De entre os muitos instrumentos científicos que existem para detetar mentiras, o polígrafo é, certamente, o mais conhecido, a ponto de ser popularmente designado como “Detetor de Mentiras”. Mas será que este instrumento consegue mesmo identificar mentirosos? O polígrafo é um instrumento médico que mede e regista alterações fisiológicas de forma contínua. Um polígrafo que esteja a […]
De entre os muitos instrumentos científicos que existem para detetar mentiras, o polígrafo é, certamente, o mais conhecido, a ponto de ser popularmente designado como “Detetor de Mentiras”. Mas será que este instrumento consegue mesmo identificar mentirosos?
O polígrafo é um instrumento médico que mede e regista alterações fisiológicas de forma contínua. Um polígrafo que esteja a funcionar normalmente vai medir as reações fisiológicas de forma fiável
Em 1915, o Psicólogo americano William Marston inventou o protótipo de um aparelho que detetava o engano, através da análise da pressão arterial.
Em 1921, John Larson, Agente do Departamento da Polícia de Berkeley, criou um aparelho em que manteve a análise da pressão arterial e adicionou três novos indicadores fisiológicos: a frequência cardíaca e a amplitude e ritmo respiratórios.
Em 1938, Leonarde Keeler, que tinha sido assistente de John Larson, introduziu o quarto canal: o galvanómetro (a resposta da pele).
Do conjunto destes contributos nasceram os polígrafos moderno.
Depois de anos de investigação e ensaios, Stoelting lança o polígrafo digital em 1991. Este instrumento transmitia os gráficos de forma digital na tela do computador em vez de no papel.
Desde a introdução do polígrafo digital poucos saltos verdadeiramente qualitativos foram dados no instrumento do polígrafo a não ser que se aperfeiçoou as técnicas utilizadas e com o avanço da tecnologia informática também foram melhorando os programas e os polígrafos foram diminuindo o seu tamanho.
O instrumento do polígrafo digital tem como base um sistema de aquisição de dados (SAD) e diferentes acessórios que vão permitir ler/registar as alterações fisiológicas no organismo do sujeito examinado. Utiliza os seguintes acessórios:
- Pneumógrafo para medir e registar o canal da respiração
- Esfigmomanómetro para medir e registar o canal da pressão sanguínea que se compõe de uma braçadeira e um manómetro
- Galvanómetro, também conhecido como GSR para medir e registar o canal da condutância galvânica da pele (suor)
O polígrafo digital também vem acompanhado de um computador que recebe e processa toda a informação transmitida pelo sistema de aquisição de dados. Os polígrafos também podem incluir acessórios adicionais como medidores de movimentos (Almofada de movimento), pletismógrafo etc.
Um teste em ação
Muitas empresas utilizam profissionais em poligrafia para detetar e controlar riscos internos, principalmente ao nível da Gestão de Pessoas para filtrar candidatos para um posto de trabalho ou assegurar-se da integridade dos seus colaboradores. O polígrafo pode ser utilizado para testar a fidelidade/ infidelidade, denunciar roubos/ furtos ou abusos de poder. É um instrumento muito conhecido quando se procura provar a inocência ou culpa de um indivíduo.
Um teste do polígrafo tem um procedimento standard e segue quase sempre passos predefinidos. Começa pela definição do objetivo do teste e explicação do funcionamento do polígrafo, de seguida a entrevista sobre o tema a investigar/aclarar, a recolha dos dados fisiológicos com polígrafo e o relatório do resultado e opinião do Técnico. Os três primeiros passos são normalmente realizados numa só sessão. A sessão que é a de recolha de informação para posterior análise tem uma duração de aproximadamente 60 a 120 minutos, dependendo do caso a tratar.
Os resultados de um teste do polígrafo (em casos específicos) são um dos três seguintes:
Engano não detetado: O examinado era verdadeiro nas suas respostas às perguntas apresentadas sobre o assunto investigado e por isso passou o teste do polígrafo.
Engano detetado: O examinado não era verdadeiro nas suas respostas às perguntas apresentadas sobre o assunto investigado e por isso não passou o teste do polígrafo.
Inconclusivo: Os dados recolhidos foram escassos para poder dar uma opinião profissional sobre o assunto investigado.
Fontes: Polígrafo Portugal e InBodyLanguage

