Mais de metade dos portugueses está disposto a investir entre 10% e 50% do seu rendimento no bem-estar, é na dimensão emocional que está a maior prioridade (58,47%), seguindo-se a financeira (12,55%). O estudo de bem-estar, hábitos de consumo e perceções sobre as lojas de retalho, elaborado em julho de 2022, demonstra que os portugueses […]
Mais de metade dos portugueses está disposto a investir entre 10% e 50% do seu rendimento no bem-estar, é na dimensão emocional que está a maior prioridade (58,47%), seguindo-se a financeira (12,55%).
O estudo de bem-estar, hábitos de consumo e perceções sobre as lojas de retalho, elaborado em julho de 2022, demonstra que os portugueses estão cada vez mais dispostos a investir e a priorizar o seu bem-estar. Em novembro de 2021, 34,9% dos portugueses investia até 10% do seu rendimento no seu bem-estar e, em julho de 2022, 25,4% reporta estar disposto a investir até 10% do seu rendimento.
Também em 2021, 45,1% dos portugueses considerava a dimensão emocional como principal prioridade, seguida da dimensão física (21,2%), estando a dimensão financeira como terceira prioridade, com 8,8%.
Hábitos de consumo e bem-estar
A análise do Center for Consumer Well-Being da Retail Innovation da Católica-Lisbon, revela que 65,5% dos portugueses estão dispostos a investir entre 10% e 50% do seu rendimento no bem-estar, um resultado superior quando comparado com os dados obtidos do mesmo estudo em novembro de 2021 (54%).
No que diz respeito aos hábitos de consumo, o estudo mostra que metade dos consumidores (50,6%) considera os baixos preços como o motivo mais importante para escolher uma loja para fazer as suas compras, sendo que 8 em cada 10 considera como pelo menos o segundo fator mais importante.
Destaca-se ainda a proximidade, a qualidade no atendimento, o sortido alargado e a facilidade de check-out e pagamento. No que toca à forma de realizar compras alimentares, 92,7% dos consumidores prefere em ambiente físico. Já nas compras não alimentares, 59,4% tem preferência por ambientes físicos, 33% por ambientes digitais, com entrega em casa, e 7,6% por ambientes digitais com entrega em ponto de recolha.
No que toca a características valorizadas numa loja de retalho, a atual conjuntura de inflação e maiores dificuldades financeiras tem um reflexo nas respostas dos portugueses, já que 23,4% valoriza a existência de promoções personalizadas, um aumento quando comparado com o estudo anterior (22,6%).
A mudança de prioridade entre a dimensão física e a dimensão financeira pode tentar ser explicada pela data de realização do estudo, uma vez que atualmente há uma maior preocupação financeira associada aos elevados níveis de inflação que vivemos face ao anterior estudo de novembro de 2021 assim como uma menor preocupação com a pandemia da Covid-19.
Maria Estarreja, Diretora Executiva do Center for Consumer Well-being and Retail Innovation da CATÓLICA-LISBON


