• Skip to main content
Revista Líder
Ideias que fazem futuro
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos

  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Cabaz alimentar desce 25 cêntimos numa semana, mas está 68 euros mais caro do que em 2022

      Alentejo Litoral destrona Algarve nas férias de verão dos portugueses. IA entra no planeamento das viagens

      Raphael Erb é o novo CEO da SoftwareOne

      «É preciso evitar uma visão extrativa quando se olha para África», defende António José Seguro

      7 em cada 10 jovens portugueses já têm ou ponderam ter um segundo rendimento

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
Loja
  • Notícias
    • Notícias

      Todos

      Academia

      África

      Cibersegurança

      Ciência

      Clima

      Corporate

      COVID-19

      Cultura e Lifestyle

      Desporto

      Diversidade e Inclusão

      Economia

      Educação

      Finanças

      Gestão de Pessoas

      Igualdade

      Inovação

      Internacional

      Lazer

      Legislação

      LGBTQIA+

      Liderança

      Marketing

      Nacional

      Pessoas

      Política

      Responsabilidade Social

      Saúde

      Sociedade

      Sustentabilidade

      Tecnologia

      Trabalho

      Cabaz alimentar desce 25 cêntimos numa semana, mas está 68 euros mais caro do que em 2022

      Alentejo Litoral destrona Algarve nas férias de verão dos portugueses. IA entra no planeamento das viagens

      Raphael Erb é o novo CEO da SoftwareOne

      «É preciso evitar uma visão extrativa quando se olha para África», defende António José Seguro

      7 em cada 10 jovens portugueses já têm ou ponderam ter um segundo rendimento

      Ver mais

  • Artigos
    • Artigos

      Todos

      Futuristas

      Leadership

      Leading Brands

      Leading Cars

      Leading Life

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Líderes em Destaque

      Muito mais do que a casa de Christian Louboutin

      Um elétrico da Toyota para os entusiastas de automóveis 

      Emoção ao volante com o novo Alfa Romeo Tonale

      Jos Duchamps parafraseou Churchill: «Na verdade, nós moldamos os edifícios e, depois, os edifícios moldam-nos a nós»

      «A maioria dos portugueses não consegue viver com o salário que tem, embora trabalhe oito horas por dia», afirma Raquel Varela

      Ver mais

  • Opinião
  • Entrevistas
    • Entrevistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Lei da Nacionalidade: «A perceção de incerteza pode afetar a confiança global no país enquanto destino para investir», explica Catarina Almeida Garrett (AGPC)

      «É um mito pensar que poupar é apenas guardar o que sobra no final do mês», garante José Gonçalves (SafeBrok Portugal)

      «As pessoas veem os artistas e o palco, mas não imaginam o risco financeiro que existe por trás», diz Tiago Cruz (Nómadas Festival)

      «A regra de ouro é nunca defraudar o público», garante Tiago Castelo Branco (Afro Nation Portugal)

      Minna Salami: «O desejo coletivo continua a ser, na sua maioria, masculino»

      Ver mais

  • Reportagens
  • Encontros
  • Biblioteca
    • Livros e Revistas

      Todos

      Leadership

      Leading Brands

      Leading People

      Leading Politics

      Leading Tech

      Três livros para entender a Inteligência Artificial: do dicionário à estratégia empresarial

      Supermarcas, IA e empreendedorismo: os livros de marketing que deve ler este ano

      Crise da democracia, Xi Jinping e cidades: três livros para pensar política

      Três propostas de livros para evoluir na carreira e nas relações humanas

      Genocídio – Paolo Fonzi

      Ver mais

  • Líder Corner
  • Líder Events
  • Revista Líder
    • Edições
    • Estatuto Editorial
    • Ficha Técnica
    • Publicidade
  • Eventos
    • Leadership Summit
    • Leadership Summit CV
    • Leadership Summit Next Gen
    • Leading People
  • Cabo Verde
    • Líder Cabo Verde
    • Leadership Summit CV
    • Strategic Board
    • Missão e Valores
    • Contactos
    • Newsletter
  • Leading Groups
    • Strategic Board
    • Leading People
    • Leading Politics
    • Leading Brands
    • Leading Tech
    • Missão e Valores
    • Calendário
  • Líder TV
  • Contactos
Subscrever Newsletter Assinar

Siga-nos Lider Lider Lider

As ideias que fazem futuro, no seu email Subscrever

Titiana Barroso

Aos ziguezagues

8 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Quem diria que a política atual teria como vocábulo a caracterizá-la uma palavra tão divertida como ziguezague. É uma palavra que nos chega do francês, zigzag que a importara do alemão zickzack. Curiosamente, como tiquetaque (que seguiu o mesmo caminho) significa exatamente o que parece. Com a ressalva de tiquetaque ser onomatopaica, isto é, imitando um som (neste caso de relógio), já ziguezague não me parece imitar som nenhum (salvo se as carruagens puxadas a cavalos, nas curvas da velha Alemanha, emitissem ruídos semelhantes).

Tenho a certeza de que a palavra é antiga porque já Pedro António Correia Garção, poeta arcadiano que faleceu em 1772, a usou em bom português. E reparem que os arcadianos, que pulularam entre 1756  (com a fundação da Arcádia Lusitana) e 1820, valorizavam a vida no campo, tendo como divisa fugere urbem, ou seja, fugir da cidade. Os mais conhecidos foram Bocage e a Marquesa de Alorna, por incrível que hoje pareça.

Os ziguezagues de Garção levaram-no a pontos de elogiar aquele que, num tormentoso inverno, entre baixas paredes, cultiva e se alimenta de um pequeno campo onde também apascenta vacas. Enfim, gostos, para quem tinha por lema Inutilia truncat (ou fim às inutilidades).

Seja como for, o ziguezague entrou por esta porta. De tal forma que quando a estrada se transforma numa “via sinuosa” (e não será por acaso a utilização do título de Aquilino), o símbolo que se inscrevia no triângulo de perigo a avisar os automobilistas era dois Z, de ziguezague.

Pois esse sinal faria hoje muita falta. Não tanto nas estradas, que já são quase todas lineares e modernas, quando não autoestradas (que existem de mais onde não fazem falta e de menos onde são necessárias); não para os automobilistas, mas para os políticos que tomam decisões sobre a pandemia.

Porque, aí sim, andamos aos ziguezagues. Deixámos o Natal à solta e foi o que se viu; mais tarde confinámos, mas parece termos andado em contraciclo com o resto da Europa. Quem acredita, ou aposta, que os males que se fazem sentir por esse velho Continente, não chegarão cá? Abrimos esta semana escolas, esplanadas e ginásios, quando as infeções estão a aumentar em quase toda a Europa e no Brasil se batem recordes de mortos. Ainda esta semana soubemos de novas estirpes: no Brasil e em Angola, dois países especialmente ligados a Portugal. Pode ser que não, que a vacinação em massa, que finalmente parece vir a correr bem, que o bom tempo, que o bom-senso dos portugueses, que qualquer mezinha que ainda não conhecemos, derrote as nuvens que se acumulam.

Porém, se me perdoarem este pessimismo estrutural, que eu entendo ser um realismo pouco exaltante, penso que ainda andaremos para trás, antes de seguir em frente. Ou, se preferirem, na palavra que Correia Garção trouxe ao português, aos ziguezagues.

Resta saber até quando. Mas isso é algo que me parece ninguém saber.


Por Henrique Monteiro, Jornalista e antigo Diretor do Expresso

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

E de repente deixamos de precisar das pessoas?

8 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Em 2010 estimou-se que a quantidade de informação gerada duplicou anualmente, existem mais idosos no mundo que no século anterior, mais millennials entraram pelas portas das empresas como nunca (apesar deste ainda ser o tempo da geração X e Y) e que a tecnologia invadiu a nossa vida!

Cada vez mais, as organizações são organizações que aprendem (Peter Senge). São verdadeiras comunidades do conhecimento que utilizam a tecnologia como plataforma e meio, não como fim.

A Pandemia do COVID gerou e dinamizou estas redes de conhecimento social, incrementou a utilização do WhatsApp e da tecnologia digital, das plataformas online que reúnem pessoas em torno de um interesse comum, por norma social e de troca de conhecimentos e experiências sociais. Diferenciou-as claramente das redes sociais corporativas que reúnem os profissionais de uma organização numa plataforma restrita.

Em alguns casos as empresas reúnem na mesma plataforma clientes internos, externos, fornecedores e parceiros criando uma rede colaborativa abrangente, que trabalha em conjunto as soluções da operação e processos de inovação. Soluções de crowdsourcing que têm inúmeras vantagens pois estas plataformas de conhecimento integradoras de personalidades permitem:

– Em primeiro lugar, Inovação: Integrar colaboradores, fornecedores e clientes num mesmo ambiente e buscar feedback, envolver o cliente nas decisões e, principalmente, incentivar a inovação em todas as esferas.

– Em segundo lugar, permitem Colaboração: Diversas empresas já estão a procurar alternativas ao e-mail. Disponibilizar o conhecimento crítico de sua empresa numa rede social corporativa é a melhor forma de incentivar a colaboração entre os seus funcionários.

– Em terceiro lugar, a Disponibilidade:  Permite que as informações estejam disponíveis em tempo real a todos os envolvidos, sem a dependência dos e-mails.

– Em quarto, CRM 4.0: Trazer o cliente, seja ele interno ou externo, para a sua rede social corporativa é torná-lo mais fiel ao seu propósito e produtos, além de possibilitar a interação com ele, ouvir a sua opinião, e criar novos produtos que atendam às suas reais necessidades.

– Por último, trabalhar de forma remota num momento de Pandemia: Eliminar os “ângulos mortos” profissionais e permitir que continuemos a trabalhar de forma humana com um toque digital.

No entanto, mesmo no século XXI, existem muitos problemas e percalços que podem tornar mais lento este processo integrador, e a maior parte deles são culturais e alguns mesmo, geracionais, tais como:

– Perda de Cultura de empresa e desvalorização da humanidade na gestão;

– Diminuição de Elos de confiança;

– Risco de não existir quem decida (accountability dispersa) e procrastinar a decisão;

– Tecnologia como limitador de eficiência (curva de aprendizagem necessária);

– Autonomia e individualismo aumentado pela falta de cultura social;

– Excesso de dados (e não de informação);

– Má definição das questões e dificuldade de comunicação que não é cara à cara e permite clarificar de imediato;

A falta de sensibilidade para poder trabalhar e ultrapassar estes problemas pode limitar o desenvolvimento das comunidades de conhecimento, e aqui a liderança da organização é fundamental para aculturar a mesma no sentido de criar os mecanismos que permitam ultrapassar as barreiras que limitam esta evolução natural. Para isso podemos utilizar meios de comunicação unidirecionais ou bidirecionais. A utilização correta e eficiente destas ferramentas estratégicas de comunicação interna e externa, vão aculturar a organização num sentido positivo de otimização das TI como potenciadoras do conhecimento e não frustradoras das expectativas, ou desresponsabilizadoras das pessoas ou pior, gastadoras do seu precioso tempo.

Por último, toda esta revolução de criação da comunidade do conhecimento dentro das organizações, vai (ou já gerou) uma mudança de poderes e das competências nas empresas relacionais:

– Antes da Pandemia, passámos da supremacia do produto para a supremacia do consumidor, este tem a última palavra pois “conseguimos ouvi-lo” antecipamos a suas necessidades.

– Antes da Pandemia, mas acelerado pela Pandemia, passámos da supremacia do detentor da informação para a supremacia do disseminador da informação com o gestor da rede; da orientação para o problema para a orientação para a solução; da hegemonia das hard skills (que se tornam uma commodity) para a hegemonia das  soft skills; da massificação para o one to one, devido à enorme capacidade de processamento de dados existente; da rigidez hierárquica para as comunidades colaborativas e em rede e da emergência do chefe para o líder de projeto que tem as melhores competências para desempenhar aquela função num determinado momento.

E tudo isto vai acontecer num mundo, em 2021, que será influenciado por 21 tendências:

1.- Digital Journey: Do 2D ao 3D, do 4.0 para o 5.0, do 4G ao 5G

2.- Comprar será mais simples com a realidade aumentada, e as compras digitais assumirão na década de 30, mais de 30% do mercado mundial, B2B e B2C

3.- As relações sempre serão humanas, mas com um toque digital aumentado

4.- Home, car & office sharing como uma nova experiência social e um novo estilo de vida

5.- O Remoto será a normalidade mas novas regras de planeamento e de cortesia serão criadas, de forma a não invadir o espaço digital dos outros

6.- A família e o meio onde estamos inseridos (vizinhos por exemplo) serão a nova comunidade social e reduzirão a interação laboral

7.- Until everybody safe, no one is safe. Portanto a erradicação da Pandemia terá de ser global!

8.- A saúde mental é a nova Pandemia do século XXI (ansiedade, pânico, depressão, frustração, exaustão, burnout, etc.)

9.- O dinheiro vai começar a desaparecer e será cada vez mais eletrónico

10.- Uma nova crise económica começará em 2029 (financeira e económica, que começará no setor energético e no sistema bancário), após a recuperação desta crise sistémica originada pela Pandemia, com a injeção de dinheiros públicos, que proporcionará um período de crescimento económico

11.- Os medicamentos serão personalizados e o diagnóstico médico será totalmente automático, não envolvendo médicos mas algoritmos (os médicos continuarão a ser fundamentais para confirmar o diagnóstico e resolver os casos mais graves). Novos atores como a Apple e a Google irão desenvolver esta tecnologia de forma exponencial

12.- Da globalização à regionalização com protecionismo por blocos económicos

13.- A economia será cada vez mais estatizada, pois o investimento público sobrepor-se-á ao privado

14.- O poder dos Governos será fortalecido para poder limitar mais os direitos individuais e coletivos, decorrentes dos extremismos políticos que crescem no mundo, será a troca da “segurança pela liberdade”

15.- Um diploma é uma “commodity”, portanto as pessoas têm que estudar por mais 10 anos depois de concluírem a sua licenciatura

16.- As empresas destacar-se-ão pelo propósito que apresentam aos seus stakeholders internos e externos, como a eco responsabilidade por exemplo

17.- As cidades serão mais inclusivas e sustentáveis, mas desertas de habitantes. Estes preferirão optar por outros locais com outros pontos de atração, dado que deixam de ter obrigatoriedade das deslocações diárias

18.- O mundo VUCA é cada vez mais imprevisível, portanto as duas competências mais valiosas de um trabalhador, serão a resiliência e a capacidade de adaptação (“copo meio cheio”)

19.- Equilíbrio entre rastro e privacidade digital será uma questão importante no futuro

20.- As escolas têm de redefinir o seu modelo pois estão a ensinar 85% de crianças que vão ter um trabalho que ainda não existe. Desenvolver competências em paralelo com conhecimento!

21.- O foco estará na prevenção muito mais que no tratamento. Pelo que os estilos de vida mudarão. Não será uma decisão governamental mas um movimento social. As cozinhas das nossas casas passarão da simples preparação de refeições a locais de preparação de bem estar e saúde, eco responsáveis e versáteis!

Mas em todos os momentos, o ser humano continua a ser relevante. Substituir as pessoas pelas máquinas ou TI, mesmo com a inteligência artificial, perde o valor da intuição, da emoção não é possível. Humano sempre, mas com um toque mais digital. As pessoas são insubstituíveis!


Por Nelson Ferreira Pires, General Manager da Jaba Recordati/ Recordati UK / Recordati Ireland

 

 

 

 

 

Arquivado em:Opinião

Será possível vacinar o Mundo inteiro contra a COVID-19?

8 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Após um ano de Pandemia, de um desconhecimento sobre o novo coronavírus às discussões acerca das medidas de distanciamento social, o assunto que agora está na ordem do dia são as vacinas e os respetivos planos de vacinação em todos os países do mundo. Para quem vive em países ricos e mais desenvolvidos, os programas de vacinação parecem estar a andar bem. Em Portugal, segundo a Direção-Geral da Saúde, em dados referentes a 4 de abril, há cerca de 1 milhão e 800 mil portugueses vacinados (550 mil já com a 2.ª dose).

Dentro de alguns meses, é expetável que 75% da população dos EUA e Reino Unido já tenha recebido a 1.ª dose da vacina, assim como os restantes países da União Europeia, Japão e outras nações mais desenvolvidas.

Contudo, este ritmo parece não ser suficiente. Num artigo para o Fórum Económico Mundial, Marta Ortega-Valle, co-fundadora da GreenLight Biosciences, aborda a questão de um plano de vacinação para todo o mundo e deixa uma proposta desafiante para que tal seja alcançável de forma sustentável e suficientemente rápida a tempo de evitar novas mutações.

Neste momento, muitos milhares de milhões de pessoas vão ainda ficar desprotegidas, principalmente nos países em vias de desenvolvimento. Os avanços na Índia e China foram impressionantes, mas parece ser pouco provável que o mundo inteiro tenha sido vacinado até ao final de 2022 – e mesmo essa data é otimista.

A autora alerta para o ritmo demasiado lento e a urgência em acelerar o processo, sob detrimento de enormes custos e riscos.

O custo é primeiramente humanitário com mais de dois milhões e 800 mil mortes em todo o mundo, e uma tendência para aumentar a cada dia, assim como o número de novos casos confirmados, muitos deles com consequências graves e duradouras.

Tal cenário é agravado pelos danos económicos associados, segundo o Fundo Monetário Internacional estima-se que o custo da Pandemia é de 28 triliões de dólares, estimando-se perdas de mil milhões de dólares por dia em países como o Reino Unido ou França. Michael Kremer, prémio Nobel da Economia em 2019, estima que cada mês que se encurte a Pandemia corresponde a um ganho de 500 mil milhões de dólares. Assim, parece valer a pena gastar milhões de dólares para acelerar a recuperação nem que seja apenas por um dia.

Outra questão alarmante são as diferentes mutações que o vírus vai sofrendo à medida que se vai disseminando, tornando-o resistente às vacinas. Algo para o qual a comunidade científica já tinha dado o aviso, para além de referir que cada infeção extra é um risco – e os milhões de novas infeções que irão provavelmente acontecer nos próximos dois anos são um enorme desafio.

A necessidade de um programa anual de vacinação

Segundo a autora, a única solução é acelerar o plano de vacinação mundial. Nenhum de nós está seguro, até que estejamos todos seguros. Um programa anual para vacinar milhares de milhões de pessoas é possível.

Duas coisas devem ser feitas:

– Produzir e distribuir vacinas suficientes para cada pessoa no mundo – cerca de 15-20 mil milhões de doses (com desperdício).

– De forma a ser feito a tempo de evitar uma mutação mais séria que depois torne as vacinas menos eficazes.

Assim como acontece com a gripe, é necessário haver preparação para se desenvolver novas vacinas a cada ano e distribuir em quantidade suficiente para uma vacinação a nível mundial. Será necessário um programa à escala global – anualmente cerca de 1,5 mil milhões de pessoas tomam a vacina da gripe; seria necessário aumentar esse número várias vezes, mas tal parece ser possível.

Produzir vacinas em número suficiente e com rapidez é um desafio. Mesmo que todos os fabricantes cumpram as suas projeções, a maioria dos cálculos prevê que irá levar cerca de dois anos para vacinar todo o Planeta.

Construir uma rede global de fábricas de vacinas

Marta Ortega-Valle propõe também a criação de uma parceria público-privada à escala global para a construção de uma rede de sete fábricas de vacinas RNA, capazes de produzir rapidamente doses suficientes para toda a população humana.

Essa rede pode ser criada a partir da construção ou conversão de fábricas de produtos farmacêuticos – como é o caso da maioria das fábricas de antibióticos com capacidade de fermentação microbiana. Essas fábricas deveriam estar espalhadas pelo mundo, de maneira a que cada pessoa estivesse a poucos dias de viagem de pelo menos uma delas.

Em momentos de pico pandémico, essas unidades iriam apoiar-se umas às outras no caso de a procura exceder a capacidade de produção de uma determinada unidade. Ao criar uma capacidade de investigação e desenvolvimento local, cada unidade iria ajustar a sua capacidade de produção às novas variantes que surgissem em tempos mais críticos.

Fora dessas épocas, para justificar as despesas e manter a atividade, a capacidade de pesquisa e produção de cada unidade seria aplicada no tratamento de doenças relevantes ao nível local, com terapêuticas baseadas em mRNA até agora apenas disponíveis em países e para uma população mais rica.

Marta Ortega-Valle reconhece ainda a grande ambição deste projeto e a impossibilidade de uma empresa ou país realizá-lo por si só. Ao encarar este desafio com uma abordagem de parceria público-privada bem planeada, as novas terapias podem chegar a todas as partes do Mundo enquanto nos preparamos para a próxima Pandemia.

Arquivado em:COVID-19, Notícias

Está numa relação difícil com o Zoom? 4 sugestões para melhorar as suas reuniões

8 Abril, 2021 by Titiana Barroso

Foi há um mês que se tornou viral o vídeo de um Advogado do Texas que durante uma audiência com um Juíz por Zoom, surge com um filtro de um gato, não sendo capaz de o desativar. Foi um fenómeno na internet, levando cada um de nós a pensar ao fim de um ano em teletrabalho, na relação amor-ódio que se tem vindo a ter com as reuniões por vídeochamada.

Num passado, que parece cada vez mais longínquo, as vídeochamadas eram uma espécie de novidade, uma ocorrência rara que acontecia para quem não conseguia estar junto pela distância. Não se pensava muito em fundos, filtros ou luz.

Os tempos mudaram, há praticamente um ano que o mundo está em teletrabalho. Se sente que a sua relação com o Zoom está a passar por fases, saiba que não está sozinho. Tal como as fases de um luto, o Zoom também tem o seu percurso em cada um de nós:

Negação: “Claro, uma chamada por zoom agora. “ (tranca-se na casa de banho)

Raiva: “Hoje, não vou ligar a câmara, muito obrigada.”

Negociação: “Podemos fazer isto por email?”

Depressão: “Qual é a ideia de nos vermos uns aos outros?”

Aceitação: “Vamos fazer isto.” (sem mencionar a criança a chorar, o cão a ladrar e um monte de roupa suja ao fundo)

Muito provavelmente, os zooms vieram para ficar, mesmo que acabemos por usá-los com menos frequência do que agora. Portanto, se ainda não está em paz com a realidade das videochamadas na sua vida profissional, agora é a altura de o fazer. Para o ajudar, a jornalista Lindsay Blakely, da Revista Inc, reuniu alguns dos melhores conselhos, aprendidos em 2020, sobre como tornar as ligações por Zoom menos stressantes, mais eficazes e – fundamentalmente – um pouco menos omnipresentes no trabalho remoto.

  1. Menos é mais
    O cansaço que sente após um dia de videochamadas não acontece só consigo. Apesar de não ter que ir a lado nenhum, uma chamada por zoom exige mais energia à medida que vai fazendo um esforço entre analisar as informações, ouvir e ir espreitando nas pequenas caixas as caras e dicas visuais dos seus colegas. Ao mesmo tempo, há a gestão em segundo plano de crianças, animais de estimação e outras distrações.

É por essa razão que Jason Fried, fundador da empresa de software Basecamp, refere que não se deve repetir automaticamente as mesmas rotinas das reuniões cara a cara. Nas suas palavras, “Se tiver mais tempo para si, será mais produtivo”. É um erro presumir que as ligações frequentes por vídeo é o que é preciso para fazer as pessoas sentirem-se conectadas e produtivas. Na verdade, essas chamadas podem exigir mais planeamento e stress, pois vem alterar aquilo que é necessário para as pessoas terem um pouco de paz e sossego. Tente reparar na frequência com que está a pedir aos seus colaboradores e colegas para estarem em frente às câmaras e considere se essa é a melhor maneira de comunicar.

Dica: reconsidere o telefone ou um email – podem ser mais eficazes e menos desgastantes para todos. E se um Zoom for realmente necessário, avise os participantes com a maior antecedência possível.

  1. Defina um local e configuração
    Outra maneira de tornar as videochamadas menos desgastantes é descobrir primeiro qual a melhor configuração do Zoom e mantê-la igual para que não precise de se preocupar com isso sempre que se for ligar. E é relativamente simples. Os elementos mais importantes são uma boa fonte de luz à sua frente (anéis de luz portáteis), uma câmara bem posicionada (pela linha do cabelo) e um bom som (headphones com microfone com fios).

Dica: na versão desktop do Zoom, experimente nas configurações de vídeo usar a função “retocar a minha aparência”. Não é perfeito, mas vai suavizar a aparência da sua pele.

  1. Conheça as suas responsabilidades como anfitrião

Da mesma forma que estar diante das câmaras exige mais energia dos participantes, ser o anfitrião de uma reunião exige que seja capaz de manter as pessoas envolvidas e atentas. Além dos princípios básicos de conduzir a reunião, como começar e parar na hora certa e seguir uma agenda bem definida, pense um pouco sobre os conteúdos específicos dessa reunião. Se chegar à conclusão que o vídeo é necessário, pense num início e final forte, porque esses são momentos cruciais em que se pode perder a atenção dos participantes.

Dica: comece com ação, através de uma pergunta provocativa ou pedir à audiência que partilhe pequenas vitórias. Da mesma forma, no final da chamada, recapitule as tarefas e follow-ups necessários.

  1. Pare de olhar para si

Todos fazemos isso: quando a câmara está ligada, tendemos a olhar principalmente para os nossos próprios rostos. Antes do início da reunião, visualize a sua configuração de vídeo. Em seguida, remova a vaidade como uma distração adicional e oculte o seu próprio vídeo do seu campo de visão, agora sim concentre-se no que os seus colegas estão a dizer.

Dica: se mesmo assim for difícil evitar o seu olhar, adote alguns hábitos de escuta ativa – considere de antemão qual o seu valor acrescentado para a discussão; consolide a sua compreensão, repetindo o que acabou de ouvir antes de falar; e tire notas para manter a sua mente no tópico em questão.

Arquivado em:Artigos, Leading People

Já esteve numa esplanada? Este Guia de boas práticas diz-lhe o que pode fazer

8 Abril, 2021 by Titiana Barroso

A situação epidemiológica em Portugal permitiu que se prosseguisse a estratégia de levantamento progressivo das medidas de confinamento, tendo esta semana decorrido a reabertura das esplanadas. A AHRESP apela a todos, empresários e clientes, que cumpram todas as regras de caráter sanitário, nomeadamente o distanciamento, o limite de pessoas por mesa, a utilização de máscara quando não se está a consumir, a desinfeção permanente das mãos, dos materiais e das zonas comuns.

Conscientes de que as tarefas das empresas deste setor não estão facilitadas, e constituem uma grande responsabilidade, a AHRESP considerou fundamental estabelecer, em parceria com a Direção-Geral da Saúde, um conjunto de recomendações que devem ser observadas por estas empresas, e elaborou o Guia de Boas Práticas para o funcionamento dos estabelecimentos de restauração e bebidas.

Assim, passados praticamente um ano após a primeira edição deste Guia, e face ao conhecimento atual da doença e à evolução epidemiológica em Portugal, a AHRESP e a DGS trabalharam na elaboração de uma versão atualizada, igualmente aprovada pela DGS, e publicada a 5 de abril de 2021.

Arquivado em:Notícias

Oportunidade para a Transformação do País

7 Abril, 2021 by Titiana Barroso

A União Europeia vai disponibilizar a Portugal um pacote de apoio financeiro com vários instrumentos com características diferentes, num valor total de cerca de 61,2 mil milhões de euros até 2030.

Eles dividem-se, em primeiro lugar, nos 11,2 mil milhões de euros provenientes dos fundos estruturais ainda não executados ao abrigo do Portugal 2020, a serem utilizados até 2023. Em segundo lugar, o PRR prevê cerca de 16,4 mil milhões de euros em subvenções a serem executados até 2026 e, por último, o País conta ainda com o novo quadro comunitário de apoio, o Portugal 2030, ainda em negociação, que se espera que fique acessível ainda este ano e que pode representar cerca de 33,6 mil milhões de euros.

Perante esta quantidade de fundos, nunca antes disponibilizada ao País e nunca antes executados num período de tempo tão curto, o que vai o País fazer? Como deve aproveitar estes fundos para reformar, modernizar, capacitar o País? É fundamental mobilizar o País para esta oportunidade e identificar-se alguns eixos críticos para o desenvolvimento sustentável de Portugal.

Destaco antes de mais, a importância de investir nos cidadãos, nas pessoas. Investir na sua educação, capacitação. Para transformar a realidade do emprego em Portugal é necessário criar condições para termos capacidade de ter em Portugal talento, conhecimento, inovação, que são geradores de emprego mais qualificado, de investimento estrangeiro, orientado a novas tecnologias e à digitalização da economia, adequadas às necessidades da economia atual, cada vez mais digital. Nesse sentido, temos de ter planos deliberados de investimento em formação técnica e superior em tecnologias de informação, tal como em iniciativas de upskilling, bem como reskilling, por exemplo, de forma a combater os fenómenos de iliteracia digital ou abandono escolar, que levam depois a aumentos das desigualdades sociais. É bom lembrar que Portugal fez um investimento em infraestruturas de telecomunicações assinalável, dispondo de uma qualidade de rede de internet acima da média da UE ao longo do País, mas depois ainda tem uma percentagem da população que nunca usou a internet bastante mais elevada que a média da UE e é fator crítico de sucesso combater a iliteracia digital.

Outro eixo crítico é a competitividade das empresas. Portugal teve um crescimento assinalável das exportações ao longo dos últimos anos, sendo que em 2019 representaram 43% do PIB (tendo descido em 2020 para 36% do PIB). Mas não chega. E agora com o COVID, vai ser preciso recuperar capacidade num País de micro-empresas. Para se conseguir continuar a crescer, as empresas precisam de se transformar, digitalizar e tornar-se mais globais, para saírem da limitação que representa o mercado português de 10 milhões de habitantes. Este crescimento é possível, se houver uma forte aposta na inovação e transformação digital destas empresas, em que parcerias entre empresas potenciará o crescimento mútuo e é crítico ter visão de negócio para beneficiar das complementaridades existentes e procurarem ganhar escala, robustez e terem o capital necessário para darem este salto qualitativo.

Não quero deixar de referir o Estado, como o outro grande eixo para a modernização do País, embora não seja necessariamente o prioritário. É fundamental investir numa Administração Pública do séc. XXI, em que os serviços prestados ao cidadão são totalmente digitalizados, simplificados e orientados à prestação dum serviço de qualidade. Um Estado capaz, moderno, centrado no cidadão, é o melhor garante do funcionamento da sociedade, da atratividade de investimento direto estrangeiro, da produtividade das empresas, da equidade e estabilidade social.

É preciso garantir que vamos aproveitar estes fundos comunitários para um investimento produtivo, sustentável, com visão estratégica de longo prazo e não definido em função da necessidade de resolver problemas que existem, mas cuja resolução pode não contribuir para o crescimento do País.


Por Miguel Rebelo de Sousa – Plataforma Portugal Agora

Arquivado em:Opinião

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Interim pages omitted …
  • Página 46
  • Página 47
  • Página 48
  • Página 49
  • Página 50
  • Interim pages omitted …
  • Página 90
  • Go to Next Page »
Lider
Lider
Lider
Lider
Lider
Tema Central

Sobre nós

  • Estatuto Editorial
  • Ficha Técnica
  • Contactos
  • Tema Central
  • Termos e Condições
  • Política de Privacidade

Contactos

Av. Dr. Mário Soares, nº 35,
Tagus Park
2740-119 Oeiras
Tel: 214 210 107
(Chamada para a rede fixa nacional)
temacentral@temacentral.pt

Subscrever Newsletter
Lider

+10k Seguidores

Lider

+3k Seguidores

Lider

+268k Seguidores

Subscrever Newsletter

©Tema Central, 2026. Todos os direitos reservados.