A empresa portuguesa de pasta e papel tem dado passos firmes e com real impacto na defesa do Ambiente e na construção de um Mundo mais sustentável. E sem esquecer de envolver a comunidade. É por isso uma decana a trabalhar em prol de uma maior consciencialização ambiental e de uma economia de baixo carbono. […]
A empresa portuguesa de pasta e papel tem dado passos firmes e com real impacto na defesa do Ambiente e na construção de um Mundo mais sustentável. E sem esquecer de envolver a comunidade. É por isso uma decana a trabalhar em prol de uma maior consciencialização ambiental e de uma economia de baixo carbono.
A Sustentabilidade é um valor chave e o quadro de referência para o desenvolvimento estratégico do negócio da The Navigator Company. Da floresta ao papel, a empresa é o rosto de um ciclo sustentável. Aliás, foi a primeira empresa portuguesa e uma das primeiras a nível mundial a antecipar em 15 anos, de 2050 para 2035, o compromisso em matéria de neutralidade carbónica em todos os complexos industriais.
No seu Roteiro de Sustentabilidade tem um conjunto de compromissos que a colocam na vanguarda da resposta às tendências internacionais relacionadas com as alterações climáticas. «Vamos, certamente, assistir a uma “revolução verde” na embalagem dos grandes produtos de consumo, com uma mudança para produtos renováveis e de elevada reciclabilidade, como é o caso do papel. A The Navigator Company está atenta a esta realidade e, como tal, já disponibilizou no mercado não só papel para sacos, como, também, cartolina para embalagens», explica fonte oficial da empresa.
O primeiro passo desta jornada pela descarbonização já foi dado, em 2020, com o arranque da nova caldeira de biomassa da fábrica da Figueira da Foz, que permitirá que toda a energia térmica seja proveniente de fonte renováveis reduzindo, este ano, as emissões de CO2 em 32%. «Mas, como empresa de base florestal que somos, não podemos também esquecer o contributo que a nossa floresta dá em termos de mitigação do CO2. Em termos de ação, procuramos dar resposta, pela via das florestas que gerimos – e que são um importante sumidouro de carbono – pelo produto que colocamos no mercado (o papel mantém, também, o carbono armazenado até ao fim de vida», dá conta a mesma fonte, enquanto lembra que este longo caminho de reinvenção passará também pela Inovação, Ciência e Tecnologia, bem como pela cooperação intersectorial.

Como é que conseguimos sacudir consciências coletivas e predispor-nos a fazer alguns sacrifícios no presente a fim de evitar cataclismos naturais?
A The Navigator Company foi a primeira empresa portuguesa e uma das primeiras a nível mundial a antecipar em 15 anos, de 2050 para 2035 o compromisso em matéria de descarbonização. Este foi mais um passo importante e com real impacto positivo dado pela empresa que tem vindo a motivar os colaboradores, clientes, fornecedores e comunidades envolventes para a importância de trabalharmos em prol do ambiente.
Desenvolvemos um trabalho de sensibilização para o tema, estimulando a consciencialização e a adoção de comportamentos sustentáveis. Para tal, desenvolvemos um conjunto de projetos no âmbito da nossa política de Responsabilidade Social Corporativa, nomeadamente através de iniciativas de valorização e de proteção da floresta nacional.
A iniciativa “My Planet” é dirigida a adolescentes e adultos e tem apoiado várias ONG que trabalham na defesa do ambiente.
Outro projeto, o “Dá a Mão à Floresta”, tem como alvo um público mais jovem, entre os quatro e os dez anos de idade, uma vez que acreditamos que este é o público que pode fazer a diferença na construção de um mundo mais sustentável. O nosso objetivo é oferecer as bases para uma maior consciencialização ambiental.
Além disso, temos realizado vários eventos, dentro da nossa política de Responsabilidade Social Corporativa, que têm contribuído para dar a conhecer a empresa e potenciar a aproximação da comunidade à mesma. Algumas das iniciativas que destacamos são, por exemplo, a plataforma de conhecimento sobre as florestas, designada “Florestas.pt”, o projeto “Produtores Florestais”, que incentiva boas práticas silvícolas.
As empresas desempenham um papel crítico para ajudar a alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Qual é o compromisso da sua empresa perante os ODS?
A gestão responsável do nosso negócio é orientada pela ética e pela integridade na forma como gerimos as nossas atividades, as pessoas e as relações com os nossos Stakeholders. A este nível, a Sustentabilidade é um valor chave para a The Navigator Company e o quadro de referência para o desenvolvimento estratégico do nosso negócio. Por isso, entendemos ser imperativo alinhar a nossa estratégia empresarial com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, dado que são uma ferramenta muito importante que nos ajudam a alinhar e a reportar da melhor forma os objetivos e linhas de ação da empresa, evidenciando a forma como poderemos contribuir para um desígnio maior, um desígnio que é do País. Alguns dos ODS onde a The Navigator Company exerce uma maior influência, são, entre outros, a Ação Climática, as Energias Renováveis e Acessíveis, a Água Potável e Saneamento, o Proteger a Vida Terrestre e a Produção e Consumo Sustentáveis.
O compromisso da The Navigator Company com a gestão responsável do seu negócio encontra-se espelhado no seu Roteiro de Sustentabilidade, um conjunto de compromissos, objetivos e metas a atingir nos temas mais relevantes da Agenda 2030 definida pela Empresa, alinhados com os respetivos ODS a que está a dar resposta. Em 2020, a empresa fez uma revisão dos ODS considerados como prioritários e onde exerce uma maior influência, contribuindo de forma mais direta para a sua concretização, alinhando a sua resposta à nova Agenda de Sustentabilidade definida pela Empresa no âmbito da “Década da Ação 2020-2030” das Nações Unidas. Assim, e ao gerar impacto positivo em ODS como o “Trabalho Digno e Crescimento Económico”, a “Indústria, Inovação e Infraestruturas”, a “Produção e Consumo Sustentáveis”, a “Ação Climática” e o “Proteger a Vida Terrestre” constitui uma oportunidade para a criação de valor sustentável, a longo prazo, e promove a transformação da The Navigator Company, tal como do setor, de forma a responder aos desafios futuros.
Como complemento a esta realidade, o Relatório de Sustentabilidade da The Navigator Company, documento publicado anualmente de acordo com as normas internacionais da Global Reporting Initiative, evidencia o desempenho nos temas mais relevantes para a Empresa e para os seus Stakeholders, fazendo o devido enquadramento com as tendências da agenda internacional de sustentabilidade e com os ODS das Nações Unidas.
A Ação Climática é assim uma prioridade?
Sem dúvida, é uma prioridade que temos vindo a assumir nos nossos projetos e nos nossos investimentos e, como tal, um dos objetivos que temos traçado, neste sentido, é a redução da pegada da empresa no que toca a emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE).
Em 2019, a The Navigator Company assumiu esta meta ambiental e tornou-se a primeira empresa portuguesa – e, também, uma das primeiras a nível mundial – a assumir o compromisso de antecipar em 15 anos, face aos objetivos nacionais e europeus, a neutralidade carbónica dos seus Complexos industriais, o que lhe permitirá ter, até 2035, todos as suas unidades fabris neutras em emissões de carbono e atingir, nessa data, uma redução de 86% das suas emissões de CO2. O compromisso nesta matéria integra o “Roteiro para a Neutralidade Carbónica”, adotado pela Empresa em 2019, e que a coloca na vanguarda da resposta às tendências internacionais relacionadas com as alterações climáticas.
O primeiro passo desta jornada já foi dado, em 2020, com o arranque da nova caldeira de biomassa da fábrica da Figueira da Foz, que permitirá que toda a energia térmica seja proveniente de fonte renováveis reduzindo, este ano, as emissões de CO2 em 32%, ou seja, não são metas distantes para 2035, são ações que já começaram e com expressão positiva a nível ambiental.
Mas, como empresa de base florestal que somos, não podemos também esquecer o contributo que a nossa floresta dá em termos de mitigação do CO2. Em termos de ação, procuramos dar resposta, pela via das florestas que gerimos – e que são um importante sumidouro de carbono – pelo produto que colocamos no mercado (o papel mantém, também, o carbono armazenado até ao fim de vida) e pelos programas de redução de emissões que integram o próprio Roteiro para a Neutralidade Carbónica. Combinamos, também, a gestão sustentável da floresta com programas de melhoria da eficiência energética ou de transição para tecnologias que utilizam energia de fontes renováveis.
Consideramos, por isso, urgente responder aos desafios colocados pela mitigação e pela adaptação às alterações climáticas e, nesse sentido, é determinante que as empresas tenham que fazer parte desta solução. Ao definir metas ambiciosas e medidas de longo prazo, no âmbito do nosso compromisso com a neutralidade carbónica, pretendemos, assim, inspirar outras empresas a fazê-lo também.
Quais são as ambições em concreto? E qual a estratégia para as alcançar?
The Navigator Company está empenhada em antecipar a sua neutralidade carbónica. Esta estratégia, que está incluída no nosso Roadmap to a Carbon Neutral Company, contempla um conjunto de investimentos a realizar, nos próximos 15 anos, bem como um conjunto de quatro objetivos de implementação em que 100% da produção de energia elétrica seja feita a partir de fontes renováveis, em que se possa reduzir as emissões de CO2 de origem fóssil com recurso a novas tecnologias, reduzir em 15% o consumo específico de energia até 2025 (por referência a 2015) e realizar o offset de emissões não passíveis de eliminar.
Aliás, já estamos a assistir hoje à transição do plástico (recurso fóssil) para materiais fabricados com recursos renováveis e sustentáveis, como é o caso do papel. Exemplo disso é a nova diretiva comunitária, que entra em vigor este ano, e que coloca restrições na introdução de plásticos de uso único como os sacos.
Embora o Roteiro para a Neutralidade Carbónica da The Navigator Company tenha sido apresentado, em 2019, os nossos esforços em prol de uma economia de baixo carbono tiveram início há vários anos, com o investimento feito na melhoria da eficiência dos seus processos, com a implementação de soluções tecnológicas que permitem a redução do consumo energético e com a utilização de energia de fontes renováveis.
Vai ser necessário reinventar modelos de negócios? Quais são as mudanças que terão de ser implementadas?
Sim, no sentido de desenvolvermos modelos de negócio que contribuam para uma economia de baixo carbono, mais circular e capaz de impulsionar a criação de valor sustentável para a sociedade. Essa reinvenção passará pela aposta na Inovação, na Ciência e na Tecnologia, bem como pela cooperação intersectorial.
Entre as principais ações que serão levadas a cabo constam a promoção do uso responsável dos recursos naturais, renováveis e não renováveis; garantir a gestão de paisagens onde coexistam florestas funcionais, contribuindo para a produção de matérias primas e para a conservação dos serviços dos ecossistemas, entre outros usos pelas comunidades envolventes; o investimento em infraestruturas e na otimização de processos que promovam a circularidade (valorização de recursos e resíduos), o uso de energias renováveis e a redução de emissões de GEE; o desenvolvimento de produtos inovadores de base biológica que consigam substituir outros de base não renovável, fazendo face às necessidades da sociedade; e a educação e promoção da literacia em sustentabilidade, com o objetivo de mudar comportamentos e de formar/informar sobre opções de consumo mais sustentável.
Vamos, certamente, assistir a uma “revolução verde” na embalagem dos grandes produtos de consumo, com uma mudança para produtos renováveis e de elevada reciclabilidade, como é o caso do papel. A The Navigator Company está atenta a esta realidade e, como tal, já disponibilizou no mercado não só papel para sacos, como, também, cartolina para embalagens.
Que métricas já foram alcançadas?
Iremos atingir, já este ano, cerca de 32% dos 86% de redução das emissões de CO2 ambicionada até 2035, com a nova caldeira de biomassa no Complexo industrial da Figueira da Foz. No funcionamento desta nova estrutura serão utilizadas, anualmente, 400 mil toneladas de biomassa, sendo que, destas, metade é proveniente de resíduos resultantes do descasque interno da madeira do eucalipto, às quais se juntam 200 mil toneladas de biomassa de sobrantes florestais adquiridas no exterior, decorrentes das operações de gestão florestal e das limpezas de áreas rurais. Paralelamente à energia térmica, ou seja, vapor de água gerado a partir da biomassa residual florestal e utilizada nos processos produtivos, através da expansão desse vapor numa turbina associada, vai ser gerada, energia elétrica. Esta dupla função irá garantir eficiências muito mais elevadas na geração da energia (co-geração). A fábrica da Figueira da Foz será a primeira do grupo com energia elétrica totalmente produzida a partir de fontes renováveis e, até final deste ano, estimamos que sejam investidos cerca de 40% do montante que nos propusemos investir em descarbonização da atividade industrial.
A The Navigator Company é, assim, um exemplo de circularidade: cerca de 70% da energia consumida nos nossos Complexos industriais é proveniente de biocombustíveis com origem na biomassa florestal (uma fonte renovável de energia), 90% dos materiais utilizados no processo produtivo são de origem renovável e 80% dos resíduos são valorizados.
Em que ponto está o vosso setor nesta matéria? Que análise faz da sua evolução?
Através da gestão florestal sustentável, o setor papeleiro contribui significativamente para a cobertura florestal da Europa, permitindo que as florestas desempenhem o seu papel de sequestro de carbono, fornecimento de materiais capazes de armazenar carbono e substituição de matérias-primas fósseis. A indústria papeleira oferece, ainda, soluções inovadoras e eficientes para uma ampla gama de produtos, como resultado de uma bioeconomia sustentável e circular. O setor sempre foi um diminuto emissor (cerca de 1% na Europa), quer um elevado utilizador de energia renovável (60% na Europa), produzindo um produto renovável com elevada reciclabilidade (72% na Europa). Numa altura de crescente consciencialização mundial para as alterações climáticas, o papel enquanto suporte conquista um lugar de relevo dentro do paradigma da sustentabilidade e da economia circular, assente em produtos com origem em matérias-primas naturais e renováveis, capazes de substituir os de proveniência fóssil, como é o caso do plástico.
Gostaríamos, ainda, de salientar que CEPI – Confederation of European Paper Industries – da qual a The Navigator Company faz parte, publicou um relatório, Forest-Based Industries 2050: a vision for sustainable choices in a climate friendly future, onde é evidenciado o esforço que as indústrias de base florestal têm feito na promoção das melhores práticas de gestão florestal e na descarbonização dos seus processos produtivos. Este tem sido, aliás, o nosso caminho enquanto um dos principais atores na preservação e sustentabilidade da floresta nacional, além de sermos um dos players de referência na indústria europeia de pasta e papel.
Como surge esta necessidade de colocar a Sustentabilidade no centro das prioridades da empresa?
A Sustentabilidade faz parte do nosso ADN, uma vez que a estratégia de desenvolvimento de negócio da The Navigator Company assenta na criação de valor sustentável, com base em princípios de ética, de integridade e de transparência. Da floresta ao papel, somos o rosto de um ciclo sustentável. É, por isso, que centramos a nossa produção com origem recursos renováveis e utilizamos energia, também renovável, para o fabrico de energia (que já é cerca de 70%).
Com base nestes valores, e estando atenta às tendências internacionais e desafios de Sustentabilidade à escala global, a Agenda da The Navigator Company para 2030 procura responder aos desafios globais, tais como a emergência climática, a proteção da biodiversidade, a digitalização ou o futuro do trabalho, reforçando o nosso contributo para o desenvolvimento sustentável, dando prioridade à preservação dos recursos naturais, como a floresta, o solo, a água ou a biodiversidade. Para tal, apostamos em soluções sustentáveis que, ao mesmo tempo, potenciem a valorização do nosso produto – o papel – e permitam a renovação dos recursos florestais, como alternativa aos materiais de origem fóssil. Isto permite que possamos contribuir, simultaneamente, para a continuidade do negócio, em total sintonia com o desenvolvimento rural e a prosperidade das comunidades.
Como é vista a empresa em Portugal dentro do Grupo à luz da Sustentabilidade?
A forma como conduzimos os nossos negócios e a nossa agenda de Sustentabilidade, espelha a nossa ambição em termos de liderança nesta área. Prova disso, está no facto de estarmos envolvidos ativamente em diversas Associações Empresariais para o Desenvolvimento Sustentável, entre as quais, o Business Council for Sustainable Development (BCSD), onde atualmente assumimos a presidência, e que se trata de uma Associação sem fins lucrativos que agrega e representa mais de 100 empresas de referência em Portugal, empenhadas na transição para a Sustentabilidade. Mas temos outros exemplos: a The Navigator Company integra o World Business Council for Sustainable Development (Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável), fazendo parte da Comissão Executiva, e é, também, membro ativo do Forest Solutions Group.
Em 2020, a The Navigator Company foi distinguida enquanto líder mundial no combate às alterações climáticas pelo CDP – Carbon Disclosure Project, uma organização não governamental que avalia o desempenho ambiental de empresas e cidades e cujas análises são utilizadas pelos investidores nas suas decisões de investimento sustentável. Adicionalmente, está avaliada de forma muito positiva, no ranking ESG da Sustainalytics, posicionando-se em 5.º lugar, num total de 78 empresas do cluster de indústrias Paper & Forestry, e em 4.º lugar, no subconjunto de 61 empresas do cluster Paper & Pulp. Estes exemplos mostram a nossa vontade em trabalhar e contribuir para um Planeta cada vez mais sustentável.
É importante mencionar que, internamente, a The Navigator Company tem uma estrutura de governação consolidada e constituída por diversos órgãos, como é o caso do Fórum de Sustentabilidade, sendo que cada um tem funções bem definidas no que toca à gestão da Sustentabilidade, de forma a garantir o cumprimento de práticas empresariais éticas e responsáveis.
Foi criado algum departamento ou grupo de trabalho que se dedique à Sustentabilidade?
Sim, existe uma Direção de Sustentabilidade que integra técnicos superiores com várias décadas de experiência. Todavia, a sustentabilidade na Navigator não se resume a uma Direção, antes pelo contrário, todas as Direções contribuem para este desígnio que faz parte da nossa forma de estar no negócio.
E quais as prioridades desta área?
Tendo sempre por base a qualidade de vida e o futuro do Planeta, queremos continuar o caminho da redução das emissões de carbono, bem como aumentar a contribuição positiva da The Navigator Company para a criação de valor e crescimento sustentável num mundo em mudança. Outro dos objetivos da empresa passa por estimular a geração de valor ao nível económico, ecológico e social, minimizando, para tal, a pegada ecológica. E queremos, claro, finalizar a Agenda 2030.
Acreditamos que podemos ter um papel crucial para garantir que as gerações futuras vivam num Planeta melhor e, isso, passa pelos produtos e soluções sustentáveis, naturais, recicláveis e biodegradáveis que oferecemos e que contribuem para a fixação de carbono, para a produção de oxigénio, para a proteção da biodiversidade, para a formação de solo e para o combate às alterações climáticas. Queremos partilhar com a sociedade não só os nossos resultados, mas também o nosso saber, a nossa experiência e os nossos recursos na busca de um futuro melhor.
Quais têm sido as vossas contribuições para o progresso dos clientes nesta matéria?
A sensibilização para a urgência climática é, para nós, um aspeto-chave nesse sentido. É com esse intuito que organizamos diversas iniciativas, tal como o Fórum de Sustentabilidade, onde se dá a análise e discussão de temas relacionados com a Sustentabilidade, com o objetivo de reforçar o conhecimento recíproco, entre os membros da The Navigator Company e as personalidades ligadas aos seus principais Stakeholders, potenciando assim plataformas de entendimento e cooperação. Por exemplo, na última edição que se realizou em novembro de 2020, o Fórum de Sustentabilidade da The Navigator Company procurou debater sobre a importância de promover a valorização do Capital Natural nas suas diferentes dimensões, através da conciliação entre a floresta de produção e a floresta de lazer.
Procuramos, também, disponibilizar produtos com origem em matérias-primas renováveis e sustentáveis, bem como ajudar na promoção de categoria e produto. Nos últimos anos, a The Navigator Company tem explorado várias oportunidades para substituir produtos com credenciais ambientais menos fortes. Por exemplo, e procurando evidenciar a funcionalidade do papel como alternativa ao plástico, temos o caso do Jornal Expresso que, a partir de janeiro de 2019, passou a ser distribuído num saco de papel da The Navigator Company e, também, o exemplo da revista National Geographic que, desde abril do mesmo ano, em que o seu envio passou a ser feito aos assinantes num envelope de papel da nossa marca. Temos, ainda, outro bom exemplo com a Feira do Livro de Lisboa que, na procura de uma solução mais ecológica para o transporte dos livros que substituísse os sacos de plásticos por sacos de papel se associou à nossa Empresa em 2019, e este ano também, para assegurar esse suporte. Estas parcerias que aqui partilhamos visam não só realçar o papel como um substituto ao plástico de utilização única, mas também sensibilizar os consumidores para alternativas de embalagem mais sustentáveis e amigas do ambiente.
Pode partilhar algumas recomendações para tornar as empresas e os negócios sustentáveis?
Em primeiro lugar é fundamental não esquecer que todas as decisões devem ser sempre tomadas num racional de sustentabilidade: Ambiental, Social e Económica.
Consideramos fundamental optar pela utilização de produtos que tenham origem em matérias-primas renováveis e sustentáveis. Esse é um dos passos que deve ser dado de forma a garantir que as empresas e os seus negócios funcionem de forma sustentável e de forma benéfica para o Planeta. É preciso, também, que as empresas saibam gerir os seus negócios com responsabilidade e com o intuito de minimizar os impactos da sua atividade, tanto na sociedade como no Planeta.
Por fim, acreditamos que é importante contribuir de forma positiva para a criação de soluções de negócio sustentáveis, através da cooperação com os stakeholders e promovendo, ao mesmo tempo, o bem-estar dos colaboradores e das comunidades.


