• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Vai fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes 7 cuidados podem evitar danos na câmara

      Os salários mais altos nunca cresceram tanto. A maioria continua a ganhar entre 900 e 1.200 euros

      Salários escondidos, entrevistas sem fim e o silêncio dos recrutadores. O que mais afasta um candidato de uma empresa?

      Portugal classificado entre as economias com menor risco do mundo

      Férias não suspendem obrigações fiscais: empresas têm vários prazos para cumprir durante agosto

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Envelhecer em casa não deve ser um privilégio», defende Afonso Madeira (Puro Cuidado)

      João Jorge (BLISS): «Quando tens 31 noites consecutivas, não podes repetir fórmulas»

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Vai fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes 7 cuidados podem evitar danos na câmara

      Os salários mais altos nunca cresceram tanto. A maioria continua a ganhar entre 900 e 1.200 euros

      Salários escondidos, entrevistas sem fim e o silêncio dos recrutadores. O que mais afasta um candidato de uma empresa?

      Portugal classificado entre as economias com menor risco do mundo

      Férias não suspendem obrigações fiscais: empresas têm vários prazos para cumprir durante agosto

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      «Envelhecer em casa não deve ser um privilégio», defende Afonso Madeira (Puro Cuidado)

      João Jorge (BLISS): «Quando tens 31 noites consecutivas, não podes repetir fórmulas»

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Titiana Barroso

Os CTT têm um pacto sério com o Ambiente

6 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Cinco séculos de atividade de correio. São já 501 anos de uma marca que tem sabido reinventar-se. Nos Correios de Portugal, a Sustentabilidade tem vindo a ser trabalhada ativamente e faz parte das prioridades.

Melhor do que ninguém, Miguel Salema Garção, Diretor de Comunicação e Sustentabilidade, sabe que as várias iniciativas de Sustentabilidade dos CTT estendem-se para lá da reputação e imagem da companhia. «Uma estratégia de Sustentabilidade integrada no centro das prioridades gera valor para os colaboradores, para os stakeholders e para a sociedade, através, por exemplo, da inovação de produtos e serviços, do investimento em portefólios de negócio sustentáveis, da captura de oportunidades em novos mercados ou segmentos de negócios, da otimização de recursos. Também a exigência dos consumidores no que toca a questões de Sustentabilidade é cada vez maior e dita as tendências».

Miguel cuida desta área há mais de uma década e está convicto de que «a transição para uma economia verde e de baixo carbono é cada vez mais uma certeza no pós-Pandemia e vai implicar profundas mudanças legais, regulatórias, jurídicas, tecnológicas e de mercado às quais as empresas terão, obrigatoriamente, de se adaptar».

Sente que há uma maior pressão, ainda que positiva, por parte dos clientes na procura de soluções menos poluentes e assume que souberam antecipar esta necessidade e estar na linha da frente nestas matérias. Em plena Pandemia lançou, em conjunto com a equipa, o serviço Green Deliveries, garante a neutralidade carbónica das entregas. No final de 2019, assinou a Carta de Compromisso “Business Ambition for 1.5º”, uma iniciativa das Nações Unidas, reafirmando o combate às alterações climáticas através da minimização das emissões carbónicas resultantes da atividade da empresa. E mais: acabou de aderir ao Manifesto “Aproveitar a crise para lançar um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”, da BCSD Portugal.

De entre as várias conquistas, os CTT reduziram as emissões carbónicas diretas em 65% desde 2008, superando a meta de redução de 20% até 2020; 98% dos resíduos foram separados para reciclagem, em 2020; e a aquisição de 100% de energia elétrica é proveniente de fontes renováveis desde 2016.

Por isso não é de estranhar, a distinção com o nível mais elevado de Leadership, na vertente Climate Change, nos resultados do rating CDP – Carbon Disclosure Project, o principal rating de Sustentabilidade energética e carbónica a nível mundial.

Uma evolução, sem dúvida, positiva, ainda com um longo caminho pela frente, que Miguel e a sua equipa olham com entusiasmo e expectativa.

Mas nem todos adotam na sua vida medidas para fazer frente a este combate. Como é que conseguimos sacudir consciências coletivas e predispor-nos a fazer alguns sacrifícios no presente a fim de evitar cataclismos naturais?
Todos nós, enquanto indivíduos, mas também as marcas e as empresas, enfrentamos riscos e desafios colocados pelas alterações climáticas e perda da biodiversidade, levando-nos a reforçar a necessidade de repensarmos a forma como qualquer um de nós e como as empresas podem ser catalisadores das mudanças que se impõem. Creio que devemos, em primeira mão, começar em nossa casa, no nosso dia-a-dia a ser exemplo nestas matérias, para os que nos são próximos, sendo a sensibilização e a comunicação cruciais para efeito.
Também em ambiente empresarial devemos dar cada vez mais importância ao tema da sustentabilidade e à adoção de comportamentos mais sustentáveis com resultados positivos para todos nós. É importante aproveitarmos as oportunidades e trabalharmos em conjunto.
Os decisores políticos têm também aqui um papel fulcral, dada a importância do investimento e apoio nestas matérias. A União Europeia está empenhada em reduzir gradualmente as suas emissões de gases com efeito de estufa, e para tal criou uma iniciativa emblemática em matéria de ação climática, o Pacto Ecológico Europeu, que estabelece um objetivo de zero emissões líquidas até 2050. Este Pacto vai permitir o fortalecimento de uma economia circular e eficiente em termos da utilização dos recursos, promover a inovação em tecnologias limpas e criar empregos verdes.
Desta forma, poderemos não só contribuir para um futuro mais sustentável, mas poderemos desenvolver um valor significativo a longo prazo, tanto para os negócios como para a sociedade.


As empresas desempenham um papel crítico para ajudar a alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Qual é o compromisso da sua empresa perante os ODS?
As empresas desempenham um papel crítico para ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas e estes objetivos são também uma ferramenta de trabalho útil para as empresas, pois funcionam como guias ou diretrizes para as apoiar na definição, implementação e comunicação das suas estratégias e prioridades para 2030.
Nos CTT alinhámos o nosso programa de sustentabilidade com os ODS prioritários para o setor e para a cadeia de valor dos CTT, com vista a promovermos o desenvolvimento do negócio dos CTT de forma mais sustentável, apoiando o combate às alterações climáticas, a prossecução da neutralidade carbónica, a preservação da biodiversidade, o desenvolvimento do capital humano e a promoção da justiça e da inclusão social.
Dos 17 objetivos globais, priorizámos 8 ODS e definimos metas e um plano e ações associadas a cada um, são eles: OD3 Saúde e bem-estar; ODS4 Edução de Qualidade; ODS7 Energias renováveis e acessíveis; ODS8 Trabalho digno e crescimento económico, ODS 11 Cidades e comunidades sustentáveis; ODS 12 Produção e consumo sustentáveis; ODS 13 Ação climática; e ODS 16 Paz, justiça e instituições eficazes. Sabendo que os 17 ODS estão interligados, estamos a trabalhar para contribuir para a consecução destes objetivos globais.

A Ação Climática é assim uma prioridade?
Os CTT consideram o combate às alterações climáticas como um tema de relevância crescente, para a sociedade e para as empresas e têm vindo a percorrer um longo caminho na promoção e apoio à transição energética.
O compromisso dos CTT com o combate às alterações climáticas é visível em toda a organização e tem um impacto contínuo nas operações diárias e no modelo de negócio. Os CTT assinaram, em novembro de 2019, a Carta de Compromisso “Business Ambition for 1.5º”, reafirmando assim publicamente o compromisso no combate às alterações climáticas através da minimização das emissões carbónicas resultantes da atividade da empresa. O Compromisso “Business Ambition for 1.5º” é uma iniciativa das Nações Unidas que procura incentivar as organizações, a nível mundial, a criarem medidas de combate às alterações climáticas, com foco na diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e na transição para uma economia de baixo carbono.

Quais são as ambições em concreto? E qual a estratégia para as alcançar?
A estratégia de Sustentabilidade dos CTT está alinhada com a ambição global de limitar o aquecimento global a 1,5ºC até 2030 e também com os interesses e prioridades das nossas partes interessadas em matérias de responsabilidade social e ambiental, como a preservação ambiental, a proteção da biodiversidade e da floresta nacional, ou o apoio ao desenvolvimento de populações carenciadas. A eficiência energética e carbónica é promovida com medidas de racionalização de eletricidade, com a aquisição de energia verde e com a promoção de produtos e serviços ecológicos e/ou carbonicamente neutros. A mobilidade sustentável é também alvo de promoção pelos CTT através da gestão e racionalização dos consumos da frota, da expansão da frota elétrica e da procura de soluções de mobilidade suave. Adicionalmente são complementadas com ações de sensibilização, de cidadania participativa e de formação, reforçando o envolvimento com os colaboradores e com os stakeholders. 

Vai ser necessário reinventar modelos de negócios? Quais são as mudanças que terão de ser implementadas?
Ainda que possa ter perdido algum destaque mediático devido ao panorama atual pandémico, é crescente o consenso em torno da ameaça representada pelas alterações climáticas e as suas consequências económicas e geopolíticas. A Pandemia e as medidas de confinamento tiveram como efeito colateral um reforço da consciencialização sobre o impacto dos comportamentos individuais no Planeta, conduzindo a um gradual ajuste nos hábitos de consumo. A transição para uma economia verde e de baixo carbono é cada vez mais uma certeza no pós-Pandemia e vai implicar profundas mudanças legais, regulatórias, jurídicas, tecnológicas e de mercado às quais as empresas terão, obrigatoriamente, de se adaptar.

 Que métricas já foram alcançadas?
Os CTT foram distinguidos com o nível mais elevado de Leadership, na vertente Climate Change, com a pontuação A, nos resultados do rating CDP – Carbon Disclosure Project, um índice do mercado de capitais que é o principal rating de Sustentabilidade energética e carbónica a nível mundial. A percentagem de empresas avaliadas que chegaram ao topo representa apenas 5%.
Os CTT obtiveram o 2.º lugar a nível mundial no ranking do programa de Sustentabilidade do IPC, o Sustainability Measurement and Management System (SMMS), entre um total de 19 operadores postais de todo o Mundo. Este ranking reflete o nível de proficiência dos CTT em sete áreas de intervenção em matéria de Sustentabilidade e posicionamo-nos acima da média setorial em todas as áreas de intervenção, reforçando o nosso empenho neste compromisso.
Desde 2008 que os CTT reduziram as emissões carbónicas diretas em 65%, superando consideravelmente a meta de redução de 20% até 2020; 98% dos resíduos foram separados para reciclagem, no ano de 2020; e desde 2016, a aquisição de 100% de energia elétrica é proveniente de fontes renováveis. 

Em que ponto está o vosso setor nesta matéria? Que análise faz da sua evolução?
Uma evolução sem dúvida bastante positiva, embora o caminho seja ainda longo. O setor postal executa o seu próprio programa de Sustentabilidade e gestão carbónica desde 2008, promovido pelo IPC – International Post Corporation. O setor atingiu as metas de redução carbónica a que se propôs para 2020 antes do tempo, um resultado muito positivo, reflexo do esforço coletivo que os operadores postais a nível mundial têm vindo a pôr em prática para enfrentar as alterações climáticas e para reduzir as suas emissões carbónicas. Atualmente o grupo de trabalho avançou para um novo programa de sustentabilidade, o SMMS (Sistema de Monitorização e Medição de Sustentabilidade), alinhado com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas considerados mais relevantes para o setor postal e foca-se agora em sete áreas de intervenção: a saúde e segurança, a aprendizagem e desenvolvimento, a eficiência de recursos, as alterações climáticas, a qualidade do ar, a economia circular e as compras sustentáveis.
De destacar um conjunto de ações que os CTT têm vindo a desenvolver:
Temos uma oferta carbonicamente neutra, nomeadamente o Correio Verde e toda a oferta Expresso CTT, numa área de negócio em expansão e em que apostamos fortemente, sem custos adicionais para os nossos clientes. E temos vindo a expandir gradualmente a nossa frota alternativa de transporte e logística, a maior do País no setor logístico, que conta com cerca de 355 veículos alternativos.
Sendo uma empresa pioneira na incorporação de viaturas elétricas na sua frota automóvel, demos continuidade ao processo eletrificação da frota CTT. No primeiro semestre de 2020, integrámos nove novos veículos elétricos na nossa frota, a maior frota alternativa do País no setor dos transportes e da logística. Estes veículos elétricos não emitem partículas e NOx durante a sua utilização e como os CTT adquiriram 100% da eletricidade de origem renovável o impacto carbónico das viaturas elétricas é nulo, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar nas cidades.
Temos vindo a testar novos modelos de veículos a motorização elétrica em várias cidades do litoral português, com resultados bastante positivos no que respeita a uma maior capacidade de carga, à segurança e ergonomia na condução e à autonomia, além, logicamente, dos benefícios ambientais associados. Neste âmbito, fomos a primeira empresa portuguesa a testar o veículo Nissan e-NV200 XL, para distribuição (last-mile), um veículo de motorização elétrica, com maior capacidade de carga e autonomia, que foi transformado à medida do setor postal e que não existe atualmente em Portugal.
Lançámos pelo sétimo ano consecutivo a campanha “Uma Árvore pela Floresta”, em parceria com a Quercus, que visa apoiar a florestação de áreas protegidas e zonas afetadas pelos incêndios com espécies autóctones, que são mais resistentes aos fogos. Fazendo uso da forte capilaridade da rede dos CTT e da proximidade aos portugueses para ajudar à reflorestação das zonas afetadas pelos incêndios em Portugal.
Produzimos anualmente emissões filatélicas dedicadas aos temas da biodiversidade e de espécies ameaçadas. A filatelia ambiental e já uma longa tradição dos CTT e reconhecida em todo mundo. A primeira série filatélica relacionada com a biodiversidade remonta a 1971 e foi intitulada de “Proteção da Natureza”. Este ano 2020, temos, por exemplo, uma emissão filatélica alusiva a Raças Autóctones de Portugal e outra dedicada ao Ano Internacional da Sanidade Vegetal, que contaram com um total de 1,03 milhões de unidades filatélicas produzidas.

Como surge esta necessidade de colocar a Sustentabilidade no centro das prioridades da empresa?
O tema da Sustentabilidade e em particular das alterações climáticas ocupa a agenda europeia e internacional já há algumas décadas e é atualmente conhecido do público.
Temos vindo a trabalhar este tema ativamente há já algum tempo e a sustentabilidade faz hoje parte das prioridades dos CTT.
As várias iniciativas de sustentabilidade dos CTT têm um impacto positivo para a empresa e para a sociedade. Os benefícios obtidos estendem-se para lá da reputação e imagem dos CTT. Uma estratégia de sustentabilidade integrada no centro das prioridades da empresa gera valor para os colaboradores, para os stakeholders e para sociedade, através, por exemplo, da inovação de produtos e serviços, do investimento em portefólios de negócio sustentáveis, da captura de oportunidades em novos mercados ou segmentos de negócios, da otimização de recursos, etc. Também a exigência dos consumidores no que toca a questões de sustentabilidade é cada vez maior e dita as tendências. 

Como é vista a empresa em Portugal dentro do Grupo à luz da Sustentabilidade?
Pretendemos continuar a ser um operador líder no setor de logística a nível global e também no cenário empresarial português. Tendo já atingido uma redução expressiva das emissões de carbono diretas e indiretas entre 2013 e 2020, precisamos de continuar a implementar uma estratégia de gestão de emissões de carbono no sentido de melhorar ainda mais o nosso desempenho.
De referir que a convite do BCSD Portugal aderimos ao manifesto “Aproveitar a crise para lançar um novo paradigma de desenvolvimento sustentável”, com o objetivo de contribuir para a construção de um modelo de desenvolvimento baseado em cinco princípios fundamentais: promoção do desenvolvimento sustentável e inclusivo, promoção do crescimento, busca da eficiência, reforço da resiliência e reforço da cidadania corporativa. 

Foi criado algum departamento ou grupo de trabalho que se dedique à Sustentabilidade?
Sim, os CTT têm uma equipa de colaboradores que se dedica aos temas da Sustentabilidade e Ambiente, inserida na direção de Comunicação, mas este é um trabalho transversal com a participação de todas as áreas da empresa.
A equipa de Sustentabilidade e Ambiente é composta por 5 elementos e liderada pelo Diretor de Comunicação e Sustentabilidade, em Portugal, que trabalham em estreita colaboração com dezenas de interlocutores das mais diversas áreas da empresa que contribuem ativamente e de forma positiva para o desenvolvimento do programa de sustentabilidade CTT. 

Quais são agora os próximos passos?
Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas tem sido notório o esforço de cada vez mais empresas em assumirem programas de sustentabilidade e responsabilidade social.
Um grande desafio e em simultâneo uma grande oportunidade para o setor da logística e distribuição, é sem dúvida a eficiência e transição energética: eficiência ao nível do consumo de combustíveis fósseis e transição para uma adoção sustentada e cada vez maior de veículos elétricos e/ou movidos com combustíveis alternativos, e para um consumo e/ou produção de eletricidade a partir de fontes renováveis, tirando partido da expectável baixa de custo deste tipo de energia nos próximos anos. Os CTT já iniciaram este percurso, olhando para os próximos 10 anos com muito entusiasmo e expectativa.
Acreditamos que podemos influenciar positivamente aqueles colaboram connosco e com quem interagimos na nossa cadeia de valor. Para além disso partilhamos algo essencial com as populações que é a proximidade. 

E quais as prioridades desta área?
As prioridades passam por assegurar o envolvimento e comunicação com as nossas partes interessadas nas dimensões ambiental, social e de governação, promover uma maior proximidade com as mesmas e reforçar o posicionamento dos CTT face aos desafios da sociedade. Esta estratégia concretiza-se através de um programa de sustentabilidade que envolve iniciativas em quatro vertentes: societal, ambiental, de cidadania participativa e de comunicação, iniciativas estas que criam valor para a empresa e para os stakeholders, promovem o envolvimento com a comunidade e os valores de responsabilidade individual e social.

Quais têm sido as vossas contribuições para o progresso dos clientes nesta matéria?
Sentimos nos CTT que há uma maior pressão (positiva) por parte dos nossos clientes na procura de soluções menos poluentes e carbonicamente neutras e, felizmente, nos CTT, antecipámos esta necessidade, o que nos permite estar na linha da frente neste âmbito.
Por exemplo, em plena pandemia lançámos o ano passado, o serviço Green Deliveries, disponível para clientes empresariais, que permite que todas as entregas nos locais contratados sejam feitas exclusivamente com veículos elétricos CTT.
De referir ainda que os CTT oferecem produtos e serviços ecológicos e/ou carbonicamente neutros, como é o caso do Correio Verde, uma oferta 100% ecológica que aposta na componente ambiental e garante a neutralidade carbónica dos seus produtos, sem custos adicionais para os clientes. Desde o seu lançamento em 2010 temos vindo a constatar uma adesão continuada por parte dos nossos clientes a esta oferta, com resultados económicos muito positivos.

Arquivado em:Radar Sustentabilidade

E quando chegar o dia de voltar ao escritório e rever os seus colegas?

6 Abril, 2021 by Titiana Barroso

A reabertura dos escritórios vem levantar novas preocupações. Quase metade dos americanos dizem sentir-se ansiosos por voltar à interação com outras pessoas, e não por boas razões. Estas foram algumas conclusões de um novo estudo divulgado pela consultora Korn Ferry e comentado por vários dos seus principais gestores.

A 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou ao mundo estarmos perante uma Pandemia global. Numa semana, milhões de pessoas foram para casa, pensando que seria uma medida passageira, na esperança que o confinamento impedisse a propagação do coronavírus. Um ano depois, e com elevadas taxas de mortalidade ainda a acontecer um pouco por todo o mundo, continuamos por casa, uns mais confinados que outros.

Para quem volta ao escritório, após um ano, há pessoas para quem o facto de rever os seus colegas não é razão de contentamento, mas antes um sinal de alerta pelo medo e até pavor que dizem sentir.

Os líderes corporativos concentram-se nas questões de segurança do COVID-19 enquanto tentam trazer os trabalhadores de volta ao escritório. Mas parece que os seus colaboradores estão nervosos com um outro assunto, que não tem a ver com o vírus: o problema é ver os outros pessoalmente. Na verdade, depois de um ano a trabalhar em casa, quase metade dos entrevistados de um novo estudo elaborado pela APA (American Psychological Association) sobre o stress provocado pela Pandemia “Stress in America – One year later, a new wave of pandemic health concerns”, dizem estar nervosos por ter que estar novamente perto de pessoas. Muitos sentem que aparentemente perderam a capacidade de se relacionar cara a cara. Andy De Marco, Vice-Presidente de Recursos Humanos da Korn Ferry acrescenta: “Não vai ser fácil reconstruir esse músculo social”.

O estudo não especifica o nível de ansiedade, mas os especialistas dizem que pode variar de ser uma pessoa simplesmente introvertida a estar ao nível de distúrbios clínicos. A ansiedade em torno da interação pessoal acrescenta outro desafio enquanto as empresas decidem quando e como as pessoas voltam ao escritório – e qual é o ambiente de trabalho certo para o futuro. Um dos principais argumentos para trazer as pessoas de volta, é o de que as equipas em “carne e osso” são mais colaborativas, inovadoras e produtivas. Também muitos são os que mal podem esperar por estarem juntos. Dennis Baltzley, chefe global de soluções de desenvolvimento de liderança da Korn Ferry afirma “Essas pessoas sentem que serão mais eficazes na resolução de problemas e irão usar essa energia coletiva para encontrar soluções mais criativas.”

Conforme o estudo, do ponto de vista da saúde mental, regressar ao escritório será tão difícil para os socialmente ansiosos quando entrar no confinamento foi para os mais extrovertidos. De repente, fora do conforto das suas casas, vão estar perto de muito mais pessoas num ambiente novo e tendo que aprender uma rotina completamente nova. A crise limitava as escolhas – as pessoas faziam o que tinham que fazer – enquanto agora ao emergir dessa situação, as pessoas socialmente mais ansiosas são confrontadas com uma panóplia de escolhas, o que torna as coisas ainda mais difíceis.

Introduzir pequenas mudanças no início, como trazer uma equipa de volta ao escritório apenas para se reconectar por um ou dois dias, em vez de fazer com que iniciem diretamente um novo projeto, é uma das maneiras como os líderes podem ajudar os seus trabalhadores. Alina Polonskaia, líder global em soluções de Diversidade e Inclusão na Korn Ferry, também aconselha as organizações a pensarem no trabalho remoto ou híbrido não apenas de uma perspetiva espacial, mas de interação. Na sua opinião, “A forma de se trabalhar deve levar em consideração como as pessoas se querem envolver”, apontando para a preferência de algumas pessoas em comunicarem via Zoom, telefone, e-mail ou por chat, em vez de cara a cara.

É também importante as empresas citarem as razões específicas pelas quais os colaboradores ou uma equipa estão a ser chamados ao escritório – seja para uma apresentação de contas ou uma sessão de formação. As mensagens devem ser claras de forma a ajudar as pessoas menos sociáveis a sentirem-se confortáveis. Nas palavras de Andy De Marco, a melhor maneira de ajudar as pessoas mais reticentes é “com empatia, escuta e uma subtil persistência de que estar juntos novamente será recompensador e energizante”.

Arquivado em:Artigos, Leading People

As mudanças nas dinâmicas de trabalho aceleradas pela Transformação Digital em debate

6 Abril, 2021 by Titiana Barroso

“Digital Transformation: How is the work environment changing and why digital transformation is no longer optional?” quer debater as mudanças nas dinâmicas de trabalho – presentes e futuras – aceleradas pela Transformação Digital. Já no próximo dia 15 de abril, às 10 horas, o webinar reúne vozes de especialistas da Affinity e da Microsoft.


A Transformação Digital é um conceito cada vez mais presente naquele que é o panorama das empresas na atualidade. É inevitável que empresas e profissionais lidem com as mudanças trazidas pelo rápido desenvolvimento tecnológico, quer se encontrem num contexto em que este desenvolvimento aconteceu de forma estruturada e gradual ou repentina e imposta pelo panorama mundial.

Promovido pela Affinity, este webinar contará com a contribuição de Abel Aguiar, Executive Director & Board Member responsável pelo Partner Channel na Microsoft Portugal, que analisará a forma como o ambiente de trabalho está a mudar, como o próprio conceito de ambiente de trabalho pode, e deve, ser repensado e como gerir equipas e expectativas no contexto da Transformação Digital. De seguida, Duarte Filipe, Innovation Analyst e especialista em Transformação Digital partilhará de que forma a Tranformação Digital se torna uma oportunidade para as empresas, desconstruindo o conceito e traçando uma visão estratégica sob quais as prioridades e questões a ter em conta de forma a potencializar a interação entre pessoas, processos e tecnologia. A fechar, Miguel Marques, Chief Technologies Officer na Affinity, traz uma perspetiva funcional, partilhando a sua visão sobre a temática, apresenta algumas técnicas, metodologias e ferramentas de trabalho que potenciam a gestão de equipas e de negócios em contextos digitais.

Antes do encerramento do evento, será dedicado um espaço onde a audiência poderá interagir com os oradores e colocar as suas questões ou partilhar experiências.

 

Arquivado em:Líder Corner, Notícias

COVID-19: As vacinas inaláveis podem ser o futuro

6 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Várias farmacêuticas estão neste momento a desenvolver vacinas COVID-19 inaláveis, que apesar de não corresponder a um método novo (já utilizado na gripe), é uma tecnologia relativamente recente. Ao contrário das injeções intramusculares que exigem seringas, um local específico e um profissional que as administre, as vacinas inaláveis podem vir a ser administradas pelo próprio, o que traz inúmeras vantagens no atual cenário de urgência em imunizar a população à escala global.

Num artigo da revista Quartz, a jornalista Katherine Ellen Foley, explica o que é que se está a passar no campo das novas vacinas contra a COVID-19.


Apenas um ano depois de a OMS ter declarado a crise provocada pelo vírus SARSCoV-2, uma Pandemia, já foram desenvolvidas 13 vacinas, todas injetáveis. Estas vacinas, embora sejam uma ferramenta crítica na luta contra a Pandemia, podem não chegar a todos. A indústria farmacêutica e cientistas estão numa corrida contra o tempo para encontrar formas mais acessíveis de inocular as pessoas, o que inclui uma mudança dos métodos de administração das vacinas.

A farmacêutica chinesa, CanSino Biologics, anunciou no início de março ter recebido a permissão da National Medical Products Administration (autoridade chinesa reguladora de medicamentos), para dar início aos primeiros ensaios clínicos de uma vacina inalável contra a  COVID-19. No Reino Unido, cientistas da Universidade de Oxford estão no início de ensaios clínicos para testar se uma versão inalável da vacina da AstraZeneca pode produzir imunidade semelhante à injetável. A Codagenix, uma startup de biotecnologia, também está a começar a sua primeira fase de testes de nova vacina. Nos EUA, as startups Phage Novo Bio e Precision Virologics, já mostraram que as suas vacinas inaláveis são seguras e eficazes, através de testes em animais.

Apesar de não ser um método novo, é uma tecnologia relativamente recente, pois chegou ao mercado no início do ano 2000. A Pandemia provocada pelo novo coronavírus trouxe a urgência de um plano de vacinação em massa – o que significa que todas as opções precisam de ser tidas em conta, tais como mais reforços. As vacinas inaláveis são mais fáceis de administrar, mais acessíveis – e há razões para acreditar que também podem funcionar melhor.

Um novo futuro

As injeções intramusculares não são necessariamente o melhor modo de vacinação – é apenas o mais comum, mas não por isso o mais acessível. Normalmente precisam de refrigeração ou congelamento, o que pode limitar a sua distribuição. Além disso, exigem seringas, locais exatos e um profissional que as administre.

Neste momento, mesmo as vacinas inaláveis contra a gripe precisam de ser administradas num consultório, por um profissional de saúde. Mas, teoricamente, podem ser administradas pelo próprio recetor, o que até aliviaria a rede de abastecimento das seringas, um recurso limitado. Segundo Renata Pasqualini, oncologista da Universidade Rutgers e diretora científica da Phage Novo Bio, em declarações à revista Quartz, esta vacina pode ser usada como um inalador para a alergia, que as pessoas podem rapidamente cheirar – “Esse é o futuro.”

As vacinas inaláveis podem ser administradas a pessoas que queiram evitar uma ida ao médico. “Pense numa vacina que se pode enviar para as pessoas”, diz Pasqualini à mesma fonte. Segundo a especialista, esta seria uma forma de chegar às pessoas que não conseguem sair de casa e de rapidamente distribuir doses de reforço, no caso de vir a tornar-se necessário.

As vacinas inaláveis podem também funcionar melhor. A pesquisa com animais efetuada pela Phage Novo, sugere que uma vacina inalada gera uma resposta imunológica mais forte do que uma injetada. Não se sabe ainda porquê, mas pode estar relacionado com a rota de exposição: indo diretamente para os pulmões, os antígenos acionam elementos do sistema imunológico que revestem as vias aéreas. Essa parte do sistema imunológico produz anticorpos ligeiramente diferentes dos da corrente sanguínea. Para um vírus respiratório, atingir o sistema imunológico da mucosa pode melhorar a imunidade geral – embora sejam precisas mais pesquisas para confirmar se esse é o caso.

Até agora, todas as vacinas inaláveis para a COVID-19 estão em fase de testes em animais ou na primeira fase de ensaios clínicos que avaliam a segurança desses sprays num pequeno grupo de pessoas saudáveis. Normalmente, para que uma vacina chegue ao mercado, ela leva alguns anos. No momento atual que vivemos, as entidades reguladoras estão a acelerar o processo de autorização, definindo quais os dados exatos que as empresas devem apresentar para comprovar a segurança e eficácia dos seus produtos. A necessidade urgente de vacinar o globo pode manter a velocidade desses processos a tempo de fazer chegar as inoculações ao nariz das pessoas em todo o mundo.

Arquivado em:COVID-19, Notícias

O desempoderamento na era do empoderamento

5 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Um dos grandes jornalistas da imprensa portuguesa, para mim, é Jorge Almeida Fernandes (JAF). Sempre que o leio aprendo alguma coisa porque ele me ajuda a descodificar o mundo. Fá-lo colocando-se num plano superior – intelectual e analiticamente – e fazendo aquilo que um grande jornalista deve fazer: ajudar a compreender os problemas sem partir para a análise com a postura de um ativista. Disse ele há dias a propósito do caso espanhol que a política populista, em alta, pode trazer espetáculo mas também elevada toxicidade. Falava dos populismos à direita e à esquerda.

Uma das alavancas do manual do populista é o recurso às emoções tribais. Eu, que adoro futebol, acho muito perigosa a futebolização da política. Uma das formas de emocionar as audiências passa pela defesa da necessidade de empoderar alguém. Eis um curioso resultado. Num par de dias, no jornal de JAF, o Público, encontravam-se as seguintes ideias:

  • Um colunista de esquerda dizia que a sua área é demonizada;
  • Um de direita dizia que a sua área é alvo do mesmo tratamento;
  • Uma escritora mulher dizia que está na altura de as mulheres serem vistas;
  • Um homem dizia que sendo homem e branco não lhe passa pela cabeça apresentar-se como homem e branco.

E se todos estiverem corretos? E se tanto empoderamento nos estiver a desempoderar a todos? E se esta mania de meter tudo nas caixas identitárias for um obstáculo à real criação de sociedades mais decentes? E se o “lugar da fala” acabar por se revelar um lugar de separação, silêncio e desconforto? Tudo isto me levou de volta à interrogação de um personagem do 8 ½, de Fellini: existirão mesmo pessoas com ideias tão claras que se possam dizer de direita ou de esquerda?


Por Miguel Pina e Cunha, Diretor da revista Líder

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

O Instagram vai proibir sorteios?

5 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Nas últimas semanas têm sido vários os debates nas redes sociais a dizer que o Instagram vai proibir sorteios. De acordo com alguns especialistas em Marketing Digital, o Instagram já começou a proibir giveaways na sua plataforma, apagando os sorteios/giveaways/passatempos ou até mesmo bloqueando as páginas dos autores que os lançaram.

As redes sociais – e a internet no geral – são um espaço para aprendermos com os entendidos que partilham conteúdo educativo e útil. Contudo, qualquer pessoa pode publicar o que quiser sem ter bem a noção daquilo que diz. É o que está a acontecer com este tema, que não passa de um mito.

Afinal, o que se tem passado com os sorteios no Instagram?

Efetivamente têm surgido algumas problemáticas associadas a sorteios no Instagram. Alguns influencers viram os seus giveaways apagados pelo próprio Instagram. Outros chegaram a ter as suas contas bloqueadas ou apagadas. Geralmente são contas com milhares de seguidores ou com prémios muito aliciantes, como iPhones e afins.

Quando se criam sorteios, giveaways ou passatempos no Instagram, abrimos a porta a um grande número de utilizadores que não nos conhecia… mas também a contas falsas, clonadas e a esquemas. Sim, nos últimos meses temos assistido cada vez mais a esquemas fraudulentos para roubar contas e, neste caso, surgem através dos giveaways.

O mais comum são as contas “clone”. Um haker cria uma conta com um username praticamente igual, com a mesma foto de perfil mas, na biografia, para além de usar o teu nome/nome da tua marca, refere que é a página oficial para apurar o vencedor do sorteio, com um link que as pessoas devem clicar (isso já vi acontecer aqui em Portugal a pelo menos duas clientes, com muitos seguidores).

Quando os seguidores começam a denunciar, o Instagram, que trabalha com inteligência artificial, acaba por apagar/ bloquear e, muitas vezes, pode bloquear ou apagar a publicação ou conta original ( que poderá, ou não, ser reposta).

Por outro lado, se lançares um giveaway, ou sorteio, ou passatempo, em que os participantes tenham que deixar-te um like na publicação, comentá-la ou passar a seguir-te e se, até então, praticamente não tinhas interação nenhuma, o algoritmo do Instagram poderá achar estranho e bloquear-te. Porquê? Porque o excesso de interação nas contas, que fuja àquilo a que o utilizador costuma fazer, dá ao Instagram a ideia de que aquilo que estás a fazer é uma automação. Ou seja, que compraste sistemas de automação ou que compraste likes/ comentários/ seguidores. E, portanto, bloqueia-te.

Contudo…

Não, o Instagram não está a proibir sorteios. Não, o Instagram não está a proibir giveaways. Não, o Instagram não está a proibir passatempos.

Chamem-lhe o que lhe chamarem, pelo menos por enquanto não há nenhuma notícia oficial por parte do Instagram que o confirme. Bem pelo contrário, no site oficial do Instagram existe precisamente uma publicação que explica quais os passos a dar para fazer sorteios no Instagram, aquilo a que chamam de “promoções” que passo a citar:

  1. Se utiliza o Instagram para comunicar ou gerir uma promoção (ex.: um concurso ou uma aposta), é responsável pelo funcionamento legal dessa promoção, incluindo:
    1. 1.As regras oficiais;
    1. 2.Os termos da oferta e os requisitos de elegibilidade (por ex.: idade e restrições de residência); e
    1. 3.A conformidade com as leis e os regulamentos aplicáveis que regem a promoção e todos os prémios oferecidos (por ex.: o registo e a obtenção das aprovações regulamentares necessárias).
  2. Não pode identificar incorretamente conteúdo ou incentivar os utilizadores a fazê-lo (por ex.: não incentives pessoas a identificarem-se em fotos nas quais não aparecem).
  3. As promoções no Instagram devem incluir:
    3.1. Uma autorização completa do Instagram por cada entrada ou participante.
    3.2.O reconhecimento de que a promoção não é de forma alguma patrocinada, aprovada, administrada ou associada ao Instagram.
  4. Não o ajudamos na administração da promoção, nem podemos aconselhar sobre se é necessário o consentimento para utilizar o conteúdo do utilizador nem quanto à obtenção de eventuais consentimentos necessários.
  5. A utilização do nosso serviço para gerir a sua promoção é por sua conta e risco.

Os sorteios são a melhor forma de ganhar seguidores no Instagram?

Não sou de extremos nem entro nas modas de dizer que os sorteios são a pior coisa do mundo, só porque vejo outras pessoas a dizê-lo. Não acho que os sorteios sejam a pior estratégia que existe – apenas é uma estratégia que tem de ser usada com cautela e com consciência. Não só pelos motivos enumerados, mas porque pode atrair público que não é qualificado. E já escrevi antes sobre como fazer sorteios no Instagram.

Existem muitos “papa-sorteios” que participam em tudo e mais alguma coisa, porque só querem coisas de borla. Essas pessoas nunca vão interagir com o conteúdo, nem vão comprar os produtos/ serviços. Assim que anunciar o vencedor do sorteio, vão sair da página. Pela experiência que tenho com sorteios, cerca de 30% dos seguidores que ganhei nos sorteios, perdi-os assim que anunciei os vencedores. Mas a restante percentagem ficou porque, graças ao sorteio, ficou a conhecer o conteúdo e gostou.


Texto de Bárbara Bação, Consultoria para Influenciadores Digitais e Empreendedores & Responsável de Comunicação na APF – Associação Portuguesa de Franchising

Arquivado em:Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 48
  • Página 49
  • Página 50
  • Página 51
  • Página 52
  • Interim pages omitted …
  • Página 90
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.