• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Num mundo com quase 118 milhões de deslocados, a Europa muda as regras da imigração

      Nem mensagens nem vídeo: 79% dos trabalhadores preferem a voz quando é preciso agir depressa

      As alterações climáticas estão a mudar o mercado da habitação em Portugal

      Da Adraga à Arrifana: estas são as melhores praias de Portugal em 2026

      Cabaz alimentar desce 25 cêntimos numa semana, mas está 68 euros mais caro do que em 2022

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Num mundo com quase 118 milhões de deslocados, a Europa muda as regras da imigração

      Nem mensagens nem vídeo: 79% dos trabalhadores preferem a voz quando é preciso agir depressa

      As alterações climáticas estão a mudar o mercado da habitação em Portugal

      Da Adraga à Arrifana: estas são as melhores praias de Portugal em 2026

      Cabaz alimentar desce 25 cêntimos numa semana, mas está 68 euros mais caro do que em 2022

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Titiana Barroso

Ainda a Lei 27/2021 de 17 de maio

8 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Junto-me ao coro de protestos gerados pela Lei 27/2021 de 17 de maio, “Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital”. Mesmo tarde e apesar dos esclarecimentos dos autores, ainda vou muito a tempo. O melhor que o leitor tem a fazer, se ainda não o fez, é mesmo procurar a lei e ler o que lá está. E o que está? Uma tentativa de garantir o bom uso do espaço digital. Compreende-se a intenção: as redes sociais são um mecanismo que exacerba muita coisa má.

Mas como determinar o que é “informação comprovadamente falsa ou enganadora” ou a prática de “inundar as caixas de correio eletrónico”? É evidente que todos já recebemos mensagens de príncipes da Nigéria a pedir que lhes guardemos uns milhões de dólares. Também creio que já que todos sentimos a caixa de correio inundada. Mas não haverá maneiras de procurar neutralizar as mensagens dos aldrabões e de os perseguir com base em alguma lei que já exista sobre, por exemplo, fraude? É necessária uma lei com potencial censório para punir crimes como manipulação ou fraude? O problema desta lei é que, mesmo admitindo que possa ter sido feita e aprovada com a melhor intenção por quem lá está agora, tem um enorme potencial para ser usada de forma perigosa por quem vier a seguir – seja quem for. Por exemplo, o que significa causar prejuízo público? Quem avalia? Lukashenko acha que os oponentes andam a causar prejuízo público na Bielorússia.

Como fora do âmbito da lei ficam as “sátiras ou paródias”, o melhor que temos a fazer é registar-nos nas finanças como humoristas. A ver se escapamos ao olho do Big Brother. Com coisas destas, admiremo-nos que Portugal caia no ranking da democracia.


Por Miguel Pina e Cunha, Diretor da revista Líder

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Olga Martínez é a nova Diretora de Comunicação Externa e Assuntos Corporativos do Grupo Bimbo

8 Junho, 2021 by Titiana Barroso

O Grupo Bimbo, empresa no setor alimentar no mercado ibérico, aposta na criação da área de Comunicação Externa e Assuntos Corporativos e confia em Olga Martínez para a liderar, depois de ocupar a direção de Assuntos Corporativos da Mars Ibéria, nos últimos 14 anos.

A Diretora assume a mudança com “responsabilidade e entusiasmo” e junta-se a um projeto corporativo com o qual espera “contribuir para reforçar a relação com o consumidor e consolidar o posicionamento da empresa”.

“É para mim uma honra ter a oportunidade de integrar o entusiasmante projeto que a Bimbo representa neste momento e, ao mesmo tempo, continuar a estar ligada ao setor alimentar. Hoje, as empresas enfrentam desafios importantes, tanto enquanto fatores económicos como sociais, e os departamentos de Comunicação devem ajudar a dar resposta”, afirma Olga Martínez.

Olga irá assim encabeçar uma área que responde às exigências da sociedade atual quanto à necessidade de informação e escuta ativa, apostando numa comunicação regular, transparente e comprometida que permita conectar mais e melhor, com todos os seus públicos sobre a sua atividade, inovação e compromisso social e ambiental. Tudo isto, com o objetivo de realçar o papel que a Bimbo desempenha na vida dos seus consumidores, através do cuidado da sua reputação corporativa e imagem como marca histórica e icónica, o desenvolvimento das relações com a administração pública, o terceiro setor e outros stakeholders. E também a contínua consolidação do seu posicionamento perante a opinião pública como empresa de referência no setor alimentar, entre as marcas mais reconhecidas encontram-se Bimbo®, Silueta®, Oroweat®, Thins®, The Rustik Bakery®, Donuts®, Donettes®, Bollycao®, entre outras.

Licenciada em Ciências Empresariais, pela ESERP (UB) e Mestre em Marketing e Negócios Internacionais pela Universidade de Berkley. Dirigiu a área da Comunicação em diferentes empresas como HayGroup, United Biscuits ou Nabisco-Kraft Foods. Em 2017, integra a Wrigley, mais tarde adquirida pela Mars, onde ocupou o cargo de Diretora de Assuntos Corporativos da Mars Ibéria, durante os últimos 14 anos. É de salientar também a sua intensa atividade e presença nas associações setoriais mais relevantes, destacando a atual presidência na PRODULCE desde 2011.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

“Promova Talks”: O podcast que quer debater a igualdade e as oportunidades no emprego para as mulheres

8 Junho, 2021 by Titiana Barroso

O 3.º episódio do “Promova Talks” tem como tema “As mulheres na Tecnologia”. Carmo Palma, Managing Director na Axians Portugal e Cristina Gamito, Partner da Deloitte Portugal, com moderação do Jornalista André Macedo, partilham as suas experiências e opiniões, onde mais do que igualdade entre homens e mulheres é na diversidade que deve estar o pulsar das organizações.


Um podcast mensal, produzido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com a Randstad, que visa discutir os desafios da igualdade de género e de oportunidades no emprego para as mulheres.

Em pleno século XXI, o tema da igualdade de género nas empresas é tão real quanto a visão de um mundo profissional ainda gerido maioritariamente por homens, em que lentamente as mulheres vão ganhando uma posição de destaque. São vários os desafios, com obstáculos que dificultam a progressão profissional das mulheres na gestão, tendo uma particular expressão na área tecnológica, onde o perfil ainda é predominantemente masculino.

Segundo dados da Accenture as mulheres representam cerca de 20% do sector de TI e quase metade dos profissionais abandonam a indústria até aos 35 anos. Na área das Ciências e Tecnologia, metade dos profissionais são mulheres, mas em funções mais específicas, como a programação em código, já só representam 25%, ganhando 30% menos do que os homens.

Lançando um olhar sobre a nossa sociedade, ela ainda é marcada por uma educação tradicional, com um “cunho machista” e reforçado por uma predominância de homens no mercado de trabalho. O tema sempre polémico do sistema de atribuição de quotas, ou de uma “discriminação positiva”, parece mesmo assim não esbater essa desigualdade, com poucas mulheres a ocupar cargos de chefia e liderança nas organizações, não esquecendo ainda as diferenças salariais entre homens e mulheres, com funções e cargos semelhantes.

Em Portugal, esta realidade torna-se mais evidente num tecido empresarial maioritariamente composto por PME, muitas delas microempresas com menos de dez trabalhadores, em que a promoção da paridade ainda tem um longo caminho a percorrer. E aquilo que poderá ser um vislumbre quanto à evolução desta temática, remetendo a dados divulgados pelo Fórum Económico Mundial, o Global Gender Gap Report, ainda são necessários cerca de 135 anos para eliminar a disparidade mundial entre homens e mulheres.

Mulheres super heroínas


O caminho académico de ambas passou por uma licenciatura (Engenharia Informática), em que 10% dos estudantes eram raparigas e tal não pareceu ser um entrave ou limitação nas suas escolhas, nem um motivo de preocupação nos futuros percursos profissionais. Para Carmo Palma, “estar em minoria” não a preocupou, pois já nesse momento defendia o princípio da meritocracia. O facto de estar num contexto maioritariamente masculino, em que em 150 alunos, 15 eram raparigas, representou para Cristina Gamito um espaço de oportunidade, em que com um pouco de atrevimento e entusiamo, foi uma maneira de “provar que seria capaz”.


Tanto Carmo Palma como Cristina Gamito afirmam viver “numa bolha” dentro do contexto empresarial português, em que ao iniciar as suas carreiras há 20 anos em empresas multinacionais, já existia uma iniciativa para as mulheres e uma preocupação estrutural em manter o equilíbrio entre género. Neste contexto é importante realçar o perfil de ambas as empresas, como sendo organizações meritocráticas, onde existe uma grande preocupação com todo o processo de avaliação para que a progressão seja feita pelo mérito e a remuneração esteja de acordo, referindo nunca terem sentido um tratamento desigual pelo facto de serem mulheres.

Contudo, e apesar de entre ambas não ser essa a sua experiência, ainda hoje o peso das responsabilidades familiares recai de forma desequilibrada sobre as mulheres, o que poderá afetar a sua produtividade, quando comparadas com os homens. Para Cristina Gamito, tal acontece em determinadas situações, principalmente “quando as mulheres querem ser super heroínas, super mães, companheiras, donas de casa, e super profissionais”.

Essa atitude será reflexo da educação e de uma enraizada representação de papéis, em que homens e mulheres, enquanto rapazes e raparigas, vão recebendo estímulos diferentes o que leva a que depois sigam percursos distintos, e que, mais tarde em casa, se comportem de maneira diferente. Contudo, há uma evolução para um novo paradigma, em que em vez de o homem ajudar em casa, existe uma partilha de tarefas, sendo um verdadeiro parceiro – e “no dia em que vivermos uma verdadeira parceria em casa, a situação profissional irá mudar também”, afirma Cristina Gamito.

Discriminação positiva

A incorporação de mulheres nos quadros das empresas, desde o momento inicial, é algo que está nas agendas dos líderes, e nos planos de progressão de carreira, contudo ao olhar para o topo das organizações os cargos ocupados no feminino são ainda muito escassos.

Na opinião de Carmo Palma, apesar de concordar com a necessidade de recorrer a um mecanismo artificial para acelerar a transformação, o sistema de quotas é algo que retira o mérito às mulheres que vão progredindo, questionando se “chegou lá por mérito ou por uma quota”. Deve ser algo usado com cautela e que se esgota rapidamente por não favorecer a meritocracia, considerando por isso não ser saudável para nenhum sistema organizacional. Para Cristina Gamito, a discriminação positiva traz consigo um impacto colateral de “valorização da mulher não pela competência, mas por preencher uma quota”. Na sua opinião, os targets de paridade de género que funcionam são aqueles que desde o momento zero deem condições de igualdade, com a presença de mais mulheres, como é o caso do recrutamento.

Já Carmo Palma sugere instrumentos que apesar de mais lentos, são preventivos, como é o caso da educação e mais tarde no suporte profissional, com a criação de redes de suporte e networking de mulheres. A priori têm de existir mecanismos para atrair mais raparigas para as áreas da educação, no caso da Tecnologia, e meios para que vão evoluindo em igualdade.

Uma atitude diferente

O preconceito associado às mulheres, a uma menor disponibilidade por ter um papel em casa distinto, não faz sentido para Cristina Gamito, quando em Portugal mais de metade dos diplomados são mulheres, com um melhor desempenho do que os homens, havendo na sua opinião, um desperdício de uma enorme fonte de talento associado à crença de que “é da diversidade de ideias que surge aquilo que de melhor podemos fazer enquanto equipa”. O ponto de partida está na educação, em que se nota uma mudança de paradigma, com uma nova geração de homens que querem ser pais e ter um papel em casa, o que se revela pelo aumento das licenças de paternidade que devem, por sua vez, ser estimuladas pelas próprias organizações.

Mas à parte da educação e do que começa desde cedo em casa, entre a família, Carmo Palma chama a atenção para o facto de que “é a mulher que tem de fazer um papel de não se sentir diferente”. A forma como as mulheres vivem a sua profissão e se colocam dentro da empresa, tem sido tradicionalmente mais discreta, generalizando-se o protagonismo do homem em assumir vitórias profissionais, numa atitude masculina mais dominante e autoconfiante. Estudos feitos nesta área vêm mostrar que as mulheres só se propõe para um determinado desafio profissional quando sabem que completam todos os requisitos, enquanto os homens são mais otimistas, ou eventualmente mais atrevidos, e não têm esse nível de exigência sobre si próprios. Reforçando este princípio, sabe-se que tipicamente os homens são avaliados por potencial e as mulheres por demonstração de resultados, o que vem enviesar os padrões. “Nós, mulheres, temos de vestir a camisola do maior atrevimento, da maior autoconfiança, e exigir que o Mundo à nossa volta seja de mais partilha, em todos os contextos”, defende Cristina Gamito.

Mais do existir um modelo de empresa gerida no feminino, Carmo Palma, acredita “numa empresa gerida por um grupo diversificado, não só de género, mas em termos de cultura, aprendizagem e caminho feito que reverte numa riqueza de várias experiências de vida e pontos de vista”. Na opinião de ambas as gestoras, o sucesso das empresas passa por ser gerido pela competência, numa equipa colaborativa em contexto de diversidade e multiplicidade de ideais que vai muito para além do género.

O “Promova Talks” foi criado no âmbito do Projeto Promova, lançado pela CIP, em parceria com a NOVA SBE. Trata-se um programa de desenvolvimento e formação com o objetivo de promover cada vez mais mulheres em cargos de liderança nas empresas portuguesas, e o qual segue agora para a sua segunda edição. O “Promova Talks” é um podcast mensal, produzido pela CIP, em parceria com a Randstad, que visa discutir os desafios da igualdade de género e de oportunidades no emprego para as mulheres. Este podcast está disponível através das principais plataformas Spotify, iTunes, Google Podcasts.  O 1.º episódio tem como tema “O recrutamento sem género” e o 2.º “As mulheres no setor da saúde”.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Gonçalo Granado: «A Nestlé tem o tamanho, a escala e o alcance para inspirar uma ação coletiva»

8 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Do campo ao prato. O novo paradigma encetado pela Nestlé vai reduzir as emissões de gases com efeito de estufa ao longo de toda a cadeia de produção e ainda implementar projetos de captação de carbono, nos solos e através da plantação de árvores.

3 mil milhões de euros. É este o investimento da Nestlé para os próximos cinco anos nestas duas frentes. Para esta transformação, que será encetada também na Nestlé Portugal, o fomento de práticas de agricultura regenerativa é o fator preponderante deste novo paradigma.

«As grandes mudanças estão a ser implementadas de forma 360º ao longo de toda a nossa cadeia de valor, começando com as matérias-primas, em que estamos a comprá-las mais próximo das nossas fábricas, mais localmente, para, desta forma, reduzirmos impactos ambientais decorrentes do seu transporte. Estamos também, ainda neste capítulo, a procurar novas matérias-primas com um menor impacto ambiental decorrente da sua produção como é o caso do plant-based: produtos fabricados à base de plantas», conta à Líder Gonçalo Granada, Diretor de Comunicação da Nestlé Portugal, consciente de que a produção e o consumo de alimentos são duas das principais fontes de emissões de GEE, diz-nos, por isso, ser imperativo agir com grande urgência.

De acordo com um estudo global que a Nestlé realizou em 2017, 30% dos consumidores desejam fazer a transição para uma dieta com menos ou nenhuma carne. Cada vez mais pessoas estão a abraçar este desafio e a fazer refeições à base de vegetais numa base regular, sem sentirem a pressão de se comprometerem a nunca mais comer carne.

Na prática, a Nestlé vai concentrar-se em atingir a neutralidade carbónica em 2050, reduzir as emissões de GEE para metade até 2030 e ter 100% das embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025. Número, aliás, quase alcançado na Nestlé Portugal – considerada em alguns parâmetros com resultados acima do Grupo. Não nos podemos esquecer que a Nestlé Portugal é uma das empresas fundadoras do Pacto Português para os Plásticos e uma das signatárias da Lisboa Capital Verde 2020.

Em entrevista, Gonçalo Granado partilha o plano da Nestlé para proteger o clima e o meio ambiente para as gerações futuras.

Em que medida a ação climática é uma prioridade para a Nestlé?
As alterações climáticas estão já a ter um impacto global. A produção e o consumo de alimentos são uma das principais fontes de emissões de gases com efeito de estufa (GEE), é, por isso, imperativo agir com grande urgência. A Nestlé pode ser apenas uma, mas temos tamanho, a escala e o alcance para influenciar muitos mais e inspirar uma ação coletiva, porque esta é uma questão sistémica e a colaboração entre empresas, consumidores e governos é necessária para proteger o clima e o meio ambiente para as gerações futuras.

Quais são as ambições em concreto? E qual a estratégia para as alcançar?
Em 2019, acelerámos o nosso compromisso com as zero emissões líquidas de GEE até 2050, alinhando-nos com metas climáticas mundiais mais ambiciosas. Como grandes objetivos temos precisamente atingir a neutralidade carbónica em 2050, reduzir as nossas emissões de gases com efeito de estufa para metade até 2030 e ter 100% das nossas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2025 (mais detalhes sobre os progressos deste trabalho aqui: relatório de progresso de 2019.)

Para cumprir estes objetivos a Nestlé criou já uma linha de investimento para os próximos cinco anos num total de CHF 3,2 mil milhões (3 mil milhões de euros). Este investimento será canalizado em duas frentes: através da redução das emissões de GEE ao longo de toda a cadeia de produção da Nestlé, do campo ao prato, e através da implementação de projetos de captação de carbono, nos solos e com a plantação de árvores. Para esta transformação, que será operada também na Nestlé Portugal, o fomento de práticas de agricultura regenerativa é o fator preponderante deste novo paradigma.

Quais são as mudanças que terão de ser implementadas?
De uma forma global, as grandes mudanças estão a ser implementadas de forma 360º ao longo de toda a nossa cadeia de valor, começando com as matérias-primas, em que estamos a comprá-las mais próximo das nossas fábricas, mais localmente, para, desta forma, reduzirmos impactos ambientais decorrentes do seu transporte. Estamos também, ainda neste capítulo, a procurar novas matérias-primas com um menor impacto ambiental decorrente da sua produção como é o caso do plant-based: produtos fabricados à base de plantas.

Depois, ao longo das nossas operações: Supply Chain e a produção nas nossas fábricas, temos vindo consecutivamente a reduzir os impactos ambientais, com a implementação de programas mais eficientes de transportes que evitem deslocações sem carga, com a total modernização do nosso principal centro de distribuição nacional localizado em Avanca, concentrando aí o total das nossas expedições. Depois ainda, nas nossas fábricas temos vindo a reduzir também significativamente os nossos parâmetros de consumo de água e de energia e de emissões de CO2, por exemplo em 2019 conseguimos eliminar totalmente os resíduos enviados para aterro.

Que métricas já foram alcançadas?
Em Portugal, uma das grandes metas foi esta, já mencionada, de eliminar totalmente os resíduos enviados para aterro. Também no capítulo da transformação dos materiais de embalagem estamos no bom caminho tendo mais de 90% dos nossos materiais de embalagens 100% recicláveis ou reutilizáveis, recordo que o objetivo é de atingir os 100% em 2025. Também ao nível das nossas fábricas conseguimos reduzir na última década 68% do consumo de água, 22% do consumo de energia e 38% das emissões de CO2, temos também toda a eletricidade comprada certificada de fontes renováveis.


Em que ponto está o vosso setor nesta matéria? Que análise faz da sua evolução?
Este tema da Sustentabilidade é uma preocupação de todo o setor e obviamente também de toda a sociedade, mas mencionando o nosso sector de atividade e entre os parceiros de negócio com quem a Nestlé trabalha, todos estão focados em tornar as suas operações mais sustentáveis e existe mesmo uma ajuda mútua e uma partilha de conhecimento que é muito profícua. Um exemplo disso é este processo de alteração de materiais de embalagens com redução do plástico. Esta transformação não se faz sozinho, estamos a trabalhar nos nossos centros de pesquisa internacionais, mas obviamente com o apoio e com o conhecimento dos nossos parceiros fornecedores de materiais de embalagem, é com eles que inovamos e que criamos e partilhamos valor com a sociedade. A Nestlé é uma das empresas fundadoras do Pacto Português para os Plásticos e foi também uma das empresas signatárias da Lisboa Capital Verde 2020. Todos estes movimentos de empresas e de instituições caminham no mesmo sentido de tornar a sociedade portuguesa mais sustentável e em linha com os grandes objetivos definidos a nível internacional no Acordo de Paris.

Como surge esta necessidade de colocar a Sustentabilidade no centro das prioridades da empresa?
As alterações climáticas já estão a ter um impacto global. E, dentro do nosso setor de atividade, os alimentos e a agricultura são um dos setores que serão mais afetados e é, por isso, imperativo agirmos para limitar as emissões de gases de efeito estufa e construir sistemas agrícolas regenerativos para que possamos continuar a fornecer alimentos aos consumidores em todo o mundo. No entanto, esta é uma questão sistémica e a colaboração entre empresas, consumidores e governos é necessária para proteger o clima e o meio ambiente para as gerações futuras.

Como é vista a empresa em Portugal dentro do Grupo à luz da Sustentabilidade?
Os objetivos perseguidos pela Nestlé Portugal contribuem para o todo do Grupo Nestlé e em alguns parâmetros a Nestlé Portugal está com resultados acima do Grupo, como é o caso dos materiais de embalagem em que já temos mais de 90% que são recicláveis ou reutilizáveis, sendo que esta métrica a nível mundial está nos 87%. Em ambos os casos no bom caminho para cumprir o compromisso de 100% em 2025.

Por outro lado, interessa-nos saber como os portugueses veem a Nestlé neste capítulo e um recente estudo (de janeiro 2021) de reputação elaborado pela consultora OnStrategy diz-nos que a Nestlé – que em Portugal é a empresa mais reputada com um score de 84,7 em 100 – obteve um score de 88 em 100 no capítulo da responsabilidade ambiental. Um indicador que nos deixa muito satisfeitos com o trabalho que estamos a fazer e com a responsabilidade reforçada de o levar a bom porto.

Foi criado algum departamento ou grupo de trabalho que se dedique à Sustentabilidade?
Sim, na Nestlé temos um grupo de trabalho sobre Sustentabilidade que é multidisciplinar e que acompanha a evolução de todos estes temas. Em Portugal, este grupo de trabalho é constituído por 20 colaboradores representantes de todas as áreas da companhia.

Quais são agora os próximos passos?
Continuar o trabalho e o caminho que estamos a fazer sempre em linha com aquele que é o propósito da Nestlé de desenvolver o poder da alimentação para melhorar a qualidade de vida de todos, hoje e para as gerações futuras ao longo dos nossos três pilares de atuação e de partilha de valor: Pessoas e Famílias, Comunidades e Planeta. O grande objetivo é, como já mencionado, atingir a neutralidade carbónica em 2050.

E quais as prioridades desta área?
Estão explicitas no próprio propósito da Nestlé e, para tal, atuamos e inovamos em todas as áreas da nossa cadeia de valor, partilhando este sucesso com as nossas pessoas, com os consumidores e com as comunidades.

Quais têm sido as vossas contribuições para o progresso dos clientes nesta matéria?
Todas as medidas que estamos a implementar beneficiam também os nossos clientes e os nossos consumidores, procuramos melhorar a qualidade de vida de todos, hoje e para o futuro. Por exemplo, comunicámos, no mês de janeiro, a nível global, que todas as embalagens de Smarties passaram a ser em papel e são agora 100% recicláveis, este é também um benefício para os nossos clientes retalhistas que ganham uma oferta de produto mais sustentável para os seus clientes e consumidores finais.

Pode partilhar algumas recomendações para tornar as empresas e os negócios sustentáveis?
O primeiro passo é conhecer a fundo toda a cadeia de valor, trabalhar no terreno com os parceiros de negócio, identificar áreas de melhoria e atuar com relevância em cada ponto, para, desta forma, atingir um verdadeiro impacto.

Por TitiAna Amorim Barroso

Arquivado em:Radar Sustentabilidade

10 conselhos para não cometer erros na hora de rentabilizar o IRS

8 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Chegou a altura do ano em que só se fala de IRS e em que se começa a fazer contas ao reembolso. Se para alguns, este dinheiro já tem destino, como pagar IMI, despesas extra ou, até, umas férias, para outros a dificuldade é encontrar uma solução para o rentabilizar.

Contudo, o mais importante é não cometer erros na hora de investir este dinheiro. Assim, sendo a literacia financeira um dos seus focos, a ActivTrades, uma das mais antigas corretoras online da Europa, revela 10 dicas a ter em conta na hora de investir:

  1. Descobrir qual o perfil de investidor:
    Antes de entrar no mundo dos mercados financeiros, é fundamental identificar qual o perfil de investidor de cada um para, assim, determinar qual o tipo de investimento mais adequado a cada perfil. Por exemplo, para quem procura segurança, poderá não ser boa ideia investir na Bolsa de Valores, ou, por outro lado, para quem tem maior predisposição ao risco, uma poupança pode não compensar.
  2. Aprender mais sobre investimentos:
    Determinado o perfil de investidor, é essencial compreender como funciona o mundo dos mercados financeiros. Para isso, a procura por informação sobre os diferentes tipos de investimento é imprescindível.
  3. Estudar bem o mercado:
    Estudar os mercados financeiros é a chave para tomar decisões informadas.
  4. Considerar investimentos de longo-prazo:
    O retorno do investimento nem sempre é tão rápido como esperado, por isso, é importante conhecer os diferentes tipos de investimento para determinar se correspondem às necessidades e expectativas de cada um.
  5. Compreender os riscos:
    Caso a opção seja optar por um investimento menos seguro, isso deve ser tido em consideração e as expectativas devem ser alinhadas.
  6. Diversificar os investimentos:
    Esta é daquelas regras que nos ensinam desde pequenos: dividir o dinheiro para que, caso algo corra menos bem, não estar tudo perdido. Nos investimentos é igual. Investir em diferentes ativos poderá ser a solução mais segura, desde que adequados ao perfil e necessidades de cada um.
  7. Ser paciente:
    Os investimentos mais rentáveis são, geralmente, os de longo-prazo. Embora exijam mais tempo de espera, o resultado tende a ser mais vantajoso.
  8. Considerar os impostos:
    Na altura de calcular o retorno dos investimentos deve, também, ser contabilizada a taxa liberatória, que equivale a 28% do rendimento.
  9. Ser metódico:
    Traçar uma estratégia, a que melhor combina com os objetivos de cada um, e manter a disciplina. Este é o segredo.
  10. Controlar o impulso:
    Evitar aplicar grandes quantias em ativos em alta ou vendê-los após uma forte queda. Por vezes, após uma queda, vender os ativos pode até ser a melhor forma de evitar perdas maiores, mas essa decisão nunca deve ser tomada antes de uma avaliação completa.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Evoluir a liderança

4 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Pode-se afirmar que o sucesso das organizações está fortemente conectado a quatro dimensões:

  1. Estrutura organizativa alinhada com os desafios do negócio;
  2. Portefólio de produtos ou serviços competitivos;
  3. Estrutura de custos equilibrada e sustentável;
  4. Acesso a tecnologia e sistemas de informação de futuro.

Mas nunca as pessoas… os Líderes(!) foram tão preponderantes como agora.

Durante anos, a liderança foi estudada e entendida como um mero traço de personalidade, dependente exclusivamente de características pessoais e inatas. Hoje, a maioria dos estudos já concluem que uma atitude de liderança depende da aprendizagem social do indivíduo, devendo ser treinada e aperfeiçoada.

A Liderança requer por isso treino e aperfeiçoamento uma vez que é evolutiva. Os estádios menos maturados desta característica – em contexto organizacional – encontram-se muitas vezes no campo da Supervisão ou da Liderança Participativa, ao invés da Liderança de Equipas.

Significa isto, por exemplo, que se não aperfeiçoados, os líderes tendem a “só” gerir indivíduos (supervisão), ou “só” coordenar o esforço do grupo (liderança participativa) ao invés de criarem uma identidade de equipa (Liderança de equipas).

Num contexto adverso e volátil como o atual, há por exemplo uma tendência para os Líderes controlarem ou resolverem os conflitos, ao invés de tirarem partido das diferenças. Ou mesmo para reagir ou implementar mudanças, ao invés de a anteciparem e influenciarem.

A evolução dos Líderes, podendo ser impactada por múltiplos fatores, depende essencialmente de treino e desenvolvimento. Numa fase em que as organizações tentam restabelecer os seus financials, os seus líderes serão cruciais na recuperação anímica das equipas, reinventado culturas de trabalho solidárias, equilibradas e orientadas a uma verdadeira Liderança de Equipas.

Evoluir a Liderança!


Por Pedro Roberto, Manager | RAY HC – Grupo Odgers Berndtson

Arquivado em:Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 13
  • Página 14
  • Página 15
  • Página 16
  • Página 17
  • Interim pages omitted …
  • Página 90
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.