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Titiana Barroso

Espaçosas, com áreas verdes e condições para teletrabalho. Estas são as novas casas de sonho

1 Abril, 2021 by Titiana Barroso

A Pandemia transformou a ideia de casa de sonho: agora os portugueses dão primazia a propriedades que ofereçam condições para a família viver e desfrutar dos melhores serviços para o trabalho de forma remota.

Há um ano que a relação dos portugueses com a sua habitação ganhou uma nova dimensão. O teletrabalho, imposto pelo confinamento, veio mudar a relação dos proprietários com a própria casa.

Anteriormente uma casa de sonho passava por estar à beira-mar, no meio do campo, no cume de uma montanha, com diversos quartos, jacuzzi ou piscina privada, atualmente, e com um novo paradigma na sociedade o conforto para trabalhar, open space, acesso a áreas verdes ou um jardim privativo, vistas panorâmicas, localização e segurança são algumas das características valorizadas na compra de um imóvel de luxo, destaca a Engel & Völkers, especializada na mediação de propriedades residenciais premium, imóveis comerciais, iates e aeronaves executivas.

Arquivado em:Notícias

Nem tudo o que é inteligente é aceitável

31 Março, 2021 by Titiana Barroso

O passado ajuda a compreender o presente. Durante anos, uma quantidade significativa de anúncios de emprego requeria que as pessoas submetessem a candidatura mediante um texto manuscrito. Subjacente ao requisito estava, frequentemente, uma premissa: a caligrafia retrata a personalidade. Todavia, numerosos estudos contestam essa expectativa. Outros sugerem que, no mínimo, os grafólogos devem obter informação além da caligrafia. Isso não tem impedido que continuem a alardear-se os méritos dessa “ciência”, por vezes apoiada em métodos de inteligência artificial. O Instituto Britânico de Grafólogos, por exemplo, alega que a “grafologia é a análise da expressão subconsciente do cérebro através da caligrafia”. O website da organização argumenta que a ferramenta é útil para a avaliação de candidatos a emprego, a identificação de perfis de personalidade, a avaliação de compatibilidades interpessoais, a orientação de carreira e mesmo a deteção de fraude.

Além dos problemas de validade, estas ferramentas suscitam questões éticas. Podem rotular indevidamente as pessoas. Em grande medida, foi também a fragilidade ética que conduziu ao abandono generalizado do polígrafo na seleção de pessoas. A ferramenta assenta no pressuposto de que a pessoa, quando mente, experiencia alterações fisiológicas (e.g., batimento cardíaco; humidade da pele) que, embora não sejam detetáveis a “olho nu”, são identificadas pela “máquina da verdade”. Mas eu, que sou um mitómano sem remédio, fico impávido e sereno quando minto. O meu maior amigo, honesto a toda a prova, transpira por todo o lado quando responde com verdade a perguntas sobre temas sensíveis. Sem ironias: o polígrafo até pode ter um grau de validade interessante, mas também pode rotular de mentiroso um candidato honesto e recomendar a seleção de um mentiroso sem remorsos. Estes falsos positivos e falsos negativos são matéria de indubitável delicadeza ética.

Exponho estes casos porque, embora tendamos a pensar que as práticas de gestão modernas são mais racionais, “inteligentes” e recomendáveis do que as de outrora, há razões para ser otimista cético. Pululam, hoje, tecnologias digitais que, alegadamente, automatizam processos de recrutamento e seleção mediante sofisticadas análises de mensagens escritas ou orais, verbais e não-verbais, dos candidatos a emprego. Há empresas no mercado que alegam que a nossa personalidade é determinada pelo nosso ADN, e que este ADN está refletido na nossa face. Alexander Todorov, professor da Universidade de Princeton e autor de Face Value, é categórico: estes negócios são uma reminiscência, recauchutada, de uma crença que caraterizou a fisiognomonia, uma pseudociência que teve grande projeção nos finais do século XIX, mas que se revelou repleta de fragilidades e em função da qual se cometeram bárbaras avaliações. A fisiognomonia presumia que é possível chegar ao caráter dos indivíduos a partir de traços faciais como a forma e a saliência do queixo, a distância entre olhos, o tamanho do nariz, ou a posição da boca. Admitia que era possível identificar um potencial criminoso a partir da análise facial. Alguns especialistas chegaram mesmo a prestar serviços de recrutamento e seleção com base nas fotos dos candidatos. E consideraram que a entrevista poderia ser desnecessária. Mas eis o grande equívoco: uma sofisticada ferramenta de análise não garante um resultado válido se as premissas não forem válidas e os dados coligidos, por abundantes que sejam, não medirem o que se alega medir. A análise da face, por si só, não permite identificar com rigor as emoções – quanto mais predizer a personalidade!

Para quem tem dúvidas, eis uma sugestão: compare as quatro imagens abaixo, publicadas na revista Psychological Science. Elas representam, aparentemente, emoções muito distintas. Mas as imagens foram manipuladas. A face é exatamente a mesma nas quatro imagens. Colocada em corpos diferentes, sugere emoções díspares. Para formarmos uma interpretação mais válida, precisamos de prestar atenção ao conjunto gestáltico. E, mesmo nesse caso, podemos incorrer em equívocos. Por exemplo, o “indivíduo” representado na imagem do canto superior esquerdo pode estar, tão somente, na pândega com um grupo de amigos!

A nossa vida está progressivamente imersa em algoritmos. E a Gestão de Pessoas não tem ficado imune aos alegados encantos de ferramentas digitais que, enroupadas de cientificidade, prometem tornar os métodos de seleção mais eficazes e eficientes. A Pandemia e o incremento do teletrabalho têm acicatado o entusiasmo por essas tecnologias apregoadas como inteligentes. Não nego a sua potencial utilidade. Mas os perigos são enormes, pelo que pode ser necessário tomar medidas reguladoras e legislativas que impeçam abusos, discriminação e ofensas à dignidade das pessoas. Nos EUA, está a ser preparada legislação destinada a evitar que as práticas de discriminação saiam reforçadas com a adoção de ferramentas de inteligência artificial no recrutamento e seleção. A inteligência artificial pode ser inteligente – mas o denominativo “artificial” não deve ser ignorado. Nem tudo o que é inteligente é aceitável. Não nos deslumbremos, pois, com a última moda. Sejamos prudentes.


Por Arménio Rego, LEAD.Lab, Católica Porto Business School

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Quer ficar imune ao stress?

31 Março, 2021 by Titiana Barroso

Contágio emocional e empatia é algo que hoje faz parte da pesquisa científica, estando em voga nos estudos do comportamento humano. As emoções espalham-se através de uma rede sem fios, a que se ligam pequenas partes do cérebro e que nos levam a experimentar empatia e entender o que o outro está a sentir. Numa simples demonstração do fenómeno, quando alguém boceja ou sorri, certos neurónios no nosso cérebro são ativados e fazem-nos imitar o gesto. Mas o que se tem vindo a revelar, é que o mesmo acontece quando alguém “emite” emoções negativas.

Num mundo profissional altamente conectado, em que se está “hiper exposto” a outras pessoas, as emoções negativas e o stress circulam em banda larga – um condutor na fila a buzinar e reclamar, as notícias e comentários negativos nas redes sociais, a exposição a uma linguagem corporal tensa no ambiente de trabalho.

Observar alguém que está stressado – um colega de trabalho, um cônjuge ou outro membro da família – pode ter um efeito imediato sobre o sistema nervoso. Estudos demonstram que pelo simples facto de ver alguém tenso ou preocupado, os níveis de cortisol aumentam em cerca de 26% das pessoas. Caso seja um cônjuge/ companheiro, a taxa de contágio é 40% mais elevada, quando em comparação com um estranho. Mas também saiba que basta ver pelo ecrã um momento de tensão, para que 24% das pessoas mostrem uma resposta ao stress – não lhe vai, por isso, parecer estranho que sinta dificuldade em adormecer depois de ver um episódio mais emocionante da sua série preferida.

Mais pesquisas revelam que na verdade não é preciso ver ou ouvir alguém para se sentir afetado pelo seu stress – ele também se cheira! As famosas feromonas, substâncias químicas que ao serem disseminadas para fora do corpo, promovem determinadas reações nos outros, têm aqui um papel principal. O nosso cérebro é capaz de as detetar caso tenham sido “emitidas” por alguém próximo de nós, e apenas pelo sentido do olfato. Assim, a negatividade e o stress podem literalmente invadir o seu espaço, qual difusor de substâncias tóxicas ao seu bem-estar.

Parece quase evidente que ao vivermos num ambiente onde circulam energias negativas, exista um impacto nos negócios, nos percursos académicos e até, mais recentemente, mostrou-se o impacto a nível celular, contribuindo para que se vivam menos anos. O stress é contagioso e hoje fala-se do “stress em segunda mão” (second-hand stress) que se “herda” e se vai replicando.

Sabendo de antemão que é impossível controlar todas as variáveis e fatores externos aos quais estamos expostos, o ideal é reforçar o nosso sistema imunitário emocional. Num artigo publicado pela Harvard Business Review, deixam-se quatro pistas:

  1. Mude o seu mindset

Uma mente onde os pensamentos positivos são mais prevalentes, terá à partida mais defesas. Se começarmos por ter uma atitude mais positiva acerca do stress, evitando estar a combatê-lo, tal irá resultar numa queda de 23% dos seus efeitos negativos. Sentimentos como a ansiedade ou preocupação ajudam a uma maior resistência mental e consciência, a ter novas perspetivas e uma maior valorização pela vida. Quando vemos o stress como uma ameaça, os seus efeitos “intensificadores” desvanecem. Em vez de se irritar com o emissor das emoções negativas, aproveite isso como uma oportunidade para sentir empatia por essa pessoa ou ajudá-la a tornar-se mais positiva.

  1. Crie anticorpos positivos

Perante uma pessoa em stress, encontre estratégias para neutralizar os seus efeitos negativos. Neste caso evite a máxima “comportamento gera comportamento” – ou seja, em vez de retribuir com má cara, à má cara da outra pessoa, responda com um sorriso ou um aceno de compreensão. Deixa-se uma outra dica: ao atender o telefone, não comece logo por dizer que está muito ocupado ou cheio de trabalho, em vez disso respire fundo e fale calmamente, dizendo que é um prazer estar ao telefone com aquela pessoa.

  1. Fortaleça a imunidade natural

Ter uma boa autoestima é um dos maiores “amortecedores” ao stress alheio. Quanto mais elevada for a sua autoestima, mais se sentirá capaz de conseguir lidar com qualquer situação que enfrente. O exercício físico é uma das melhores formas de fortalecer a autoestima, pois através da produção de endorfinas, as “hormonas da felicidade”, o cérebro vai registando momentos positivos, como a sensação de vitória, e com isso aumentar o bem-estar.

  1. Inocule-se

Antes de ir para o trabalho ou ambientes onde os níveis de stress são mais elevados, previna-se e tome as devidas precauções. Ainda não existe uma vacina anti-stress, mas há comportamentos que o podem ajudar a estar à altura dos acontecimentos mais tensos e preocupantes. A primeira coisa que deve fazer antes de começar o seu dia é pensar em três coisas pelas quais está grato. Experimente adotar os cinco hábitos da psicologia positiva que ajudam o cérebro a proteger-se contra as mentes negativas: 1) escrever um e-mail de 2 minutos a elogiar uma pessoa conhecida; 2) escrever três coisas pelas quais é grato; 3) registar num diário uma experiência positiva; 4) fazer exercício cardiovascular durante 30 minutos; ou 5) meditar durante apenas dois minutos.

Arquivado em:Notícias, Saúde

Livro Verde: Teletrabalho sem acordo do empregador deve ser alargado e abranger o Estado

31 Março, 2021 by Titiana Barroso

As situações em que o trabalhador pode optar pelo teletrabalho, independentemente de acordo com o empregador, devem ser alargadas, e abranger a Administração Pública, segundo o Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho, que o Governo leva hoje à Concertação Social.

No documento com 25 páginas, a que a Lusa teve acesso, que será a base para a regulamentação de novas formas de trabalho, os autores defendem que a legislação deve “alargar as situações em que o trabalhador tem direito a teletrabalho independentemente de acordo com o empregador, em modalidade de teletrabalho total ou parcial”.

Segundo o que a Lusa apurou esta medida deve ter em conta nomeadamente situações “no âmbito da promoção da conciliação entre trabalho e vida pessoal e familiar” e “em caso de trabalhador com deficiência ou incapacidade”.

Até agora o Governo ainda não avançou com propostas nesta área, indicando que só o fará após a apresentação do Livro Verde na Concertação Social, mas no parlamento o Bloco de Esquerda (BE) apresentou já um projeto com vista a alargar o teletrabalho a quem tem crianças menores de 12 anos a cargo.

De acordo com o documento enviado aos parceiros, a regulação do teletrabalho deve ser, no entanto, aprofundada “com salvaguarda dos princípios basilares do acordo entre empregador e trabalhador”.

Deve ainda ficar assegurado que “não existe acréscimo de custos para os trabalhadores” em teletrabalho, uma garantia também defendida no parlamento nas propostas do BE e do PCP, nomeadamente quanto aos gastos com telecomunicações, água e energia.

No Livro Verde é ainda proposto uma aposta “em modelos híbridos de trabalho presencial e à distância numa ótica de equilíbrio na promoção das oportunidades e mitigação dos riscos desta modalidade”.

É também defendido “efetivar e regular o direito à desconexão ou desligamento profissional para os teletrabalhadores” bem como “implementar instrumentos que garantam que o teletrabalho não penaliza especialmente as mulheres e que não agrava assimetrias na divisão do trabalho não pago, nem compromete a igualdade de género no mercado de trabalho”.

O regime de teletrabalho deve ser aplicado à Administração Pública, devendo ser utilizado o seu potencial para a “fixação de postos de trabalho fora dos grandes centros urbanos, nomeadamente em regiões de menor densidade populacional”, refere.

Quanto à regulação do trabalho em plataformas digitais, como a Uber ou a Glovo, os autores propõem que deve ser criada “uma presunção de laboralidade para estes trabalhadores” e também “um sistema contributivo e fiscal adaptado a esta nova realidade”.

“Adequar o sistema de Segurança Social às novas formas de prestar trabalho” é outra das principais linhas de reflexão previstas no Livro Verde, de acordo com a Lusa.

Os autores sublinham que o facto de “o prestador de serviço utilizar instrumentos de trabalho próprios, bem como o facto de estar dispensado de cumprir deveres de assiduidade, pontualidade e não concorrência, não é incompatível com a existência de uma relação de trabalho dependente entre o prestador e a plataforma digital”.

No âmbito da inspeção, importa “melhorar o regime jurídico no que respeita aos instrumentos que a Inspeção do Trabalho possa utilizar, em diferentes vertentes, particularmente no âmbito das ‘novas’ formas de trabalho, como o teletrabalho ou o trabalho em plataformas”.

O documento sublinha que é também necessário alargar a cobertura da negociação coletiva a novas categorias de trabalhadores, incluindo os trabalhadores em regime de ‘outsourcing’ e aos trabalhadores independentes economicamente dependentes.

“Posicionar Portugal como um País de excelência para atrair nómadas digitais” é outra das propostas do Livro Verde, que sugere a criação de “um enquadramento fiscal e um sistema de acesso à proteção social específico para melhor integração” destes trabalhadores.

O Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho será apresentado hoje, 31 de março, pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e pelo Secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita, numa reunião da Concertação Social que se realiza por videoconferência devido à Pandemia de COVID-19. A apresentação de uma versão do documento para consulta pública e para discussão em Concertação Social estava inicialmente prevista para novembro de 2020.

De salientar ainda que o Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho tem como coordenadores científicos Teresa Coelho Moreira e Guilherme Dray.

Arquivado em:Leading People, Notícias

Ministério da Cultura e Fundação Gulbenkian apresentam exposição de artistas portuguesas

31 Março, 2021 by Titiana Barroso

Tudo o que eu quero — Artistas portuguesas de 1900 a 2020 é uma iniciativa do Ministério da Cultura com produção executiva e projeto curatorial da Fundação Gulbenkian, incluída no Programa Cultural da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

Com curadoria de Helena de Freitas e de Bruno Marchand, a exposição vai reunir em junho cerca de duas centenas de obras de pintura, escultura, desenho, objeto, livro, instalação, filme e vídeo, produzidas por 40 mulheres artistas portuguesas, desde o início do século XX até aos nossos dias.

O icónico autorretrato de Aurélia de Souza, pintado em 1900, é o ponto de partida para uma reflexão sobre um contexto de criação que durante muitos séculos foi quase exclusivamente masculino. Nas palavras dos curadores, “o conjunto de obras, aqui reunido, constitui um documento em si mesmo da luta das suas autoras pelo pleno direito à sua voz”.

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, destaca a importância de “aumentar a visibilidade das mulheres no sector cultural e criativo, uma das prioridades políticas da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, promovendo a representação igualitária das obras das mulheres em exposições, museus, galerias, teatros, festivais e concertos. Esta é a única forma de sair dos papéis rígidos e confinados do género”.

Por seu lado, Isabel Mota, presidente da Fundação, declara que, “além de contribuir para reparar algumas injustiças no contexto historiográfico nacional, esta exposição procura compreender o papel de destaque que as artistas portuguesas assumem na segunda metade do século XX, nomeadamente no plano internacional, muitas delas com uma longa ligação à Fundação, enquanto bolseiras em Portugal e em cidades como Paris, Londres ou Munique.”

O título da exposição, Tudo o que eu quero — Artistas portuguesas de 1900 a 2020, foi inspirado por uma das figuras mais notáveis no campo da reimaginação do lugar das mulheres no espaço social, intelectual, sexual e amoroso dos últimos séculos: Lou Andreas-Salomé, assim situando o lugar das artistas selecionadas no espírito de subtileza, de afirmação e de poder.

Estarão presentes artistas de referência como Maria Helena Vieira da Silva, Lourdes Castro, Paula Rego, Ana Vieira, Salette Tavares, Helena Almeida, Joana Vasconcelos, Maria José Oliveira, Fernanda Fragateiro, Sónia Almeida e Grada Kilomba, entre muitas outras.

As artistas estarão representadas com um conjunto de obras que, mais do que uma mera sinalização de presenças e de ausências, possa oferecer ao público uma imagem mais ampla dos seus respetivos universos artísticos.

Inicialmente programada para inaugurar a 25 de fevereiro em Bruxelas, no Palácio de Belas-Artes (Bozar), foi deslocada para Lisboa depois de um incêndio no início do ano ter inviabilizado a sua apresentação nesse espaço, o que conduziu ao adiamento da mostra Histórias de uma Coleção. Arte Moderna e Contemporânea da Fundação Gulbenkian.

Em 2022, a exposição será apresentada no Centre de Création Contemporaine Olivier Debré, em Tours, integrada no programa geral da Temporada Cruzada Portugal-França.

©MNSR/DGPC/ADF/Manuel Palma. Pormenor Autorretrato, 1900 (Aurélia de Souza, 1866-1922) 

Arquivado em:Notícias

«Na McDonald’s não parámos de trabalhar para atingir as metas ambientais», diz Inês Lima

31 Março, 2021 by Titiana Barroso

A McDonald’s Portugal anuncia as alterações que tem vindo a concretizar na substituição das embalagens de plástico de uso único utilizadas para servir os seus clientes, processo que estará concluído até ao final do primeiro semestre de 2021.

A estratégia nesta área de impacto das embalagens e redução de resíduos vai permitir reduzir o consumo de plástico na McDonald’s em mais de 500 toneladas, por ano, nos restaurantes em Portugal.

Para Inês Lima, Diretora-Geral da McDonald’s Portugal: “estamos certos de que sempre que mudamos alguma coisa, muita coisa muda. Por isso, enquanto ajustámos operações para nos adaptarmos à situação pandémica, não parámos de trabalhar para atingir as metas ambientais que traçamos a longo-prazo.

Ao lado dos nossos fornecedores e parceiros continuámos a repensar, reduzir e reutilizar os materiais das nossas cadeias de negócio, assim como ouvimos os nossos consumidores nos testes que desenvolvemos, que sempre receberam de forma muito positiva estas alterações. Acreditamos que é nesta articulação de esforços e partilha de boas práticas que iremos conseguir alcançar um impacte ambiental positivo nas comunidades em que nos integramos. Porque para além de aqui estarmos para servir bons momentos à mesa, estamos aqui comprometidos para fazer a nossa parte e usar a nossa escala para fazer bem ao ambiente.”

A transição alargada das embalagens de plástico de uso único teve início em 2019 em Portugal. Agora, a marca encontra-se na reta final desse percurso, ancorado em 3 eixos estratégicos: Reduzir:  reduzir a utilização de plástico em excesso nas embalagens; Repensar: usar mais fontes renováveis, recicladas ou certificadas no material das embalagens e, em simultâneo, simplificar a variedade de materiais usados sem comprometer a qualidade e o desempenho das mesmas; e Reutilizar: usar mais materiais reciclados nas embalagens.

Mantendo a experiência das refeições McDonald’s e assegurando, em simultâneo, a procura pelas melhores soluções do ponto de vista ambiental, este processo passou pela implementação de testes-piloto em vários restaurantes. Dessa forma, a marca pôde verificar que as alterações nos utensílios e embalagens para servir os seus produtos foram sendo bem recebidas pelos clientes, desde o seu início: em junho de 2019, a McDonald’s começou por substituir as paletinas em plástico, para o café, por paletinas em madeira.

Seguiram-se, no início de 2020, o copo e tampa em plástico do gelado McFlurry, substituído por uma só embalagem em papel sem tampa; e os copos transparentes em plástico para servir água, cerveja e néctares, que são agora em papel e entregues apenas a pedido do cliente.

Já em pleno contexto pandémico, e apesar das restrições entretanto instituídas, a McDonald’s Portugal continuou a transitar os materiais dos utensílios e das embalagens que utiliza para servir os seus produtos: a marca substituiu em setembro de 2020 a colher em plástico do seu gelado McFlurry, por uma colher em madeira; e o copo em plástico do icónico gelado Sundae por um copo (e tampa no McDrive, McDelivery e Takeaway) em papel. Aos copos de bebidas frias (que já eram em papel), quando consumidas no restaurante, retirou-se a tampa em plástico; enquanto as sopas passaram a ter tampa em papel.

Também desde setembro de 2020 que deixaram de se usar palhinhas em plástico nos restaurantes McDonald’s em Portugal, tendo sido substituídas por palhinhas em papel, que são fornecidas somente a pedido do cliente.

A McDonald’s prepara-se agora para introduzir as próximas alterações para a migração do plástico para materiais alternativos, nos seus restaurantes. Até ao final do primeiro semestre de 2021 serão introduzidos, em todos os restaurantes nacionais, mais paletinas (para cappuccino e meia de leite) e talheres em madeira e bioplástico, assim como tampas em papel para os copos de bebidas quentes e de bebidas frias quando servidos no McDrive, McDelivery e Takeaway.

O conjunto destas alterações vai permitir à McDonald’s reduzir, no País, o consumo de plástico em mais de 500 toneladas, por ano, número que inclui 68 milhões de palhinhas e mais de 72 milhões de tampas de bebidas, entre outros.

A estratégia de transição para embalagens mais sustentáveis alinha-se com a meta global, subscrita pela McDonald’s Portugal, de reduzir a utilização de plástico em excesso nas embalagens e de, até 2025, garantir 100% de embalagens provenientes de fontes renováveis, recicladas ou certificadas e, em simultâneo, simplificar a variedade de materiais usados sem comprometer a qualidade e o desempenho das mesmas. Hoje, em Portugal, toda a matéria-prima de papel utilizada nas embalagens McDonald’s é já certificada pela FSC (Forest Stewardship Council).

Ajudar a cuidar e proteger o Planeta para as comunidades de hoje e do futuro é um dos objetivos da McDonald’s Portugal. Assim, “Fazer bem ao Planeta” passa por continuar a desenvolver ações concretas, ao nível do ambiente, nas três áreas de impacto onde a marca acredita que, de forma responsável, pode fazer a diferença: Embalagens e Redução de Resíduos, Reciclagem e Economia Circular, e Redução de Emissões. A promoção da economia circular passa, assim, por Reduzir, Repensar e Reutilizar materiais, mas também por Reciclar mais e alargar os sistemas de reciclagem, assim como pelo incentivo de comportamentos responsáveis.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

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