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Titiana Barroso

Nem Inteligente, Nem Artificial?

14 Julho, 2021 by Titiana Barroso

Considerando o que tenho lido, ouvido e observado, a inteligência artificial (IA) aumenta a agilidade das organizações. Permite melhores diagnósticos de doenças como o cancro. Pode tornar a condução de automóveis mais segura. Facilita as lides domésticas. Permite detetar anomalias entre milhões de transações bancárias e prevenir e combater o crime. Otimiza processos logísticos e aumenta a eficiência. Contribui para um marketing mais personalizado. Pode gerar triliões de dólares ou euros. Etc.

Confesso, porém, que fico preocupado quando são colocados capacetes inteligentes nas cabeças de trabalhadores para detetar o seu estado emocional e tomar decisões em conformidade. Quando empresas prometem fazer rigorosos diagnósticos emocionais e de personalidade a partir de imagens faciais. Quando organizações e autoridades recorrem a sofisticados esquemas de vigilância violadores da privacidade, da liberdade e da dignidade das pessoas. Quando tentam convencer-me de que as ferramentas de IA, como o reconhecimento de emoções nas faces, facilitam os processos de recrutamento e seleção e os tornam menos discriminatórios.

O que me salva do receio de ser rotulado como profeta da desgraça é uma entrevista que Kate Crawford, Professora na University of Southern California e investigadora na Microsoft Research, uma subsidiária da Microsoft, deu recentemente ao The Guardian: “A IA não é artificial nem inteligente”. Quando se referiu a um projeto de pesquisa incidente sobre a ImageNet, uma base de dados de 14 milhões de imagens que permite testar a eficiência de algoritmos de reconhecimento de imagens, Crawford afirmou: “Encontrámos [eu e Trevor Paglen] termos de classificação horripilantes que eram misóginos, racistas, discriminatórios de pessoas com deficiência, e extremamente preconceituosos. Fotos de pessoas estavam associadas a palavras como cleptomaníaco, alcoólico, má pessoa, rainha no armário, call girl, vagabundo, toxicodependente e muitas outras que não posso pronunciar aqui”.

Confesso, pois, que não me parece muito inteligente o deslumbramento acrítico, acerca da IA, que por aí vejo. Sendo as pessoas inteligentes capazes das mais brilhantes virtudes, mas também das mais abjetas condutas, não vejo razões para esperar que uma criação humana como a IA se comporte de modo diferente. O meu ceticismo é reforçado pela constatação de uma limitação dos humanos, mesmo quando a intenção é boa: a incapacidade para anteciparem consequências indesejadas e perigosas das suas criações.

António Damásio, que tomo por pessoa inteligente, sábia e sensata, disse sobre IA (veja texto de C. F. Alves, Expresso, 5 nov. 2017): “(…) Tudo o que se passa com a IA tem duas raízes. Uma é Alan Turing e outra um grupo de pessoas no MIT que se convenceram de que seria possível fabricar inteligência humana com inteligência artificial. Nos anos 40. E esse projeto falhou redondamente tendo sempre parecido que não ia falhar porque todo o desenvolvimento tem sido positivo em matéria de sucesso da IA. O sucesso dos robôs e o dinheiro gerado, porque tudo isto tem gerado fortunas incalculáveis. É extraordinariamente difícil a essas pessoas aceitarem que o projeto está fundamentalmente errado. Fazer com que criaturas tenham comportamentos é uma coisa, fazer com que criaturas tenham sentimentos é outra.”

Sobre as ambições de algumas luminárias de Silicon Valley, designadamente a conquista da imortalidade pelos humanos e a proteção jurídica e moral dos robôs, Damásio afirmou: “Essa gente é que tem, verdadeiramente, o que eu chamo uma inteligência artificial. Uma inteligência de intelecto com pouco sentimento.”

Não pretendo ser o profeta da desgraça. Creio, mesmo, que a IA tem um enorme potencial para o progresso económico e social. Mas também acredito que, como ocorre com quase todas as criações humanas, o potencial maligno existe – pelo que devemos ser cautos e proteger-nos. A IA não é intrinsecamente boa nem má. O que lhe confere bondade ou maldade é o modo como é utilizada e os fins que prossegue. Ignorar ou subestimar as consequências indesejadas ou imprevisíveis da IA é perigoso. O mesmo pode ser afirmado sobre a inteligência humana.

O progresso da Humanidade muito deve a pessoas inteligentes. Mas alguns dos maiores patifes deste mundo também são, ou foram, muito inteligentes. Outros, ainda que menos inteligentes, são poderosos. Termino, pois, citando novamente Damásio, a propósito do risco de os robôs “submeterem e escravizarem” os humanos: “Os robôs por si não vão poder fazer nada contra nós. Mas vão poder ser programados por pessoas como o Vladimir Putin ou o pateta da Coreia do Norte para fazer as coisas mais horríveis. E isso vai acontecer.”


Por Arménio Rego, LEAD.Lab, Católica Porto Business School

Crónica publicada na edição de verão da revista Líder.

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Aprender Magazine de verão já está disponível

14 Julho, 2021 by Titiana Barroso

A “Vanguarda no Digital: O futuro papel dos ambientes virtuais da Educação” é o grande tema da Aprender Magazine. O conhecido Diretório de Empresas de Formação é parte integrante da revista Líder e já está disponível online, na plataforma Wisloc.

A educação é fundamental para o desenvolvimento económico e para a construção de uma sociedade mais justa e informada. O contexto de aceleração tecnológica traz consigo a necessidade exponencial de navegar e operar com conforto nesta nova realidade digital da economia 4.0 – aqui, é fundamental que a formação acompanhe a realidade.

Mostrar a vanguarda no digital enquanto formato de aprendizagem é o grande propósito da Aprender 2021. Um tema relevante e atual, que pretende refletir sobre as principais consequências desta mudança, atendendo aos diferentes níveis de ensino, e discutir o futuro papel que os ambientes virtuais poderão ter na educação.

Esclarecer sobre as vantagens do Digital Learning e de como permite encurtar a curva de aprendizagem e envolver os seus participantes pela sua flexibilidade e possibilidade de personalização, através de um acesso mais conveniente a conteúdos e processos de desenvolvimento, ao ritmo e à medida das necessidades e objetivos de cada formando. E ainda especificar o desenvolvimento dos novos recursos e formatos mais criativos, nomeadamente módulos interativos, classes virtuais, videocasts, online mentoring, questionários de autodiagnóstico, quizzes, entre outros.

Nesta edição deixamos-lhe a visão de Etelberto Costa sobre “O Plano de Ação para a Educação Digital”.

Partilhamos o encontro “Competências Digitais: Chave para o Sucesso”, promovido pela Nestlé, ao abrigo da iniciativa Aliança para a Juventude, um programa que criou mais de 70 mil oportunidades de trabalho, estágio e formação, com 19 empresas a servir de parceiros, como a Jerónimo Martins e a Microsoft Portugal.

Maria João Ceitil (APG) faz-nos chegar uma reflexão sobre “Digital Learning: Novas formas de aprender num novo Mundo”; Mário Martins (Forma-te – Portal da Formação e dos Formadores) escreve sobre “Aprender em rede”.

A entrevista ao ISQe desvenda-nos “O futuro do e-learning e gestão de talento made in Portugal”; a entrevista à Cegoc deixa certo que “A longevidade do Digital Learning vai depender da sua humanização”.

Partilhamos ainda os casos de sucesso da: APCER, Brain Power – Sapphire, Talenter™ Academy, Vantagem+, APOTEC, People Value, RTA Consultoria e Skills RH.

Arquivado em:Notícias

A edição de verão da revista Líder já está nas bancas

13 Julho, 2021 by Titiana Barroso


A Líder dedicada ao tema De Sapiens a Digital e até onde? já está disponível nas bancas e em formato digital.

Desde a nossa versão nómada, foram muitas as revoluções que atravessámos: a revolução agrícola que nos encaminhou para a sedentarização, a revolução industrial que nos permitiu ampliar de forma significativa o tamanho do mundo e facilitar as tarefas do dia-a-dia, a revolução tecnológica que nos permitiu comunicar cada vez mais e melhor, e mudar a nossa conceção de tempo e de espaço. Contudo, a primeira e mais relevante revolução foi a do conhecimento, foi a partir dela que todas as outras se deram. Os nossos antecessores sapiens desenvolveram capacidades criativas, inventivas, que estão também hoje na origem da revolução digital e que nos levará sabe-se lá onde. É esta análise futurista que queremos fazer, pretendemos saber em que ponto estamos e até onde nos levará o digital. Enquanto espécie que desafios temos pela frente, à medida que a tecnologia genética, a inteligência artificial e a robótica alteram as relações humanas? Para o bem ou para o mal, para onde estamos a ir? É possível imaginar o líder digital?

Neste tema de capa, participam autores com pontos de vista diversos, que nos colocam perante uma série de reflexões sobre como imaginam o Mundo daqui a 20 anos e nos ajudam a pensá-lo na perspetiva do Espaço (Tiago Hormigo; Emir Sirage, Miguel Belló e Hugo Costa), da Mobilidade Urbana (José Rui Marcelino), do Trabalho (Anne-Laure Fayard), das Neurociências (Nuno Couto), dos Oceanos (Captain Paul Watson), do Retalho (Vasco Portugal) e das Finanças (Pedro Lima).

“Portugal tem muitos trunfos, mas precisa de uma mudança rápida”. A afirmação é de Pedro Mota Soares, ex-Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, na entrevista de abertura.


Arménio Rego
 (Professor de Liderança da Católica Porto Business School) deixa-nos o seu olhar sobre o tema de capa através da crónica “Nem Inteligente nem Artificial?”. E Henrique Monteiro (Jornalista e Escritor) esmiúça “Até onde nos leva a estrada?”.

No dossier Leading People o foco recai para o tema “Homification: A casa no centro”. Em entrevista, David da Costa Mota (Head of Sales Portugal do Grupo OLX), desvenda-nos como os reconhecidos portais Standvirtual, Imovirtual e OLX, vivem dos momentos mais inebriantes da sua história.

O ensaio otimista de Even Bolstad (Associação Europeia de Gestão de Pessoas) explana sobre “O Dividendo de Confiança da COVID-19”.

Numa altura em que a pandemia e o consequente confinamento impulsionaram o espaço casa, tornando-a o epicentro das nossas vidas, Catarina Diniz (Staging Factory), Cátia Carvalho (IKEA), Margarida Bragança (Homy) e Mariana Morgado Pedroso (Architect Your Home Portugal) ajudam-nos a criar a melhor experiência de teletrabalho.

No especial “Homification”, partilhamos a análise da Multipessoal. No “Wellness nas Empresas (Bem-estar e Saúde Mental)” damos a conhecer as opiniões da Ordem dos Psicólogos Portugueses, da Bewell Portugal|Wellness Corporativo, da BH Bienestar, da Dave Morgan, Health & Management Consultants e Holmes Place Portugal. Neste capítulo, fomos entrevistar Timothy R. Clark, um dos nomes maiores do Mundo em Segurança Psicológica, que ajuda a transformar as organizações em santuários de inclusão e incubadoras de inovação.

No especial Digital Coaching & Mentoring trazemos os exemplos da ABP Corporate Coaching, da Break Heaven, da Dave Morgan, Health & Management Consultants, da ICF Portugal, da Solfut – I Have the Power, da inSoul Leadership Coach e da Sofia Calheiros & Associates.

O dossier Leading Brands trata o tema “Marcas no Turismo”. A conversa com Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, é sobre os passos firmes para a retoma da atividade, o delinear de uma rota na construção de um futuro sustentável, as mudanças nas preferências e comportamentos dos novos turistas, as perspetivas globais da Organização Mundial de Turismo, entre muitos outros temas.

No “Rebranding da Marca Portugal”, Ana Jacinto (AHRESP) e Mário Chessa (TOHO, a Plataforma de Turismo & Hospitalidade da NOVA) denunciam os pontos fortes para Portugal se tornar num dos destinos mais competitivos, seguros e sustentáveis do Mundo.

O especial “Marcas na Saúde e Saúde Digital” inclui os casos de Jaba Recordati e da Made2Web.

Finalmente, a secção Leading Tech sobre “Transformação Digital”, inclui a investigação levada a cabo pela Universidade de Coimbra e o Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos sobre como a supercomputação pode tornar a indústria portuguesa mais competitiva. Fernando Rodrigues (Axians Portugal) escreve sobre “A Energia Necessária para Continuar”. E Vânia Guerreiro (iServices) traz o tema “Flexibilidade e Inteligência”. No especial “Softwares de Gestão – As grandes novidades”, os casos da Minimal, da Nucase, da PHC Software, da Sage Portugal, da SAP Portugal, da uMan Xpert e da Wincode Software.

Espaço ainda para a 2.ª Webconference do Ciclo “O Futuro do Emprego em Portugal”, da Multipessoal, com “As Escolas do Futuro para o Novo Mundo do Trabalho”.

Na rubrica Leading Opinion contamos com Rui Guedes de Quinhones (EMA Partners), Pedro Vieira (Zome) e Sofia Castro (Sonae MC).

Líder é a revista da Tema Central. É uma publicação, com quatro edições por ano, de ensaios, crítica, investigação e reflexão, que aborda todas as áreas da liderança.

Subscreva AQUI a revista Líder.

Para ter acesso a novos conteúdos diários, visite o portal Líder Online e subscreva a newsletter. Acompanhe ao momento todas as novidades nas páginas de Facebook, Instagram e LinkedIn.

Arquivado em:Notícias

De Sapiens a Digital e até onde?

13 Julho, 2021 by Titiana Barroso

“Vidas que até agora foram desesperadas e sem esperança têm agora um sentido. Aqui, na prisão de segurança máxima da Florida, a uns 500 metros da cadeira elétrica, estamos a realizar os nossos sonhos. É quase Natal, mas a Logoterapia foi a minha Aleluia pascal.”

Carta do prisioneiro 552022 a Vicktor Frankl

Esta pergunta poderá levar-nos por muitos caminhos, tantos que o grande problema é escolher um deles, ou melhor até, encontrar um deles, o certo. Pode nem haver caminho certo. Os nossos tempos não podem ter uma abordagem simples e linear, merecem um pensamento complexo tal como defende Edgar Morin, Antropólogo e Filósofo, e também Daniel Innerarity, Filósofo Político. Um pensamento complexo, ou seja, um pensamento onde se entendam os elementos que estão densamente inter-relacionados e isso significa aprender com a Biologia, com a Filosofia e com todas as disciplinas que tratem da Natureza e do Homem.

Quando a nossa pergunta de capa nos convoca para sabermos: Sapiens a Digital e até onde?  O repto é para nos interrogarmos sobre o que falta ainda descobrir ou o que precisamos nós de descobrir ainda. Nesta pergunta cabem quase tudo e até a questão última do sentido, o sentido que precisamos de encontrar para que a vida seja aceitável ou vivível. Perguntas onde cabem perguntas como se fossem bonecas russas. Viktor E. Frankl, nos anos 70 tratava este tema do sentido através da Logoterapia, ou seja, a Terapia do Sentido. A Psicoterapia seria sempre incompleta se tratasse apenas psicoses e neuroses e não olhasse para a questão do sentido. O homo sapiens pode ter resolvidas as suas necessidades materiais e amorosas, mas se não tiver resolvida a questão do sentido, a sua razão de viver, a sua compreensão do sentido da vida, isso pode levá-lo ao caos, ao desespero.

Eu diria que nesta abordagem, Frankl junta claramente a Psicologia e a Filosofia no desejo de cura pelo sentido. Curar os Homens é dar-lhes instrumentos para saberem encontrar um sentido, uma razão válida para acordar todos os dias com um propósito. A sabedoria necessária para conseguir lidar com o sofrimento resultante da constante necessidade de ter uma razão para viver. Frankl distingue, por isso, o homo sapiens do homo patiens, aquele é o homem “sábio que tem conhecimento, que sabe como alcançar o êxito… como ter sucesso no dinheiro e amor. O homo sapiens move-se entre o extremo positivo do êxito, e o seu homólogo negativo, o fracasso. Já o homo patiens sabe como sofrer, como transformar até os seus sofrimentos num êxito humano. E, por isso, de acordo com Frankl, “movimenta-se num eixo perpendicular ao eixo do êxito/fracasso. Move-se num eixo que vai para lá do dos polos de realização e de desespero.” Realização vista como concretização de sentido e desespero como indicador de falta de sentido.

O Homem realizado é aquele que consegue lidar com o sofrimento sem se desesperar, porque sabe que não é suficiente resolver as necessidades materiais e amorosas para que tudo fique bem. O Homem realizado enfrenta as questões do sentido e responde-lhes dia a dia, como se pudesse renascer sempre que encontra um motivo para viver. De sapiens a digital até à realização permanente, à descoberta contínua, uma Logoterapia sem fim.

Editorial publicado na edição de verão da revista Líder.

 

Arquivado em:Leading Opinion, Opinião

Revista Líder N.º 14 – verão/2021

12 Julho, 2021 by Titiana Barroso

A Líder dedicada ao tema De Sapiens a Digital e até onde? já está disponível nas bancas e em formato digital.

Desde a nossa versão nómada, foram muitas as revoluções que atravessámos: a revolução agrícola que nos encaminhou para a sedentarização, a revolução industrial que nos permitiu ampliar de forma significativa o tamanho do mundo e facilitar as tarefas do dia-a-dia, a revolução tecnológica que nos permitiu comunicar cada vez mais e melhor, e mudar a nossa conceção de tempo e de espaço. Contudo, a primeira e mais relevante revolução foi a do conhecimento, foi a partir dela que todas as outras se deram. Os nossos antecessores sapiens desenvolveram capacidades criativas, inventivas, que estão também hoje na origem da revolução digital e que nos levará sabe-se lá onde. É esta análise futurista que queremos fazer, pretendemos saber em que ponto estamos e até onde nos levará o digital. Enquanto espécie que desafios temos pela frente, à medida que a tecnologia genética, a inteligência artificial e a robótica alteram as relações humanas? Para o bem ou para o mal, para onde estamos a ir? É possível imaginar o líder digital?

Neste tema de capa, participam autores com pontos de vista diversos, que nos colocam perante uma série de reflexões sobre como imaginam o Mundo daqui a 20 anos e nos ajudam a pensá-lo na perspetiva do Espaço (Tiago Hormigo; Emir Sirage, Miguel Belló e Hugo Costa), da Mobilidade Urbana (José Rui Marcelino), do Trabalho (Anne-Laure Fayard), das Neurociências (Nuno Couto), dos Oceanos (Captain Paul Watson), do Retalho (Vasco Portugal) e das Finanças (Pedro Lima).

“Portugal tem muitos trunfos, mas precisa de uma mudança rápida”. A afirmação é de Pedro Mota Soares, ex-Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, na entrevista de abertura.


Arménio Rego
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No dossier Leading People o foco recai para o tema “Homification: A casa no centro”. Em entrevista, David da Costa Mota (Head of Sales Portugal do Grupo OLX), desvenda-nos como os reconhecidos portais Standvirtual, Imovirtual e OLX, vivem dos momentos mais inebriantes da sua história.

O ensaio otimista de Even Bolstad (Associação Europeia de Gestão de Pessoas) explana sobre “O Dividendo de Confiança da COVID-19”.

Numa altura em que a pandemia e o consequente confinamento impulsionaram o espaço casa, tornando-a o epicentro das nossas vidas, Catarina Diniz (Staging Factory), Cátia Carvalho (IKEA), Margarida Bragança (Homy) e Mariana Morgado Pedroso (Architect Your Home Portugal) ajudam-nos a criar a melhor experiência de teletrabalho.

No especial “Homification”, partilhamos a análise da Multipessoal. No “Wellness nas Empresas (Bem-estar e Saúde Mental)” damos a conhecer as opiniões da Ordem dos Psicólogos Portugueses, da Bewell Portugal|Wellness Corporativo, da BH Bienestar, da Dave Morgan, Health & Management Consultants e Holmes Place Portugal. Neste capítulo, fomos entrevistar Timothy R. Clark, um dos nomes maiores do Mundo em Segurança Psicológica, que ajuda a transformar as organizações em santuários de inclusão e incubadoras de inovação.

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Finalmente, a secção Leading Tech sobre “Transformação Digital”, inclui a investigação levada a cabo pela Universidade de Coimbra e o Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos sobre como a supercomputação pode tornar a indústria portuguesa mais competitiva. Fernando Rodrigues (Axians Portugal) escreve sobre “A Energia Necessária para Continuar”. E Vânia Guerreiro (iServices) traz o tema “Flexibilidade e Inteligência”. No especial “Softwares de Gestão – As grandes novidades”, os casos da Minimal, da Nucase, da PHC Software, da Sage Portugal, da SAP Portugal, da uMan Xpert e da Wincode Software.

Espaço ainda para a 2.ª Webconference do Ciclo “O Futuro do Emprego em Portugal”, da Multipessoal, com “As Escolas do Futuro para o Novo Mundo do Trabalho”.

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Arquivado em:Líder Magazine

António Cunha Pereira (Ecoinside): «O segredo não é novidade, está no respeito pelas pessoas»

12 Julho, 2021 by Titiana Barroso

No âmbito do projeto Ecossistemas dos Ambientes de Trabalho Saudáveis (EATS) para avaliar as condições de saúde e estilos de vida dos profissionais e de que forma as organizações são ecossistemas promotores da saúde e bem-estar, o contributo de António Cunha Pereira, CEO da Ecoinside é o caso divulgado esta semana na rubrica da Líder: Healthy Workplaces.

Todas as semanas, uma organização, das mais de 40 que integram o projeto, partilha reflexões e práticas de ambientes de trabalho saudáveis em diferentes setores e atividades.

O bem-estar dos profissionais está intimamente ligado ao ambiente laboral, ao seu desempenho individual e global desempenho das organizações.  Esta semana contamos com a partilha e experiência da Ecoinside apresentada pelo seu CEO António Cunha Pereira acerca da forma como as organizações podem promover ambientes saudáveis e trabalhadores felizes.

“Sabemos que colaboradores felizes fazem empresas felizes, prósperas e desenvolvidas. Mas a questão parece persistir, como podemos, afinal, potenciar um ambiente de trabalho saudável?

Na Ecoinside acreditamos que cada colaborador é único e parte integrante e fundamental da empresa, com as suas particularidades, pontos fortes e fragilidades. O nosso segredo para uma empresa saudável assenta, por isso, em alguns valores que consideramos básicos e fundamentais.

Empatia e compreensão estarão, certamente, na base da pirâmide e, em tempo de pandemia, em que fomos obrigados a repensar o nosso modo de trabalhar e implementar o regime de teletrabalho, este respeito declarado por cada um dos nossos colaboradores revelou-se fundamental para que continuássemos a funcionar em pleno. Avaliar a situação de cada um, adaptar métodos e fornecer equipamentos necessários para que todos tivessem a oportunidade de trabalhar nas melhores condições possíveis traduziu-se num espírito de equipa reforçado, com colaboradores ainda mais empenhados.

O reforço da comunicação, que também neste período teve de ser adaptada para os meios digitais, ao invés da norma a que estávamos acostumados de um contacto próximo e pessoal entre equipas e parceiros, foi e é chave para o sucesso dos trabalhos que realizamos. Continuamos próximos uns dos outros apesar da distância física.

Foi, aliás, com este mote que, desde logo, implementámos reuniões de início da semana com toda a equipa que funcionavam para que estivéssemos todos a par e em sintonia quanto ao trabalho que estava a ser desenvolvido na Ecoinside, bem como para que pudéssemos ter um tempinho de “coffee break” para conversar e estreitar laços uns com os outros.

Do mesmo modo, criámos, igualmente, uma newsletter interna para encerrar a semana, na qual resumimos os trabalhos relevantes que estavam a ser levados a cabo por cada departamento e partilhamos ideias, notícias e relatórios que possam interessar no âmbito do tema de cada edição. Todas as newsletters têm, ainda, em comum o facto de terminarem sempre com uma frase (usualmente um dito popular) que uma das colegas começou a partilhar com a equipa desde que fomos obrigados a optar pelo teletrabalho. Um pequeno ritual que uniu toda a equipa e que se manterá, certamente, no futuro.

Pelo caminho tiveram de ficar, pelo menos por enquanto, outras iniciativas que tínhamos pensado com o objetivo de fomentar o bom espírito de equipa e de trabalho. Desde logo, a criação de uma equipa de futebol da empresa, os almoços de Natal e de férias que já eram costumeiros ou o adiamento de um evento que temos planeado, no âmbito da iniciativa Act4Nature que integramos, para a promoção da biodiversidade.

Um outro ponto absolutamente fundamental para que haja um ambiente de trabalho saudável é a confiança de todos em todos: a confiança por parte das equipas de que os líderes estão a tomar as melhores decisões para a empresa e a confiança por parte dos líderes de que todos os seus colaboradores estão a rumar em direção a um objetivo que é comum, com o seu máximo empenho e convicção.

Por fim, a capacidade de delegar e de desafiar constantemente os membros da empresa com novas tarefas e responsabilidades acrescidas traz duas grandes vantagens. Em primeiro lugar, permite que as chefias se concentrem em tarefas mais relacionadas com decisões estratégicas, com liderança, com o rumo da empresa a longo prazo e, por outro, permite que os colaboradores tenham oportunidades para crescer profissionalmente, para se destacarem e para mostrarem o que valem na execução de novas tarefas e projetos, aumentando a sua realização profissional e satisfação.

De facto, é nisto que acredito, o segredo para um ambiente de trabalho saudável e uma empresa com maior probabilidade de sucesso é só um: o respeito entre pessoas.“

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