• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O maior desafio das marcas em 2026 é cumprir o que prometem

      5 lições das startups que as empresas tradicionais devem aprender para competir na era da IA

      Num mundo com quase 118 milhões de deslocados, a Europa muda as regras da imigração

      Nem mensagens nem vídeo: 79% dos trabalhadores preferem a voz quando é preciso agir depressa

      As alterações climáticas estão a mudar o mercado da habitação em Portugal

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      O maior desafio das marcas em 2026 é cumprir o que prometem

      5 lições das startups que as empresas tradicionais devem aprender para competir na era da IA

      Num mundo com quase 118 milhões de deslocados, a Europa muda as regras da imigração

      Nem mensagens nem vídeo: 79% dos trabalhadores preferem a voz quando é preciso agir depressa

      As alterações climáticas estão a mudar o mercado da habitação em Portugal

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Titiana Barroso

Tomar melhores decisões: Acalme-se, se o Leão não estiver a atacar

22 Abril, 2021 by Titiana Barroso

As decisões correm mal, se se negligenciar a primeira questão crucial de qualquer processo de tomada de decisão: Devia eu acelerar ou acalmar?

A decisão de acelerar é mais fácil de ser tomada. Sem a capacidade mental para tomar segundas decisões em frações de segundos, por exemplo, investidores de mercados financeiros perdem oportunidades. Connosco acontece o mesmo: hoje, oportunidades de negócio e de vida surgem e desaparecem mais rapidamente do que nas décadas passadas.

E, entre os ambientes confusos e voláteis dos dias de hoje, muitas pessoas responsáveis pelas tomadas de decisão, estão propensas a uma paralisia de análise. Fogem de chamadas difíceis sob pressão de tempo, incapazes de assumir o risco de um erro de julgamento, que os possa deixar mal vistos. Esperam e esperam, adiando uma decisão, enquanto as opções estratégicas se vão dissipando e acabam por ficar encurralados num canto, apenas com opções abaixo da média restante.

Mas, decisões parvas também são tomadas quando líderes arrogantes consideram as palavras “decisivo” e “rápido” sinónimos abrindo, portanto, portas ao abrandamento. Alguns líderes pretensiosos, dos meus tempos da banca de investimento, orgulhar-se-iam de terem despachado rapidamente decisões complexas, como entre qual de dois excelentes candidatos contratar, ou como resolver um difícil dilema ético.

As tomadas de decisão são, normalmente, infetadas por aquilo a que eu chamo “doença da proclamação”: o impulso para acelerar decisões que precisam de uma reflexão séria. Brincávamos com um gerente: “se não tiver tomado uma grande decisão durante a hora de almoço, não sente que está a ter um dia bom”.

Psicólogos cognitivos pioneiros, como  Amos Tversky e Daniel Kahneman ajudaram-nos a compreender a nossa quase inata propensão para julgamentos precipitados. Imagine, por exemplo, dois caçadores coletores durante o Período Neolítico. Ambos ouvem sussurros debaixo de vegetação. Um pensa “leão” e foge imediatamente. O outro considera “Hmm…talvez seja um animal amigável e não um leão à espreita; vou ficar aqui e ver.”


Por Chris Lowney, autor do bestseller Liderança Heróica.

Twitter ou Facebook.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Mobilidade sustentável para um Planeta mais verde

22 Abril, 2021 by Titiana Barroso

As vendas de automóveis elétricos e híbridos continuam a crescer no mercado português, o que revela a existência de uma maior consciencialização para o tema da sustentabilidade, quer ambiental, quer financeira e, como é cada vez mais importante tomarmos decisões que ajudem a combater aquele que continua a ser um dos principais desafios do nosso Planeta: o das alterações climáticas.

Esta mudança no comportamento dos consumidores, derivada também da crescente consciencialização ambiental, irá certamente ajudar-nos a atingir as necessárias metas de descarbonização para alcançarmos um Planeta mais verde. É aqui que acredito que a indústria automóvel possa ter um papel muito significativo, como um dos maiores setores responsáveis pela emissão de gases poluentes.

Com a preocupação das marcas dos vários tipos de veículos elétricos em diversificar a oferta e a adoção destes veículos a ser cada vez mais relevante junto das empresas e dos consumidores finais,  poderemos conseguir reduzir a emissão de gases poluentes com o uso continuado dos mesmos e começamos assim a aproximar-nos daquilo que é uma mobilidade sustentável.  E, para que a mobilidade elétrica continue a evoluir, é importante que se criem as condições necessárias para que os utilizadores de veículos elétricos disponham do máximo de comodidade e conveniência.

Com a atual consciencialização que existe para o tema, é também muito importante que se dê o passo seguinte, onde as empresas poderão ter um papel determinante. É verdade que quando falamos do tema da sustentabilidade, muitas ou a grande maioria das empresas afirma que este é um tema importante dentro da sua organização. No entanto, analisando mais ao detalhe, são efetivamente poucas as organizações que dedicam equipas exclusivamente a esta área ou no que concerne aos orçamentos anuais, que incluem uma fatia dedicada ao tema. E este é um passo importante que deve ser dado, de forma a garantir que estamos todos globalmente alinhados na tomada de ações que possam contribuir para o bem-estar do nosso Planeta.

Para continuar a suportar o desenvolvimento da mobilidade elétrica no nosso país, existem vários passos que as empresas podem dar: quer na eletrificação da sua frota, quer no sentido de proporcionar o máximo conforto e comodidade ao utilizador, como já referi. As empresas podem criar serviços complementares junto aos postos de carregamento de veículos elétricos, permitindo que o utilizador possa rentabilizar ao máximo o seu tempo, enquanto o seu elétrico está a carregar. O tempo do carregamento de um veículo elétrico na via pública, sendo um tema que cada vez menos preocupa os utilizadores de veículos elétricos dado, não só o aumento e diversidade da rede, mas também a capacidade continuamente crescente das baterias dos veículos elétricos, pode ser utilizado para a realização de tarefas tão vastas, desde entretenimento, a domésticas, ou mesmo de âmbito profissional. Com a transformação digital a decorrer a grande velocidade,  as empresas podem ainda apostar em soluções digitais que permitam que seja ainda mais óbvio e simples, para o consumidor final, como pode fazer escolhas mais sustentáveis que não impactem drasticamente o seu dia-a-dia.

Cabe também, a cada um de nós enquanto utilizador de veículos elétricos, fazermos escolhas conscientes, como por exemplo, escolher um comercializador de energia verde, apoiar empresas com boas políticas ambientais, estarmos informados sobre a segunda vida que podemos dar à bateria do nosso veículo e até, como podemos produzir energia nas nossas casas e conduzir a custo e emissões zero.

A mobilidade elétrica pode e deve ser um veículo de transição para alcançarmos um Planeta mais sustentável. E cabe-nos a nós sermos os intervenientes ativos deste processo para potenciarmos um ecossistema de mobilidade cada vez mais sustentável e amigo do ambiente.


Por Daniela Simões, co-fundadora da Miio

Arquivado em:Opinião

Alterações Climáticas ou Pandemias – quem chegou primeiro?

22 Abril, 2021 by Titiana Barroso

É errado tratar as alterações climáticas e a saúde como dois temas inóspitos, quando a nossa saúde depende totalmente do clima e de outros organismos com quem partilhamos o Planeta.

Na madrugada de sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021, um iceberg com cerca de 1270 quilómetros quadrados, aproximadamente o tamanho da área metropolitana de Londres, desprende-se da Antártida. As imagens da enorme fenda percorreram o mundo, num fenómeno cuja inevitabilidade foi detetada pela comunidade científica, 10 anos antes. Em paralelo, a crise pandémica inflama-se com o surgimento de segundas e terceiras vagas de propagação do coronavírus, a deixar um contínuo rasto demolidor na saúde pública e nas estruturas económicas e sociais. Num paralelo, entre a disseminação do vírus SARS- -CoV-2 e as alterações climáticas, urge a reflexão: quão responsáveis são as alterações climáticas pela origem do COVID-19 e qual a extensão da sua influência no contexto ambiental?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as alterações climáticas afetam cada vez mais a saúde e o bem-estar das pessoas, assim como a perda de biodiversidade. Os riscos ambientais são já responsáveis por um quarto da mortalidade no mundo – cerca de 13 milhões de mortes.

Água, saneamento, alimentação e qualidade do ar são elementos vitais à transmissão de doenças que poderão vir a estar na origem de futuras epidemias. O aumento da frequência e intensidade das ondas de calor, secas, chuvas torrenciais e ciclones severos, alteram e modificam a transmissão de doenças zoonóticas, com enorme impacto sobre a saúde.

Entre 2030 e 2050, espera-se que anualmente as alterações climáticas sejam responsáveis por cerca de 250 mil mortes adicionais. Um indicador incontornável neste contexto são as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), cujos apertados limites impostos pelo Acordo de Paris, resultam, aos olhos da OMS, num robusto acordo de saúde para o século XXI.

Pandemia e Prevenção

À pergunta objetiva: as alterações climáticas afetam a transmissão da COVID-19? Aaron Berstein, Diretor do Centre for Climate, Health and the Global Environment da Escola de Saúde Pública de Harvard, diz que ainda não existe evidência direta, mas sabe-se que estas modificam a forma como nos relacionamos com outras espécies e isso afeta todo o ecossistema, pondo em evidência os riscos de infeção.

O aquecimento do Planeta é só por si responsável pelo movimento migratório dos animais (marítimos e terrestres), o que os faz estar em contacto com outras espécies, criando a oportunidade para que agentes patogénicos invadam novos hospedeiros. A desflorestação está também na génese da partilha de germes entre espécies que por norma não coabitam. Com menos lugares para morar e menos fontes de alimento para se alimentar, os animais encontram alimento e abrigo onde as pessoas estão, e isso pode levar à propagação de doenças. Os padrões de precipitação e temperatura afetam fortemente a disseminação dos germes e agentes patogénicos, daí ser absolutamente impositivo reduzir as emissões de GEE e limitar o aquecimento global em 1,5 ºC. Segundo um estudo publicado pela revista Science, Ecology and Economic for Pandemic Prevention, o custo da prevenção de uma próxima pandemia representa 2% da fatura que hoje se está a pagar pela COVID-19 (cerca de $22 mil milhões), número que se prevê que venha a ascender aos $10 a $20 triliões.

(…)

Alterações climáticas e doenças infeciosas

A Pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 veio mostrar como a crise climática afeta a disseminação de doenças zoonóticas – doenças infeciosas causadas por vírus transmitidos entre animais e seres humanos. Uma ameaça à escala global, apesar dos esforços de saneamento, higiene, prevenção e controlo.

Alterações Doenças
Barragens, canais e sistemas de irrigaçãoEsquistossomose (Bilharziose)

Malária

Oncocercose (cegueira dos rios)

Helmintíase

Intensificação da atividade agrícolaMalária

Febre hemorrágica venezuelana

Urbanização e concentração de centros urbanosCólera

Dengue

Leishmaniose cutânea

Desflorestação e novos habitatsMalária

Vírus Oropouche

Leishmaniose visceral

ReflorestaçãoDoença de Lyme (Borrelia)
Aquecimento dos oceanosMarés vermelhas
Elevação da precipitaçãoFebre do Vale Rift

Síndrome pulmonar do hantavírus

Fonte: Organização Mundial de Saúde

Pode ler o artigo na íntegra na edição de primavera da revista Líder.

Arquivado em:Artigos, Sustentabilidade

Será possível uma retirada militar sem baixar as armas pela paz?

22 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Na semana passada, Joe Biden anunciou a partir do dia 1 de maio a retirada das tropas norte americanas da “guerra interminável” no Afeganistão: “Chegou o momento de terminar a mais longa guerra americana. É hora de os soldados voltarem para casa”. A investida militar dos EUA no Afeganistão começou em resposta aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e agora, 20 anos depois, Biden definiu o dia 11 de setembro de 2021 como prazo final para a partida das tropas americanas (cerca de 2500 soldados). Após o seu anúncio, a NATO tomou igual decisão em retirar as suas forças internacionais (cerca de 7 mil).

Foram várias as opiniões e análises que se observaram após esta tomada pública de decisão, que no limite consideram o impacto desta manobra num fortalecimento das forças talibã e aceleração da deterioração da situação no Afeganistão.

Steve Coll, jornalista e autor do livro Directorate S: The C.I.A. and America’s Secret Wars in Afghanistan and Pakistan explica as implicações do movimento militar, político e estratégico americano num artigo de opinião na revista New Yorker.

No início de 2010, Mikhail Gorbatchov, o último líder da União Soviética, aconselhou o presidente Barack Obama acerca da guerra no Afeganistão. Em 1979, os soviéticos invadiram aquele território e viram-se a braços com um conflito invencível contra rebeldes islâmicos, apoiados pelos Estados Unidos entre outros países, levando-os a uma retirada vinte anos depois. Os EUA arriscavam um “grande fracasso estratégico” semelhante e Gorbatchov aconselhou uma abordagem de “duas vias” em busca de “uma reconciliação nacional” – retirada controlada das tropas e conversações com as fações afegãs, nomeadamente os Talibã.

No final de 2010, Washington autorizou as negociações secretas de paz com o governo Talibã, e desde então os EUA seguiram lentamente a abordagem de Gorbatchov, através de políticas repletas de contradições e com um elevado custo económico e de vidas – mais de 2200 soldados americanos. A presença americana no Afeganistão chegou a atingir o pico de cerca de cem mil soldados, em agosto de 2010, diminuindo  para pouco menos de dez mil no final da presidência de Obama (janeiro de 2017). As negociações da administração Obama com o Afeganistão fracassaram, mas foram reatadas com a eleição de Donald Trump. No início de 2020, Zalmay Khalilzad, diplomata e representante das forças de reconciliação no Afeganistão da administração Trump, fechou um acordo com os Talibã que incluía a promessa de remover todas as tropas dos EUA até ao dia 1 de maio de 2021. Quando deixou o cargo, Trump também ordenou uma redução das forças militares para 2500 soldados.

Esta foi a herança do Presidente Joe Biden: uma década de negociações mal sucedidas, o acordo de Trump com falhas que cada vez mais favorecia os Talibã, um destacamento de tropas americanas muito pequeno para conseguir mudar o impasse da guerra e um prazo iminente para deixar totalmente o país ou o risco de novos ataques pelos insurgentes.

“Fomos para o Afeganistão por causa de um ataque horrível que aconteceu há vinte anos”, disse Biden. Hoje não é surpresa que os EUA tenham aceite abertamente a derrota na sua guerra mais longa e militarmente invencível. Os impasses entre as tropas estrangeiras e os insurgentes locais, como o que os EUA têm enfrentado com os Talibã desde 2006, são muitas vezes casos perdidos quando os talibã têm um santuário externo onde podem recrutar, treinar, tratar os seus feridos e se rearmar, tal como fizeram no Paquistão. O Exército do Paquistão e o seu principal serviço de inteligência, o I.S.I., executaram com sucesso o mesmo procedimento contra as tropas da NATO no Afeganistão que o I.S.I. e a C.I.A. usaram contra as forças soviéticas na década de 1980 e com o mesmo resultado final.

Desde as primeiras conversações com os enviados de Obama até às intensas negociações com Khalilzad, os Talibã defenderam desde o início duas exigências: a retirada das forças estrangeiras e a libertação de prisioneiros. Neste momento, o movimento fundamentalista atingiu esses objetivos – o ano passado o governo afegão libertou cinco mil prisioneiros.

O Pentágono e muitos republicanos no Congresso argumentaram que Joe Biden deveria ter adiado a retirada final das tropas até que fosse estabelecido um acordo político entre os Talibã e Cabul, ou até as forças Talibã concordarem num cessar-fogo ou, pelo menos, numa grande diminuição da violência contra os civis e forças afegãs. Contudo, é difícil rebater a conclusão de Biden de que seria uma loucura “continuar o ciclo de extensão ou expansão da presença militar americana no Afeganistão na esperança de criar condições ideais para a retirada e aguardar por um resultado diferente”. Depois de duas décadas de otimismo oficial e desonestidade absoluta sobre o progresso da guerra, dar-se-á o devido valor a um Presidente que aceita uma evidente derrota militar?

No entanto, as perspetivas de retirar o melhor proveito de uma humilhante decisão são desanimadoras. Por razões óbvias, Joe Biden enquadrou o final da guerra com o próximo aniversário do 11 de setembro, mas este deveria ser antes um momento de reflexão sobre o custo trágico da arrogância – as mais de 2200 vidas americanas perdidas, como também mais de cem mil afegãos mortos. Foi o povo afegão que pagou o preço mais alto pelas ambições fracassadas dos EUA no seu país e que agora enfrenta a sombria ameaça de uma segunda revolução da frente Talibã, ou de uma profunda e opressiva guerra civil, após mais de quarenta anos de conflito quase contínuo, iniciado e prolongado pelas invasões e ações secretas de nações externas.

A administração Biden insiste que irá continuar a liderar os esforços internacionais para fornecer ajuda diplomática, humanitária e política ao governo constitucional em Cabul e a uma nova geração urbana de afegãos, especialmente mulheres, que cresceram sob a proteção da segurança da NATO. No entanto, tem sido um hábito recorrente das administrações americanas, no meio dos vários fracassos das suas políticas, desviar a culpa para os aliados afegãos – como se a corrupção crónica afegã fosse completamente separada das volumosas injeções de dólares americanos na economia do país ou como se o mercado de heroína do Afeganistão fosse separado dos vícios do Ocidente.

Apesar da tentativa de Gorbatchov de uma “cooperação sincera e responsável de todos os lados” para chegar a um acordo político que evitasse uma catástrofe humanitária e estabilizasse a região, tal não foi conseguido. O Paquistão e os EUA procuraram a vitória absoluta e, logo após o colapso da União Soviética, em 1991, o mesmo aconteceu com o regime de Cabul.

Ainda assim, se existe uma lição a ser tirada da experiência soviética, será a de que as previsões externas sobre o Afeganistão estão geralmente erradas. “A oportunidade está aí”, escreveu Gorbatchov, “mas é necessário muito para a aproveitar: realismo, persistência e, por último, mas não menos importante, a honestidade em aprender com os erros cometidos no passado e a capacidade de agir com base nesse conhecimento.” A honestidade está a demorar há muito tempo, mas a oportunidade permanece.

Arquivado em:Artigos

Inovação, Educação e Sustentabilidade na agenda dos Portugal Digital Awards

22 Abril, 2021 by Titiana Barroso


O Portugal Digital Awards, uma iniciativa conjunta da IDC e da Axians, quer reconhecer e premiar a excelência das organizações, as suas equipas e líderes empresariais que, com visão e audácia, conduzem a transformação digital dos seus negócios, processos, produtos ou serviços e, consequentemente, da sociedade como a conhecemos.

Para Carmo Palma, Managing Director na Axians Portugal, “o Portugal Digital Awards ocupa um espaço único de destaque dos profissionais e das organizações que estão a fazer acontecer a economia digital no nosso país. Estamos convictos de que as candidaturas este ano nos vão surpreender, pois vivemos num ano disruptivo com muitas mudanças, nas empresas e nas organizações públicas. Este evento será uma excelente oportunidade de partilha e de inspiração. Conhecer e premiar “o que” se transformou em Portugal, num ano particularmente desafiante, será um momento de grande orgulho para todos nós.”


Gabriel Coimbra, Vice-Presidente do Grupo IDC e Diretor Geral da IDC Portugal, acredita que “esta edição contará com projetos completamente disruptivos, uma vez que as mais recentes previsões da IDC apontam para que 65% da economia esteja digitalizada já em 2022. Isto significa que cada vez mais organizações terão a sua cultura centrada nos clientes e nos dados, onde a experiência digital será fundamental nos modelos de trabalho e nas relações com clientes e consumidores, assim como veremos cada vez a automação e robotização de processos e da produção, e modelos de negócio mais sustentáveis assentes e ecossistemas digitais.”

A entrega das candidaturas para 6ª edição do Portugal Digital Awards está a decorrer até ao próximo dia 8 de outubro e conta com 22 categorias a concurso. De destacar as novas categorias que integram a edição de 2021: Best Cultural & Media Project nos Digital Industry Awards (categorias por segmentos de mercado) e os Best Digital Social Sustainability Initiative, Best Digital Economic Sustainability Initiative e Best Digital Environmental Sustainability Initiative nos recém-criados Sustainability Awards, com a curadoria da Planetiers World Gathering.

Ao painel de jurados e observadores que anualmente certifica e credibiliza todos os projetos a concurso, juntam-se nesta edição: Sérgio Ribeiro, CEO & Co Founder da Planetiers World Gathering; Daniel Traça, Dean and Professor of Economics da Nova School of Business and Economics; e, Clara Raposo, Dean ISEG Lisbon School of Economics & Managment, Universidade de Lisboa.

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

José Ferrari Careto assume a Presidência da E-REDES, a antiga EDP Distribuição

21 Abril, 2021 by Titiana Barroso

O novo Presidente está no Grupo EDP desde 2003 e era o responsável pela área de Tecnologia e Digital. Anteriormente, assumia funções como Diretor de Marketing, dentro da EDP, tendo ainda sido Administrador de várias participadas.

Ferrari Careto é licenciado em Economia pela Nova Business School, entre 2006 e 2012 foi membro do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora das Comunicações, ANACOM. Previamente, tinha assumido funções como administrador de várias empresas no setor das Telecomunicações.

Sucede a João Torres, que esteve à frente da distribuidora de eletricidade nos últimos 15 anos e que assume agora funções de assessoria estratégica para implementação da Plataforma Global de Redes de Distribuição e Transmissão, comunicada no âmbito do Plano de Negócios da EDP para 2021-2025.

A E-REDES é a empresa que gere as redes de distribuição de alta, média e baixa tensão, mantendo ligados mais de seis milhões de clientes. Para além de garantir o fornecimento de eletricidade, a empresa está empenhada em promover a transição energética, assegurando a prestação de um serviço público de excelência focado no cliente.

Arquivado em:Notícias, Pessoas

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 38
  • Página 39
  • Página 40
  • Página 41
  • Página 42
  • Interim pages omitted …
  • Página 90
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.