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Titiana Barroso

12 Livros sobre Liderança para ler este verão

2 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Adam Grant, autor de vários livros bestseller, apresentador do podcast WorkLife, Psicólogo Organizacional e Professor da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, é considerado na área da Liderança, Gestão e Administração de empresas, um dos 10 pensadores mais influentes do Mundo.

Para Adam Grant, ler um livro é um ótimo investimento uma vez que em duas horas absorvem-se as lições que os autores levaram pelo menos dois anos a digerir e organizar.

Para o arranque deste verão, ficam 12 sugestões de leitura na área da Liderança e Psicologia Organizacional:

  1. Dedicated de Pete Davis – Um livro sobre uma das dificuldades que definem o nosso tempo: a tentação de manter as nossas opções em aberto.
  2. Fear Less de Pippa Grange – A conhecida psicóloga de desporto, a partir da sua experiência em trabalhar com atletas de elite, partilha insights sobre como enfrentar o medo e construir resiliência
  3. Noise de Daniel Kahneman, Olivier Sibony, e Cass Sunstein – Alguns dos maiores cientistas comportamentais do mundo falam sobre uma força oculta que ensombra a nossa capacidade de julgamento e mina as nossas decisões.
  4. The Extended Mind de Annie Murphy Paul – A famosa jornalista de ciência desmistifica como o pensamento mais importante costuma acontecer fora das nossas cabeças.
  5. The Promises of Giants de John Amaechi – As perspetivas sobre autoconsciência, vulnerabilidade, potencial e presença, pelo psicólogo e ex-jogador da NBA.
  6. The Heart of Business de Hubert Joly – Com o foco nas pessoas e no propósito, o livro conta com a colaboração do CEO que liderou a revitalização da cadeia de lojas multinacional Best Buy.
  7. How to Change de Katy Milkman – Uma das maiores estudiosas sobre a mudança de comportamento examina o que é necessário para aproximar as nossas ações das nossas aspirações.
  8. Subtract de Leidy Klotz – O investigador em ciência comportamental aponta uma lacuna na nossa matemática mental: estamos constantemente a adicionar às nossas vidas, tarefas, compromissos e bens, enquanto negligenciamos a sua subtração.
  9. Digital Body Language de Erica Dhawan – A especialista em colaboração e inteligência de conexão mostra como podemos comunicar com mais clareza através texto, e-mail e redes sociais.
  10. The Way Out de Peter T. Coleman – O psicólogo que dirige o projeto Difficult Conversations Lab revela como escapar da polarização tóxica.
  11. All In de Billie Jean King – A campeã de ténis e ativista lança as suas memórias tão aguardadas.
  12. In the Heights de Lin-Manuel Miranda, Quiara Alegría Hudes, e Jeremy McCarter – O livro é uma janela de como as mentes verdadeiramente criativas pensam e lideram.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Quantos europeus são necessários para fazer uma FinTech?

2 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Da união das palavras financial e technology surge o termo FinTech que hoje corresponde a startups que trabalham na inovação e otimização dos serviços do sistema financeiro. Com custos operacionais bastantes mais baixos em comparação às instituições tradicionais do setor, o número de FinTechs de um país pode dizer muito acerca do seu nível de inovação financeira.

Consideradas disruptivas e essenciais para resolver problemas globais relacionados com dinheiro, finanças e até solucionar questões ao nível da economia mundial, as FinTechs podem facilitar pagamentos, melhorar os custos e até servir de alternativa aos bancos tradicionais.

Uma análise feita pela empresa dinamarquesa de software, Subaio, How many Europeans do you need to make a fintech?, calculou quantos cidadãos (per capita per FinTechs) são necessários para produzir uma organização deste perfil, em cada um dos 31 países Europeus pesquisados.

O indicador de inovação financeira de um país pode-se medir pelo número de FinTechs que alberga. Países com mais de 150 destas empresas – como a Alemanha, Irlanda e Suécia – irão provavelmente gerar mais empregos, criar mais valor para os investidores e fornecer melhores serviços aos consumidores quando comparados com países com menos de 20 FinTechs – como o Liechtenstein, Eslováquia e Eslovênia.

Os países com maior número dessas entidades podem influenciar mais positivamente a economia do país, como é o caso da Alemanha, que para além de contar com 259 FinTechs, acolhe gigantes financeiros como as “startups unicórnio” cuja avaliação de mercado é superior a mil milhões de dólares. Por outro lado, países com menos FinTechs provavelmente não irão ter empresas de tal magnitude, perdendo os benefícios que um espaço financeiro mais desenvolvido pode trazer.

Segundo a Subaio, as FinTechs fornecem inovação que está altamente ligada tanto à atração de talentos como de novo capital, e é por isso que muitos países estão focados nesse objetivo.

Índice Fintech per capita

Sendo uma das maiores economias europeias, não é uma surpresa que a Alemanha tenha as startups mais recentes e inovadoras, contudo ajustar o número dessas startups à dimensão demográfica de um país pode tornar-se interessante quanto à avaliação dessa inovação financeira.

O índice FinTech per capita mostra que, apesar de tradicionalmente as grandes potências europeias produzirem mais FinTechs, não são afinal tão inovadoras. Ao fazer-se essa relação, entre número de habitantes e startups, países como a Itália e a França caem para os últimos lugares da classificação, enquanto a Espanha e a Alemanha, com cerca de 300 e 320 mil pessoas respetivamente, apresentam níveis ligeiramente cima da média europeia de apenas uma FinTech para cada 338 mil cidadãos. Em Portugal foram contabilizadas 24 entidades com um índice per capita de 428.192 pessoas.

Afinal, quais são os países fortes?

Não considerando as micronações, como o Liechtenstein e Luxemburgo, os países nórdicos, têm uma classificação significativamente mais alta de FinTech per capita, com uma entidade por cada 51 mil pessoas. Com uma classificação ainda melhor, os países bálticos precisam de apenas 45 mil pessoas para produzir uma FinTech. Essas duas regiões – conhecidas como Nordic-Baltic Eight (Dinamarca, Estônia, Finlândia, Islândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia) – estão na liderança das classificações de inovação e digitalização, como o desenvolvimento da rede 5G e servindo de centro de pesquisa e desenvolvimento para empresas como a Microsoft e da SAP.

FinTechs em Portugal

Uma análise do Banco de Portugal, publicada no início deste ano, procurou caracterizar as instituições de pagamento (IP), instituições de moeda eletrónica (IME) e entidades FinTech.

O relatório “Caracterização das IP, IME e entidades FinTech que atuam em Portugal”, baseado numa consulta realizada no final de 2019, não refletindo por isso as alterações do mercado em consequência da Pandemia COVID-19, teve como objetivo recolher informação sobre a forma como estas instituições/entidades estão a adotar soluções tecnológicas inovadoras na prestação de serviços financeiros.

A exigência associada ao cumprimento da regulação é um dos principais desafios identificado, quer por IP e IME, quer por entidades FinTech que também destacam os custos de investimento. O segmento dos pagamentos, seguido pelo financiamento e crédito, são referidos como estando a ser os mais impactados pelo desenvolvimento de FinTechs.

As principais barreiras à inovação digital e tecnológica nos serviços financeiros são o custo de novos investimentos, a dimensão do mercado nacional e a legislação/regulação. Neste último caso, as FinTechs indicam a complexidade e lacunas da regulação e a falta de flexibilidade e/ou proporcionalidade da mesma, como o principal problema.

Arquivado em:Artigos, Leading Tech

Grupo EDP apresenta uma nova narrativa de marca

1 Junho, 2021 by Titiana Barroso

Changing Tomorrow Now – “A mudar, já hoje, o amanhã” – é a nova assinatura global da EDP, que reflete o compromisso da empresa com a Sustentabilidade do Planeta e com as energias renováveis. Alexandre Farto (Vhils) ou a artista plástica Carolina Piteira e outras figuras do panorama artístico e desportivo vão personificar esta mensagem com projetos além-fronteiras.

A EDP acaba de anunciar um novo posicionamento que dá corpo à missão de liderar a transição energética. Depois de ter apresentado em fevereiro um ambicioso plano estratégico, antecipando em duas décadas a meta de ser 100% verde, o grupo EDP inicia uma nova narrativa de marca sob a assinatura Changing Tomorrow Now – “A mudar, já hoje, o amanhã”, que vai ser utilizada nos países em que está presente e que pretende reforçar o compromisso com a descarbonização do Planeta. Um objetivo que será cumprido através de um investimento acelerado em energias renováveis, redes inteligentes e soluções sustentáveis para os clientes e de um apoio contínuo à sociedade.

Com a mensagem “a EDP está a usar a força do vento, do sol e da água para ser 100% verde até 2030, e apoiar aqueles que estão já hoje a mudar o amanhã”, a EDP dá resposta a um Planeta que precisa de uma nova energia. Este posicionamento inclui o compromisso sem precedentes de investir 24 mil milhões de euros na transição energética, nos próximos quatro anos. Changing Tomorrow Now pretende também ampliar o carácter social e inclusivo da EDP, reforçando os compromissos ESG (Environmental, Social, Governance) definidos pela administração da empresa.


“Na EDP, encaramos esta nova década com sentido de missão e de urgência. A necessidade de mudarmos hoje a nossa pegada será determinante para garantir um amanhã mais sustentável, inclusivo e justo. Depois de termos assumido um compromisso sem precedentes com o setor energético e de aprofundarmos a ligação às comunidades em que estamos presentes, é altura de reforçar esta ambição e sentido de dever perante toda a sociedade”, declara Miguel Stilwell d’Andrade, Presidente Executivo da EDP.

A materializar esta estratégia estão, por exemplo, os planos da empresa de abandonar a produção a carvão até 2025 – já o fez em Portugal, com o encerramento da central de Sines, no início do ano – ou o objetivo de produzir eletricidade apenas a partir da água, sol e vento em 2030. São também prioridades o investimento em projetos de ação social, como o acesso a energia por populações desfavorecidas, o apoio à educação e à cultura.

Figuras da arte e do desporto personificam o EDP Changing Tomorrow Now

A EDP aliou-se a figuras que partilham a ambição perante os desafios da década, para desenvolver projetos desportivos, artísticos e de inclusão social, que traduzem a força do vento, do sol, da água e o compromisso com a descarbonização e economia circular:

  • Alexandre Farto, conhecido internacionalmente como Vhils, vai criar uma exposição submarina a partir de peças de centrais da EDP desativadas, que reaproveitará artística e biologicamente. O EDP Art Reef vai permitir criar um novo ecossistema marinho e personifica o objetivo da empresa de ser 100% verde em 2030, bem como a importância da economia circular e da preservação do meio ambiente. O projeto estará concluído em 2022;
  • Francisco Lufinha, kite surfer e recordista mundial, quer continuar a bater recordes com ADN português: na EDP Atlantic Mission, vai tentar ser o mais rápido a atravessar sozinho o Atlântico num kiteboat sustentável, movido apenas por energias renováveis – a força do vento e o poder do sol. Tal como a EDP, que há mais de uma década foi pioneira no desenvolvimento da energia eólica em vários continentes, também o atleta vai partir de Portugal, no final do ano, com destino ao Continente Americano, tentando viajar mais de seis mil quilómetros (mais de três mil milhas náuticas);
  • Para apoiar hoje os que vão mudar o amanhã na água, a EDP está a desenvolver um programa global e intensivo de mentoria a cinco jovens surfistas ibéricos. Com o EDP Surf for Tomorrow, a ambição é proporcionar um treino intensivo em várias geografias ligadas ao surf, para colocar mais atletas nacionais e espanhóis na elite do surf mundial. Desta forma, a empresa aposta nas gerações atuais para alcançar um futuro mais promissor.
  • Para assegurar uma transição energética inclusiva, a EDP quer que a energia do sol possa ser partilhada por todos e aproveitada também pelos mais vulneráveis. Assim, criou as EDP Inclusive Solar Communities, ou Bairros Solares Solidários, instalando painéis solares em várias Instituições Particulares de Solidariedade Social de Portugal e Espanha, de forma a que possam produzir energia solar e partilhá-la com famílias carenciadas, reduzindo significativamente as suas faturas de energia.
  • Ao longo do próximo ano, Carolina Piteira, será a narradora desta história. A jovem artista plástica portuguesa, que será storyteller do spot publicitário, vai criar uma exposição a espelhar a ambição da EDP de usar a força do vento, do sol e da água para acelerar a transição energética, expondo pela primeira vez na Central Tejo, em Lisboa.

Uma história contada, pela primeira vez, em todos os países

Este posicionamento começa agora a ser revelado com a presença destas figuras numa campanha multimeios, narrada em televisão por Carolina Piteira. Pela primeira vez, o lançamento de uma nova narrativa de marca foi feito de forma simultânea em todos os países onde a EDP opera, reforçando o posicionamento global do grupo, explica a marca em comunicado.

A estratégia será amplificada nos próximos meses, com o acompanhamento destas missões e projetos no site e nas redes sociais da empresa. Farão também parte deste posicionamento novos projetos que o grupo vai iniciar, já que nos próximos anos serão desenvolvidos mais 20GW em energias renováveis, assim como aprofundados o negócio de redes inteligentes e as soluções para clientes.

Para desenvolver este projeto além-fronteiras, a EDP contou com o apoio da White e da Solid Dogma. A produção da campanha esteve a cargo da More Maria, com a realização de Frederico Miranda e direção de fotografia de Jackson Hunt.

Making of da campanha:

 

 

Arquivado em:Marketing, Notícias

Os melhores e os piores países da Europa no pagamento de baixas médicas

1 Junho, 2021 by Titiana Barroso

O pagamento de subsídios de doença tornou-se um tópico debatido nos últimos tempos, com milhares de pessoas a ter de se ausentar do trabalho em consequência da Pandemia COVID-19.

Uma recente análise a 42 países europeus feita pela organização The Compensation, mostra uma grande disparidade em termos de apoio à doença e pagamento das respetivas baixas.

Baseada na pesquisa foi publicada uma classificação que revela quais os países europeus que oferecem as melhores e piores compensações aos seus trabalhadores em situação de doença.

 

 

 


Islândia e Malta – o melhor e o pior

De acordo com a pesquisa, a Islândia lidera na Europa com um pacote de subsídio de doença que paga 100% aos trabalhadores islandeses, por dois dias de trabalho por semana. No entanto, é referido que os sindicatos geralmente intervêm caso um cidadão exceda os seus direitos. Outras nações do norte da Europa, como a Noruega e Dinamarca, também garantem 100% do pagamento do salário os seus cidadãos, com o governo norueguês a ir até um ano de subsídio e os dinamarqueses até 22 semanas por um período de nove meses.

Malta revelou-se o pior país da Europa no pagamento de baixas médicas aos seus trabalhadores, enquanto Portugal ocupa o 32.º lugar (em 42) com o máximo de 75% do salário pago por um período máximo de três anos.

ClassificaçãoPaísPagamento mínimoPagamento máximoPeríodo máximo
1Islândia100%100%2 dias / semana
2Noruega100%100%52 semanas
3Luxemburgo100%100%89 semanas
4Dinamarca100%100%30 dias + 22 semanas
5Áustria50%100%78 semanas
……………
32Portugal55%75%156 semanas
……………
42Malta420.30€/mês420.30€/mês22 semanas

 

 

Arquivado em:Artigos, Leading People

Ana Barbosa (IKEA Portugal): «Inspirar a viver mais saudável e sustentável em casa»

1 Junho, 2021 by Titiana Barroso


Ter um impacto positivo e duradouro na vida das pessoas e do Planeta, é este o mantra interno da IKEA na saga perante a Sustentabilidade.

Não é preciso conhecer muito bem a IKEA para saber que, para ela, a Sustentabilidade não é um tema de hoje. É transversal a toda a cadeia de valor da marca já desde os tempos idos de 2012, altura em que foi publicada a primeira estratégia de Sustentabilidade global, intitulada “Pessoas Positivas. Planeta Positivo”. Revista em 2018, com metas ainda mais ambiciosas: «Até 2030, queremos inspirar mil milhões de pessoas, em todo o mundo a viver uma vida mais saudável e sustentável em casa. Temos a ambição de criar um impacto positivo no clima e regenerar os nossos recursos, enquanto fazemos crescer o negócio da IKEA (…). Queremos ter um impacto positivo na vida de todas as pessoas que estão envolvidas na cadeia de valor da IKEA, promovendo uma sociedade mais justa e inclusiva, junto dos nossos colaboradores, parceiros e clientes. Fazer mais, a partir de menos faz parte da nossa cultura», explica Ana Barbosa, Responsável de Sustentabilidade da IKEA Portugal.

Mencionando a procura constante por novas formas de conceber os artigos para garantir que os clientes têm o melhor produto possível, a preços acessíveis e com o menor impacto no Planeta, sem comprometer as gerações futuras, como no caso do algodão ou do plástico. «Sabemos que este processo implica mudanças inspiradoras e urgentes nos estilos de vida da maioria das pessoas, mas também na adoção de novas formas de trabalhar e de gerir um negócio», acrescenta.

Tudo isto passa por usar apenas materiais renováveis e reciclados, eliminar o desperdício nas operações, readaptar a forma como cria produtos e pensa serviços que permitam prolongar a vida destes. Estes são alguns dos próximos passos da IKEA, com um forte foco nos princípios do design democrático, de economia circular e das necessidades dos clientes.

Ana e toda a equipa IKEA acreditam que só assim conseguirão contribuir para um Mundo sem desperdício e ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais sustentáveis nas suas casas. Num ano, em que estão totalmente dedicados à aceleração de projetos e iniciativas ligadas à Sustentabilidade, como a energia solar doméstica.

E sem esquecer da importância de cuidar dos seus 2500 colaboradores distribuídos nas cinco Lojas, Estúdios de Planificação, escritórios nacionais e serviço de apoio ao cliente. «O fator de sucesso para nós é encontrar pessoas com valores iguais aos nossos: não podemos aprender valores. Se cada um de nós puder ser quem é no nosso local de trabalho, iremos prosperar muito mais rápido – e quando cada um de nós cresce, cresce o negócio».

87% dos portugueses consideram as alterações climáticas um problema muito sério (superior à média europeia, de 79%), segundo o Eurobarómetro de 2019. Mas nem todos adotam na sua vida medidas para fazer frente a este combate. Como é que conseguimos sacudir consciências coletivas e predispor-nos a fazer alguns sacrifícios no presente a fim de evitar cataclismos naturais? Qual é o compromisso da empresa perante os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas?
Para a IKEA, a Sustentabilidade não é um tema de hoje. Temos como missão proporcionar uma vida melhor à maioria das pessoas, criando melhores condições de vida, tanto nas suas casas, como no mundo. Temos uma visão a longo prazo na procura de soluções para continuar a ir ao encontro das necessidades dos nossos clientes hoje, sem comprometer as gerações futuras. Sabemos que este processo implica mudanças inspiradoras e urgentes nos estilos de vida da maioria das pessoas, mas também na adoção de novas formas de trabalhar e de gerir um negócio. Estamos, diariamente, focados em desenvolver e implementar medidas mais sustentáveis que nos permitam viver num mundo melhor e preservar o nosso Planeta. A nossa forma de colocar isso em prática, enquanto empresa, é através das nossas áreas de influência e de negócios: produto, serviços e restauração, para além da gestão das nossas operações e do nosso impacto social. A Sustentabilidade é, por isso, transversal a toda a cadeia de valor da IKEA. Em 2012, foi publicada a primeira estratégia de Sustentabilidade global da IKEA, intitulada “Pessoas Positivas. Planeta Positivo” que estrutura e formaliza os nossos compromissos, enquanto empresa e marca global, para criar um impacto positivo e duradouro na vida das pessoas e do Planeta. Em 2018, este documento foi revisto, com metas ainda mais ambiciosas, e até 2030, queremos inspirar mil milhões de pessoas, em todo o mundo a viver uma vida mais saudável e sustentável em casa. Temos a ambição de criar um impacto positivo no clima e regenerar os nossos recursos, enquanto fazemos crescer o negócio da IKEA, como gerar mais energia renovável do que a que precisamos para as nossas operações, e a utilização apenas de matérias-primas recicladas ou renováveis. Queremos ter um impacto positivo na vida de todas as pessoas que estão envolvidas na cadeia de valor da IKEA, promovendo uma sociedade mais justa e inclusiva, junto dos nossos colaboradores, parceiros e clientes. Fazer mais, a partir de menos faz parte da nossa cultura. Na IKEA procuramos constantemente novas e mais práticas formas de conceber e de produzir os nossos artigos para garantir que os clientes têm o melhor produto possível, a preços acessíveis e com o menor impacto no nosso planeta. O algodão, por exemplo, é uma das nossas matérias-primas mais importantes. Podemos encontrá-lo em muitos produtos, desde sofás e almofadas, a lençóis e colchões. Embora gostemos muito de trabalhar com algodão, sentíamo-nos desconfortáveis com o facto de a produção convencional de algodão pudesse muitas vezes ser prejudicial para o ambiente e para as pessoas envolvidas no processo. Assim, comprometemo-nos a usar apenas algodão produzido de forma responsável nos nossos produtos, para o benefício dos nossos clientes e do Planeta, usando menos água, menos fertilizantes químicos e pesticidas. Para além disso, retirámos todos os plásticos descartáveis da gama. Na IKEA, atualmente, mais de 60% da gama de produtos é feita a partir de materiais renováveis. Toda* a madeira usada nos produtos da IKEA provém de fontes mais sustentáveis – definidas como FSC® (Forest Stewardship Council®) ou madeira reciclada.

Na IKEA, mais de um terço dos produtos de plástico já são feitos de materiais reciclados ou renováveis e o nosso objetivo é chegar a 100% já em 2030. O plástico é um material muito importante para a IKEA e é usado em diferentes áreas da gama – é forte, durável, leve, acessível e versátil. Desde que reciclado ou feito com base em materiais renováveis, é importante para cumprir os princípios do design democrático, de economia circular e as necessidades dos clientes.

Outro exemplo de que temos muito orgulho é o forte investimento que o Grupo tem feito em energias renováveis, nomeadamente em Portugal, com a aquisição do Parque Eólico do Pisco, que permite assumirmos como cumprido o objetivo de produzirmos no País mais energia renovável do que a necessária para assegurar as operações das nossas lojas. Paralelemente a isto, na próxima primavera, em parceria com a Contigo Energía, a IKEA vai dar a possibilidade a todos os portugueses de produzirem a sua própria energia em casa, com a nova solução de painéis solares – SOLSTRALE, de forma a inspirar e permitir que as pessoas tenham um dia a dia mais sustentável, e com menos custos e impacto no orçamento doméstico, começando por mudar para energia solar doméstica. Todos estes movimentos estão integrados na missão da IKEA de se tornar uma empresa com um modelo de negócio circular e nos compromissos assumidos na nossa estratégia de Sustentabilidade – Pessoas Positivas. Planeta Positivo.

*É considerada uma meta totalmente alcançada quando é atingido mais de 98% do objetivo. Devido a interrupções ou novos fornecedores/parceiros de negócios, não é possível garantir um cumprimento de 100% em todos os momentos.

Vai ser necessário reinventar modelos de negócios? Quais são as mudanças que terão de ser implementadas?
Na IKEA gostamos de tomar as nossas decisões numa visão a longo prazo, tendo sempre em vista as alternativas mais sustentáveis. A Sustentabilidade é importante para a IKEA e está integrada no nosso negócio, desde sempre. E sabemos que é, cada vez mais, importante para os nossos clientes, ainda mais tendo em conta a situação que vivemos. O mundo está a mudar a um ritmo acelerado e, agora, ainda mais rápido. Para as empresas, isso requer adaptabilidade a novas habilidades e capacidades, mas, ao mesmo tempo, a necessidade de reforçar e lembrar a relevância da cultura, valores e propósito. Na IKEA defendemos que cuidar das nossas pessoas também e ser humanista é cuidar do nosso negócio. Cuidar dos nossos colaboradores irá proteger o nosso negócio tanto a curto quanto a longo prazo – sempre com base na visão e valores. Portanto: propósito e lucro caminham juntos. Neste sentido, será muito importante aprender novas competências. É fundamental investir tanto no desenvolvimento das nossas pessoas como dar a oportunidade a pessoas com diferentes competências de integrarem as nossas equipas. Mas o fator de sucesso para nós é encontrar pessoas com valores iguais aos nossos: não podemos aprender valores. Se cada um de nós puder ser quem é no nosso local de trabalho, iremos prosperar muito mais rápido – e quando cada um de nós cresce, cresce o negócio. E aqui temos novamente a prova de que pessoas e o lucro andam de mãos dadas. Agora, a COVID-19 mudou o nosso cenário de negócios, com uma forte aceleração do online e da digitalização, mas sempre com as pessoas no coração. Com todas as possibilidades da tecnologia, precisamos continuar focados nas pessoas e entender onde as pessoas agregam valor e o que as faz prosperar.

Paralelamente, acreditamos ter, atualmente, um papel determinante na promoção de uma vida e uma alimentação mais saudável e sustentável das pessoas, ao mesmo tempo que trabalhamos para um impacto positivo no Planeta. Apesar de estarmos num bom caminho, iremos continuar a procurar desenvolver soluções e produtos alimentares que vão ao encontro desta filosofia e das necessidades dos nossos clientes, de forma a inspirar e permitir que cada vez mais pessoas vivam uma vida mais saudável e Sustentável em casa.

Foi criado algum departamento ou grupo de trabalho que se dedique à Sustentabilidade?
A Sustentabilidade está integrada de forma mais direta ou indireta em diferentes departamentos na IKEA. Ainda assim, existe uma equipa de responsáveis de Sustentabilidade em todos os mercados onde a IKEA está, incluindo em Portugal. 

Quais têm sido as vossas contribuições para o progresso dos clientes nesta matéria? Acreditamos que o combate às ações climáticas começa em casa e é para este movimento que convidamos todos os nossos clientes. Desde 2019, lançamos a campanha “Um mundo melhor começa em casa” que se dedica 100% à Sustentabilidade, e pretende inspirar uma vida em casa mais sustentável, de forma a beneficiar o Planeta e também a carteira de todos. Esta campanha dá a conhecer ações que ajudam na redução do desperdício alimentar, do consumo de energia e água e quais os produtos IKEA ajudam nestas ações, assim como dicas sustentáveis: utilização de sacos de compras reutilizáveis, preferência por mais alimentos à base de plantas e secar a roupa no estendal, por exemplo. Podem parecer comportamentos insignificantes, mas é essa a beleza das pequenas coisas, elas acumulam-se e têm um impacto coletivo relevante. Além desta campanha, da oferta de energia solar doméstica (já referida), e de produtos da nossa gama feitos através de materiais reciclados ou matérias primas renováveis – como a nossa cozinha cujas portas são feitas de garrafas de plástico recicladas – procuramos inspirar à mudança também nos nossos restaurantes, com a introdução de opções mais saudáveis, biológicas e produtos provenientes de origens mais sustentáveis, com cada vez mais opções à carne, como as almôndegas vegetarianas e de proteína vegetal, assim como os cachorros vegetarianos. Os alimentos à base de vegetais necessitam de menos recursos, menos água e menos solo para alimentar o mesmo número de pessoas. A produção de uma almôndega de proteína vegetal, por exemplo, deixa uma pegada ecológica 20 vezes menor em comparação com a produção de uma almôndega de carne tradicional. E acreditamos que com estes pequenos passos, estamos a percorrer o nosso caminho nesta ambição de inspirar a maioria das pessoas a viver de uma forma mais sustentável em casa.

Pode partilhar algumas recomendações para tornar as empresas e os negócios sustentáveis? Tal como disse Ingvar Kamprad, o fundador da IKEA: “Nenhum método é mais eficaz do que um bom exemplo”. E acreditamos que é por aí o caminho. É fundamental as empresas unirem-se e criarem movimentos que suscitem uma mudança positiva na sociedade, em qualquer área. Por isso, além do que já foi referido, a nossa recomendação é de adotar sempre comportamentos mais conscientes e sustentáveis, que visem a melhoria da qualidade de vida das pessoas e do Planeta, tendo um impacto positivo em ambos. Como, por exemplo, a redução de emissões de carbono nas atividades e operações, optar por energias renováveis e evitar o uso de plásticos e outros materiais descartáveis. E, em empresas ou escritórios, procurar optar por produtos e soluções amigos do ambiente, mas que também permitem economizar nos gastos, como as torneiras com redução de caudal, a utilização de lâmpadas LED e instalação de painéis solares para autoconsumo. O importante é começar a dar pequenos passos que podem ter um grande impacto para um futuro mais sustentável.

Quais são agora os próximos passos?
A nossa ambição neste caminho para a Sustentabilidade é ter um impacto positivo na vida das pessoas e no Planeta. Isso passa por usar apenas materiais renováveis e reciclados, eliminar o desperdício nas nossas operações, readaptar a forma como criamos produtos e pensar serviços que permitam prolongar a vida destes, vendo-os como recursos para o futuro. Estes são alguns dos próximos passos, com um forte foco na circularidade.

Acreditamos que só assim conseguiremos contribuir para um Mundo sem desperdício e ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais sustentáveis nas suas casas.

Em relação a este ano, em específico, estamos totalmente dedicados à aceleração de projetos e iniciativas ligadas à Sustentabilidade. Grandes empresas e marcas como a IKEA têm a responsabilidade, mas também a oportunidade de fazer mais e melhor. Combater as alterações climáticas e defender o Planeta deve ser um trabalho conjunto que não poderia parar durante a pandemia, pelo que, mantivemos o foco na operação, garantindo que produzimos mais energia renovável do que a energia total que consumimos nas nossas lojas e que reduzimos as nossas emissões, enquanto fazemos crescer o negócio.

Por TitiAna Amorim Barroso

Arquivado em:Radar Sustentabilidade

Já chegou o MBA Felicidade Organizacional que valoriza a saúde mental

1 Junho, 2021 by Titiana Barroso

A Happiness Business School, academia para a felicidade corporativa, em parceria com o Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa (ISEC), acaba de lançar um MBA em Felicidade Organizacional, que se distingue pelo seu foco na saúde mental e psicologia das organizações. Outro fator distintivo é que aborda a felicidade não só na vertente do empregador, mas também do colaborador. O MBA caracteriza-se pelo seu mote da teoria à prática, e é possível optar-se pelo formato presencial ou online. As inscrições estão abertas até ao dia 28 de junho.

O curso destina-se a profissionais de empresas que queiram impactar positivamente as culturas de trabalho das mesmas. O lema desta especialização é da teoria à prática, permitindo aos alunos compreender a abordagem científica da felicidade organizacional, o seu impacto nos colaboradores, no negócio e na comunidade. De entre as temáticas, destacam-se o mindset para a felicidade, inteligência emocional, coaching e mentoring para o desenvolvimento pessoal, redesign da cultura e office design, ministrados por um corpo docente e parceiros reconhecidos no mercado, como Maurício Korbivcher, CEO The Great Place to Work Portugal, Sofia Mendoça, Diretora de RH da McDonald’s e Miguel Capelão, co-fundador e administrador da PHC Software (considerada a empresa mais feliz de Portugal).


O MBA vai valorizar a apresentação de casos práticos, metodologias e ferramentas de desenvolvimento de um plano integrado e holístico de felicidade nas organizações. “Compreender primeiro o porquê, depois o quê e o como”, diz Madalena Carey, Diretora da Happiness Business School e Coordenadora do MBA, que acredita também que “faz falta no ensino superior e executivo cursos para a gestão de talento que tenham como base uma componente prática forte que permitam aos alunos implementarem os conhecimentos adquiridos de imediato. Ao longo do MBA os alunos vão construindo o seu o plano de felicidade organizacional por etapas – à medida que as vão aprendendo nas cadeiras – sendo esse depois o seu projeto final.”

Com 20 vagas por edição, as aulas do curso vão acontecer todas as terças e quintas-feiras, em horário pós-laboral, das 19h às 22h30 durante sete meses (de julho a dezembro), sendo possível optar entre a modalidade online e presencial, permitindo a frequência de profissionais de todo o mundo. Tem um custo total de 2.500 euros e as candidaturas devem ser enviadas para hi@happinessbusinessschool.com ou feitas em iseclisboa.pt/happiness. Vão acontecer duas edições por ano, sendo que a segunda tem início em janeiro de 2022.

A Happiness Business School é uma academia para a felicidade corporativa que tem como principal missão alavancar culturas de trabalho com mais significado, que consequentemente aumentam o engagement e a produtividade. Dá formação corporativa na área da felicidade, bem-estar e liderança positiva e certifica profissionais que queiram atuar como consultores na área.

Arquivado em:Notícias, Saúde

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