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Titiana Barroso

AstraZeneca Portugal apresenta nova Diretora Médica e Regulamentar

12 Julho, 2021 by Titiana Barroso

Rosário André é a nova Diretora Médica e Regulamentar da AstraZeneca Portugal, substituindo Hugo Gomes da Silva, que assumiu agora a liderança da área de Vacinas e Infeciologia da AstraZeneca a nível global.


Com um percurso dividido entre a prática clínica, a investigação científica e a indústria farmacêutica, Rosário André assumiu diversas funções e liderou várias equipas ao longo do seu percurso, incluindo a nível internacional. Antes de se juntar à AstraZeneca, Rosário André foi Oncologista na unidade de Cancro da Mama da Fundação Champalimaud e, simultaneamente, Oncology Medical Affairs Head na Novartis, onde já tinha desempenhado funções a nível regional. Passou ainda pelo Instituto Português de Oncologia e, na área da Investigação, pelo Weill Medical College of Cornell University, nos Estados Unidos.

Rosário André destaca “assumir com grande responsabilidade a liderança da área Médica e Regulamentar da AstraZeneca Portugal, sobretudo nesta fase em que a companhia tem dado um contributo fundamental no combate à pandemia”.

Licenciada em Medicina, Rosário André fez um doutoramento com especialização em Biomedicina na Universidade Nova de Lisboa. Atualmente, encontra-se a fazer um MBA.

Arquivado em:Liderança, Notícias

Astronauta, a profissão do futuro. Conheça os portugueses à conquista do Espaço

12 Julho, 2021 by Titiana Barroso

No início de 2021 a Agência Europeia Espacial (ESA) anunciou estar à procura de seis novos Astronautas para fazer parte da sua próxima missão, e desta vez, em parceria com a NASA (Agência Espacial Americana), o objetivo é mesmo a Lua. De entre os 22 mil candidatos, há cerca de 200 portugueses. Será que Portugal vai finalmente ter um Astronauta português?

A Leading People – International HR Conference, “De Sapiens a Digital e até onde?”, no passado dia 9 de julho, juntou três dos candidatos, Diana Gomes da Silva (Comandante na Easyjet), André da Silva (Engenheiro Mecânico na ESA) e Ivo Vieira (Vice-Presidente da AED Cluster Portugal) que com a moderação da jornalista Patrícia Matos, participaram no debate “Trabalhar no Espaço – o desafio para o futuro”. Numa animada conversa, fez-se a viagem desde os sonhos de criança, à Inteligência Artificial e ainda se ficou a saber qual o perfil de um Astronauta no século XXI.


A motivação para se ser Astronauta começa bem cedo, e confirmando os clichés, viajar numa nave espacial é um sonho de criança para os três portugueses candidatos ao próximo programa espacial europeu. Diana Gomes da Silva refere com entusiasmo que “toda a vida quis ser Astronauta” tendo decidido pela carreira de piloto que exerce com uma grande paixão. “Um foguetão, ou uma nave espacial, é uma extensão da minha paixão pelos aviões, é uma forma diferente de voar”.


Como um sonho que parecia ser inatingível, André Silva por ser apaixonado pela técnica e tecnologia, decidiu “trabalhar nos foguetões que enviam os Astronautas para o Espaço”. Hoje, o seu trabalho na ESA passa pelo desenvolvimento do próximo foguetão europeu, o Ariane 6, cujos primeiros testes já estão a ser feitos para o voo que está previsto acontecer em 2022.


A última vez que a ESA abriu um concurso para Astronautas foi em 2008, ano em que Ivo Vieira também se candidatou, e ao recordar a experiência lembra-se ter-se sentido entre a “nata europeia”. Foi com 15 anos que decidiu querer ser Astronauta o que o levou a tirar a licenciatura em Engenharia Física, tendo ainda estado envolvido no projeto de lançamento do primeiro satélite Português para o espaço em 1993, o PoSAT-1. Apesar de tal como os outros dois candidatos ter sentido em parte o sonho desvanecer-se pela ausência de um programa espacial português, fundou em 2002 a LusoSpace uma das empresas responsáveis pela integração, em missões espaciais internacionais, de componentes fabricadas em Portugal. Quando a ESA abriu este novo concurso, com a idade limite de 50 anos, Ivo Vieira sentiu que seria a sua última oportunidade e também que a sua motivação era outra, explicando que “agora já contribuí tanto para o Espaço, é altura de contribuir de outra maneira. É diferente, não é um gosto pessoal, é uma continuação do caminho”.

O que é preciso para ser Astronauta?

As valências necessárias para hoje ser um Astronauta já não são as mesmas quando em 1969 Neil Armstrong pisou a Lua. Agora, mais do que ser um expert a pilotar um avião é dada maior importância à maneira como o futuro Astronauta se irá relacionar com os seus colegas, dentro do espaço contido de uma aeronave, conforme frisou Diana Gomes da Silva. Passar longos períodos fechado numa nave espacial é um “big brother” que, por isso, exige competências sociais e emocionais mais completas.

No processo de seleção da ESA irão ser analisados os currículos e cartas de motivação que à partida exigem uma licenciatura ou qualificação de piloto bastante avançada, para além de um exame médico. Ter o “bicho do Espaço” é também essencial tal como um conjunto de competências polivalentes e elevado sentido de rigor e responsabilidade.

Existem cerca de nove soft skills associadas ao processo de recrutamento que vão desde ter conhecimento dos sistemas de avião e de uma aeronave, competências técnicas, mas também de comunicação, liderança e trabalho em equipa. A comunicação parece ser um dos elementos centrais para que se encontre o perfil mais acertado a fazer parte de uma próxima missão ao Espaço.

Após o momento inicial de avaliação de candidaturas, cerca de 1200 pessoas serão selecionadas para uma primeira bateria de testes médicos e psicotécnicos para se chegar a um grupo de 80 pessoas que passarão a uma fase de entrevistas. No total, o processo de seleção será constituído por seis etapas e prevê-se que esteja concluído em outubro de 2022.

Viajar no Espaço sem limites

Paralelamente, a ESA abre pela primeira vez na história um concurso para o Projeto de Viabilidade que consiste na escolha de um Parastronauta. Esta será a oportunidade para a seleção de um Astronauta com algum nível de limitações físicas, um projeto inédito de inclusão que permite que uma pessoa com uma amputação, ou uma estatura abaixo dos 1,50 metros, possa ser incluída num voo espacial.

Nesta corrida em que parecem haver cada vez menos limitações, são muitas as empresas privadas a desenvolver foguetões que irão dar a oportunidade a que, enquanto turista, se possa viajar até ao Espaço. Elon Musk é a prova do investimento concreto nas viagens espaciais, cujo objetivo nos próximos 10 a 20 anos, é levar 100 pessoas ao Espaço e, quem sabe, até Marte.

A tecnologia e a inteligência artificial têm tido um papel preponderante na conquista do Espaço, mas o sonho e a ambição de lá chegar fisicamente é exclusivo do Homem. Tal como referiu Ivo Vieira é “o ser humano que tem de estar no centro e não o contrário”. Portugal é uma nação de exploradores, e temos o à vontade para explorar o que está mais além. Nas palavras de Diana Gomes da Silva, “do ponto vista humanístico e filosófico, pelo que já se conhece do Universo, que é tão grande e fascinante, não faz sentido estarmos na Terra.”

Fotografias: Tema Central

Arquivado em:Artigos, Leading People

O que leva o Homem a sonhar com o Espaço?

12 Julho, 2021 by Titiana Barroso

No próximo ano vão passar 50 anos desde que o Homem não voltou à Lua, a última viagem espacial ficou marcada por uma missão lembrada por muitas gerações, quando em 1986 o space shuttle Challenger explodiu matando os sete tripulantes a bordo. Este acontecimento, difundido por todo o Mundo, foi um grande revés na exploração espacial, onde era esperado que o Challenger torna-se o Universo mais acessível. O que aconteceu desde então?

O sonho comanda o Homem e há muitos anos que Ivo Vieira fez da sua ambição pelo Espaço o seu caminho profissional e pessoal, e ser hoje, pela segunda vez, candidato ao programa de recrutamento de novos Astronautas, promovido pela Agência Espacial Europeia (ESA). Com os pés na Terra, fundou em 2002 a LusoSpace, que leva componentes fabricadas em Portugal a bordo de missões especiais internacionais, e é atualmente Vice-Presidente da AED Cluster Portugal (Associação das Indústrias de Aeronáutica, do Espaço e da Defesa).

“De Sapiens a Digital e até ao Espaço”, foi a talk que veio responder à pergunta da Leading People – International HR Conference, “De Sapiens a Digital e até onde?”, onde Ivo Vieira explicou o que pode o Homem esperar da conquista do Espaço e de outros Planetas, naquela que é uma nova Era ímpar da história das missões espaciais.

O que o Espaço nos reserva?

Numa cronologia de eventos que marcam os passos do Homem pelo Universo, desde o ano em que foi lançado o primeiro satélite para o Espaço, em 1957, passando por Yuri Gagarin e chegado ao ano de 1969, quando os Estados Unidos da América colocam o primeiro Homem na Lua, passaram 12 anos. “Tal é um feito notável que levou o Homem Sapiens escapar da esfera do nosso Planeta, e ir mais além”, afirma Ivo Vieira.

A corrida do Homem à Lua foi um dos principais fatores para a Humanidade ser hoje mais digital, e o programa lunar Apolo, custou ao governo americano cerca de 7% do PIB, um valor extremamente elevado, mas que permitiu um retorno de 7 dólares por cada dólar investido. Com isso foi possível o desenvolvimento de tecnologias de ponta e a maior de todas foi, sem dúvida, a micro eletrónica, que nos permite hoje ter uma enorme variedade de dispositivos tecnológicos e eletrónicos.

Contudo, os planos de levar um foguetão ao Espaço continuam a ser muito dispendiosos. Cada foguetão, após a sua utilização é destruído, nunca mais sendo utilizado e cada quilo que se coloca em órbita, custa cerca de 20 mil euros. O Challenger prometia ser diferente, era esperado que o space shuttle fosse reutilizável, mas na verdade o que acabou por acontecer é que a manutenção e verificação não mostraram ser suficientes e por isso lançar uma nova nave espacial tornou-se algo tão caro ou mais do que um foguetão convencional. O governo americano tomou a decisão de terminar o seu programa de viagens espaciais, aliada à questão política de não ser seguro enviar Astronautas para o Espaço, passando a fazê-lo, ironicamente, com o lançamento de naves russas.

Em 2002, o multimilionário e visionário, Elon Musk cria a SpaceX, e volta a colocar os americanos na corrida ao Espaço. Com o sonho de tornar o Universo mais acessível, desenvolveu um foguetão que descola na vertical, regressa e aterra de forma controlada, de modo a que possa ser reutilizado. A sua empresa não só conseguiu colocar americanos e europeus no Espaço, como o faz com um custo muito mais baixo, entre 2 a 4 mil euros por quilo.

Nas suas palavras, este é fator que “veio revolucionar completamente a indústria espacial, o que fez ainda Elon Musk desenvolver uma constelação de satélites, a Star League, que permite difundir internet em todo o globo, mesmo em zonas remotas”. Estamos a assistir a uma nova Era, ímpar nos desenvolvimento de programas espaciais pelo Mundo, em que também em Portugal há planos da indústria nacional para desenvolver uma constelação de satélites à volta do Atlântico.

Um Astronauta português

No início de 2021, e pela primeira vez em mais de uma década, a ESA está à procura de seis novos Astronautas. As candidaturas foram abertas a cidadãos de todos os Estados-membros, com uma nova motivação: a ESA e a NASA aliaram-se para voltar à Lua.

Para Ivo Vieira é cada mais certo que o Homem vai finalmente regressar à Lua, mas isso “será o ponto de partida porque onde queremos chegar é a Marte, porque Marte é verdadeiramente um outro Planeta”. A forma como Elon Musk tem partilhado a sua visão de colonizar Marte, está a contribuir grandemente para que tal venha a tornar-se real. “Estamos numa nova Era em que vamos poder explorar e o Homem Sapiens poderá finalmente começar a viver num outro Planeta”, reforça o orador.

Quanto a Portugal ter um Astronauta luso no Espaço, tal pode ser difícil, pois é um País com menos experiência e dimensão no setor, mas talvez haja uma ponta de esperança. A ESA irá pela, primeira vez, também recrutar 20 Astronautas de reserva. “Estas pessoas vão fazer o treino básico e serão chamados quando houver uma oportunidade para voar, se tivermos em conta que existem cerca de 20 países membros da ESA, existe uma boa probabilidade que um dos Astronautas seja português”, explica Ivo Vieira.

“Se um português vai finalmente fazer parte das próximas missões à Lua é algo que não consigo responder, nem se valerá a pena todos estes planos de investimento para se chegar ao Espaço e a Marte, mas digo que vale sempre a pena quando a alma não é pequena”, concluiu a sua intervenção na Leading People – International HR Conference.

Fotografias: Tema Central

Arquivado em:Artigos, Leading People

Decretar “morte” do Excel em tempos de pandemia

9 Julho, 2021 by Titiana Barroso

O processo de planeamento é cada vez mais crucial para as empresas, pois permite a definição de medidas operacionais e estratégicas, tendo em vista os objetivos estabelecidos a curto, médio e longo prazo. Numa altura em que a “navegação à vista” é norma na grande maioria das empresas, planear, prever e colocar vários cenários assume-se como fundamental.

No contexto atual de incerteza e constante mudança, analisar, controlar, projetar e comunicar a performance da empresa de uma forma ágil, rápida, com rigor e segurança pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Neste complexo processo de tentar prever o imprevisível e tentar estabelecer um planeamento mínimo é vital proporcionar aos gestores a capacidade de, em qualquer momento e a partir de qualquer lugar, aceder, de uma forma segura, aos principais KPI e indicadores de desempenho do seu negócio, atualizados em tempo real. Só dessa forma se conseguem detetar ineficiências e oportunidades na sua operação diária e agir em conformidade.

Tentar planear o futuro incerto e reagir com rapidez e confiança à envolvente interna e externa da organização é o principal objetivo de um bom processo de planeamento em alturas de pandemia. Com a simulação de diferentes cenários e a comparação dos respetivos resultados e desvios, é possível procurar entender melhor as relações de causa e efeito e, assim, antever o impacto que os vários cenários poderão ter no negócio. É dos livros.

Muitas empresas utilizam ainda folhas de cálculo para efetuar os seus orçamentos e planos a médio ou longo prazo, as suas previsões e análise financeiras. A manutenção dessas folhas de cálculo individuais, dispersas pela organização, a consolidação dos dados dos vários departamentos, a falta de segurança e integridade dos dados, a dificuldade em alterar estruturas – tais como a introdução de um novo produto – e a fraca disseminação da informação tornam o trabalho dos gestores muito mais difícil e penoso.

Torna-se assim cada vez mais imperativo suportar o processo de planeamento e controlo orçamental de uma forma corporativa, transversal e colaborativa. Hoje, é essencial trabalhar numa base única, com processos uniformizados, transversais e automatizados, com uma clara definição dos intervenientes no processo e respetivo workflow, agilizando e simplificando as contribuições dos diferentes departamentos e a consolidação do orçamento global da organização.

Com a facilidade de fazer variar pressupostos, alterar os drivers orçamentais, atualizar as tendências com base nos dados históricos, conseguir, de forma automática e imediata, atualizar as demonstrações financeiras e principais KPIs do negócio, os gestores ficam com os instrumentos certos para poderem tomar as suas decisões atempadas e suportadas em informação atual e fidedigna.


Por Luísa Silva, EPM Senior Consultant da GSTEP

Arquivado em:Opinião

Ana Mendes Godinho chama a atenção para uma Agenda comum no futuro do Trabalho  

9 Julho, 2021 by Titiana Barroso

“O trabalho é um instrumento determinante de inclusão social das pessoas na comunidade, e de combate à pobreza. É o trabalho que garante a todos uma forma de ser parte ativa na sociedade.” Estas foram as palavras de Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, durante a abertura da Leading People – International HR Conference “De Sapiens a Digital e até onde?”, a decorrer durante o dia de hoje, 9 de julho, onde referiu estarmos a viver “tempos de emergência, transformação e aceleração”.

O salto do modelo social e de organização do trabalho nas várias dimensões fez do teletrabalho algo que se tornou normal no quotidiano das pessoas e mostrou que é possível fazer parte da aceleração e torná-la ainda mais rápida. O que parecia ser o futuro transformou-se no nosso presente, e exige uma elevada capacidade de resposta para as novas oportunidades e o cuidado na construção de um trabalho mais digno e na mobilização em torno de uma Agenda comum.


Para além da evidente transformação, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social chamou a atenção para as qualificações, que nas suas palavras são o grande “game changer”, pois quem fizer um investimento acelerado nas competências, terá um fator diferenciador e irá ganhar competitividade. Hoje, é possível trabalhar a partir de Portugal para qualquer parte do Mundo, e como um País com uma das melhores qualidades de vida a nível mundial, esta é também uma enorme oportunidade de se atrair e fixar talento.

Nesse sentido, referiu que estes “são tempos de profunda transformação, mas em que ficou evidente que não há impossíveis se nos mobilizarmos todos”. Este é o momento de agarrar as oportunidade e apostar coletivamente numa mudança, seja do ponto de vista da população, na integração das novas formas de trabalho, seja do ponto de vista de investimento estrutural e acelerado nas qualificações.

Paralelamente, foi demonstrado o papel do Governo que a par do plano de emergência, lançou um debate com a sociedade através da criação do “Livro Verde para o futuro do trabalho”, onde foram identificadas três áreas chaves: 1. Agenda trabalho digno; 2. Dimensão das qualificações; 3. Preocupação de reforçar o sistema de proteção social, garantindo que é inclusivo, e para todos, independentemente da forma como o trabalho é feito.

Neste “novo Mundo que se tornou o nosso presente”, Ana Mendes Godinho realçou o papel do Estado social como uma resposta coletiva, da sociedade e da comunidade, com uma capacidade de mobilização de recursos sem precedentes. Prova disso é o programa de apoios extraordinários do Governo que já chegou a 3 milhões de pessoas, cujas vulnerabilidades, em especial nas qualificações, levanta a necessidade de se criar um sistema mais inclusivo independentemente do tipo de relação que as pessoas têm no contexto de um novo mundo do trabalho.

Fotografias: Tema Central

Arquivado em:Artigos, Leading People

Menos plástico e melhor plástico. As soluções adotadas pela Unilever, Auchan e Nestlé

9 Julho, 2021 by Titiana Barroso

Cerca de 1600 empresa de diferentes setores, participaram durante os últimos meses no ciclo de encontros “Economia + Circular”, promovido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal, com o apoio da EY-Parthenon.

Com um balanço positivo sobre a consciência e o empenho das empresas na transição para uma economia mais sustentável e circular, o último webinar contou com a parceria da Sociedade Ponto Verde (SPV), numa partilha das melhores práticas e exemplos da vontade das empresas em assumir o compromisso com a sustentabilidade.

Reflexo disso, é o caso da Unilever, onde já existe um sentido de responsabilidade de impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, com a redução do plástico produzido – como é o caso das embalagens de Lipton – e pela introdução de plástico reciclado em vários produtos. Para além disso, a estratégia da empresa passa pela utilização de embalagens recarregáveis, em que o consumidor compra a primeira embalagem completa, e depois pode simplesmente comprar recargas que, juntando um concentrado com água (dando como exemplo o CIF), volta a ter o produto diluído, sem ter de comprar uma nova garrafa ou uma nova pistola. No entanto, a Unilever refere que o consumidor tem de ter apetência e interesse nestas propostas, pois a mudança de hábitos não é algo que seja implementado unilateralmente.

Na Auchan, 93% dos resíduos são já valorizados, dos quais 53% dos resíduos geridos internamente são de embalagens. Até 2025, a empresa assume o compromisso de ter todas as embalagens de marca própria e de serviço reutilizáveis, 100% recicláveis ou compostáveis. No âmbito do Pacto Europeu dos Plásticos, ao qual aderiu, a Auchan compromete-se ainda a maximizar a venda de produtos a granel, alimentares e não alimentares, onde já tem cerca de 600 referências de produtos disponíveis.

Na Nestlé, o objetivo passa por serem neutros em carbono até 2050, através de múltiplas linhas de ação: eliminação de embalagens secundárias, otimização e inovação em novas embalagens, utilização de materiais alternativos, reforço dos sistemas refill, entre outras. Em Portugal, mais de 90% das embalagens são já desenhadas para serem recicláveis. Um esforço que implica inovação, como foi o caso das embalagens da Buondi, onde se substituiu um laminado que não era reciclável por um monomaterial reciclável, evitando assim 2,2 Km² de alumínio por ano, e que agora se pretende escalar às restantes marcas de café da fábrica, até ao final do ano.

Nas palavras de Carla Sequeira, Secretária-Geral da CIP, “Que não haja dúvidas que as empresas querem fazer a transição para uma economia verde. Mas essa transição tem de assegurar que as empresas europeias não perdem competitividade ao nível global, pois de outra forma será o emprego e a sustentabilidade social que estarão em causa”. Lembra ainda que as empresas portuguesas estão a passar a sua segunda crise e precisam de apoio para se reerguer. “Se queremos que as empresas invistam em tecnologia e processos mais amigos do ambiente, como todos queremos, inclusive os empresários, temos que lhes dar tempo e utilizar os muitos fundos disponíveis para apoiar essa transição”.

António Nogueira Leite, Presidente do Conselho de Administração da SPV, encerrou o encontro, reforçando o empenho da SPV em contribuir com conhecimento, atualidade e originalidade para que as embalagens, os resíduos de embalagens e todo o seu ciclo de vida seja um setor de relevância, quer no panorama ambiental, quer económico. “É necessário interiorizar que os resíduos são um efetivo recurso com potencial de transformar Portugal num país verdadeiramente pioneiro na transição verde”, afirmou.

Arquivado em:Notícias, Sustentabilidade

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