A saúde mental saltou para o topo das preocupações das pessoas a nível global em 2021, apesar de o coronavírus continuar a ocupar o lugar de destaque, reflexo dos tempos pós Pandemia. Estas são parte das principais conclusões do Global Health Service Monitor, o estudo anual da IPSOS, realizado em 30 países, que explora os […]
A saúde mental saltou para o topo das preocupações das pessoas a nível global em 2021, apesar de o coronavírus continuar a ocupar o lugar de destaque, reflexo dos tempos pós Pandemia. Estas são parte das principais conclusões do Global Health Service Monitor, o estudo anual da IPSOS, realizado em 30 países, que explora os maiores desafios na área da saúde, cujo relatório foi recentemente publicado.
O COVID-19 continua a ser reconhecido como o maior problema de saúde em 25 dos 30 países, seguido pelo cancro, como a maior preocupação dos inquiridos (34%), e, em terceiro lugar, as doenças mentais que, ao contrário dos precedentes, aumentou de 26% para 31%.

À exceção de países como Japão, Turquia e Índia, cuja percentagem diminuiu, e Austrália e Coreia do Norte, que manteve os mesmos valores, os restantes países mostram um aumento considerável da preocupação com a saúde mental. Suécia e Chile ultrapassam os 50%, sendo a maior preocupação, mesmo comparado à COVID-19. A grande maioria (79%) considera a saúde mental e a saúde física igualmente importantes no que diz respeito à saúde pessoal, sendo que apenas um terço acredita que o sistema de saúde do seu país oferece iguais condições de tratamento.
Quanto aos serviços de saúde e tipos de tratamentos, Singapura está no topo a nível de satisfação, e logo a seguir a Suíça e Austrália, com a Polónia a ocupar o fim da tabela, com apenas 9%. Cerca de um terço dos inquiridos globais acredita que o sistema irá melhorar nos próximos anos, ao passo de que 16% apontam para uma descida na qualidade, sendo esta visão pessimista mais notável nos países desenvolvidos.
Por outro lado, os inquiridos reconhecem a sobrecarga do sistema de saúde (56%), os tempos de espera (41%) e a falta de staff (39%) como os principais desafios com maior necessidade de melhorias. Numa pesquisa mais aprofundada informam que o tempo de espera para conseguir uma marcação com o médico é demasiado longo, com a Polónia, Hungria e Chile a mostrar maior preocupação neste indicador.
As opiniões tendem a variar consoante o país, no entanto e curiosamente, em todo o mundo, em média 53% de inquiridos atribuem uma avaliação positiva aos serviços de saúde do seu país, tendo aumentado ligeiramente desde o ano anterior, e estando bem acima dos níveis de 2018.

