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Titiana Barroso

Já conhece os melhores destinos de férias em 2021?

5 Abril, 2021 by Titiana Barroso

2020 foi um ano “perdido em viagens” e de insucesso para muitos aventureiros em busca de uma pausa, mudança de cenário ou uma dose de motivação para enfrentar os imensos desafios em resultado do vírus COVID-19.

Após muitas viagens canceladas, uma pesquisa mostra que mais de um terço dos viajantes tem intenções de tirar férias em 2021 para destinos fora do seu país, e parece que a espontaneidade faz parte da bagagem.

Com a evidência de um cenário de coronavírus, mas na perspetiva da vacinação e uma potencial imunidade de grupo, que já parece ter estado mais longe, a CEO Magazine divulgou uma lista de possíveis destinos para quando as portas de embarque estiverem abertas à sua exploração.

Belgrado, Sérvia – A Sérvia é um dos destinos europeus menos comuns ou procurados, e a sua capital, uma das cidades mais antigas da Europa, foi construída na confluência dos rios Danúbio e Sava. A cidade, dividida em Velha e Nova Belgrado, tem muito a oferecer aos visitantes, desde a Fortaleza de Belgrado até ao Templo de Santo Sava, e além de uma boa gastronomia, está a tornar-se popular entre os viajantes mais novos.

Phu Quoc, Vietname – É a maior ilha do Vietname, mas um dos segredos mais bem guardados do Sudeste Asiático. Reconhecida pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera em 2006, tendo cerca de metade da sua área coberta por um parque nacional, este destino é o local perfeito para umas férias idílicas. Esta ilha situada nas águas do Golfo da Tailândia possui cerca de 20 praias virgens para explorar.

Ras Al Khaimah, Emirados Árabes Unidos – Ras Al Khaimah é o emirado menos conhecido e tem-se vindo a tornar num destino de rápido crescimento, com uma abordagem baseada no turismo sustentável. O local oferece 64 km de praia e mais de 7 mil anos de cultura e património. O Forte Dhayah do século XVI e as ruínas do Palácio de Sheba, conhecido como o palácio mais antigo dos Emirados Árabes Unidos, são duas das atrações.

Deserto de Negev, Israel – 60% da área total de Israel é ocupada pelo deserto do Neguev. Com paisagens de cores avermelhadas, formações rochosas geológicas e locais arqueológicos considerados Património Mundial da UNESCO, como Shivta e Avdat, o deserto israelense é uma boa opção para umas férias. Conhecer as suas tribos beduínas ou a rota das especiarias que segue até Petra, são parte das experiências.

Deadvlei, Namíbia – Não é só pelo seu deserto que a Namíbia é conhecida. Desde o Fish River Canyon, às formações lunares da Skeleton Coast e às dunas vermelhas de Sossusvlei, a Namíbia é um lugar para aventureiros. Elevando-se a 325 metros acima do fundo do vale, as dunas de Deadvlei são das mais altas do mundo. Fique alojado em Windhoek, a capital da Namíbia e sua maior cidade.


Angkor Wat, Camboja –
Na região noroeste do país, na Província de Siem Reap, ficam as ruínas de Angkor Wat, o maior complexo de templos alguma vez construído e um dos registos arqueológicos mais importantes do mundo. Pode assistir ao nascer do sol sobre Angkor Wat, fotografar as raízes da figueira-de-bengala estrangulando as pedras no templo Ta Prohm ou descobrir o antigo Reino de Khmer, explorando o Parque Arqueológico de Angkor de bicicleta.

Victoria Falls, Zâmbia – Umas das mais espetaculares quedas de água do mundo, as Cataratas de Vitória, situam-se no rio Zambeze, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe, e têm cerca de 1,5 km de largura e altura máxima de 128 metros. Um dos locais para observar as quedas de água é Devil’s Pool, uma piscina de pedra natural próxima do local, cercada pelo Parque Nacional Mosi-oa-Tunya.

Adelaide, Austrália – Estendendo-se da costa da Austrália do Sul até o sopé da cordilheira Mount Lofty, Adelaide é a capital da Austrália Meridional e a quinta maior cidade australiana. Tem várias opções turísticas, nomeadamente as famosas vinhas do Vale Barossa, uma das regiões vinícolas mais antigas e importantes da Oceânia.

Arquivado em:Notícias

Estudo revela lacunas entre perceção e realidade. Em que é que os portugueses estão certos e errados?

5 Abril, 2021 by Titiana Barroso

“COVID-19: Perceções vs Realidade” é o nome do estudo desenvolvido pela Ipsos APEME e o Prémio Cinco Estrelas que durante o mês de março avaliou o quão certos ou errados estão os portugueses sobre variados temas, tais como questões demográficas, socioeconómicas, ambientais, de consumo, além das contextuais relativas à pandemia.

A taxa de desemprego e o número de divórcios são dois dos temas que os portugueses não dominam, em contraste com todos aqueles relacionados à COVID-19.

Após um ano de Pandemia, o estudo pretende avaliar o nível de conhecimento da realidade dos portugueses. Foi assim identificada uma diferença substancial entre a perceção e a realidade em temas como a taxa de desemprego e o número de divórcios em Portugal. Na realidade, a taxa de desemprego em Portugal não está tão alta quanto os indivíduos pensam (real: 6,8% vs estimativa declarada: 17% | Gap de +10,2 p.p. face ao real) e a percentagem de divórcios não é tão baixa quanto os entrevistados creem (real: 61,4% vs estimativa declarada: 36% | Gap de -25,4 p.p. face ao real).

Quanto ao número de nascimentos, foi detetada alguma incerteza. Apesar de 45% acreditar que a taxa de natalidade diminuiu, em linha com a tendência real (- 1.908 nascimentos em 2020 face 2019), mais de 48% acredita que o número de nascimentos aumentou ou manteve-se igual. Cerca de metade têm assim uma perceção errónea.

Por outro lado, possivelmente influenciados pela maior presença do digital, um grande número sobrestima o aumento do volume de compras online (real: aumento de 37% vs estimativa declarada: aumento de 59% | Gap de +22 p.p. face ao real). O tipo de produtos e serviços mais comprados regista igualmente uma perceção errada, com os entrevistados a declarar que que os produtos e serviços mais comprados online foram as compras de supermercado (37%) e as refeições – takeaway, entrega ao domicílio (30%), quando na verdade, segundo dados do INE, a roupa, calçado e acessórios foram os produtos e serviços mais encomendados.

No entanto, em alguns temas, a perceção está próxima da realidade, tendo a amostra um excelente conhecimento de quantos somos e qual o ordenado mínimo nacional em Portugal. A par da realidade, destaca-se também a compreensão dos entrevistados relativamente ao comércio automóvel, hábitos de reciclagem e setor imobiliário. Em temas particularmente relacionados com a pandemia COVID-19 apresentam um forte conhecimento, aproximando-se dos dados reais.

O estudo “COVID-19: Perceções vs Realidade” foi realizado entre os dias 26 de fevereiro e 10 de março de 2021, a indivíduos com idades entre os 20 e os 75 anos, residentes em Portugal e com acesso à internet. Foram realizadas 600 entrevistas online, tendo sido consideradas, para a efeitos de recolha e representatividade, quotas de sexo e idade, em linha com a distribuição nacional.

Arquivado em:Notícias

Deco Proteste estende atendimento a consumidores surdos

5 Abril, 2021 by Titiana Barroso

A organização de defesa do consumidor criou uma parceria digital que permite o atendimento a 120 mil consumidores surdos ou com alguma deficiência auditiva. Com o Serviin, o novo serviço, a comunidade vai poder tirar dúvidas e conhecer os seus direitos enquanto consumidores, e formalizar queixas sobre produtos e serviços que se enquadrem como relações de consumo.

Embora o acesso ao atendimento da Deco Proteste possa ser realizado por e-mail, a parceria com a Serviin irá permitir à organização um contacto mais próximo com os seus subscritores – um novo canal para a defesa dos direitos dos consumidores surdos em Portugal.

Segundo Rita Rodrigues, Responsável pelas Relações Institucionais da Deco Proteste, este novo canal permite “acompanhar uma comunidade de 120 mil pessoas surdas e de 530 mil com qualquer tipo de deficiência auditiva, dando acesso a uma diversidade de apoios prestados por profissionais qualificados.” Rita Rodrigues afirma que “esta plataforma tem como objetivo promover a tomada de decisões mais informadas num momento em que atravessamos uma fase caracterizada por muitas dúvidas e incertezas no que diz respeito á proteção dos direitos dos consumidores. O simples facto de podermos de forma direta e no momento esclarecer uma questão, por exemplo relacionada com um apoio social, pode fazer toda a diferença”.

O Serviin é o serviço de vídeo-interpretação que utiliza um telefone 3G/4G, ou outro dispositivo online através do portaldocidadaosurdo.pt. O atendimento é prestado por intérpretes licenciadas(os) em Língua Gestual Portuguesa e com experiência profissional em diferentes instituições. Os intérpretes fazem o atendimento ao consumidor por vídeo chamada, contactam a DECO PROTESTE e intercalam a comunicação entre a pessoa e a organização de defesa do consumidor.

O novo serviço de atendimento da Deco Proteste funcionará todos os dias úteis, entre as 9 e as 18h e será exclusivo para subscritores da organização.

Arquivado em:Notícias, Responsabilidade Social

Qual o caminho para a redução de danos no tabaco?

1 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Para legislar o tabaco e reduzir a taxa de fumadores em todo o mundo, a OMS criou em 2005 uma Convenção Quadro para o controlo do tabaco: FCTC Framework Convention on Tobacco Control. O Tratado foi adotado por 181 países que no final do ano reúnem-se na Conferência de Partes (COP 9) para a definição de estratégias e ações em torno do controlo, manufatura, comercialização e consumo de tabaco.

Num recente encontro sob o tema “Where’s next for harm reduction?”, que contou com a participação de entidades e organismos do setor do tabaco, foi debatido o papel da COP 9 em relação ao tema da redução de danos, seguindo a ideia defendida pelas associações que não contestam os benefícios de deixar de fumar, mas antes alertam para uma melhor saúde sem banir o acesso à nicotina.

Com esse objetivo em vista, foi criada uma Entidade Global para a redução de danos do tabaco (Global State of Tobacco Harm Reduction – GSHR), que faz o mapeamento da disponibilidade e o uso de produtos com nicotina mais seguros, estuda as respostas regulamentares a esses produtos e o potencial de saúde pública da redução dos danos do tabaco.

A redução de danos corresponde a um leque de políticas, regulamentações e ações pragmáticas que reduzem os riscos para a saúde, fornecendo formas mais seguras de produtos ou substâncias, ou promovendo comportamentos menos arriscados. A redução de danos não se concentra exclusivamente na erradicação de produtos ou comportamentos. O recurso a produtos com nicotina mais seguros, resulta em opções para milhões de pessoas que em todo o mundo desejam deixar de fumar, mas não conseguiram com as opções anteriormente disponíveis.

A guerra contra a nicotina

Há evidências de que os dispositivos de vaporização de nicotina (cigarros eletrónicos) e produtos de tabaco aquecido estão cientificamente comprovados como mais seguros do que o tabaco.

Os chamados produtos de risco reduzido que não recorrem à combustão de tabaco, produzem um vapor com nicotina (em vez de fumo), produzindo quantidades inferiores de componentes químicas tóxicas, quando comparado com cigarros. Os produtos sem tabaco (vaporização de nicotina), usam nicotina líquida extraída de folhas de tabaco. O que a Global State of Tobacco Harm Reduction – GSHR vem afirmar, é que embora não sejam produtos isentos de risco, são uma alternativa ao tabaco ou um apoio para deixar de fumar.

A nicotina é viciante e altamente tóxica quando ingerida ou absorvida em grandes doses. Porém, não é responsável pela nocividade do consumo de tabaco, mas sim as toxinas e agentes carcinogénicos presentes no fumo do tabaco. A nicotina é uma das razões pelas quais as pessoas fumam (sabor e ritual) – para se optar por uma outra alternativa, esses produtos devem conter nicotina.

Em 2014, a OMS referia o uso medicinal da nicotina como uma opção de saúde pública, mas não o seu uso recreativo, hoje a GSHR vem colocar o dedo na ferida perante a evidência de que em todo o mundo existam mil milhões de fumadores e todos os anos ocorram de 8 milhões de mortes por doenças associadas ao tabagismo (mais do que HIV, malária e tuberculoso juntas). Para esta organização, é fundamental criar opções e formas de ajudar as pessoas, quando se sabe que 70% dos fumadores não têm acesso a ferramentas e serviços de apoio. Nas palavras de Harry Shapiro, porta-voz do GSHR, “o aparecimento dos produtos sem combustão, deu à OMS uma oportunidade de desviar a atenção de uma falha de políticas de controlo do tabaco para lançar uma guerra não contra o tabaco ou fumar, mas contra a nicotina!”

A melhor opção será sempre deixar de fumar ou nunca começar a fazê-lo, mas a adoção de campanhas massivas de proibição do tabaco não parece ser o caminho, há que separar a questão da nicotina com o deixar de fumar. No último relatório relativo da OMS sobre a prevenção do tabagismo, MPOWER, de 2019, foi estabelecida como prioridade “oferecer ajuda para deixar de fumar”. Segundo dados revelados pela GSHR em 2020, do universo total de fumadores, cerca de 60 milhões eram de utilizadores de vaporizadores e 20 milhões de tabaco de combustão.

Na perspetiva das diferentes associações ligadas à redução de danos do tabaco, as intervenções tradicionais de controlo do tabaco elaboradas na estrutura da OMS, não têm sido suficientes. A OMS tem de assumir um papel de liderança neste caminho, apoiando-se em evidência científica e médica, lado a lado, com governos e entidades regulamentares para a criação de uma legislação própria para os produtos com nicotina mais seguros. Desta forma, pretende-se que no futuro alguns países comecem a adotar uma abordagem mais inclusiva para redução de danos do tabaco, como parte do quadro geral de uma estratégia para um mundo sem fumo.

Tabaco – alternativas e legislação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a sua próxima campanha contra o tabagismo, a propósito do Dia Mundial sem Tabaco, lançada a 31 de maio de 2021.

“Commit to Quit” – compromisso para deixar de fumar – vai apresentar “100 razões para deixar de fumar” e visa apoiar 100 milhões de pessoas em todo o mundo que estão a tentar deixar de fumar através de várias iniciativas e soluções digitais.

Atualmente, cerca de 780 milhões de pessoas em todo o mundo dizem querer deixar de fumar, mas apenas 30% têm acesso a ferramentas e recursos para o fazer. A OMS quer assumir o compromisso, juntamente com outros parceiros, de fazer aumentar essa percentagem e criar as condições mais saudáveis ​​que conduzam ao abandono do tabaco.

Contudo, apesar das variadas campanhas de cessação tabágica, em 2025 mais de mil milhões de pessoas irão continuar a fumar em todo o mundo. Em Portugal, cerca de 2 milhões e meio de portugueses são fumadores numa taxa de prevalência de cerca de 26%, em 2017, contra 24% em 2006.

 

Por Rita Saldanha 

Arquivado em:Notícias

A linguagem da Psicoterapia. Já adotou um discurso terapêutico?

1 Abril, 2021 by Titiana Barroso

É cada vez mais comum na linguagem do quotidiano, aplicarem-se termos que até há pouco tempo estavam delimitados aos consultórios dos Psicólogos e Psiquiatras. O seu vocabulário invadiu o nosso léxico, adotando-se um discurso terapêutico.

A jornalista Katy Waldman, da revista The New Yorker, fala do fenómeno da passagem da linguagem do divã para as nossas vidas.

Na verdade, um novo dicionário vagueia pelas redes sociais, pois é nesse laboratório sociológico que o evento se dá e se torna mais visível– nomear dinâmicas, lidar ou gerir as emoções, iniciar processos, praticar o desapego e o autocuidado, construir caminhos, trabalhar a resiliência. Se estamos a discutir, dizemos “percebo que te sintas assim” mas “não aceito que estejas a gritar”. Se procurar pelo Google qual a melhor maneira de terminar uma relação, as sugestões falam em evitar o conflito e que se remexa no passado, e socorrer-se de um português suave: “Receio que tenhamos objetivos diferentes na vida, o que torna difícil continuarmos juntos.”

A linguagem terapêutica não é apenas dissipada pelos terapeutas, mas também por autores, influenciadores e celebridades. Quando se divorciou do marido, Gwyneth Paltrow usou a expressão “conscious uncoupling” (desacoplamento consciente), que no fundo não quer dizer mais do que “Nós só queremos continuar a ser uma família e estar bem um com o outro.”

A linguagem terapêutica funciona idealmente para cada um de nós, em que o terapeuta irá ajudar a encontrar as próprias palavras para descrever as suas necessidades, em vez de entregar um modelo/ formato de resposta.

Se por um lado a linguagem mental tem vindo a fazer parte das nossas vidas, seja na esfera pessoal como na profissional, é sabido que as questões sobre saúde mental são também cada vez mais comuns. Segundo o mesmo artigo na The New Yorker, nos EUA, 19% dos adultos tiveram uma doença mental entre 2017 e 2018, com um aumento de 1,5 milhões de pessoas em relação ao ano anterior. Em ano de COVID-19 acentuaram-se as crescentes taxas de depressão e ansiedade, especialmente entre os jovens.

Segundo dados de 2013, revelados pelo Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental, mais de um quinto dos portugueses sofre de uma perturbação psiquiátrica (22,9%). Sendo Portugal o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa.

A linguagem do consultório do terapeuta inundou a cultura popular, e hoje influenciadores usam as redes sociais como um confessionário moderno, postando os seus pensamentos e sensações, numa experiência de “autorrevelação”, muito ao estilo Freudiano.

Psicólogos e Terapeutas afirmam que não é esperado das pessoas não profissionais usarem termos adequadamente. O que se passa quando nos queremos referir a alguém muito organizado, como um OCD/ TOC (transtorno obsessivo compulsivo). O erro no uso das expressões faz parte da linguagem coloquial. O uso da palavra “trauma”, a confusão entre “conflito” e “abuso”. De uma terapia de divã, passa-se a uma terapia do Instagram, transformando um processo que acontece num determinado contexto, em algo dirigido pelo ego, como se o chavão “Eu sou a pessoa mais importante e preciso cuidar de mim”, fosse sempre igual para todos.

Uma das preocupações poderá estar na possibilidade da adoção de termos da prática terapêutica poder vir a prejudicar quem realmente está a sofrer, caso não seja bem guiado. Temas que poderão implicar tanto sofrimento como “trauma” e “depressão” estarem na espuma dos dias, de quem navega pelas apps, não poderá ser no seu limite uma falta de consideração por quem vive em estados graves de saúde mental?

Os Psicólogos não parecem estar preocupados com o discurso terapêutico vir a ser tema nas vidas comuns. A linguagem da Psicologia infiltrou-se nas nossas vidas. Comportamento gera comportamento, ou quem foi magoado vai magoar o próximo, dir-se-ia. Para quem exatamente servem as práticas de uma boa higiene mental e o que gostaríamos que fizesse? Poderíamos dizer que é para indivíduos que lutam com seu oposto/ falta de saúde mental, nesse caso, a linguagem da cura será uma linguagem da diferença. E se for para aqueles que gostam de falar dessas coisas, a terapia é ainda vista como um luxo, um extra apenas disponível a quem pode pagar esse acesso. Vale a pena falar sobre isso.

Arquivado em:Artigos

10 Tendências que vão influenciar o imobiliário corporativo

1 Abril, 2021 by Titiana Barroso

A 6.ª edição do Top 10 Global CRE Trends, estudo da JLL, identifica os pontos de viragem para o imobiliário corporativo em 2021, apontando caminhos para as empresas reinventarem as suas estratégias nesta área, face às mudanças estruturais que estão a ocorrer nas prioridades de negócio, bem como em resposta às desafiantes condições de operação e à volatilidade na economia.

Apontando as 10 principais tendências que irão influenciar o imobiliário corporativo, o estudo conclui ainda que as estratégias imobiliárias estarão no topo das prioridades dos gestores, ao atribuir um papel crucial aos imóveis na hora de implementar novas questões na área da saúde e bem-estar dos colaboradores, novos modelos de trabalho ou a descarbonização do imobiliário.

“Se antes o imobiliário onde as empresas desenvolvem a sua atividade já era visto como importante para a sua competitividade, influenciando a produtividade dos colaboradores e os proveitos económicos, depois da pandemia passou a ser um elemento incontornável nas estratégias corporativas e isso vai acelerar, sem dúvida, a transformação desta área a caminho do novo normal”, começa por dizer Maria Empis, Head of Corporate Solutions.

“É claro que no pós-COVID as funções do imobiliário corporativo não vão manter-se nos mesmos moldes. A Pandemia trouxe uma clara mudança às expectativas na área da Saúde e bem-estar, os modelos de trabalho híbridos estão para ficar, além de haver um maior investimento no digital e as práticas de negócio serem cada vez mais sustentáveis. O imobiliário tem que se adaptar a este novo normal, pelo que os executivos precisam de remodelar as suas estratégias imobiliárias para que os imóveis sejam mais adaptáveis, resilientes, sustentáveis e responsáveis. O sucesso dos negócios está em antecipar as tendências e reagir para gerar os melhores resultados para as pessoas, para o planeta e para a rentabilidade da empresa, claro. Este estudo pretende precisamente apoiar as empresas nessa antecipação”, conclui Maria Empis.

As 10 Tendências para o imobiliário corporativo em 2021:

1| Futuro híbrido – Trabalhar a partir de qualquer lugar irá impulsionar a dispersão da pegada ecológica e a transformação dos portfólios. O estudo revela que 50% dos colaboradores quer optar pelo modelo híbrido de trabalho, defendendo uma média de 2,4 dias por semana para o trabalho remoto.
Conclusão: Explorar a mobilidade advinda deste modelo híbrido de trabalho é uma forma de alcançar uma maior resiliência no futuro.

2| Espaço de trabalho mais humanizado – Os espaços de trabalho de próxima geração vão criar ambientes onde as pessoas prosperam e a performance melhora. Apesar da implementação do teletrabalho, o escritório continua a ser o local preferido para tarefas de cooperação, gestão, formação e até para a socialização. O espaço é, assim, visto como um facilitador do desempenho.
Conclusão: Melhorar o desempenho dos colaboradores passa por reimaginar o espaço de trabalho e criar ambientes positivos em colaboração com as áreas de RH e TI.

3| Imperativo da saúde – A saúde e bem-estar dos colaboradores serão cada vez mais centrais nas estratégias futuras e investimento em imobiliário corporativo.  O estudo diz que 58% dos colaboradores dá prioridade a trabalhar em empresas que assegurem o seu bem-estar físico e mental. Conclusão: É importante desenvolver um programa robusto de saúde e bem-estar para os colaboradores e abordar o impacto da atividade profissional na saúde mental e na fadiga.

4| Digital em primeiro lugar – A tecnologia permite tudo, sendo essencial para a empresa ter um ecossistema dinâmico e interligado entre parceiros e tecnologias. A rápida transformação digital significou passarmos a ter acesso a tudo, em qualquer momento, a partir de qualquer lugar, com qualquer equipamento ou qualquer app. Conclusão: É crucial capitalizar o poder dos ecossistemas digitais para acelerar a transformação do trabalho, dos colaboradores e do espaço de trabalho.

5 | Corrida para as zero emissões líquidas – O imobiliário corporativo será crítico para atingir as metas de zero emissões líquidas de carbono. O compromisso global para estas metas duplicou em menos de um ano. Abrange agora 22 regiões, 452 cidades, 1.101 empresas, 549 universidades e 45 dos maiores investidores. Recorde-se que 40% das emissões de gases de efeito de estufa provêm de edifícios (se não forem controlados, podem duplicar até 2050) e que os edifícios geram um terço do consumo de energia a nível global. Conclusão: É crucial acelerar a adoção de estratégias de descarbonização nos portfólios de imobiliário corporativo e ao longo do ciclo de vida dos imóveis.

6| Imobiliário responsável – O compromisso para trazer uma mudança positiva através do imobiliário estará no topo da agenda das estratégias de imobiliário corporativo em 2021. Reimaginar um mundo melhor por via do ambiente construído. Conclusão: É importante melhorar o ambiente construído para trazer uma mudança positiva e sustentável que incentive a saúde e a prosperidade das pessoas e do Planeta.

7| Urbanização distribuída – A procura por um modelo urbano mais sustentável e resiliente irá resultar na mudança da lógica espacial das cidades. Evidencia-se a emergência de uma cidade policêntrica, mas altamente conectada. Conclusão: Alinhar a estratégia de localização com a nova lógica espacial das cidades será uma forma de trazer sustentabilidade e resiliência para o portfólio de imobiliário.

8| Transformação Flex – O espaço de trabalho flexível será uma ferramenta estratégica central para dar agilidade aos portfólios no pós-COVID.  O estudo mostra que 33% dos diretores de imobiliário corporativo das empresas antecipa que o uso de coworking/espaço flexível vai aumentar no pós-COVID, a par de uma inovação neste tipo de produto. Conclusão: Integrar espaços flexíveis no portfólio imobiliário da empresa será uma forma de dar resposta às preferências de trabalho em mudança.

9| Métricas de futuro – Novas métricas e perspetivas serão a base para a melhoria dos portfólios com a monitorização de dados para agilizar o futuro do trabalho. Nos próximos três anos, 70% das métricas que as empresas adotarão serão não-tradicionais, estando centradas no desempenho humano, no portfólio e no imobiliário responsável. Conclusão: Construir uma cultura orientada para a monitorização através de métricas permitirá tomar decisões baseadas em dados em tempo real.

10 | Resiliência – A transformação constante requererá uma resiliência constante, sendo adaptável, ágil e responsável. Conclui o estudo que 42% dos colaboradores diz que a sua empresa quer promover uma empresa resiliente, apta a inovar e adaptar-se a crises futuras. Conclusão: Integrar um elevado nível de elasticidade na estratégia de imobiliário corporativo permitirá adaptar a empresa às constantes mudanças na procura.

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