrutamento representada em Portugal pelo Alerta Emprego, que considerou mais de 90 mil pessoas de 160 países.

Dos candidatos a nível nacional, que não estão ativamente à procura de emprego, cerca de 75% mudaria de trabalho por melhor salário e benefícios, 36% pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional e mais de 31% pelas oportunidades de progressão na carreira.

 

Perfil do candidato português

A maioria dos candidatos em Portugal e a nível global está consciente da sua atratividade para os empregadores, já que 66% e 74% dos profissionais, respetivamente, são abordados várias vezes por ano sobre novas oportunidades de emprego, e 33% e 39%, respetivamente, são abordados todos os meses.

Além disso, 52% dos candidatos portugueses sente-se numa posição de negociação forte quando procura um emprego, um número elevado, mas que mostra menos confiança do que a média global (68%). A nível global, apenas 14% sente que os empregadores detêm as rédeas das negociações das ofertas de emprego, um valor abaixo do sentido em Portugal (23%).

Em Portugal, mais de metade dos inquiridos (64%) recusaria uma oferta de emprego atrativa se tivesse uma forte experiência negativa durante o processo de recrutamento – acima dos 52% da média global –, através de, por exemplo, perguntas discriminatórias, ou má “química” com entrevistadores.

Para os portugueses, a transparência e a clareza no processo de recrutamento são fundamentais: 41% quer ver desde logo o salário (ou banda salarial) no anúncio de emprego, assim como uma descrição clara das tarefas e uma informação transparente do processo

A maioria (70%) dos portugueses releva que a honestidade e a descrição justa e moderada, sem exageros, da própria empresa é uma forma de a empresa se destacar positivamente.

O que os candidatos querem

Cerca de 47% dos trabalhadores portugueses que participaram no estudo afirma estar ativamente à procura de emprego noutra empresa, em especial pela insatisfação com o seu salário e benefícios atuais (28%), pela falta de oportunidades de progressão (24%) e pelo desafio de uma nova posição ou de maior senioridade (22%).

Ao desenharem a sua vida profissional ideal e a longo prazo, os trabalhadores portugueses e mundiais estão alinhados: 70% e 69%, respetivamente, deseja acima de tudo um emprego estável com um bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Segue-se o progresso na carreira numa boa empresa (40% e 41%, respetivamente).

Em terceiro lugar, os portugueses optam por valorizar as oportunidades em diferentes áreas ao longo da carreira (29%), através do reskilling, enquanto a média global aponta para uma preferência por trabalhar em produtos, tópicos e tecnologias entusiasmantes (27%).

O trabalho híbrido ainda é popular em Portugal e a nível global, com mais de 50% dos inquiridos a favorecer este modelo. Este resultado representa um declínio em relação ao questionário BCG do outono de 2020, no qual 65% dos inquiridos afirmou querer um modelo híbrido que incluísse dois a quatro dias de trabalho remoto por semana.

O que os empregadores podem fazer

Na experiência dos autores, os empregadores podem tomar uma série de medidas eficazes para maximizar a sua atratividade. O estudo aponta para seis ações-chave a considerar aquando do recrutamento:

  1. Segmentar a sua abordagem para apelar a diferentes pessoas-alvo
  2. Reimaginar o recrutamento como uma viagem individual
  3. Ultrapassar os seus vieses para aumentar a sua pool de talento
  4. Recorrer às ferramentas digitais de forma impactante, mas seletiva
  5. Garantir as bases de cultura organizativa certas
  6. (Re)recrutar o talento interno.

 

Escolher um emprego é uma das decisões pessoais mais importantes que se pode tomar, com pesadas implicações na vida das pessoas. Por conseguinte, os empregadores não podem encarar o recrutamento como apenas mais um processo empresarial. Este processo deve ser uma experiência positiva e inspiradora, e estabelecer uma ligação humana genuína com o candidato

Carmen Marquez Castro, gerente de negócios e operações internacionais da The Network e coautora do estudo.

Arquivado em:Notícias, Trabalho

Combater o risco cibernético

25 Janeiro, 2023 by Rita Saldanha

Vivemos numa sociedade digital avançada, em que todos os dias surgem soluções tecnológicas disruptivas, como metaverso, dinheiro virtual e NFT, que colocam novos desafios e novas oportunidades às organizações.

A ascensão destas tecnologias fez com que a cibersegurança passasse a ser uma condição fundamental para o bom governo de um mundo cada vez mais global. Esta nova realidade digital exige que os nossos líderes assumam um papel cada vez mais interventivo no processo de gestão do risco cibernético, quer ao nível da sua avaliação quer ao nível da sponsorização das iniciativas de mitigação, uma vez que este pode ameaçar a reputação, a confiança dos clientes e o posicionamento competitivo, e possivelmente resultar em multas e processos judiciais.

Muitas abordagens estão disponíveis para apoiar os nossos líderes no seu papel de definir e implementar uma estratégia sustentável de cibersegurança e de resiliência cibernética. Exemplos incluem avaliações periódicas de risco usando frameworks reconhecidos pela indústria – como o Quadro Nacional de Cibersegurança, o NIST CSF e a ISO 27001.

Um princípio fundamental nesta orientação é que a gestão do risco cibernético deve ser enquadrada no processo geral (Enterprise Wide Risk Management) a par dos outros riscos que possam afetar uma determinada organização. A avaliação do risco cibernético deve ser assim um processo contínuo, onde se identificam as ameaças, os vetores de ataque, as potenciais vulnerabilidades e os respetivos planos de mitigação.

No passado estas ações de mitigação eram muito focadas na prevenção do risco, hoje e cada vez mais as organizações começam a investir na resiliência dos seus negócios, garantindo a existência de manuais de gestão de crise e de contingência que possam rapidamente assegurar a reposição dos sistemas e dados garantindo desta forma a continuidade do negócio. Também no capítulo da gestão da reputação é de vital importância que as organizações possuam um bom plano de comunicação adaptado aos diferentes stakeholders, alicerçados na transparência e no reforço da confiança. Ainda no capítulo da resiliência cibernética, é fundamental que as organizações realizem periodicamente testes éticos aos seus sistemas de informação nos quais se simulam diferentes cenários de ataque por forma a avaliar a eficácia dessa resposta.

Por último, não devemos esquecer a importância do fator humano e a boa gestão dos comportamentos. Também aqui importa garantir que cada um de nós pode desempenhar um papel muito importante na proteção do risco cibernético, devendo as organizações adotar programas de formação e sensibilização contínuos para estas temáticas.

Em resumo, o risco cibernético veio para ficar, pelo que quanto mais cedo as organizações adotarem um processo contínuo para a sua gestão, melhor será a forma como estas poderão assegurar a sua sobrevivência. Nós, na MC, já demos esse passo, mas só com o contributo de todos é que vamos conseguir atingir a tão desejada imunidade de grupo que permitirá combater da melhor forma o risco cibernético.

 

Este artigo foi publicado na edição de inverno da revista Líder

Subscreva a Líder AQUI.

Arquivado em:Artigos, Leadership

Siga estes passos para ser um melhor líder

25 Janeiro, 2023 by Rita Saldanha

Aprender a tornar-se um líder mais resiliente, um anti-herói em vez de um líder heroico, pode ser útil considerando que o ano de 2023 será mais um ano de volatilidade global. É esse o conceito por detrás de uma liderança sapiente, o termo usado para descrever líderes que são genuínos, vulneráveis e sagazes – e apoiam-se nestas características em tempos de crise. A Inc partilha quatro passos a seguir:

Praticar a humildade 

Para que os seus colaboradores se sintam confortáveis e confiem em si, tem de lhes dar razão para tal. É por isso que os líderes perspicazes incarnam a humildade, autenticidade e abertura, o que ajuda a criar um ambiente de segurança psicológica.

Isso, por sua vez, cria um espaço em que os funcionários se sintam confortáveis sendo seres humanos que podem cometer erros, podendo assim sentir-se livres para falar honestamente, mesmo que isso por vezes implique discordar das lideranças.

“Isto é muito importante por, quando os colaboradores se sentem com essa segurança psicológica, apresentam algumas das suas ideias, experiência e conhecimentos, o que pode realmente ajudar o líder a gerir de uma maneira muito melhor”, afirma Ron Gutman, empresário e professor adjunto em Stanford.

Criar confiança 

O segundo dos pilares da liderança sábia baseia-se no primeiro: fomentar a confiança. Uma organização confiável é aquela que ajuda tanto os colaboradores enquanto indivíduos, e enquanto equipas, o que as leva a funcionarem mais eficientemente. “A ideia de que todos somos humanos, autênticos e trabalhamos em conjunto por algo, basicamente cria esta dinâmica em que o líder pode realmente beneficiar de ambientes em constante mudança”, acrescenta o empresário.

Nunca parar de aprender 

Líderes sapientes não se comprometem apenas com formação durante períodos voláteis, mas procuram criar empresas que são organizações de aprendizagem permanente – tanto que se torna parte do ADN da empresa. Isso significa cultivar uma organização que está sempre curiosa e constantemente em busca de novos conhecimentos em novas matérias.

Líderes que estão presos aos seus costumes e resistem à mudança tornam as suas organizações rígidas, o que faz com que estejam menos preparadas para gerir um cenário imprevisível que possa surgir.

“As organizações que celebram as aprendizagens e formação contínua fazem com que tanto líderes, como equipas e a própria empresa consigam consecutivamente adaptar-se a um mundo que está em constante mudança”, diz Gutman.

O professor sugere ainda que empresários dediquem pelo menos 30 minutos por semana a aprender algo novo, dando assim o exemplo.

Saber qual é o propósito partilhado

No centro de cada organização está o seu propósito e valores partilhados que, durante os períodos de crise, podem reforçar a resiliência quando todos estão alinhados. “Os líderes que foram diligentes em construir este sentido de propósito e valores e que aprofundaram as fundações e fundamentes da organização são os que notaram mais resiliência quando surgem desafios”, comenta.

Se ainda não estiver convencido, Gutman tem um argumento final: a liderança sapiente não só atrai talento melhor, como também cria valor económico enorme, já que leva a resultados melhores. Os colaboradores com lideranças empáticas que ouvem os problemas dos seus subordinados têm 62% menos probabilidades de entrarem em burnout, de acordo com um estudo da Gallup. “A liderança sapiente é um íman para pessoas incríveis”, conclui.

Arquivado em:Liderança, Notícias

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