Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, fez há dias o discurso do estado da nação. Prepara eventualmente uma recandidatura. Depois dos anos Trump, Biden é um descanso. Acusa-se o homem, entre outras coisas, de cometer gafes e de estar velho. Pode ser tudo verdade, mas mesmo assim é bom tê-lo na sala de comando. É […]
Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, fez há dias o discurso do estado da nação. Prepara eventualmente uma recandidatura. Depois dos anos Trump, Biden é um descanso. Acusa-se o homem, entre outras coisas, de cometer gafes e de estar velho. Pode ser tudo verdade, mas mesmo assim é bom tê-lo na sala de comando.
É Biden um líder extraordinário? Talvez não, mas um recente trabalho de Amanda Hay, da Universidade Nottingham Trent, no Reino Unido, faz uma distinção necessária: almejamos encontrar líderes perfeitos, mas devemos antes buscar líderes adequados, pessoas competentes mas normais, munidas de uma dose de bom senso e com um narcisismo controlado. Esta parece-me uma boa descrição de Biden: um homem normal, um líder adequado.
Este líder disse entre outras coisas, no discurso referido, querer ajudar a construir uma economia de baixo para cima: “quando a classe média triunfa, os mais pobres ganham possibilidade de ascender e os mais ricos continuam bem”. Parece trivial a ideia de acabar com a pobreza. Em Portugal, ao contrário, parecemos querer continuar o velho programa revolucionário de acabar com a riqueza. Se for essa a estratégia, mostram os dados, prosseguimos no bom caminho.
